Garotos
28 Capítulo 23 . O Garoto com Olhar Vermelho
Notas iniciais
Tentei buscar inspiração em músicas de rock da minha banda favorita, mas não deu muito certo, como podem ler . . . HAHAHAHA
Então, espero que gostem.
Tema: Stalker + Yandere.
(Para quem não sabe: Yandere é uma pessoa que age de forma amável com uma pessoa que ama, mas acaba por se tornar agressiva ou com traços de psicopatia. Tipo a Yuno, de Mirai Nikki ♥)
Quando Matt acordou, descobriu que estava sobre uma cama deveras macia. Tentou mexer suas mãos, mas, logo, sentiu seus pulsos amarrados grosseira e fortemente por uma corda. Seus olhos estavam vendados também, impedindo-o de ver onde se encontrava. Uma sensação de pânico tomava seu corpo, enquanto ele tentava soltar-se. As pernas estavam libertas, pelo menos, então as mexia desesperadamente por puro pânico. Ele sabia que nada aconteceria mesmo se fizesse aquilo, mas estava desesperado demais para entender tal fato.
Então, parou.
Uma mordaça em sua boca impedia-o de gritar. Uma venda impedia-o de ver. As cordas impediam-no de se mexer. Estava completamente preso àquela cama, isolado de todo o mundo ao seu redor.
Exceto pela audição.
Ele ouviu passos no chão do quarto. Era um piso de madeira – o mesmo dos quartos do prédio do primeiro ano da Academia Saint John. Descobriu-o pelo barulho que os sapatos faziam ao bater contra ele. Sentiu seu coração acelerar e deixou que gemidos deixassem sua boca. Queria fazer barulho, para avisar a quem quer que fosse que estava acordado. Ainda queria descobrir o que aconteceria.
Então, tentou reconstruir o que acontecera em sua mente. Lembrava-se de que estava na sala de aula. Depois, fora ao clube de basquete, como sempre, e, no vestiário, entrou no chuveiro. Era um blecaute depois disso. Como se algo o houvesse desacordado.
Alguém o fizera.
De repente, pequenas mãos macias tocaram-lhe a pele dos braços e desceram por eles, chegando ao peito com extrema suavidade. Descobriu que estava nu e engoliu em seco. O dono das mãos sentou-se sobre seu quadril, e Matt pôde sentir que ele usava pouquíssimas roupas.
– Ei, Matt... Por que não tenta adivinhar que fez isso com você?
A voz que invadiu seus ouvidos de forma tão repentina era estranhamente conhecida. Certamente, Matt já a ouvira em algum lugar; mas faltava lembrar. Ligeiramente fina para um garoto, delicada com certeza, adorável e apaixonante. Havia muitos garotos em sua sala que poderiam ter aquela voz, muitos garotos em toda a Academia que podiam ter aquele tom, mas apenas um tinha conseguia fazê-lo tão sádico.
– Oliver... O que você... – mas não terminou a frase; ele sentiu a ponta de uma lâmina em seu pomo de Adão e travou.
Uma risada invadiu seus ouvidos, assustando-o. Oliver era um garoto de sua sala que, a princípio, parecia ser o menino mais adorável que existia. Seus olhos eram grandes, verdes, brilhantes; os cabelos, louros, ligeiramente compridos para um garoto e volumosos; a pele, tão clara quanto era possível ser. Matt mesmo o achava amável nos primeiros dias.
Mas talvez houvesse despertado algo naquele menino.
Descobrira que Oliver não era tão adorável algumas semanas depois quando saíra tarde do treino de basquete. Ele vira o garoto próximo à quadra, mexendo no celular, e resolvera falar com ele. Chegou por trás, a fim de assustá-lo, mas surpreendeu-se ao ver o que havia escrito no celular dele.
“Matt saiu tarde do treino hoje. Ele está se esforçando bastante e espero que ele consiga participar do torneio de turma esse ano! Ele estava lindo com o uniforme novo que os veteranos deram a ele!”
Oliver era um perseguidor.
Matt tentara não falar com ele durante os dias que se seguiram e evitou olhar em seus olhos. Oliver percebera, porém. E, por isso, ele estava preso à cama do garoto, sem ter como se libertar.
– Não quer me ver, Matt? – Oliver indagou, enquanto suas mãos dirigiam-se à parte de trás da cabeça do garoto.
Ele desfez o nó que prendia a venda aos olhos de Matt e deixou que os orbes acastanhados o mirassem. Oliver admirava a beleza do garoto desde que o vira pela primeira vez. Seus cabelos alaranjados, suas bochechas recobertas de sardas, seu corpo esbelto e, ainda assim, ligeiramente definido. Apaixonara-se por ele e o queria a todo custo.
Oliver vestia apenas um short de couro negro, curto demais para ele, e botas também escuras. Em seu pescoço, havia uma fita preta, colada à pele. Ele sorria maliciosamente e, então, Matt mirou o chicote e a faca que ele trazia em suas mãos.
