Garotos que Mordem
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Entro na loja de bichos terrestres e a loja é incrivelmente grande. Dá pra se perder, mentira não dá pra se perder, mas é grande.
–Olá, gostaria de algum animal de estimação?
–Não entrei aqui a procura de armas, vocês vendem não é? — pergunta idiota velho — É eu vim atrás de um animal de estimação.
E a mulher virou a cara, como assim? Ela pergunta e me ignora. Não é minha culpa que ela tem problemas mentais e faz perguntas retardadas, É melhor deixar pra lá, vai que ela não me vende o animal que eu escolher. Eu roubo brincadeira, eu deixo o dinheiro e saio correndo.
Começo a andar...e uma tartaruga é o primeiro animal que eu vejo. Que graça tem ter uma tartaruga? Uma vez eu vi elas cruzando, foi muito engraçado, o macho faz um som estranho, e fica piscado sem parar, mas fora isso, nada de mais. Passo reto, em seguida começam a aparecer as cobras e do outro lado está uma Iguana.
Então o que eu tinha medo aconteceu... A duvida, eu vim com a intenção de comprar a Iguana, mas a cobra é tão legal, e parecida comigo, não que eu rasteje pelo chão faça barulhos com a língua. A única coisa parecida entre nós duas é o veneno se é que vocês me entendem.
–Bella?
–Não o urso polar — digo olhando para a ultima pessoa que eu gostaria de ver hoje, amanhã e sempre, na realidade... Só hoje, amanhã talvez, sempre seria um desperdício.
–Sempre delicada. – disse Edward
–Como uma pétala de rosa
–Exato! O que você quer? — respondi
–A loja é sua? Não sabia disso.
–Pois é agora cai fora
Então a mulher que trabalha na loja brotou do nada, a um segundo atrás não havia ninguém além do topetudo e eu, no outro segundo ali estava a atendente. Essa garota veio de onde? Do além só pode!
–Ela está atrapalhando?
O Edward deu um sorriso muito estranho e respondeu
–Ela trabalha aqui?
–Não...
–Então não está atrapalhando, obrigado — e virou na minha direção.
A garota saiu pisando firme no chão.
–Depois eu que sou arrogante!
–Mas é! Só acho que é o convívio e por isso eu estou ficando também
–Como se você e eu tivéssemos um "convívio" Edward
Ele riu, vai ter dentes bonitos lá em casa, não na forma danada de falar. Paro de olhar, sou muito fraca a altas tentações, acho que tenho que fazer um treinamento de: como resistir a homens lindos. Se bem que é meio estranho resistir a homens lindos, mas em alguns casos é necessário. Edward é um cara verdadeiramente lindo, mas não é o cara que eu quero, o cara que eu quero ou queria, tinha muito mais músculos, e covinhas lindas, mas o cérebro do tamanho de um amendoim. Já seu "irmão" é mais magro, mas é muito mais bonito. Droga! Eu podia ter gostado do irmão sem namorada.
–Então, você vai comprar um animalzinho de estimação?
–Não... é para meu ritual vodu
–Humm e pra que seria esse ritual?
Aproximo-me dele e sussurro
–Segredo
Quando vou me afastar sinto sua mão na minha cintura, se me puxa para perto de seu corpo e diz baixo
–Não me provoque Bella
–Jamais faria isso — digo sussurrando novamente
Me solto dele e volto a olhar para os dois animais que me fascinam
–Edward, me diga sinceramente... qual animal você acha que combina mais comigo a Cobra ou a Iguana?
–Porque você acha que a Iguana parece com você?
–Porque eu gosto de Iguana... e de Esquilos, mas não dá pra ter um Esquilo.
–É, não dá pra ter um Esquilo. Mas vamos fazer assim “minha mãe mandou” é uma ótima maneira de resolver problemas desse tipo!
–Eu pensei que você era mais esperto que seu irmão!
–Eu sou — ele disse ofendido — só acho que eu não posso te ajudar nisso, o animal vai ser seu. Não meu.
–Grande ajuda essa sua!
A cobra ou a Iguana...? Estava perdida em pensamentos quando Edward me atrapalhou.
–Quer realmente saber qual é a minha opinião?
–Não, eu perguntei só pra passar o tempo mesmo!
Ele deu um sorriso de canto de rosto, o que o deixou extremamente sexy!
–Acho que a cobra combina mais com você. Um camaleão também, mas a cobra é melhor, porque vocês duas são venenosas — ele começou a rir fazendo o sinal de mãos pra ver se eu entendia a piadinha dele.
