Garotos que Mordem
13 Capítulo 13
Definitivamente não existe um ser mais confuso do que eu agora, talvez o Edward esteja mais confuso, mas ele não conta. O que o meu melhor amigo e o cara que roubou o meu primeiro beijo está fazendo aqui, na minha casa? Sem que eu ao menos soubesse que ele viria para cá? Será que ele gosta tanto assim de chuva que resolveu vir para esse lugar, que nunca viu todo o poder e gloria do sol.
–Alec? Alec... O que você está fazendo aqui?
–Vim te ver, e conversar sobre nós, desde aquele dia no aeroporto eu não consigo te esquecer!
O que deu nesse garoto? Até parece um cara apaixonado. Será que ele pode estar apaixonado... Com certeza não. Eu o conheço desde que me entendo por gente e ele sempre me disse que nunca iria se apaixonar. Acho que eu sou assim por culpa dele, de tanto o ouvir falar: Garotas só servem para três coisas, cozinhar, me sustentar e me satisfazer. Claro que depois que ele dizia isso ele apanhava da Jane e de mim. Jane, cadê essa garota dos infernos, logo agora ela me abandona, o irmão precisa de tratamento psiquiatra e ela me deixa na mão.
–Ta legal... É, hum, tchau Edward.
Entro em casa empurrando Alec e empurro a porta com o pé, mas algo a impede de ser fechado olho para trás enquanto continuo empurrando Alec.
–Bella, pode me dizer quem é esse garoto? Sou seu namorado e devo algumas satisfações.
Deve ter um novo tipo de vírus no ar, que só afeta os garotos, só pode ser isso, o que anda acontecendo com eles não é normal. Eu deixei bem claro ao Edward que o nosso namoro é só de fingimento, ou brincadeira, como preferir. E ele vem dizer na frente do Alec que nós somos namorados.
–Edward...- antes que eu possa terminar a frase o Alec me interrompeu.
–Como é que é? Eu sou o namorado dela!
E de repente Alec parte pra cima de Edward e os dois começaram a se bater na sala da minha casa. Estavam parecendo dois animais brigando pela fêmea no cio. Tirando o fato de estar no cio, até que é uma realidade dos dois estarem brigando pela fêmea. Isso é tão legal, de verdade, eu sempre quis que isso acontecesse comigo, mas é muito mais divertido do que eu imaginava.
Vou em direção ao sofá e me sento, eu me canso rapidamente acho que tenho as pernas frágeis, mas voltando ao assunto em questão. Edward e Alec são bem fortes, na realidade eu sempre me gabo de ser forte e tudo mais, mas se eu levar um soco desses que eles estão dando um no outro eu viraria pó, na hora, nem pensaria, só viraria pó.
Depois de muitos socos para cada lado a briga começou a ficar sem graça, e depois eles iam acabar sujando a minha casa e eu teria que limpar, então decido interferir.
–Ei... Pode parar.
Mas aparentemente os dois não me ouviram, ou decidiram me ignorar. Então fui em direção à cozinha, abro a geladeira e pego a maior garrafa d’água que encontro e volto à sala, abro a tampa lentamente enquanto aprecio a briga dos dois, nesse exato momento Alec estava por cima e... Isso esta meio pornográfico, é melhor eu não descrever.
Aproveito que os dois não estão me olhando e jogo a água gelada neles. No mesmo instante os dois começam a gritar, gritar igual a duas garotas. O que é mais duvidoso, primeiro vem às posições suspeitas e agora gritinhos afeminados.
Eles olham furiosamente pra mim e eu saio correndo em direção ao meu quarto e a única saída é a janela, e eu posso ser até doida, mas não sou tanto assim para pular do segundo andar, ou seja, estou encurralada.
–Se afastem, ou eu não respondo pelos meus atos.
–Por que você jogou água na gente? – Edward perguntou.
–Porque vocês estavam me entediando, e vão limpar a bagunça da sala!
Os dois olharam para mim, e depois se encaram e voltaram a olhar para mim, e antes que eu pudesse falar ou fazer algo, os dois estavam fazendo cócegas na minha pessoa. Pode parecer idiota isso, mas eu odeio isso, é a verdadeira tortura, você fica rindo sem motivo aparente e o ar começa a faltar e você na pode fazer nada a não ser se contorcer e se contorcer mais um pouco.
–O que esta havendo aqui – ouvi um grito estridente.
E então vi meu pai na porta do meu quarto com a cara vermelha de raiva, foi ai que eu percebi como estávamos: minha camiseta estava quase saindo de tanto que eu me contorci, Edward e Alec estavam em cima de mim, com as mãos na minha cintura e o lençol da minha cama estava todo amassado e jogado no chão do quarto.
Eu tenho certeza do que o meu pai esta pensando: Minha filha com dois marmanjos ao mesmo tempo. Até eu ficaria perplexa com isso.
–Calma pai, esse dois estavam brigando e...
–E nada, quero vocês dois para fora da minha casa AGORA.
–Charlie, eu explicar. – E finalmente vi a Jane, essa cachorra, que me deixou sozinha com esses dois psicóticos.
–Está bem. – Ele respondeu.
–Como eu estava dizendo estes dois estavam brigando e eu fui parar a briga e quando eu vi, eu estava no meio, batendo nos dois, e um batendo no outro.
Sim eu menti, e daí, se eu falasse que eles estavam fazendo cócegas em mim, seria pior, acredite, eu conheço o Charlie. É capaz de ele dizer que era um assédio sexual. Então depois de muitas explicações Charlie saiu do quarto deixando Jane conosco.
–Onde você estava? Como foi capaz de me deixar só com seu irmão?
–Você não estava sozinha, o topetinho também está aqui.
–Porque vocês vivem me chamando de topete? – Edward perguntou indignado.
Nós três o olhamos e voltamos a conversar.
–Mas não é justo, e depois o que vocês estão fazendo aqui?
–Já é férias na nossa escola Bella, vamos passar aqui nossas férias, mesmo que seja horrível com esse tempo, mas fazer o que se você veio pra cá.
Tenho que dizer que esse é o primeiro ato de carinho que Jane demonstra.
Fale com o autor