– Por que não fala mais comigo, Matt? – indagou, fingindo certa mágoa. – Por que está me ignorando e evita meus olhos?
O chicote estalou, e Matt sentiu a dor de ser chicoteado na barriga. Tentou olhar para baixo e viu um corte superficial. Engoliu em seco. Mais uma vez, o chicote estalou, e, nesse momento, o garoto tentou gritar de dor, mas a mordaça o impedia de deixar os ruídos escaparem. Matt contorceu-se abaixo do garoto, causando apenas mais prazer em Oliver, que, novamente, deixou que o chicote viesse ao corpo alvo do garoto. E repetiu, repetiu, repetiu e repetiu, deixando marcas vermelhas e cortes superficiais espalhados pela barriga, pelas costas e na altura das costelas.
Oliver, além de um perseguidor, era sádico.
Matt sentiu as lágrimas virem-lhe aos olhos, e uma escapou, escorrendo pela bochecha lentamente, até morrer na altura do queixo. Arfava de dor, os machucados ardendo dolorosamente quando se encostavam a qualquer superfície.
Oliver remexeu-se sobre o corpo alheio, colocando o chicote de lado apenas para um momento de felicidade do coração de Matt. Ele ainda estava com a faca, porém. Com a lâmina fria, ele tocou os cortes superficiais que fizera e abriu-os, vendo a dor se estampar no belo rosto de Matt.
Como era prazeroso! Sentia seu corpo reagir tão bem a todos aqueles machucados e dores que causava no garoto. Arrepiava-se, tremia, arfava, sentia o coração acelerar, o sangue correr tão rápido por suas veias.
– Matt – o nome saiu mais gemido do que falado de fato -, por que não se contorce mais de dor para mim? Quero ver sua expressão agonizante, Matt!
Mais um corte foi aberto, e o sangue escorreu pela pele clara, manchando a ela e ao colchão imaculado abaixo deles. As lágrimas, nesse momento, banhavam o rosto de Matt, caíam desesperadas de seus olhos, como se dele quisessem fugir.
Pareciam querer fugir da loucura de Oliver.
O coração acelerou em um momento, jogando mais sangue para as veias, encobrindo os cortes que eram abertos. Oliver lambeu os lábios, mirando seu garoto com os olhos nublados de pura luxúria.
Um fio de saliva escorreu pelos lábios de Matt em um dado momento, e Oliver parou de brincar com a faca. Colocou-a em cima do criado-mudo e aproximou-se do rosto do garoto abaixo de si. Sorriu dessa vez tão adoravelmente que Matt perguntou-se se esse era o mesmo Oliver que o cortava havia poucos minutos.
– Matt... – sussurrou, com a voz amável.
Sua língua quente e macia passou pelo rosto do garoto, retirando o fio de saliva do queixo. Beijou-lhe a testa, beijou-lhe as bochechas, beijou-lhe o nariz e, então, sorriu mais uma vez. Suas mãos pequenas passearam pelo corpo de Matt, tomando cuidado para não tocar com força nos machucados. Matt pensou, por um instante, que Oliver voltara ao normal. Que não mais havia insanidade nele. Que, então, amá-lo-ia da forma correta, beijando-lhe, deixando-o colocar suas mãos sobre seu corpo pequeno, deixando sua boca livre.
Estava errado, porém.
Descobriu-o quando viu o garoto levantar-se de cima de si, caminhar até o armário e pegar uma caixa. Ele a pôs sobre o criado-mudo e voltou para cima de Matt. Este ainda olhava com certo medo, afinal temia o que Oliver faria depois.
Em um momento, o garoto beijou-lhe todo o corpo, demorando nos machucados, como se pedisse desculpas. As mãos, então, desceram em direção à virilha de Matt e seguraram o pênis adormecido. Enquanto Oliver estava excitado pelo que fazia ao corpo do garoto, Matt não sentia qualquer tipo de prazer. Ele não era um masoquista, não tinha como sentir prazer em tudo aquilo que lhe acontecia. Mas as mãos pequenas e levemente frias – por causa do ar-condicionado – de Oliver causavam-lhe certa excitação enquanto moviam-se sobre seu membro.
Matt sentiu seu corpo reagindo àqueles toques em seu pênis. Tremia ligeiramente e seu corpo esquentava a cada um dos movimentos que Oliver fazia. Em um momento, este levou sua boca ao membro já rijo e envolveu-o com ela, subindo e descendo a cabeça, lambendo-o completamente.
Os punhos de Matt cerraram-se. Ele já estava próximo demais do ápice. Qualquer outro movimento e gozaria na boca de Oliver. Contudo, o garoto separou-se do pênis do outro e limpou a boca com as costas da mão. Não lhe tocou mais, deixando-o a implorar por qualquer toque.
