Garotas bonitas sempre são solitárias
3 Quem eu me tornarei.
Notas iniciais
Cap.03
Quem eu me tornarei.
Depois dessa semana de adaptação eu tentei ficar na minha, mas estava sempre sendo alvo de olhares nada amistosos das minhas colegas de trabalho, geralmente eu tentava ser gentil, mas sempre recebia um tom meio irônico em algumas conversas, estava me dando melhor com os homens, Pedro estava sendo um bom chefe, Roberto também, ele me dava carona para o trabalho, eu voltava as vezes de carro, há é.... eu tenho um carro, a empresa disponibiliza esse tipo de transporte. Estou aqui sentada no banheiro sentada no box, estava tentado conversar com a minha mãe explicar por que não estava ligando para casa com tanta frequência, mas então ouvi uma coisa muito interessante.
—Ela é tão metida né, sempre com aquele arzinho de superior, só se acha tato por que anda com o mal-Humorado do Pedro, aposto que não dura mais de um mês com ele, quanto foi que a última durou naquela sala? Duas semanas? –Dizia uma voz irritante, logo depois outra voz aparece.
—Ela é da Bahia, será que ela não está achando puxado o trabalho? Sei lá, acho que a qualquer momento vou achar ela dormindo em alguma sala... –Então as duas vozes começaram a rir.
—Você é tão má Fernanda...
—Eu? Já mais Erica...
Se eu fosse boba como antes, eu iria ficar ali até elas irem embora e esquecer, mas eu não vim para cá para ser ofendida, então respirei fundo e abri a porta, andei até o espelho a minha frente, peguei minha bolsa e tirei um batom vinho, elas estavam de olhos arregalados, elas eram do almoxarifado, segundo Pedro as fofoqueiras da empresa. –Sabe, eu velho para cá sempre no mesmo horário antes de vocês, trabalho mais horas que vocês, meu chefe é rígido, porém é um homem muito inteligente com vários diplomas na parede, que sempre tenta fazer o certo para que vocês não percam seus empregos, eu sou competente no que eu faço, sabe vocês deveriam ser no de vocês também por que ninguém é insubstituível, deveriam ir trabalhar Fernanda e Erica... –Digo seus nomes para que elas saibam que eu sei quem são as baratas que vou esmagar com meus saltos.
—É.. –Ela ia dizer alguma coisa, mas a porta do Box ao lado do meu se abriu e Ana saiu de lá, foi até a pia lavou as mãos, virou para mim e sorriu.
—Banheiro executivo está em manutenção, bom dia Erica e Fernanda, Laura passe na minha sala depois, temos que conversar.
Elas estavam brancas como papeis, achei superengraçado o modo como Ana as surpreendeu, eu nem as olhei quando ia saindo do banheiro, senti uma mão segurar meu braço, quando olhei para trás era Fernanda. –É.. Deseja algo? –Olho para meu pulso e para ela e como por reflexo lembro da expressão que Pedro faz quando se sente contrariado e a imito.
—Perdão.... Não, não desejo nada. –Ela solta o meu pulso quase que de imediato, me viro e vou até a sala de Ana pato na porta e, ela me manda entrar.
Ela está tomando um café, enquanto olha atentamente para a tela do computador. –Eu vejo a anos elas falarem mal dos funcionários aqui, principalmente de mim, eu sei que sou um porre então mereço, mas em todos os anos que ouvi isso, nunca vi um funcionário defender seu chefe, todos querem se enturmar então malhar os superiores é a melhor forma de ser aceito, desde a primeira vez que te vi achei que era diferente, espero que o que fez não te deixe isolada garota, agora pode ir, Pedro devi estar precisando de você.
—Sim senhora... hum, eu não me importo em ficar só, não estou aqui para cultivar falsas amizades, essas não duram em uma competição e, elas não merecem atenção, se era só isso, bom dia para senhora. –Sorrio da melhor forma que posso, ela está com um sorriso misterioso no rosto jovial, quando eu saio indo em direção a minha sala e, olhos atentos me seguem.
