Garota para Diversão
9 Capítulo 9 – Kyu com ciúmes?
Notas iniciais
Enfim mais um cap e uau a coisa tá ficando braba...
Ai procurandoinspiração porque agora to na parte de EunHae 66 é parte bpoa dois gostoso se pegando *brisando...
Aham, bom vamos lá...
Narrado em 3ª pessoa.
Yeuna havia pensado ter deixado este mundo quando Taecyeon a puxou do fundo do mar e a levou á areia, onde fez respiração boca-á-boca e tentou acordá-la. Um dos salva-vidas foi avisar na recepção e pedir que chamassem Kyuhyun que não havia dormido pensando em diversas coisas, inclusive em como havia sido injusto com a moça e pensando se ela estaria bem. Mas seu orgulho não lhe permitiria ir ver. Recebeu o telefonema e nem pensou em mais nada apenas desceu e correu á praia.
Ao chegar viu Tae tentando de todas as formas, mas não estava obtendo sucesso em acordar a moça. Sentiu-se tomado por um ciúme louco vendo o outro, tocar seu peitoral fazendo massagem cardíaca e levando seus lábios aos dela, tentando lhe dar algum ar. Desesperou-se mais ainda quando viu Tae jogar-se sentado no chão desistindo de acordá-la.
-Ela... Ela tentou se matar... Eu ouvi ela dizer algo antes de se jogar, mas eu demorei á encontrá-la e ...Acho que ela..
Kyuhyun correu até lá e tentou por ele mesmo, mesmo sem qualquer experiência repetir os atos do outro. E gritava seu nome, segurava seu rosto aos prantos, gritava chamando-a balançando-a violentamente. Então ouviu-se uma tosse e ela regurgitou a água que havia engolido. Ela sentiu frio e logo foi aquecida por Kyuhyn que agora chorava com mais força. Sem importar-se com a roda de pessoas envolta deles. Ele a pegou no colo e foi ao Hotel, trocou suas roupas e lhe fez um chá, ficou deitado abraçado á ela, não dizia nada apenas beijava-lhe os cabelos e o rosto repetidas vezes como se feliz por vê-la viva. Foi acalmando-se e logo ela adormeceu, conferiu sua respiração e era leve, tranqüila, já estava bem. Ele foi á sala e chorou encostado á janela, chorou muito por longas horas, mesmo que não quisesse admitir ele a amava. Amava tanto que tinha medo de machucar seu coração, medo de ser traído, abandonado, pisado e por isso guardava seu sentimento profundamente pra que ninguém soubesse. Mas não percebia que isso o machucava mais e a machucava aquela á quem ele amava. Nem percebeu o entardecer chegar e quando olhou o sol se despedia. Sentiu o frio em seu coração. Limpou seus olhos e foi preparar o jantar, colocou tudo na bandeja e levou ao quarto. Quando abriu a porta não a viu, ela estava sentada na varanda, numa cadeira com o olhar distante, perdido, sentiu-se mal, o coração apertou, aproximou-se e ajoelhou diante dela. A abraçou fortemente e não pode segurar as lágrimas, ambos choraram
-Me perdoe... Eu sou tão idiota! Perdoe-me pelo que eu disse! Eu não queria te magoar, mas, por favor, nunca mais faça o que fez, nunca mais! Ele olhou em seus profundos olhos verdes e beijou docemente seus lábios carnudos. Vem, vamos comer e descansar, eu cuido de você!Ele a levou para dentro jantaram e ficaram jogando no laptop depois. Até pegarem no sono.
Fim da narração
Acordei e o dia estava lindo, meu peito doía um pouco,mas eu já estava bem, acordei o Kyu e pedi á ele que fossemos á praia, eu levei uns biquínis que ele me mandou comprar no shopping. Ele disse pra levar, fomos tomar um sol, o dia estava lindo, eu usava um vestidinho branco, ele estava de óculos escuros, uma blusa e uma bermuda ambas eram brancas, e sandália. Ele sentou numa espreguiçadeira e eu na que estava ao lado, ele lia um livro e eu também, mas quem em sã consciência esta numa ilha pra ler?Cansei e decidi ir pro mar. Haviam pessoas jogando volley, outras nadando, muitos jovens, crianças. Pessoas que moravam na ilha e outras que vieram visitar. Animei-me e retirei meu vestidinho branco, e quando pensei em ir em direção á água, fui puxada pelo kyu que tentava me vestir de novo.
