Garoto Misterioso
8 O passado quase me tocou.
Notas iniciais
Ele tava pronto ontem de noite, mas só deu pra postar hoje que eu terminei de digita agora pouco (ele tava a mão). Espero que gostem... Beijos :*
“Comecei a me desesperar com essa hipótese”
Felizmente percebi, olhando sua expressão, que na verdade ele ia apenas bronquear o garoto.
- Garoto, quem tu pensa que é para falar assim comigo? Falar o que eu devo ou não fazer? Se você soubesse quem eu sou e o que fiz para você, em todos os detalhes, tenho certeza que não me trataria assim. – Meu padrinho botou moral.
- Ah ta! E agora você é o “bãbãbã” do pedaço, é? – Ricky respondeu desafiador. Se eu fosse ele não teria feito isso.
- Não, mas sou muito mais experiente que você nessa profissão, estou nela há muitos anos mais. – “Vai tiu, arrebenta com ele!” Meu pensamento vibrava.
Ricky riu.
- Sabe Mateus, você nem poderia estar me julgando assim, pois nem me conhece ao menos.
- Posso não te conhecer, mas sei quem é e quase tudo sobre você.
- Como? – Perguntou Ricky, com a voz duvidosa.
- Trabalhei com seu pai na época que você era um bebê ainda até ele morrer, para ser mais exato, foi assassinado. Ele deixou-me uma carta pedindo para que eu ‘cuidasse’ de você e da sua segurança de longe. – esclareceu Matt, já mais calmo.
- Então era por sua causa que eu me sentia vigiado?- Indagou ao receber a informação com a cara mais confusa e surpresa que você possa imaginar.
- Acredito que não. Provavelmente era culpa dos espiões postos atrás de você por alguém que queria algo, mas sempre eram mortos.
- Por quem?
- Por mim. Só tentava garantir sua segurança, e ainda tento. – Completou Matt.
- Ah! – Ricky estava com aquela cara de que quer enfiar ela em algum lugar, mas não sabe onde. – Me desculpe ter agido de maneira inapropriada e desrespeitosa com você e tenho uma divida eterna com você, por ter me protegido, mas começo com um simples obrigado e uma pergunta, por que eu precisava de proteção?
- Porque você era a segunda criança da lista das que foram marcadas para morrer. Creio que também queira saber o porquê de estar nessa lista e nessa colocação, pois bem, isso ocorreu devido ao seu pai ter descoberto coisas sobre a nossa organização que ninguém deveria saber, mas diferentemente de mim que fiquei quieto na minha, ele confrontou os poderosos que acabaram por precisar eliminá-lo, mas para não perderem a confiança dos seus “empregados” disseram que ele havia dedado certo colega ao FBI, enquanto na verdade foram eles mesmos e o cara foi preso. Em vingança a suposta traição de seu pai e a prisão do homem inocente, seus companheiros de trabalho queriam se vingar matando-lhe torturando-lhe, já que era a única entidade querida, até onde sabiam.
- Oh Meu Deus! – Estava muito aterrorizada com essa informação. Segundo? Oh Meu Deus vezes dois! Sem contar que nunca em meu tempo de trabalho tive ciência da existência dessa lista. – Quem era o coitado que ocupava o primeiro ligar dessa lista horrível? Ele morreu? – Falei com um tom triste. Com dó e pena daquelas crianças.
- Annie, infelizmente na época era você, e bem, não, a criança não morreu, já que você continua viva.
Minha boca se abriu em um grande O. Estava perplexa. Por que eu? O que eu havia feito? O que meus pais haviam feito? Como eu continuei viva? Tudo começou a rodar e eu quase desmaiei, mas me lembrei que eu não podia deixar a fraqueza me dominar e transformei-a em coragem.
- Por quê? – Falei com a voz firme e decidida. Lembrei das inúmeras sessões de tortura/interrogatório que eu usara esse tom de voz. Meus sentimentos foram mascarados novamente.
- É uma longa história Annie. – Ele disse em um tom que eu entendi como se ele achasse melhor não contar.
- Não me importo! – Respondi ainda firme.
- Annie... – Ele começou em um tom de suplica.
- Por que eu não posso saber mais sobre o meu passado, Padrinho? Foi você quem atiçou minha curiosid... – Ele virou quase que imperceptivelmente o rosto para o lado de Ricardo e entendi.
- Você ainda carrega algemas com você por toda parte?
Ele assentiu calmamente para mim. Depois as pegou no cinto, por baixo do sobre-tudo, e passou-as para mim. Sai quase que como um gato do carro e parei na porta onde Ricky se encontrava apoiado e pedi que abaixasse o vidro. Ele o fez intrigado
- Que merda você pret... – Ele foi interrompido por mim no meio da frase, que estava algemando-o no carro.
Sai andando na direção da beira do asfalto, que era um vasto campo coberto com mato seco na altura dos tornozelos. Matt entendeu e me seguiu.
- Jennifer! Por que você fez isso? – Ricardo gritou enquanto fitava-me com um olhar mortífero.
- Porque eu preciso saber detalhes do que Matt mencionou, mas não posso me dar ao luxo de que você escape. – Disse com um olhar despreocupado, como se aquilo não significasse nada de mais para mim.
- Droga! – Ouvi-o praguejando tentando se livrar das algemas.
- Matt, desembucha! – Quase ordenei quando alcançamos uma distância razoável da onde o carro estava, com Ricky ainda tentando se soltar. Ele me olhou com um olhar triste e finalmente começou a falar.
- Bem, seus pais f...
Matt foi interrompido pelo barulho de inúmeras sirenes e aparição de muitas viaturas da policia e do exército. Ficamos olhando um para o outro com uma cara de ‘que merda é esta?’. Quem tomou a decisão fui eu. Sai andando, calmamente no começo e ao me aproximar dos policias que apontavam inúmeras armas para mim saquei minha Glock (sua não, emprestada do Ricky, minha consciência alertara-me sobre o deslize) e atirei na cabeça dos 5 policiais que compunham a primeira linha, a principal, onde os homens carregavam as armas de fogo mais perigosas. Depois disso dei um salto por cima do carro, caindo a poucos centímetros de Ricky, que se encontrava agachado atrás da porta, se protegendo dos futuros tiros. Vasculhei seu corpo. Em busca de armas, mas para meu infortúnio achei apenas três Glocks. Peguei a que só continha uma bala e matei um militar que vinha correndo em nossa direção, depois agachei e peguei outras duas. Matei os policiais que cobriam os que andavam cautelosamente em nossa direção. Quanto me abaixei para pegar a ultima arma sinto um cutucão em minhas costas e me viro. A última coisa que vejo antes de desmaiar foi o rosto de um soldado, senti então uma dor enorme na minha nuca, ouvi uma risada histérica irônica, que já era conhecida por mim, e finalmente tudo se apagou.
Eu havia sido capturada e desmaiada.
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