Quando chego a sala vou me sentar na minha mesa, ligo a minha tela e começo a fazer meu trabalho, estou muito distraída para notar o sorriso de Pedro, ele me observa por alguns minutos até tomar coragem de dizer algo. –Quer dizer que sou um ótimo chefe né?
—Perdão? –Digo meio sem entender, mas depois eu me ligo no que ele disse, as notícias correm como um foguete aqui. –As notícias correm...
—Muito rápido, olhe só por que me defendeu que vou pegar leve com você menina. –Ele diz olhando para a sua tela de computador, ele parece tímido, com um sorriso tolo no rosto.
—Nunca foi minha intenção senhor....
***
Na hora do almoço Andreia, Roberto e Pedro estão já na mesa comendo enquanto eu pego minha comida, sinto uma mão nas minhas costas quando estou me virando para ir em direção a mesa, me desequilibro e caio derramando tudo, o garfo entra na minha mão. –Ahh, mas que ...
Alguns começam a rir, até eu riria, mas é difícil quando um garfo perfura sua mão, me levanto com os olhos lacrimejantes, ouço algumas vozes dizendo que eu iria chorar por aquela piada, mas não dava para ver o garfo na minha mão até sair sangue, Pedro e Andreia correm em minha direção, Roberto vem logo em seguida com um pano. –Laura, eu vou te levar no medico, você deveria ter mais cuidado, você é diabética não pode ficar se cortando. –Diz Andreia preocupada.
—Você tem diabetes? –Roberto diz meio estampado. –Achei que não comesse açúcar por causa de Dieta.
Pedro não diz nada apenas me guia pelas pessoas, até o elevador que está vazio, ele está com uma expressão séria. –Eu vi o que aconteceu, alguém te empurrou certo?
—Eu não vi quem foi, então vamos deixar isso para lá ok, não quero criar mais inimizades, você poderia aliviar a pressão na minha mão está doendo? –Com um sorriso amarelo olho seu rosto carrancudo.
—Claro, perdão, é que eu estou nervoso, sinto que isso é meio que minha culpa.
—Não diga besteiras, como isso poderia ser sua culpa? Sou eu que na primeira semana aqui pego briga com as fofoqueiras de plantão por defender o meu chefe... pera, você tem um pouco de culpa, pode me dar um bônus no final do mês para compensar, o que acha? –Tento fazer uma brincadeira, ele sorri, as portas do elevador se abrem e seguimos até o estacionamento em silencio.
—Desculpa provavelmente você vai ter que mandar lavar seu carro, o sangue ainda não estancou, a toalha está toda vermelha de sangue, acho que quero vomitar.
—Você está pálida, vou reclinar o acento para você deitar, não quero que desmaie. –Ele se aproxima de mim se reclinando ficando por cima, ele me deita depois coloca o cinto em mim, depois nele e arrasta com o carro.
Chegando no hospital na emergência, estou muito mole, acho que minha pressão caiu, por que depois de passar pela porta de vidro eu perdi a consciência.
Acordo sentindo uma dor na mão, olho para o lado e Pedro está ali com uma moça loira ao lado dele, então ouço uma voz familiar ali. –Oi moça?! Como se sente?
—Roberto?
—Oi, chegamos agora, o médico disse que sua pressão caiu e você desmaiou, você vai ter que vir aqui para checar seu curativo para não infeccionar. –Ele diz encostado na parede da sala, ao lado dele está Andreia segurando o garfo.
—Falou tudo Dr.Roberto Silva. –Ela rir tirando sarro dele, nessa última semana eles ficaram amigos o que era muito engraçado. –Laurinha, isso aqui é suvenir vamos guardar de lembrança.
—Claro... Pedro? Obrigada por me trazer, fico te devendo uma...
—Isso eu desconto do bônus no final do mês, afinal vermelho não combina com a cor do meu carro, você vai pagar sua dívida lavando ele. –Ele ri um pouco e a moça abraça o pescoço dele e pigarreia. –Ah Laura essa é minha namorada Elisa, Elisa essa é minha colega de trabalho que te falei Laura.
