P.O.V. Esmeralda.

Já fazem dois anos e meio que eu consigo enxergar e agora eu e o José Armando estamos noivos.

Eu descobri hoje que estou de barriga e logo vamos ter mais um Alvares Real no mundo.

A Dona Branca ficou super feliz de saber que vai ter uma netinha. Nós viemos morar na capital onde o José Armando arrumou um emprego no hospital. No pronto socorro.

Ele disse que queria fazer o parto da nossa neném, mas eu disse que não que ele tinha que ficar segurando a minha mão enquanto eu botava ela pra fora.

—Já pensaram num nome pra neném?

—Rubi.

—Porque Rubi?

—Pra combinar com Esmeralda. As duas jóias da minha vida.

—Own! Que lindo.

—Obrigado. Eu sei que sou lindo.

—Mas, é metido esse menino...

—Pra conseguir conquistar o coração da Princesa tem que ter muito, mais muito charme.

—É o meu Príncipe encantado então?

—Ai depende.

—De que?

—Você é a minha Princesa?

—Pode ser. Agora só falta o felizes pra sempre.

—Tem certeza que falta?

—Não.

Nos abraçamos e ele me deu um beijo.

—Eu vou atrás do meu pai José Armando. Depois que a neném nascer eu vou procurar o meu pai de verdade.

—Faz muito bem fia. Ele deve querer lhe conhecer.

—Você acha vó?

—Tenho certeza. Todo pai ia querer ter uma fia que nem o cê.

—Obrigado.

—E aquilo que o cê me prometeu? Tá cumprino?

—Sim senhora. Eu não voltei mais lá. E num vou voltar nunca mais. Nunca mais. Eu nunca gostei daquela casa, me sentia presa lá dentro, como se tivesse numa gaiola.

—Se o cê prende o colibri na gaiola, ele morre de tristeza. Sabia?

—Não. Mas, agora eu sei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.