-Que que é isso,Kyu?Ele tentava enfiar o vestido na minha cabeça. Ta machucando minha cabeça.
-Eu que pergunto o que ta fazendo?
-Eu estou indo pro mar? Dã...
-Precisava usar um biquíni tão pequeno?Segurei o riso e fiquei vendo a expressão dele, ele ficou olhando envolta pra ver se alguém tinha me visto sem o vestido. Era muito engraçado, estaria o Kyu com ciúmes? Ri com a possibilidade e resolvi ousar mais.
-Qual o problema?Biquínis são pequenos, agora pode continuar com seu livro que eu não vim aqui pra ficar igual á uma velha sentada lendo.
-Quem é velho? Eu não sou velho...
-Kyu você sequer colocou o pé na areia. Agora tchau daqui há pouco eu volto. Corri pro mar e alguns garotos acenaram pra mim e eu retribui, deixando ele com uma cara de bunda enorme lá sentado. Mergulhei, nadei, me diverti até um pessoal veio jogar comigo. Ele tava fervendo de raiva, mas nunca iria demonstrar Kyu é orgulhoso e não me daria esse gostinho, sabe o que ele fez? Tirou a camisa e foi desfilar por lá acenando pra umas meninas que estavam bebendo numa espécie de bar, uns bangalôs que vendem bebidas. Eu fiquei irritada, mas nem demonstrei continuei jogando.
-Vamos ver quem ganha esse jogo Kyu...Fingi que torci o pé, e o Tae que estava lá me pegou no colo e me levou ao meu lugar. Quando o Kyu viu veio feito um animal.
- O que ta fazendo com ela?
-Eu machuquei o pé kyu, não conseguia andar então o Tae me ajudou. Muito obrigada.
-Tudo bem, não se preocupe. E como está o pé? Não quer que eu faça uma massagem?
-Ai seria óti.....
-Não precisa eu faço isso. E pode ir, ela veio aqui pra trabalhar e não pra paquerar. O Kyu me pegou do colo dele puto da vida e me levou pro quarto. O silêncio imperava, eu puta(no sentido de raiva, ok?) e ele também, mas claro eu venci a guerra, o orgulho dele tava lá no chão da praia esmagadinho e isso deixava ele super irritado. Ficamos assim até a hora do jantar, eu como não presto fingi que não conseguia levantar. Ele por sua vez também não vale nada, fingiu não ligar.
-Ai, Deus que fome, acho que vou pedir comida... Não posso nem ir cozinhar assim. Ele não disse nada. Eu estava sentada no sofá e o idiota numa poltrona.
Der repente bateram na porta ele foi abrir, e advinha o Tae veio com um pedaço de torta de morango pra mim. Que meigo não?
-Ah, olá com licença senhor. A Yeuna... Kyu deu as costas e foi sentar na poltrona como antes voltando a ler a droga do livro. Deixando o pobre lá paradão.
-Entra Tae, não liga não, vem cá, senta aqui. Bati no sofá.
-Achei que você estaria com fome já que você não foi jantar.
-Ainnnnnn obrigada eu estava mesmo com fome, não pude fazer nada pra comer. Obrigada você é um amor... Tae sorriu e juro o sorriso dele é a coisa mais linda do mundo. Ele ficou me vendo comer e sorria o tempo todo. Kyu estava com a sobrancelha arqueada e fingia ler o livro, mas eu pude vê-lo me olhando por cima do livro. Ele estava morrendo de ciúmes e era muito bom afinal ele é tão cheio de si. Ele fica tão lindinho com ciúmes... Ai que vontade de correr lá e beijar ele todo. Nossa agora que ele morre quer ver?
-Quer um pedaço Tae?Ele ficou corado passou a mão no cabelo e acenou que sim com a cabeça e nossa eu simplesmente dei um pedaço na boca dele. Foi demais o Kyu não agüentou e saiu super bolado daqui. Ele bateu a porta e saiu. Conversei um pouco com o Tae, mas logo ele foi embora.