Cada ser que me aparece. Despois que apanha não sabe o porquê. Vou em direção ao caixa, pois já sei qual o animal que eu vou comprar, fico imaginando qual será a reação do Charlie quando ver o animal novo, talvez ele tenha uma sincope. Agora pensando bem, não me lembro se alguma vez ele teve um animal, provavelmente não.
Edward vendo pra onde eu estava indo veio atrás de mim e perguntou qual eu havia escolhido, mas é claro que eu vou deixa-lo na curiosidade, sou maligna. Claro que isso não é uma novidade, mas eu nunca me canso disso. Será que vai ser muito estranho se algum dia eu voltasse a ser boazinha, acho que as pessoas me internariam em um manicômio, mas não vale a pena ser assim. Se bem que na maioria das vezes eu me ferro com as coisas que eu faço. Mas como o tio do homem aranha diz: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Adaptando ficaria: com uma grande mente vem grandes problemas. Imagina se eu usasse drogas ninguém ia me aguentar.
–Por favor, eu quero comprar aquela cobra — eu disse a mulher do caixa
–Não está a venda — ela respondeu sem olhar.
–Não perguntei se estava ou não a venda. Mas mesmo se eu houvesse perguntado, por que há o preço ali se não está a venda?
Ela tirou seu olhar da revista e pude ver que ela estava lendo seu horóscopo. Ele olhou para Edward e depois depositou seu olhar em mim, com a cara emburrada ele disse.
–Qual cobra?
–Aquela — apontei novamente.
–Uma cobra coral falsa. Está bem! Vai querer comprar com o viveiro junto?
–Vou!
A garota foi para a parte de trás da loja e quando voltou estava com um pequeno viveiro nas mãos, ela passou por nós e foi até a cobra coral, Edward e eu a seguimos. Vi que ela tinha razão no nome da cobra.
–Porque se chama coral falsa?
–Porque ela não tem veneno ao contrario da outra coral.
–É Bella acho melhor você não cobrar essa, ela não é parecida com você!
–Fica quietinho pra eu gostar de você.
Pude ver a garota segurando o riso e dando um olhar travesso a Edward, o que me deu raiva, quem ela pensa que é? A rainha da beleza e que ele vai se interessar por ela? Não se depender de mim. Ela pegou a cobra e nesse momento e desejei que fosse uma coral verdadeira, e que a cobra a picasse. Voltamos ao caixa e eu peguei minha carteira pronta para pagar quando senti a mão dele nas minhas, o olhei pronta para xingar, mas seu rosto estava muito próximo ao meu, eu arfei.
–Pode deixar que eu pago. — ele disse baixo e com a voz rouca.
–Não. — Minha voz quase não saiu.
–É um presente! – Sorriu encantadoramente, incrível como os Cullen sabem seduzir
Ele pegou o dinheiro de sua carteira e pagou a garota e olhava para mim irritada. Essa é pra aprender a não mexer com quem está comigo, tecnicamente nós não estamos juntos, mas ela não precisa saber disso.
Saímos da loja vou até meu carro que está estacionado do outro lado da rua e abro a porta do passageiro, na loja um surto de cavalheirismo atingiu o topetudo...o Edward e por isso ele estava carregando o viveiro, o colocou cuidadosamente no banco e eu fechei a porta.
–O que você vai fazer hoje?
–Não sei...acho que hoje é dia de trabalhar, meu chefe ficou de ligar... — mal pude terminar a frase e meu celular tocou – Alô?!
–Isabella?
–Sim!
–Oi é o Sam, quero te avisar que hoje começa o seu trabalho esteja aqui às 18:00 para se maquiar e se fazer algumas coisas, e se possível não se atrase estou contando com você!
–Pode deixar, não irei me atrasar.
–Ahh, você poderia me fazer um favor? — ele perguntou — Ajude as meninas nas danças, elas não sabem muito bem.
–Isso eu já havia notado. Quando eu chegar eu ensino alguns passos para elas.
Pude ouvir um suspiro de alivio do outro lado da linha.
–Obrigado Isabella
–Como eu já disse me chame de Bella
–Claro, claro, até mais Bella– Ele encerrou a ligação
–Desculpe vou trabalhar disse à Edward – Que ficou com uma expressão triste.
–Você trabalha de que?
–GOGO Girl
–Serio?
–É — disse por fim.
–Onde?
–The vampires, estreitará hoje!
–Feito! Estarei lá.
