Garotos
21 Capítulo 16 . O Garoto com Ciúmes do Mundo
Notas iniciais
Anyway, aqui está o capítulo.
Boa leitura!
Tema: Ciúmes + Insegurança
Nathan já estava com dor de cabeça. De alguma forma, seu namorado atual, Lucas, nutria um ciúme doentio por ele. Os outros garotos chegavam a dizer que ele tinha ciúmes do vento que tocava Nathan, o que poderia ser verdade. Era normal que Lucas tivesse ciúmes já que seu namorado fora eleito o mais bonito da sala deles. Seu cabelo castanho-alourado caía em cachos bem feitos até seus ombros, os olhos de brilho constante eram azuis, tão azuis quanto o céu ou um lago, sua pele era livre de imperfeições por causa do cuidado excessivo e seu corpo era o desejo de todos. Não chegava a ser musculoso. Na verdade, era delicado, mas, ainda assim, masculino.
Lucas ainda não acreditava que conseguira Nathan para si com tanta facilidade. Não fora nem mesmo ele quem havia se confessado primeiro. Apenas nutria um sentimento forte por Nathan, mas nunca imaginava ser correspondido. Um dia, o garoto apareceu em frente à sua carteira, com um sorriso de orelha a orelha, um sorriso feito de pérolas brancas, que fez o coração de Lucas acelerar.
- Ei, Lucas, o que acha de ser meu namorado? – perguntara. – Estava interessado em você desde a primeira semana de aulas.
Havia um ligeiro rubor no rosto de Nathan quando ele confessou aquilo, e os olhos de Lucas pareciam duas bolas de gude escuras de tão surpreso que estava. Dissera que sim, óbvio, após alguns momentos perguntando-se se aquilo era de verdade e onde estava a câmera da pegadinha.
Todavia, o maior motivo para Lucas cultivar um sentimento de ciúmes tão forte tinha nome e sobrenome: Enzo Chevalier, eleito o segundo garoto mais bonito da sala, um ano depois que Lucas e Nathan começaram a namorar. Sua beleza não era comparável à de Nathan, no entanto. Ele era mais masculino, enquanto o garoto tinha certa delicadeza. Era forte, com curtos cabelos castanho-escuros, olhos esverdeados e pele morena, como se houvesse passado toda sua vida sob o sol forte da França.
Ele tornara-se amigo de Nathan logo nos primeiros dias, como se beleza atraísse beleza. Contudo, havia algo em seu sorriso e na expressão de felicidade que brotava no rosto de Nathan que fez o coração de Lucas se apertar. Então, a questão pipocou em sua mente: e se seu namorado se apaixonasse por Enzo?
Era algo óbvio! Enzo era deveras mais bonito que Lucas, cuja aparência era simplória. Seu cabelo era escuro, assim como seus olhos, a pele, clara, com algumas imperfeições e o corpo, como o de qualquer outro garoto. Nada nele faria alguém nomeá-lo bonito. Enquanto, com Enzo, era diferente. Ele era como um deus grego.
Então, a incerteza nascia em Lucas. E se Nathan percebesse que estava perdendo seu tempo ao lado de alguém tão comum, quando poderia estar com Enzo?
Lucas passou a cultivar ciúmes pelo seu namorado e mal deixava as pessoas se aproximarem dele, o que irritava Nathan. Não gostava daquele jeito demasiadamente protetor de Lucas, assim como não gostava do fato de o garoto impedi-lo de chegar tão próximo a Enzo. Ele era seu amigo! Por que não podia conversar com ele, sem ter os olhos de Lucas sobre si?
Um dia, Nathan conseguiu. Ele desviou do namorado em um dos corredores e adentrou o ginásio esportivo, onde Enzo jogava basquete com alguns outros garotos. Eles cumprimentaram-se com sorrisos, e o maior aproximou-se dele.
- Onde está Lucas? – indagou. – Você não tem que ficar sob a asa dele?