Ela sorri para mim estende a mão e eu estando a mão boa para ela. –É um prazer conhece-la.
Ela me analisa, dos pés à cabeça, eu não gosto disso. –O prazer é todo meu!
Nossas apresentações são interrompidas quando um médico gatinho entra na sala, ele tira o meu soro, depois coloca a lanterninha no meu olho. –Oi bela adormecida, você parece bem melhor, volte aqui amanhã para olhar esse curativo, vou deixar um horário só para você. –Diz ele enquanto anota umas coisas na prancheta.
—Ui, Dr. Marcos ela já pode ir embora? –Andreia diz com um sorriso maroto no rosto.
—Agora, estou assinando agora a alta dela, te espero amanhã bela adormecida. -Se eu não estivesse um lixo, acharia que ele está me cantando, olho para as quatro pessoas que estão perto de mim e noto que Pedro e Roberto olham para o médico com um certo desprezo.
—Amanhã eu te trago Laura, não tenho nada para fazer mesmo, até que tem umas enfermais gatinhas. –Eu acabo rindo, Pedro e a namorada riem também.
Saímos do hospital e fomos para a minha casa comer uma pizza, acho que eu merecia, nem que fosse uma fatia só, suco de uva para beber já que vinho estava fora de questão, nós rimos por causa de um programa que passava na tv, eu celular começou a vibrar no bolso, acabei indo até meu quarto atender.
—Alo?
—Meu Deus menina, estou te ligando o dia inteiro, aí imagina a minha surpresa quando um homem desconhecido me diz que você sofreu um pequeno acidente que acabou desmaiando. –Devi ter sido Pedro, ele nem me fama que minha mãe ligou.
—Mãe, eu acabei caindo na cantina, o garfo entrou na minha mão, e a senhora sabe que eu não posso ver sangue que minha pressão logo cai né, então foi levada ao hospital para fazer um curativo, fica calma eu estou sendo uma boa menina, tomando o remédio na hora, comendo na hora, to bem. –Ela suspira longamente e logo ao fundo ouso meus irmãos pedindo para ligar a câmera. –Mãe eu vou ligar a vídeo conferencia ok?
Ao ligar a câmera está todo mundo lá frente da tela, acho que meu irmão conectou o computador com a tv, estão me vendo na sala, lá está minha irmã mais a minha sobrinha no colo, meu irmão Jordan mais a esposa, Vinícios e o seu melhor amigo Gustavo, minha mãe e o tio Jonas e a esposa tia Sandra, Nate e JP. –Oi gente, não sabia que era todo mundo, se eu soubesse tinha me arrumado.
—Você está ótima filha, mostra a sua mão para mim? Disse ao médico que você tem diabetes querida? –Diz minha mãe gesticulando com as mãos como sempre.
—Sim mãe, ele me mandou ir lá para refazer o curativo, e por que está todo mundo em casa uma hora dessas? –Digo franzino a testa.
—Querida só nos reunimos para falar com você, estávamos muito preocupados com você querida, você aí sozinha, eu sei que sua colega de quarto é uma boa moça, mas sem ter alguém para te ajudar devi ser muito difícil...
Todos mudam a expressão subitamente olhando para trás de mim, eu olho para trás e Roberto está parado na porta, com um copo de suco e sem camisa. –Beto? Caiu suco na sua camisa de novo?
—Sim Andreia recebeu uma ligação do curso dela e saiu, aproveitando a carona de Pedro e a namorada, eu vim ver por que não voltou para a sala moça?
—Ah, olha ali para tela do computador.... Minha família toda de vendo sem camisa nesse exato minuto. –Digo me acabando de rir, ele coloca o copo rapidamente em cima da cômoda e vai até meu armário e pega uma camiseta grande dormir minha e vesti.
—Desculpa aí gente, quando a gente vê TV geralmente fica uma bagunça nos três acabo sempre sujo de alguma forma. –Ele senta do meu lado muito encabulado.