Alguém poderia me explicar o que acabou de acontecer aqui? Quem ele pensa que é pra marcar um encontro sem o meu consentimento? Eu vou deixar isso passar porque quero que o Emment se ferre, veja o que perdeu por preferir aquela metida.
–Está bem. Nós vemos lá então.
–Quer que eu te leve?
–Não sei se você percebeu Edward, mas eu tenho um carro e é esse aqui — disse apontando.
–Pra mim isso está mais pra latão do que pra carro.
Espera um minutinho. O carro pode ser horrível, soltar mais fumaça do que um trem, pode estar caindo aos pedaços e a pintura pode ser desgastada, mas isso não o da o direito de falar mal do meu baby, só eu posso fazer isso! O olho dos pés a cabeça me segurando para não falar nada que o faça se esconder eternamente de mim.
–Ei, vou estar bem perto só para ver você dançando, espero que você dedique uma dança pra mim, assim eu acho que posso te dar a melhor noite da sua vida.
Ele não disse isso, porque se ele disse é agora que ele vai perder aquilo que ele tem no meio das pernas. Olho indignada para o individuo e o acerto bem na parte sensível para ele aprender que comigo não se fala assim, não é só porque eu trabalho como gogo girl que ele pode me assediar e achar que eu gosto disso.
Ele cai no chão e começa a gemer baixinho, me abaixo e digo perto de seu ouvido.
–Meça suas palavras comigo garotão. — Entro no meu carro e saio cantando pneu, claro que não é em uma velocidade digna porque o meu carro não aguenta, é em uma velocidade razoável.
***
Quando entro em casa a primeira coisa que vejo é se Charlie não está, quando tenho certeza que de que estou sozinha volto ao meu carro e pego meu mais novo bichinho de estimação, entro e vou direto ao meu quarto e coloco a viveiro em cima da cama e começo a analisa aonde eu colocarei o viveiro. Olho para o canto perto da janela e tiro tudo o que está ali, desço e pego a mesinha que Charlie usa para colocar latinha de cerveja enquanto assiste a jogos, subo novamente e coloco no canto que eu havia limpado. Em cima coloco o viveiro.
O lugar fica perfeito, o sol não chega até o canto, pois há a parede e mesmo que fosse de frente a janela não haveria sol porque nessa cidade é mais fácil cair uma chuva de meteoros e nela vier o super homem do que o sol aparecer.
Deito-me cansada, não é fácil carregar um viveiro, pesa demais. Olho em meu relógio de pulso e constato que ainda há tempo até que eu precise me arrumar para ir trabalhar. Meu estomago dá sinais de vida e eu tenho certeza que se eu não obedece-lo eu irei ficar com dor de cabeça mais tarde e eu não conseguirei dançar.
Assim que eu me levanto pronta para ir comer algo, meu celular começa a tocar. Sequer olho no identificador, ninguém importante me liga a não ser que seja os meus momentos finais na terra, ou que eu seja abduzida e quando volte seja a Presidente dos Estados Unidos....é melhor eu parar com isso.
–Quem perturba?
–Vejo que continua a mesma de sempre Bels.
–Alec?
–Eu mesmo sua perturbada, como anda as coisas ai? Já irritou seu pai o suficiente pra ele lhe mandar de volta?
–Ainda não, primeiro vou juntar um dinheiro aqui, assim que eu fizer isso vou embora, e essa cidade dos infernos nunca mais terá noticias minha!
–Humm, acho melhor você fazer isso logo, a Jane anda insuportável aqui.
Ouço um barulho estrondoso do outro lado da linha e em seguida escuto a Jane falando.
–Como você ousa não me ligar hein? Você não tem medo da morte não?
–Claro que eu tenho Jane... ainda mais se for você a me apresentar ela. E que barulho foi esse?
–Eu bati no Alec, como ele ousa dizer que eu sou insuportável?
–Você tem toda a razão bata nele! — começo a rir e ela me acompanha — Jane me ajuda isso aqui é horrível, não tem sol é só chuva, as pessoas daqui são irritantes eu não consigo mais aguentar.
–Bata neles, é a melhor solução!
Para a Jane a violência sempre é a melhor solução, quem não a conhece a acha adorável, uma garota meiga e linda que só pensa no bem dos outros. Tudo fachada para que os pais dela não a mandem para um reformatório!
–Boa ideia!
–Bella, tenho que desligar, meus pais querem que o Alec e eu vamos a um encontro de jovens em potencial...uma perda de tempo. E o Alec mandou um beijo como o ultimo que vocês tiveram!
E assim ela encerrou a ligação.
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