Nathan revirou os olhos.
- Desviei dele em uma bifurcação – respondeu. – Às vezes, ele me irrita.
Enzo riu. Continuaram a conversar sobre qualquer coisa, afinal tinham alguns gostos parecidos. Nathan não fazia parte de nenhum clube de esporte, mas do de arte. Mas, ainda assim, admirava o basquete e o vôlei. Enzo, por sua vez, participava dos dois e gostava de conversar com seu amigo sobre eles. Era algo interessante ver Nathan e Enzo juntos. Parecia uma obra de arte, já que ambos eram bonitos e sempre sorriam. Os garotos admiravam a beleza deles de longe, como se machucasse aproximar-se deles.
O treino acabara, e Nathan estava sentado em dos bancos do ginásio. Ao seu lado, Enzo bebia algo. O menor falava algo sobre um novo projeto do clube de arte, uma pintura para o festival esportivo, e precisava da ajuda do maior, que ficava feliz em ajudá-lo. Nathan fazia gestos para dizer o que queria pintar, enquanto Enzo tentava mostrar com palavras como ele podia fazer as coisas. Nathan levantou-se em um salto e correu para a quadra.
- Enzo! Mostre-me como você segura a bola quando vai fazer uma cesta! – exclamou.
O maior colocou a garrafa de água sobre o banco e caminhou até o garoto, tomando a bola laranja de suas mãos. Ficou em posição. Nathan olhava fixamente para sua figura, como se tirasse uma foto mental de todos os detalhes.
- Quer tentar? – o maior perguntou.
Nathan sorriu enquanto pegava a bola e corria para o lado oposto. Parecia uma criança jogando pela primeira vez. Enzo mostrou o que ele devia fazer, e Nathan o fez, com alguns pequenos erros durante o percurso. Então, Enzo olhou para os tênis do garoto, para os cadarços desamarrados, e correu para frente.
- Nathan, cuidado!
Foi rápido. Nathan pisou no cadarço e tropeçou. Seu corpo foi para frente, de encontro ao corpo forte de Enzo, que caiu para trás. O garoto estava sobre o amigo no chão. Encararam-se e riram alto e forte. Então, ouviram passos na entrada do ginásio, e Nathan arregalou seus olhos.
- Lucas – murmurou.
Lucas estava parado a alguns metros dele, uma expressão irritada em seu rosto comum. Seus lábios estavam apertados um contra o outro, e as sobrancelhas, franzidas. Nathan sabia exatamente o que aquilo significava. Ciúmes, e era óbvio o porquê. Ele estava em cima do principal motivo de todo ciúme de Lucas, Enzo. A passos duros, o garoto caminhou até seu namorado, que, rapidamente, levantou-se, como se doesse o contato com o amigo.
- Foi para isso que você desviou de mim? – perguntou, a voz grave demais. – Para se agarrar com ele?
- Não, Lucas, você entendeu errado – Nathan tentou argumentar desesperadamente. – Eu vim pedir ajuda ao Enzo para um trabalho de artes. Tentei jogar basquete, mas pisei no meu cadarço e caí. Ele me ajudou a não cair no chão.
- Não acredito que esteja tentando arrumar uma desculpa tão ruim quanto essa – disse Lucas, claramente irritado. – No caminho do prédio das salas até aqui, eu ouvi muitos garotos comentando sobre vocês, sobre como formam um casal perfeito, sobre como ficam lindos juntos, sobre como parecem ser feitos um para o outro. E eu já desisti de tentar mostrar que eu mereço você, Nathan.
- Lucas, você não precisa mostrar nada! Essa é só a opinião das pessoas, eu não ligo...