O Kyu tinha ido beber, chegou tarde, de cara cheia, batendo as coisas deixando cair. Eu acordei com os barulhos. Vi que ele bebeu muito mesmo, fiquei calada, apenas observei-o, ele veio e se jogou na cama.
-Kyu, vai tomar um banho... O cheiro do álcool ta insuportável... Ele não disse nada. Esperei, após um tempo ele continuava imóvel, eu então levantei da cama, lógico mancando e fui em direção a porta.
-Já que você não vai tomar um banho, eu durmo na sala. E fiquei lá sentada olhando a lua pela janela, morrendo de frio. Mas não quis entrar, ele estava fedendo demais á bebida e eu não iria deitar com ele assim. Após quase uma hora a porta se abriu. Ele estava arrumado e passou por mim, já ia embora quando eu segurei seu braço e o encarei firme.
-Aonde você vai?
-Me solta...
-O que vai me bater se eu não soltar? Ele puxou o braço e seguiu.
-Kyu, vem ca, você vai me deixar sozinha?
-Chama o teu amigo, Pode levar ele pra deitar com você... O fedido vai se afastar. Aposto que ele pode pagar... Doeu ouvir suas palavras, ma seu não dei mole. Corri até ele e puxei seu braço com força.
-Me solta já disse.... Ele me olhou com uma cara fofa e irritada, que apesar da minha raiva deu vontade de morder ele. Muito lindo. Ficamos nos olhando.
-Kyu, você adora me humilhar, me lembrar o que sou e desfazer de mim, demonstra seu nojo pelo que sou e tudo mais, mas eu não vou ficar sozinha aqui. Entra logo e para de palhaçada, seu idiota... Nossa ele virou um bicho, me puxou pelo braço e foi me arrastando até a parede. Apertou o meu rosto com força.
-Olha aqui! Forçou-me á olhá-lo. Você... Vai se afastar desse cara entendeu? Você é minha! Se eu o vir tocar em você eu mato ele! E se deixar te ponho pra fazer companhia pra ele. Ele olhou bem nos meus olhos e ficamos assim um tempo, até que eu não resisti aquela boca, aqueles olhos, aquele olhar e eu o puxei pra um beijo urgente. Eu já disse como adoro esse jeito dele dominador? Com o ele diz que sou dele e me enlouquece com esse olhar?Eu já disse? Não? Pois é, é assim mesmo. Rasguei sua camisa, o puxei pro quarto até deixando ele confuso. Joguei-o na cama e subi sobre ele, beijando, lambendo, apertando. Arranquei o resto da camisa rasgada, e logo puxei a calça dele e ele me ajudou a tirá-la, puxou minha blusa também, tirei meu short, comecei a lamber o peitoral dele até a boxer deixando um rastro de saliva. Dei uma mordidinha leve no membro ainda coberto dele e abri devagar, vendo o rastro do pré-gozo formar uma linha fininha que eu lambi e ouvi um gemidinho rouco dele quando minha língua passou pela glande bem devagar. Eu lambi da base á ponta diversas vezes. Voltei á encará-lo e sorri maliciosa ele retribuiu o sorriso. Lambi seu mamilo e mordisquei o ouvindo dar um gritinho de dor e prazer. Desci novamente e comecei a chupar o membro dele como á um pirulito e coloquei tudo na boca ouvindo um Ahhh muito gostoso e espontâneo. A expressão dele era de puro prazer. Chupei com força ele estava enlouquecendo quando eu parei e rapidamente sentei nele. Ele urrou com a quentura do meu corpo, começou a apertar meus seios e lambê-los. Gemíamos em uníssono cavalguei sobre ele ouvindo os sons mais eróticos que já ouvi na vida. O Kyu gemendo é algo indescritível, ele é delicioso, a expressão dele durante o ato é linda, adoro vê-lo mordendo o lábio, os olhos e a boca entreabertos. Como ele me puxa pra perto e como aperta meu corpo, a cada minuto era mais delicioso aquele momento e após beijos, carícias, gemidos e palavras que não devo descrever aqui, eu comecei a sentir meu corpo fraquejar e logo fui tomada por espasmo que me fizeram chegar ao ápice incrivelmente ao mesmo tempo em que ele. Joguei-me ao seu lado e deitei sobre seu peito arfando e buscando ar. Dormimos assim bem agarradinhos. Na bela manhã de sol que seguiu eu ia me levantar pra ir ao banheiro e senti uma dor descomunal no abdômen, já imaginei o que seria, mas precisava confirmar. Quando me levantei o Kyu abriu os olhos. E deu um grito.
