Sol ó maravilha criada pela explosão de uma estrela que neste momento estava brilhando lá fora, me levanto correndo e abro toda a janela e fico olhando pro céu.

–O dia está bonito não é?

Olho pra Charlie e minha visão fica embaçada por causa da escuridão do quarto.

–Lindo — volto minha cabeça pro sol.

–É melhor se apressar se não você vai se atrasar... To saindo Tchau.


Espero que dessa vez não me venha nenhum idiota e me jogue água, não deve ter água na rua, então espero que nenhum idiota me atropele.


***


Exatamente no mesmo lugar onde eu estava quando o volvo me jogou água, ele passou de novo, mas dessa vez parou ao meu lado.


–Ei esquentadinha... Quer carona hoje?

–Não vou a pé que eu ganho mais.

–Mais cansaço só se for — escuto uma voz feminina falar.


O vidro de trás do motorista começa a abaixar e vejo duas garotas e um garoto sentados. Era o que me faltava, mais problemas pra minha humilde vida sem graça. Vida sem graça por enquanto.


–Garota quem te perguntou se eu vou ficar cansada ou não?

–Calma... a Rosalie as vezes fala demais. — A morena falou

–Falo nada Alice, ela é que vai perder — Falou Rosalie — Vamos Edward que essa ai não quer carona.

–Ta bom, nos vemos na escola é... Qual seu nome mesmo? — Falou o motorista o tal de Edward

–Meu nome é...- quer saber eles não merecem saber meu nome! — Xena a princesa guerreira

O grandão do lado do Edward apareceu na janela com a boca aberta e falou.

–Não brinca... Tu é mesmo a Xena?

–Claro que sim — Mentira que ele estava acreditando?

–Meu eu sou teu fã! — ele saiu do carro e veio correndo em minha direção, fechei os olhos esperando o baque e o que sinto é um abraço de urso.

–SOLTA — grito — Você vai me matar!

–Desculpa! Me da um autografo?

Como é que é? A não só pode estar pedindo pra ser zoado.

–Opa é claro! — Ele correu até o carro e pegou um papel e uma caneta e voltou correndo — Como é seu nome grandão?

–Emmett

Quando eu ia escrever meu nome olho pro carro e vejo todos de boca aberta olhando pra mim, eles também tão acreditando nisso?

–Emmett, ela não é a Xena! — Rosalie fala quase gritando, seu rosto está em um vermelho vivo.

–Rosalie, é ela sim. Não é igual a da tevê, mas a tevê mente.


Nossa o cara tem a cabeça só de enfeite, só pode! Então um Eco Esport preto para atrás do Volvo e aparece uma cabeça morena que reconheço bem.


–Quill !

–Eai Bella, ta indo pra escola?

–To sim, só to dando meu autografo aqui. — Ele me olha confuso

–Quer carona

–Claro!

–Não a Xena vai com a gente! — Emmett fala.

–Xena?

–Depois te contou Quil. Emmett eu tenho que ir com o ele porque ele é meu companheiro nas batalhas contra os monstros.

–Ah ta bom Xena, nos vemos na escola então

–Emmett! Você não ouviu o nome que aquele cara chamou ele? Ela se chama Bella!

–Tenho que ir tchau. — Saiu correndo e entro no carro.


Embry também está no carro, só que no banco de trás e dormindo.


–Então depois que você falou pra gente que estudava aqui -Ele entrou com o carro no estacionamento da escola — Nós decidimos vim pra cá também, sabe a escola de La Push está um saco!

–Que bom agora eu tenho com quem conversar. E aproveitar pra zuar o do volvo — começamos a ri e com isso acordamos Embry.

–Bella!

–Eai dorminhoco?

–Muito sono pra pouco eu, se tá ligada tio?!


Embry é daqueles garotos em uma frase apenas uma palavra não é gíria.

