Garota para Diversão

3 Capítulo3 – Pobre menino rico, rica menina pobre


Notas iniciais
êeeee Kyu chegou.....Espero que estejam gostando,ai ainda travada pra escrever o final.....Meus filhos andam me enlouquecendo um pouco daí a criatividade some né verdade?Sacomé né, casa, filhos, marido ufa! Enfim, preciso me concentrar e fazer logo um final decente.


Chegamos ao seu apartamento e só pela fachada vi que o infeliz tinha muita grana. Um prédio com uns vinte andares. A fachada era muito bem decorada, flores em jarros antigos, ornamentavam o lugar, uma porta duplex de vidro, o Hall muito bem iluminado, igualmente bem decorado, a maçaneta das portas eram douradas, as luzes eram amarelas, as paredes brancas, muito charme e bom gosto, tapetes vermelhos. Pela minha roupa ser escandalosa, e ali ser um lugar respeitável ele me colocou seu sobretudo e eu me deliciei com aquele cheiro maravilhosos dele. Ele me levou ao elevador. Suspirei e entrei, haviam espelhos atrás de nós. Fechei os olhos bem forte e me aproximei dele apertando seu braço ainda mais forte.

–Está se sentindo mal?Perguntou com ar preocupado.

–...Elevador...Odeio elevadores...Suspirei. Ele sorriu minimamente e acariciou levemente meu rosto. Admito ter gostado da carícia, mais ainda estava assustada.

No último andar ele digitou uma senha, num teclado na lateral e a aporta se abriu. Ele passou o braço pelo meu ombro e saímos, já dentro do apartamento dele. Assustei-me de ver a imensidão do lugar. Ele acendeu as luzes, e nossa era lindo, muito bem decorado. Tudo branco, algumas coisas em tom vermelho, mas o branco predominava. Desde os sofás á estante de mármore com Vidro. Tudo muito cheio de pompas. Ele caminhou até a lareira e acendeu, abriu os botões da manga da camisa e dois botões da parte de cima.

–Fique á vontade, sente-se. Eu retirei as sandálias e corei ao ver ele observando minhas pernas. Ele sorriu. Deixa eu ajudar. Ele disse vendo meu nervosismo. Olha não precisa ficar nervosa...Vou pegar uma bebida para você.

–Ahn. Segurei seu braço e corei tanto feito um tomate, largando-o rapidamente. Eu não bebo...

–Só uma taça comigo... Por favor...... Pensei em rejeitar, mas achei que ele se zangaria.

–só uma... Eu não bebo nada com álcool...

–Só uma, prometo. E riu aquele riso debochado dele. Trouxe a taça de champanhe e morangos. Coma junto realça o sabor. Senti-me a Julia Roberts em Uma linda Mulher, e como amo esse filme (amava antes de estar na mesma situação) resolvi experimentar. E ele tinha razão ficava bom. Ele se sentou ao meu lado no degrau que havia da entrada para a sala, comemos alguns morangos e conversamos. Logo ele pegou um whisky e começou a tomá-lo.

–Você nem perguntou meu nome...

–A Krystal disse que não devemos perguntar coisas pessoais, muitos homens são casados ou tem status social, então devemos manter a descrição...

–Ta mais eu não sou casado e meu status social você já deve ter percebido qual é... Não vai influenciar... Chamo-me Cho Kyuhyun. Estendeu-me a mão e eu muito sem graça apertei-a tão macia, tão quentinha, via-se que nunca teve calo de trabalhar. Recolhi a mão logo e pus sobre meu colo.

–Porque você acabou fazendo isso afinal?Tomou outro gole de whisky.

–Fome, frio, não tinha onde morar, nem como voltar pra casa.......... Eu acreditei numa propaganda enganosa sobre um bom emprego e vim pra cá, com passagem só de vinda. Cheguei aqui e descobri ser mentira, daí, tinha umas economias e me mantive por uns tempos e trabalhei aqui e ali, trabalhava em dois empregos e quase não dormia, daí pegava no sono no trabalho e era despedida, por fim perdia o apartamento. Eu iria terminar os estudos aqui, então não consegui um emprego bom. Ele cruzou os braços e ouviu atentamente o que eu dizia. Meus pais me criaram com tanto amor e zelo e agora eu faço essa burrada. Tudo que quero é voltar pra casa... E evitar que eles saibam o que se passou... Suspirei fundo. Mas você nem deve saber o que é isso, com certeza nunca te faltou nada... Seus pais devem ter te dado de tudo...