–Aish! O que foi? Porque esse grito?
-Olha! Ele apontou pro meu short e droga, eu fiquei mais vermelha que um tomate, estava sujo de sangue e tipo eu não precisava que ele visse isso.
-Argh! O que é isso?
-Ahn? Você nunca estudou anatomia humana, garoto? Eu fiquei menstruada, só isso, porque essa cara de bunda e de nojo? Idiota! Saí batendo o pé, tomei um banho e coloquei outra roupa, absorvente e a parada toda. Nem voltei no quarto o que menos queria era topar com ele. Se nós já brigamos normalmente imagina eu estando com os nervos á flor da pele. Fui a cozinha fiz um sanduíche pra mim e um pra ele. Ele estava jogando na sala. Deixei o dele perto e fui pro quarto batendo a porta com força. Joguei-me na cama e xinguei milhares de palavrões, minhas cólicas sempre me matam. Após uns minutos ele abriu a porta devagarzinho e veio até mim.
-Noona, desculpa... Eu não fiquei com nojo não, só fiquei surpreso. Desculpe-me? Deu um beijinho no meu cabelo.
-Ok, mas evite ficar perto de mim, eu não respondo por mim nestes dias. Eu acabo sendo grossa e mau-humorada.
-Tá bem,quanto tempo?
-Três dias.
- Uau! Bem, se não tem remédio...
Fiquei o dia todo deitada, sentindo dor. Nem vi a cara dele, uma hora eu fui de mansinho ver e lá estava ele de cara no Starcraft com uma batatinha frita na boca, adoravelmente fofo. Fui lá e dei um beijinho nele, sentei no seu colo e fui acalentada por ele. Logo ele começou a me beijar com mais intensidade.
-Kyu, nem pensar...
-Então é melhor você sair do meu colo, porque ta ficando brabo aqui embaixo. Rimos e eu fiquei olhando ele jogar. Logo era hora de jantar e comemos no restaurante e fomos dormir. E foram assim os três dias atormentantes. Peguei pesado com ele, discutimos umas dez vezes isso em dois dias. E ela se foi finalmente. Isso me lembra que quando voltar tenho que comprar meu anticoncepcional. Bom nesses dois dias nem sai do quarto e dificilmente nos vimos, só nas refeições e pra dormir juntos. Houve uma manhã que me animei e fui dar uma caminhada. Avistei o Tae me aproximei, conversamos um pouco e ele ia saindo pra pescar com o avô e me convidou, eu fui. Senti-me tão bem no mar, desde pequena eu adoro o mar, minha mãe diz que quando íamos á praia, eu me jogava na água com dois três aninhos, sem medo nenhum. Fomos e no lugar propício eles pararam e ficaram tranquilamente pescando, foi uma boa pescaria, pegaram muitos e eram grandes. Fiz minha famosa sopa de peixes e almoçamos juntos. Ao entardecer voltamos e eu os ajudava com as coisas quando o Kyu apareceu do nada e me puxou pelo braço me arrastando. Chegou a machucar meu pé de tanta brutalidade, o Tae não gostou e interveio.
-Senhor, está machucando ela... Por favor, se acalme não fizemos nada demais apenas.... Ele nem terminou e o Kyu me largou e deu um soco no rosto dele. Ele se espantou e o Kyu logo deu outro, ele revidou e ambos ficaram se socando, enquanto eu estava sem ação, como eu iria separá-los, logo os salva-vidas vieram e separaram os brigões.
-O que deu em vocês? Viraram animais? Eu gritei furiosa. Puxei os dois pela orelha. Vamos agora cuidar desses ferimentos. Levei-os ao apartamento.
-Porque ele também vai? Kyu fez bico reclamando. Tá doendo noona...
-Porque eu quero agora cala a boca! Que papelão Kyu batendo no rapaz... Nós fomos apenas pescar com o avô dele, precisava isso?Eu puxava mais a orelha.