Descemos do carro e todos que estavam no estacionamento pararam para nos olhar, os meninos começaram a andar como se fossem os melhores da escola, o que eu não duvido, e eu segui seu exemplo. Adentramos na diretoria para pegar nossos horários e a mulher ficou em choque nos olhando.


–Fala ai tia, a gente quer pegar o nosso horário ta ligada? — falou Embry.

–Ahh vocês são os garotos de La Push certo?

–Sim — respondeu Quil.

–Eu sou a filha do chefe Swan — Digo a mulher

–Ah claro Isabella!

–Pode me chamar de Bella


A mulher entregou o horário dos dois e esperou que eles saíssem, assim que a porta se fechou atrás dela ela me fala.


–Bella, não fique andando com esses garotos, eles não são garotos bons. Prefira os Cullen esses sim são garotos que se pode andar.

–Opa pode deixar tia que eles são firmeza! — Quis brincar com a cara dela que ficou em choque.


Sai de lá rindo, e acompanhei os meninos, vimos que nossa aulas eram quase as mesma, a primeira era uma delas. Mas é biologia, ninguém merece! Entramos na sala e lego vejo o rei topete sentado na primeira carteira da fileira da janela. O professor nos chama pra nos apresentar pra sala.


–Eu sou Quil Antera

–Eu sou Embry Call

–Eu sou... Isabella Swan – odeio ter que me apresentar!


Nos sentamos no fundo e ficamos conversando e decidimos que essa escola precisa de uma agitação.


O topete rei sempre que podia ficava nos olhando, não só ele a sala inteira. Eu sei que quando entram alunos novos na escola a curiosidade das pessoas aumenta, mas fala sério, já irritou isso.


As outras aulas passaram voando, até que deu o sinal do intervalo.


–Oi, sou Mike, prazer em conhecê-los.

–Teria sido melhor se a gente não tivesse te conhecido, então que tal você fingir que não se apresentou e deixa todo mundo feliz? — Diz Quil.


Depois dessa eu teria abaixado a cabeça e saia correndo. Mentira eu daria uma resposta a altura e talvez uns socos.


O tal de Mike ficou com uma cara de taxo que se eu fosse outra teria ficado com pena, mas não, eu cansei de ser a boazinha. Ele se juntou a um grupinho onde a maioria eram garotas.


–Então vamos por nosso plano em ação — Embry falou


O nosso plano é simples, mas é para marcar a nossa chegada. Primeiro nós pensamos em fazer varias coisas desde pinchar a escola (não faz muito nosso estilo), até machucar alguém (seria legal, mas por enquanto não, isso será só em último caso).

Foi ai que me veio uma ideia simples...que tal atacarmos bexigas com água nos alunos? Aproveitar o frio vai ser ótimo!

Nosso plano só tinha um defeito, onde iriamos arrumar as bexigas? É ai que Felix entra, ele ficou encarregado de comprar as bexigas e trazer para nós, ele até pediu pra participar, mas ele não pode entrar na escola, então ele desistiu.


–Onde iremos começar atacando?

–O refeitório! — sugeriu Quil

–Quill querido se começarmos no refeitório não irá ter graça, lá é mais quente do que aqui fora, e depois se for lá logo seremos pegos.

–Concordo com a Bella Quill.

–Então é só esperar o Felix. — Quil completa


Ficamos esperando por mais alguns minutos e vemos seu carro parando de frente ao portão da escola, Quill correu até lá e pegou disfarçadamente o nosso embrulho.

Quando chegou até nós Felix já tinha partido.


–O Felix falou pra gente se divertir por ele.

–Opa pode deixar meu irmão. — Ri com o comentário do Embry.


Fui para o banheiro feminino enquanto eles iam para o masculino carregar as suas munições. Assim que terminei os esperei no mesmo lugar que estávamos. Não demorou muito e já estavam comigo.


–Eu acho que será melhor se nós nos dividirmos cada um pra um lado, assim será mais difícil nos pegar — Quill sugeriu.