—Lu você nunca mencionou que seu vizinho era tão bonito assim. –Diz Sibele em um tom maroto, minha mãe belisca ela para ver se ela se tocava.
—Essa é a sua irmã Laurinha? Da para ver que beleza é de família, deixa ver se eu reconheço todo mundo das fotos que você me mostrou, aquele ali de camisa da Marvel é seu irmão Vini, Sibele a com a linda menina no colo que é a sua sobrinha, a Moça aqui na frente é sua linda Mainha, seu irmão mais velho e a esposa, seus tios né e o filho deles mais a noiva. –Ele vai apontando cada um, eu os mostrei uma ou duas vezes fiquei surpreso que lembrasse. –Então gente estão todos reunidos por que?
—Para saber como essa tonta estava, sempre foi tão desastrada sabia que não era uma boa ela ir morar sozinha. –Diz JP um tanto sério demais, acho que devi estar irritado pela última mensagem que eu mandei semana passada.
—Que nada, ela é toda metódica, eu tenho que arrastar ela para sair um pouco e, o que aconteceu hoje foi puro acidente, descuido de uma outra pessoa, ela não está sozinha, já fez amigos ... ela é diferente de todos aqui. –Roberto me aperta me fazendo corar violentamente, acho que ele está querendo me ajudar, eu deixei escapar minha paixonite pelo melhor amigo, então ele devi ter presumido que era JP.
—Aposto que sim, não tem tempo nem para os velhos amigos, fico feliz que está se divertindo. –JP diz um pouco alto demais.
—Filha estou Feliz que está bem, não some não amor, vamos desligar, amanhã nos falamos ok?
—Ok, há ... estou mandando uma encomenda para vocês, vou desligar bjus gente!!
Todos se despediram e eu desliguei, senti uma tristeza tão grande que me deu vontade de chorar. –Oh flor, não fica assim, está morta de saudade de casa né? –Faço que sim com a cabeça, ele me abraça com carinho, depois usa as mãos para enxugar meus olhos. –Vamos comer, você não comeu quase nada hoje, isso não faz bem.
***
Naquela manhã de terça feira acordei com meu celular vidrando em cima da minha cama, tateei com a minha mão com os olhos ainda fechados em busca dele, mas achei outra coisa, uma coisa que se movia, era quente, e que tinha cabelo, eu respirei fundo, poderia ser Andreia... ela sempre dorme na minha cama quando vemos uma maratona na tv. Mas porem não era Andreia, era Roberto com a cabeça enterrada nos travesseiros, estávamos de roupas, então... nada aconteceu, entre a gente tinha uma bandeja com ainda algumas pipocas, acho que dessa vez dormimos vendo tv, mesmo que alivio, me levanto devagar para atender o meu celular.
—Alo?
—Lu? Achei que te pegaria cordada, ou se divertiu de mais com seu novo melhor amigo? –Quem era... JP? Que merda, o que ele quer as ... olho para o visor do celular são 05:55 da manhã.
—O que você está falando João? E por que está me ligando uma hora dessas? –Digo baixo para não acordar Roberto.
—Por que eu tive insônia, ontem eu quase morro de preocupação, liguei e liguei, mas você não atendia, depois de quase não ter notícias em uma semana que este aí, esperava que falasse comigo, mas aí um cara atende me diz que eu não posso falar com você? Sabe como eu me senti? Eu quase... peguei um avião... –Ele não entende como isso me machuca.
—Você me liga uma hora dessas para me dizer essas coisas? Meus irmãos não me ligam para falar essas coisas João, você entende o peso delas palavras? –Digo já em um tom normal, mas cansado, estou cansada.
—Eu.... Eu me sinto estranho, confuso, eu não entendo o que está acontecendo, sempre tive você comigo, agora que estou sem você não sinto que é certo, você é como uma irmã...-Eu quero mata-lo.
—Eu não aguento mais João, você leu a minha carta? Você sabe como isso me machuca? Eu não quero que me ligue mais, não me mande mensagens... Eu não quero odiar você, mas você está forçando a barra.