Chegamos ao ape e joguei os dois no sofá um do lado do outro e ambos fizeram expressão de nojo e se afastaram alguns centímetros. Fui ao banheiro e peguei a caixa de primeiros socorros e voltei. Embebi o algodão no álcool e levei ao supercílio do Tae que estava ferido. Ele gemeu e eu parei, mas segui, limpei a área e notei o olhar dele sobre mim. O nariz também sangrava limpei e apliquei uma pomadinha sobre os ferimentos e pus uma bandagenzinha. Fiz uma carícia em seu cabelo e me desculpei pelo que o Kyu fez. Ele sorriu e disse estar tudo bem, o convidei pra jantar afim de me redimir por tudo, ele aceitou. Fui até o kyu e ele fez um bico enorme, fiz o mesmo processo porém ele estava ferido no canto da boca e debaixo do olho. Mas eu também fui meio grossa e fria. Poxa ele bateu no garoto á toa, mas enfim, cuidei dos dois e fui ver o jantar.
-Eu vou preparar o jantar, espero que se comportem, entenderam? Nada mais de brigas. E fui. Nisso eles procuravam não se encarar quando Tae foi ousado e quis saber.
-Vocês estão saindo? Kyu não respondeu. Apenas ignorou. Ele tornou a perguntar, e foi outra vez ignorado. Ele se levantou na intenção de ir á cozinha, mas foi segurado pelo Kyu e ambos fitaram-se como dois galos numa rinha. Quase saíam faíscas dos olhos.
-Onde pensa que vai?Kyu estava possesso.
-Eu te fiz uma pergunta e você ignorou vou perguntar á ela então...
-Nem pense nisso, eu quero que você se afaste dela, entendeu?Ela é minha!
-Então ela que me diga isso. O clima continuou pesado até que eu voltei á sala pra ver como estava tudo e separei os dois levando o Tae comigo. Ele começou a me ajudar com o jantar, após alguns minutos o orgulhoso ciumento não se agüentou e foi a cozinha.
-O que faz aqui? Perguntei séria.
-Não posso fazer o que quero aqui? Não sou eu que to pagando o Hotel?Eu faço o que eu quero... E você porque trouxe esse daí pra cozinha? Olhou feio, apontando o Tae com a cabeça.
-Pelo mesmo motivo, eu faço o que quero, você é meu chefe, mas não é meu dono! Ele ficou calado. E como ele não presta
-Tem certeza?Fez aquele sorriso cínico cruzando os braços. Deixando-me ligeiramente sem graça.
-Hunf! Vamos continuar Tae... Ríamos, errávamos, acertávamos e conversamos bastante o Tae é engraçado e gentil, tão diferente do Kyu. Falando nele, apenas nos observava de longe com os braços cruzados e muito puto. Tae foi pôr a mesa pra mim. Ele se aproximou me abraçou por trás eu suspirei e retruquei.
-Kyu sai! Ele apenas acenou que não com a cabeça e continuou apertando meu corpo como se não quisesse me perder. Respirei novamente e fiz força até me soltar dele, que me olhou confuso.
-Você adora me humilhar, Kyu, só por causa do seu dinheiro, fica com ele então! Saí da cozinha com os refratários de comida e levei á mesa. Tae me ajudou em tudo e logo fomos todos comer. Ele entrou na sala, sério, calado, sentou na cadeira principal e olhou pra mim e o Tae sentados um do lado do outro. Comemos conversando bastante, mas meu coração gelou num dado momento da conversa.
-Você trabalha em que? Tae perguntou tão normalmente. Mas eu confesso que não tinha idéia do que responder. Fiquei sem ação, tentando formular uma resposta e vi que o Kyu parecia se divertir com meu desespero como se esperasse ver eu me sair dessa.
-Eu... É ...Eu trabalho...
-Ela trabalha pra mim... É uma espécie de babá que minha mãe contratou pra me vigiar. Ver se eu como direito, se durmo, pra não me deixar ir pra farra, pra não me deixar torrar dinheiro, ou sair com um monte de vagabundas por aí. Levou a taça de vinho á boca e sorriu antes de beber. Bebeu um gole e me encarou. Fiquei aliviada, mas me senti mal pelo termo vagabundas na frase.
-É , é isso...
-Ohhh, entendo... Mas vocês estão ficando? Antes que eu respondesse, o Kyu tomou a frente.