Matt gemeu em desespero, tentando fazer o som sair de sua boca, em um pedido para que Oliver continuasse o que fazia. Ele, porém, não o fez. Na verdade, abriu a primeira gaveta do criado-mudo e puxou, de dentro dele, um fio escuro. Os olhos acastanhados de Matt arregalaram-se, assustando-se quando imaginou o que aconteceria a seguir.
Era o que mais temia. Oliver amarrou o fio ao pênis do garoto, apertando-o fortemente. Matt cerrou os olhos, lágrimas a cair deles a todo momento. Aquilo doía. Doía muito. Ele queria gozar, mas Oliver o impedia. Este sorriu com alegria em ver a expressão de dor transfigurar-lhe o rosto e pegou a caixa que colocara em cima do criado-mudo.
– O que acha, Matt, de sentir prazer e dor em dois pontos do corpo? – ele indagou, desembalando o vibrador que estava dentro da caixa.
Matt arregalou os olhos, assustado pelo tamanho do pênis que Oliver tinha em suas mãos. O garoto testou-o, ligando-o rapidamente, vendo-o vibrar em sua mão. Então, abriu as pernas de Matt para ter livre acesso à sua entrada e lambeu o membro em sua mão por inteiro.
Penetrou-o.
O ruivo tentou gritar de dor, mas apenas um ruído abafado deixou sua boca. Sentia aquele pênis rasgá-lo, parti-lo em dois. Uma sensação de ardência em seu ânus, que não estava preparado para tal invasão.
Assim que Oliver terminou de penetrá-lo, afastou-se ligeiramente, tentando visualizar todas as sensações que tomavam o corpo de Matt. Suas pernas tremiam, seus cortes, sangravam, seus olhos derramavam lágrimas, seu rosto contorcia-se em dor. Não aguentava mais. Levantou-se, retirou o short que vestia e, ainda em pé, levou sua mão ao pênis rijo.
Começou a masturbar-se fortemente, apenas observando o garoto à sua frente. Sentia suas próprias pernas tremerem, seu coração bater forte, sua boca soltar gemidos.
– Matt... – gemeu.
A outra mão foi em direção ao seu ânus, e ele penetrou-se com um dedo, depois dois e, então, três, preparando-se para receber o pênis ereto de Matt.
Parou.
Voltou para cima da cama, para cima do garoto e retirou o fio que lhe amarrava o pênis, penetrando-se com ele logo em seguida. Oliver gemeu e Matt quis fazer o mesmo. Apesar da dor dos cortes e do vibrador que o invadira sem preparação, estar dentro de Oliver era prazeroso.
Até o louro pegar o chicote que pusera de lado.
Ele estalou mais uma vez sobre as feridas abertas de Matt, enquanto Oliver cavalgava sobre seu corpo, subindo e descendo, procurando um ponto chave em si. Mais uma vez, sentiu sua pele cortar-se, seu corpo reclamar de pura dor. Oliver sentia tanto prazer em ver aquela expressão de dor, aquele sofrimento alheio.
Suas pernas tremiam, seu corpo dava espasmos. Deixou mais uma vez o chicote de lado e passou apenas as mãos pelas áreas avermelhadas, apertando-as apenas para ver o sangue sair e derramar sobre o colchão. Em um momento, então, gemeu mais alto e seu sêmen sujou o abdômen de Matt. Este não queria sentir aquele prazer que sentira no momento em que Oliver chegara ao ápice do prazer. Mas não conseguiu suportar a eletricidade que a contração das paredes do ânus do louro causou em seu corpo.
Ele gozou dentro de Oliver.
O louro caiu sobre o corpo machucado de Matt e sorriu para este, completamente satisfeito e contente. Passou a mão por toda a pele avermelhada, com cortes a sangrar. Ao sentar-se, puxou o vibrador de dentro do ruivo e desligou-o voltando a deitar, sobre o peito nu do outro.
– Você será sempre meu, certo, Matt? Sempre.
Oliver ajeitou-se mais sobre o corpo do ruivo. Não o desamarrara da cama e nunca queria ter que fazê-lo por medo de que ele escapasse. Sempre seria seu. Eternamente. Infinitamente. Sob a luz fraca dos botões do ar-condicionado, os olhos esverdeados do garoto brilharam em vermelho. Vermelho de pura obsessão. Vermelho de pura insanidade.
Notas finais
Eu não gostei desse capítulo. Ponto.
De qualquer forma, desculpe a quem pediu por ter feito isso . . . Eu tentei na verdade, mas não deu certo.
E espero que gostem do próximo - que não fui eu quem escreveu, HAHAHAHA um amigo meu da faculdade disse que poderia fazê-lo e eu aceitei *-* Vou dar meu pequeno traço no capítulo, porém. Ele já está pronto HOOORAAAY!! õ/
Então, até a próxima!
Takoyaki.
Próximo: ainda não tem título definido. O que acham de um pouco de suspense? HAHAHAHA
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