—O que? Lu, eu só quero que as coisas sejam como antes e ...
O celular é tomado de minha mão, era Roberto, ele me abraça forte, pega meu celular e começa a falar. –É João certo? Aqui é o Roberto, ela não quer que você ligue então não ligue, você deveria ter vergonha, ele disse que te ama e você não tem a decência de respeitar nem mesmo a distância que ela te pediu, então agora irá respeitar por que eu o homem que vai cuidar dela, entendeu moleque?
—Você me chamou de moleque?
—Sim por que só um menino faz o que você está fazendo, agora eu tenho que dormir mais um pouco com a minha linda, bom dia Joãozinho!
***
Ele desliga sorridente, olha para mim que sorrio também, ele afaga meu rosto depois puxa meu cabelo e sai correndo. Nossa manhã foi agradável, o trabalho ia bem, Pedro não me deixou digitar quase nada mesmo eu dizendo que não sentia dor. –Laura quero que leve esse documento para o Roberto, ele tem que dar a Ana para ela assinar, depois traga eles para eu colocar no arquivo. –Ele estende o braço para eu pegar, apoio no meu braço ajeito para não cair, ele se levanta e abri a porta para eu sair.
Eu ando pelos corredores, quando chego a porta de vidro fico pensando como vou abrir isso? Um Rapaz que era do financeiro passava na hora, o chamei algumas vezes, mas fui ignorada completamente, então chutei a porta, quem passava na hora riu da minha situação, até que uma alma caridosa de cabelos negros, olhos azuis e extremamente brancos com um lindo sorriso branco abriu a porta para mim, ele aparentava ter a mesma idade que Pedro. –Essa porta não faz som, chutar não ia adiantar, estão implicando com você? –Disse quanto entravamos e recebíamos olhares tortos, me limitei a sorrir, um sorriso amarelo.
—Era você Laura? Achei que era a moça de limpeza ela as vezes até na porta com a vassoura, desculpa ter ignorado, como está a sua mão? –Diz Ana tirando o cigarro da boca e apagando, se levanta e abri as janelas para que o ar ventile. –Tom, essa é a moça que falei ontem em nossa reunião, tem sido uma mão na roda para Pedro, Laura esse é o meu chefe, ele é da diretoria, a família dele é dona da empresa.
—Prazer mocinha, Thomas Solomon Jr., ouvi muitos elogios ao seu respeito, estuda, ou já é formada? –Ele é irritantemente lindo.
—Não, eu tive que trancar meu curso de direito faz um tempo, mas em junho vou me matricular, Ana esses papeis são para você assinar e me devolver para Pedro.
—Que moça seria, o que ouvi com a sua mão... Laura, certo?
—O chão e os meus pés as vezes não se entendem, cai no refeitório o garfo entrou na minha mão, normal, acontece. –Rio mais sem graça ainda.
Ana assina os papeis, me entrega depois abri a porta para mim, eu sussurro um obrigado e me retiro, nunca fio o centro das atenções onde eu morava, mesmo agora ainda sinto meu rosto queimando.
Voltando para minha salinha, chuto a porta e Pedro abri para mim com um sorriso mínimo no rosto. –Vou descontar do seu salário se danificar a porta. –Ele brica pegando das minhas mãos os papeis. –Espero que melhore logo dessa mão.
—Ahh eu também, se eu tiver que repor todas as portas que chutei, vou a falência.
—Nossa eu estava era pensando no seu café, eu fiz um que está um horror, você me acostumou muito mal. –Começamos a rir alto então Roberto entrou na sala de supetão. –Que isso cara?
—Ah é que eu estava fugindo da garota do RH, sabe a Sara? Sai com ela semana passada disse que ia ligar, mas eu não liguei agora soube pela Marcela do financeiro que ela está atrás de mim. –Ele está suando e vermelho, o que é muito engraçado, eu olho para Pedro e ele olha para mim e nós acabamos de rir.
E assim meu primeiro mês em SP foi regado a muita comedia e, sonhos de um amor não correspondido deixado para trás.
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