-Não, não estamos! Ela apenas me pertence. Senti-me um lixo ouvindo aquilo. Tipo, ele não perde uma chance de me lembrar o que eu sou. Fiquei meio calada o resto do jantar, quando acabamos o Tae se ofereceu pra lavar a louça, mas eu não deixei, tomou um café o Kyu também, eu não gosto de café, então não bebi nada. Após alguns minutos ele decidiu ir.
-Eu já vou, amanhã tem trabalho logo cedo. Obrigada pelo jantar e depois eu vou retribuir levando você pra jantar, tudo bem?
-Cl-claro! Eu estava ainda desnorteada. Levei o Tae á porta e dei um beijinho em seu rosto. Ele se foi. Voltei e fui lavar a louça sem encarar o Kyu. Acabei, tomei um banho, coloquei uma camisola de seda vermelha que ele me fez comprar. Apaguei tudo, tranquei e fui deitar lendo um livro. Após um tempo ele entrou e tirou a roupa ficando de boxer. Jogou-se ao meu lado e ficou me olhando de canto. Doido pra falar alguma coisa. Eu ignorei completamente sua presença. Fechei o livro e me virei pra dormir. Era a primeira vez que dormimos mal. De manhã eu acordei e sentei na poltrona da varanda olhando a vista linda da praia. Abracei minhas pernas e lembrei-me de quando era pequena e ia á praia com minha família. Que saudades deles. Fiquei lá suspirando, pensando e deixando algumas lágrimas insistentes caírem. O dia estava meio acinzentado e ventava bastante, nem liguei, só não queria ficar perto do Kyu. Não queira vê-lo, nem queria lembrar que o conhecia. Nem sei quanto tempo passou, mas já não era mais manhã, quando percebi que ele me olhava da porta, pelo visto ele estava ali á horas. Limpei os olhos e baixei o rosto. Ele veio até mim, ajoelhou-se á minha frente e levantou meu rosto. Olhei pra ele e dentro de mim tinha um mix de sentimentos, eu queria abraçá-lo, beijá-lo, bater nele, afastá-lo e nunca mais vê-lo eu queria me jogar do alto do prédio, me jogar no mar e acabar com tudo aquilo, eu só queira voltar pra casa. Ele tentou me beijar, mas eu virei o rosto.
-Quero ir embora! Disse serena porém de forma profunda.
-Por que? Perguntou-me confuso. Não respondi. Ele tornou a perguntar.
-Mas eu achei que você gostasse daqui...
-E daí se eu gostar? Um dia eu vou ter que voltar,ou não? Eu sou uma vagabunda que se vende por dinheiro, eu vou voltar pro apartamento alugado, pro meu ponto e se algum outro me chamar eu vou com ele e vou ganhar dinheiro.
-Não fala essas coisas...
-Por que não? Não é a verdade Kyuhyun? Ahn? Eu sou só um brinquedo, uma prostituta nojenta que te envergonha e que serve pra te aliviar quando você sente tesão. Eu chupo bem, fodo bem e nessa hora eu sou boa quando to fazendo você gemer feito um louco e gozar repetidas vezes. Mas eu sou só isso Kyu, só uma puta duma garota de programa. E sim eu quero ir embora! Após um longo silencio doloroso.
-Arruma tuas coisas. Ele foi frio em seu modo de falar. Levantou e entrou. Ouvi ele falar no telefone mas não reparei com quem ou sobre o que foi. Trocamos de roupa e arrumamos nossas coisas. E desci um momento e fui falar com o Tae, me desculpei com ele por ter que ir assim, ele compreendeu e pediu meu telefone, eu dei e o abracei e dei um longo beijo nele. Som beijei aquele gato lindo, que tem uma boca deliciosa. E dane-se o Kyu viu, mas não fez nada, apenas seguiu pro jatinho dele. Eu me virei e fui pro jatinho também. Levantamos vôo e eu estava calada ele igualmente, eu pude vê-lo através dos meus óculos escuros e ele estava sério, tão bonitinho com aquela boquinha, aquele rostinho fofo. Mas tinha um semblante triste. Adormeci e quando acordei estávamos aterrissando. Minha surpresa foi enorme ao olhar da janela e ver gelo. Muito gelo, montanhas cobertas dele. Eu nunca tinha visto neve. Quer dizer já vi, mais não tanta.
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