- Eu ligo, Nathan! – exclamou. – Você não sabe como é ter todos dizendo que seria melhor que seu namorado ficasse com outra pessoa! Nem ver seu namorado com outra pessoa e perceber que todos estão certos! Nem se sentir tão inseguro que não consiga fazer nada a não ser sentir ciúmes e ter medo de te perder para alguém! – já havia lágrimas nos olhos de Lucas. Ele passou as costas das mãos nos olhos com força, tentando impedi-las de cair – Então, acho que é melhor, acabarmos, Nathan. Você talvez fique realmente melhor com Enzo do que comigo.
Lucas virou-se para deixar o ginásio, as lágrimas insistentes já caíam de seus olhos, mas Nathan o impediu. Sua mão segurou o braço do namorado. Havia irritação nos belíssimos olhos do garoto.
- Acabarmos? – indagou. – Já se esqueceu de que fui eu quem se confessou para você há um ano? Lucas, eu te amo. Foi por isso que eu me confessei. Não achei você interessante pela sua aparência, mas pela sua personalidade. Por que ligar para o que os outros dizem? O importante não é que eu te ame e você me ame? Por que nos separarmos, quando nenhum de nós o quer?
Enzo levantou-se do chão e ficou próximo a Lucas, um sorriso em seu rosto.
- Não importa o que as pessoas dizem, Lucas. Eu nunca roubaria o Nathan de você. Toda hora ele me fala que te ama, ou que a primeira pessoa a quem ele vai mostrar o novo projeto é você, ou quantas vezes você foi ao banheiro naquela noite. De vez em quando, ele fala sem parar sobre você sem perceber.
Os olhos do garoto miraram Enzo. Estava certo, Nathan se importava com ele, ainda não demonstrasse tanto. Engoliu em seco e fungou. O que ele estava fazendo? Sua insegurança, misturada com os ciúmes, fez com que Lucas quase terminasse com Nathan. Ele jogou-se nos braços do namorado, apertando-o contra seu peito com força.
- Desculpe, Nathan – disse. – É só que eu sou inseguro! Você é tão bonito e eu sou tão... Comum! Não entendo como pode me querer quando pode ter qualquer um que quiser.
- É porque você é fofo desse jeito, Lucas – Nathan respondeu, afagando o cabelo do garoto, ainda que este fosse mais alto que ele.
Ficaram abraçados por algum tempo e, ao final, beijaram-se, como se aquela fosse a última vez. Enzo sorriu, virou-se, caminhou em direção à saída e, por fim, gritou:
- É melhor que arrumem um quarto! Não quero que o pessoal do time chegue pela manhã e tenha que limpar sêmen quando fui eu quem ficou por último no dia anterior.
Foram ao quarto de Nathan aquela noite. Seu colega de quarto, Leon, passaria a noite no dormitório de seu namorado. Lucas já estava sobre a cama, a camisa desabotoada, e Nathan beijava-lhe o peito desnudo, enquanto sua bunda roçava contra o baixo-ventre do garoto. Lucas tentou levar suas mãos à camisa de Nathan a fim de desabotoá-la, mas este segurou suas mãos e sorriu maliciosamente enquanto sibilava:
- Será punido, Lucas, querido, porque ameaçou terminar. Hoje você não me tocar, certo?
Nathan levantou-se da cama e retirou suas roupas rapidamente. Então, puxou um pano com o qual dormia e amarrou os pulsos de Lucas com ele, a fim de impedi-lo de tentar tocá-lo. As roupas do maior tiveram o mesmo destino das de Nathan, e, por fim, este se sentou, mais uma vez, sobre o baixo-ventre do namorado.
Voltou a beijar-lhe o pescoço, o peito, deixando marcas avermelhadas nos locais. Com os mamilos, demorou-se mais, lambendo-os, mordendo-os, chupando-os. Sua boca era extremamente habilidosa, Lucas tinha que admitir.