–Ah, aí você se engana... Você que é rica... Eu tive tudo que o dinheiro compra é verdade mas me faltaram várias coisas. Ficou sério fitando o chão. Olhou envolta percorrendo todo o apartamento com os olhos. Esse lugar é minha casa... É onde passo a maior parte do tempo... Percebi que ele engoliu em seco. Meus pais mal sabem de mim. Eu sou o típico menino rico que cresceu sem carinho, sem amor e lutando pra chamar a atenção dos pais que só pensam em fazer mais dinheiro. A única que liga pra mim é minha noona Arah. Ela é mais velha e foi com o uma mãe... Ele segurava o choro. Bebeu novamente. E levou a mão á boca do estômago.

–Você está bem Senhor Cho?Perguntei preocupada.

–Vai continuar me chamando assim? Chame-me de Kyu... E sim estou bem... Não se preocupe. Se encolheu no cantinho.

–Kyu-shi... Vem aqui... Eu o puxei e deitei sua cabeça em meu colo, surpreendendo-o. Senti sua respiração parar momentaneamente e voltando quando comecei a acariciar seus cabelos. Ele apertou meu vestido com uma das mãos. Apertou com tanta dor que vi as dobras dos seus dedos ficarem ainda mais brancas. Beijei seus cabelos e acariciava seu rosto, abracei seu pescoço, mesmo ele estando deitado e me pus a acariciar seu rosto e beijar sua cabeça. Pude ouvir seu choro abafado, devido a ele enfiar o rosto no meu corpo, no intuito de eu não ouvir.

–Shhh, shh,shh, shh,shh, shh... Fiquei ninando ele por uma meia hora. Até que ele levantou bruscamente e limpou o rosto. Fiquei parada e deixei ele quieto.

–Não precisa ter pena de mim... Não preciso do consolo de ninguém, eu sou feliz como sou e vivo bem, você não está aqui pra ficar me consolando. Levantou se afastando.

–Eu não fiz por pena... Eu gosto de ser carinhosa com as pessoas. Agora eu estava de pé. Eu gosto de cuidar das pessoas. É só isso... Caminhei até ele que estava de costas pra mim, provavelmente com lágrimas teimosas que insistiam em descer de seus olhos. Atrevi-me a abraçá-lo por trás. Minhas mãos em seu peito, deitei meu rosto em suas costas e senti ele soltar os ombros e deixar de lado aquela tensão. Apertei meu corpo ao dele. Eu senti como ele era carente. Após algum tempo ele se soltou e acabou sem querer me empurrando. Eu caí no tapete e ele me olhou com raiva. E saiu andando. Eu fiquei lá jogada no chão. Fiquei pensando, divagando como eu sempre faço. Percebi que o que pra mim era uma benção, a solução dos meus problemas, para ele era uma desgraça, era o que lhe tirou uma infância feliz, a presença dos pais, o tornou duro e amargo, carente e imaturo. Fiquei um tempo assim até que ele veio do quarto e chegou á mim. Eu tranqüila em meus pensamentos ele deitou sobre mim me assustando um pouco. Ele começou a beijar meu pescoço com uma lentidão torturante, sua língua passando pela minha pele me fazendo queimar.

–Você transaria comigo se me encontrasse em outra situação?Perguntou beijando meu queixo.

–Como assim? Perguntei.

–Se eu não tivesse que pagar... Fitou-me profundamente. E juro quando ele me olha assim é difícil de segurar a onda ele é tão lindo, aquele cabelo ondulado e bagunçado, aqueles olhos profundos, aqueles lábios carnudos e deliciosos.

–Talvez, mas eu iria te conhecer primeiro...

–Como me conhecer?

–Eu nunca transaria com ninguém no primeiro encontro... O “emprego” que me encontro é por necessidade extrema de grana.

–Então eu teria alguma chance?

–Depende, até agora você esta se saindo bem, embora eu percebo que você tem medo de deixar as pessoas se aproximarem isso iria dificultar muito as coisas. Ele se calou e levantou, ficou sentado de costas pra mim com as pernas dobradas. Eu segurei seu rosto e trouxe até mim com um beijo simples e delicado. Ele retribuiu. E logo o beijo tomou outras proporções. Ele foi descendo os lábios pelo meu pescoço e meu colo.

Notas finais
Sugestões, criticas ecomentários por mais simples que sejam são bem vindos.Bjks ~.~