–Boa ideia. — Respondemos


Cada um foi para um lado do pátio, de onde eu estava podia ver perfeitamente o Quill, ele piscou pra mim e jogou a primeira bomba d'água acertando em cheio as costas do Mike que girou nos calcanhares a procura do culpado, Quil jlá tinha virado o rosto e fingia estar olhando para um grupinho de garotas loiras. Logo ouvi um grito masculino xingando e aproveitei a distração das pessoas e ataquei uma das minhas bombas d'água.

Logo vi Quill disparando para todos os lados e segui seu exemplo a gritaria de dor e raiva começou, a adrenalina tomou conta de mim e perdi o foco, atacando em quem passasse pela minha frente, foi ai que senti um puxão no meu braço, tentei me desvencilhar, mas foi em vão. Olhei para quem me puxava e vi o topetudo rei me arrastando pra longe dali, mas não era um arrastar de vagar, quase corríamos meu braço já doía por causa de seu aperto, até que gritei.

–Me solta topete de todos!

Ele não me deu atenção, quando vi estávamos num lugar vazio do outro lado do pátio. Entre o prédio 3 e 4.

Ele me prendeu contra a parede e pós um dedo em meus lábios quando estava pronta para xinga-lo. O que ele pensa que está fazendo?

–Por aqui. — ouvi passos perto de nós, mas logo se afastaram.


Assim que as pessoas estavam longe topete máster me soltou.


–Por que você fez isso garoto? Você tem problema mental?

–Um obrigado estaria de bom tamanho!

–Por que eu iria lhe agradecer? Você praticamente me assediou aqui!


Ele girou os olhos.


–Se você não viu, eu vi. O diretor estava quase te pegando por causa da sua gracinha, alias você não podia esperar um pouco pra começar a fazer inimigos?

–Eu não o vi, obrigado topete de todos nós. E depois eu não preciso da amizade desses fracassados, o Quill e o Embry estão ótimos!

–Você que sabe se quer ser a inimiga principal da escola. Que história é essa de Topete de todos nós? –Perguntou sério

–Bom você quer que eu te chame do que, se o seu topete tem quase três metros de altura?

–Eu não tenho topete, meu cabelo é assim mesmo — ele falou com raiva.

–Ei calma garotão eu sei que não é um, mas eu disse isso porque parece. Mas me desculpa tá legal? Se você não...

–Psiu.... — ele pós o dedo novamente nos meus lábios.


Ouvi as mesmas vozes de antes, mas dessa vez estavam mais irritados, provavelmente por não terem nos achados. Foi ai que me lembrei do Quill e do Embry, arregalei os olhos e comecei a virar a cabeça tentando procurar eles, mas em vão de onde eu estava era impossível. Primeiro por que não tinha como ver algo pelos lados, pois as paredes tapavam a minha visão, segundo porque Tope... Edward estava na minha frente e terceiro porque os homens ainda estavam por perto e nós não podíamos nos mexer.

O incrível de tudo isso não é estar "presa" o incrível é que os homens de preto não saiam de perto. Eu aqui sem ter como sair correndo o risco de ser pega pelos homens de preto e morrendo de calor! Estranho não? Imagine você provavelmente no lugar mais chuvoso do mundo, ou seja, se é chuvoso é frio. E você está com calor. Devo ter problema na cabeça.

Depois de praticamente um século aqueles homens saíram de perto. Empurro Edward, mas minha força não surte efeito algum sobre ele.


–Primeiro, quero que pare de me chamar com aquele apelido ridículo. Segundo, aceite uma carona comigo. E terceiro, pare de tentar ser a mais odiada da escola.

–Nem pensar! Eu faço o que eu quiser, e não vai ser você a mandar em mim garoto. Agora se me dá licença tenho que ir para a aula.


O sinal bate, anunciando o fim do intervalo.


Notas finais
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