Lentamente, Nathan descia ainda mais, mirando o rosto de seu namorado durante o trajeto, provocando-o. Lucas tentou retirar seus braços do pano, mas não conseguia; o garoto amarrara-o com força. Logo, Nathan alcançou o pênis de seu namorado. Sua mão fazia movimentos para cima e para baixo, enquanto ele lambia os lábios provocativamente. Abaixou-se. A língua tocou-lhe primeiramente a glande e, logo em seguida, a boca inteira o cobriu.
Lucas gemeu alto. A boca de seu namorado era incrivelmente boa no que fazia. Tentava mover o quadril para manter mais contato com Nathan, mas o ritmo que este impunha quase o impedia. Como queria tocar aqueles cabelos castanho-alourados que se moviam para cima e para baixo!
Nathan logo sentiu os espasmos de prazer no corpo de seu namorado e parou o que fazia, recebendo em troca um gemido frustrado. Seu rosto foi em direção ao de Lucas, a fim de que seus lábios se encontrassem. Beijaram-se sofregamente. Quando se separaram, dois dedos de Nathan adentraram a boca de Lucas, em um pedido mudo para que ele os lambesse. Em pouco tempo, o menor puxou-os de volta e levou em direção à sua entrada. Penetrou-se primeiramente com um. Um gemido de incômodo deixou seus lábios. Então, aproximou-se do ouvido do namorado. Penetrou-se com mais um, e deixou que sua voz fluísse pelo quarto. Lucas ficava cada vez mais excitado com os gemidos de Nathan, enquanto este se penetrava com três dedos.
Ao sentir que estava pronto, Nathan afastou-se ligeiramente do namorado, encarando-o luxuriosamente. Segurou a base do membro de Lucas, lambeu os lábios mais uma vez e sentou-se, sentindo-se ser preenchido. Nathan gritou de dor. Nunca se acostumaria com aquele volume. O gemido que deixou os lábios de Lucas, por sua vez, era de puro prazer. Era simplesmente maravilhoso ser apertado contra as paredes aveludadas do ânus de seu namorado. Sentia que poderia gozar apenas com aquilo.
Mas, então, o menor começou a mover-se lentamente, a fim de acostumar-se aos poucos com o pênis de Lucas. Suas pernas tremiam levemente, era difícil mover-se sem a ajuda das mãos fortes de seu namorado, mas não queria deixar de puni-lo. Seu quadril foi para cima e para baixo por algum tempo. Logo, seus rostos mostravam o prazer que ambos sentiam. Nathan passou a rebolar em algum momento, percebendo que Lucas logo chegaria ao ápice, o que não tardou a acontecer. O maior derramou-se dentro do namorado, que gozou pouco tempo depois ao sentir o prazer de ter sua próstata atingida pelo sêmen de Lucas.
Nathan caiu por cima de seu namorado, ambos ofegantes. Ele lançou-lhe um olhar divertido, antes de desamarrar-lhe as mãos para que ele pudesse abraçá-lo.
- Ainda tem coragem de dizer que quer terminar?
Lucas riu.
- Claro que não. O que posso fazer se sou tão atraente para você?
- É melhor mostrar mais dessa confiança de agora em diante. Não quero mais que fique com ciúmes de Enzo. Ele já disse que não me roubaria de você.
- Ainda bem, porque se ele o fizesse, eu o matava a sangue frio.
Nathan sorriu e aninhou-se ainda mais nos braços de seu namorado. Lucas podia não perceber, mas, apesar de sua aparência extremamente comum, tinha uma personalidade louvável.
Notas finais
Eu amo o nome Nathan porque é o nome do Kazemaru, de Inazuma Eleven, no jogo em inglês. NATHAN SWIFT ♥3
Oh, eu acabei de descobrir que o Word apagou metade do meu projeto de fic noca então eu vou ficar deprimida ali no canto, okay?
O próximo capítulo vai ter um tema bem fofurinho, espero que gostem.
Até a próxima,
Takoyaki ~ e aí quem quer aprender a dança da cutícula comigo?
Próximo: O Garoto com Dúvidas sobre Beijos
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