Garota para Diversão

6 Capítulo 6 – Segunda noite e Atrevida você não?


Notas iniciais
Ai, dor de cabeça... Não to afim de escrever....

Arrumei-me sozinha, mas não foi tão difícil, sempre fui boa com maquiagem e a Krys disse que eu podia usar as roupas dela. Coloquei um vestido branco de alças fininhas que era bem colado no corpo. Pus uma sandália alta penteei os cabelos e arrumei minha bolsa. Saí fechando o apartamento, desci com uma falsa calma, afinal não imaginaria como seria minha noite. Cheguei ao lugar que fazíamos ponto, cumprimentei Jea e Narsha e fiquei no meu lugar. Em pouco tempo um carro parou e Narsha entrou. Depois foi a vez da Jea, foi estranho ficar ali sozinha, mas não tinha remédio, era isso ou rua, fome, humilhação... Após um tempo, avistei a limusine do Kyu, esperei e ela parou á minha frente e a porta se abriu, sua voz saiu num tom grave dizendo que eu entrasse. Eu o fiz. Sentei ao seu lado e ele disse ao motorista que fosse pro apartamento.

-Ola! Sentiu saudade? Deu aquele sorriso debochado de canto que me fez ver estrelas, o desgraçado é lindo.

-Eu devo ser sincera? Perguntei sarcasticamente ele percebeu pois engoliu o sorriso. Ficamos calados até chegar ao apartamento, e novamente fui na praga do elevador, me segurei nele e vi sua bochecha inchar devido á um sorriso pretensioso. Ao entrar ele acendeu as luzes dos abajures, ligou a lareira e começou a desabotoar as mangas da camisa. Sentei no chão e retirei as sandálias. Ele veio até mim e me deu uma taça de champanhe. Tudo como na noite anterior.

-Kyu, eu...

-Só uma... Peguei a droga da taça e tomei um gole. Ele pegou seu whisky e sentou ao meu lado. O silêncio doía em meu ouvido até que ele se aproximou e beijou meu pescoço de um jeito que me deixou louca, segurou meu pescoço com força e beijou mais. Sua língua passeava por meu pescoço, ele lambia e chupava, se direcionou aos meus lábios e os beijou com urgência. Sem pestanejar eu fui me deixando ser beijada. Aquela mão fina com dedos longos, tinha uma pegada... Quando percebi já estávamos transando, novamente no tapete da sala, acho que ele deve ter tara por tapete né, sei-lá. Uma coisa estranha foi que depois de tudo ele deitou sobre mim e puxou minha mão pra fazer carinho nele. O.o Será que o príncipe de gelo havia gostado de receber carinho? Segundo ele não fazia mais falta, ele estava bem como estava, não foi o que ele disse? Mentiroso.... Fiquei ali ninando ele, até que ele sentou no tapete e me encarou, não sei decifrar que expressão ele tinha, só sei que ele é tão lindo... Tá eu já disse isso mas não canso de repetir.

-O que foi? Perguntei ainda deitada. Notei que ele me observava com um olhar triste, Eu simplesmente sentei e abracei ele muito forte, senti sua respiração pesar e acredito que ele tenha segurado o choro. Eu não disse nada, deixei ele á vontade, se ele quisesse desabafar faria isso, sem pressão, porque se eu insistisse ele era capaz de me enxotar de lá a ponta-pé. Sabe que ele é um poço de delicadeza, né?Tão profundo que ás vezes nem sei se devo respirar perto dele pra ele não se irritar. Eu conheci o cara ontem, pra uma transa, já que é o meu trabalho e depois eu iria embora, mas nós até já discutimos. Após longos minutos ele se afastou e levantou sem me deixar ver seu rosto e foi pro banheiro, como não sou tão burra, deduzi que foi lavar o rosto, coloquei a camisa dele e minha calcinha lógico, e fui até a cozinha ver o que tinha de comer. Daí você me diz: Nossaaaa você esta ficando saidinha não? Eu não! To com fome e se ele quer que eu fique a noite toda aqui no mínimo deve me dar de comer, ou estou errada? Ele é magnata, tem dinheiro á vontade, agora mesmo que ele esta no banheiro, o pai dele ta ganhando milhões. E isso me lembra que o infeliz só tem batatas fritas no armário.

-Imaturo! Eu resmungava pra mim mesma enquanto abria um pacote de batatas.

-O que faz aí atrevida? Ele parou de boxer preta na porta da cozinha e cruzou os braços e ficou me observando. Fiquei meio Sem graça afinal não pedi pra comer nada, apenas fui entrando e já percebi que ele não gosta desse tipo de atitude.

-Ah, não tem nada pra comer nessa casa além de salgadinhos? Perguntei mordendo uma batata frita. Ele caminhou até mim e puxou a batata da minha mão.

-Imaturo é a vó, hunf! E saiu andando pra sala. Fui atrás dele, aliás da batata, né, e me deparei com ele ligando e pedindo uma pizza.

-Pizza?

-Eu também to com fome... Resmungou fazendo bico e se jogou no sofá.

-Mas pizza e o seu estômago? Sentei ao lado dele e puxei o saco de batatas.

-Ya! Isso é meu... Puxou de volta.

-Ei, me diz pra ficar aqui a noite toda e me nega comida? Mão de vaca!

-Ah..Eu? Mão de vaca, ta louca?

-É verdade! Negando comida... Tsc,tsc,tsc.

-Aish! Garota irritante... Toma, fica com essa droga de batata, eu não preciso, eu não sou mão de vaca. Saiu puto da sala e foi pra sala de jogos, fui também depois de um tempo e me surpreendi com o tamanho da sala e com a modernidade, muitos jogos, muita tecnologia, cheio de bonecos dos gibis americanos, Super-heróis, na verdade. Sentei e fiquei olhando ele jogar um jogo de luta.

-Porra! Ele gritou nervoso quando perdeu. E foram cinco vezes seguidas. -Você é péssimo... Eu disse reprovando-o.

-Sou nada é que você ta me distraindo aí sentada...

-Mas eu não fiz nada......

-Fez sim, esse barulho desse saco irrita.

-Qual esse? E apertei o saco fazendo bastante barulho, agora perto do ouvido dele.

-Aish !Pára... Ele tapou os ouvidos feito uma criança birrenta. E eu gargalhei vendo aquilo, e me surpreendi ao ver ele me fitando com cara de bobo.

-Que foi? Eu rio também apesar de estar com a vida “ferrada.” O silêncio tomou conta e ele voltou ao jogo. Eu propositalmente o abracei por trás vendo ele respirar fundo, soltando o ar e relaxar o corpo. Coloquei o queixo em seu ombro e observei o jogo. Após alguns minutos ele perdeu novamente e eu gargalhei.

-Aish! É culpa SUA! Fica m e abraçando assim... Eu desisto, retirou meus braços e foi pra outro brinquedo. Eu fui pra sala e me sentei no bendito tapete. Respirei fundo e me deitei pra ficar sozinha com meus pensamentos. A campainha tocou era a pizza

-Po, podia atender, né? Eu não disse nada, continue de costas olhando a lareira. E pensando. Ele foi pagou, pegou e comeu umas duas fatias

-Toma! Não tava com fome?Balançou a caixa da pizza, e estava comendo feito um animal. Eu não disse nada. Olha quer que eu implore?

-Não to mais com fome, ok? Não se preocupe. Ele deixou em cima da bancada e sentou no sofá. Não sei se ele percebeu minhas lágrimas, mas elas desciam pelo meu rosto na tentativa de amenizar meus sofrimentos e minhas dores. Eu adormeci La no bendito tapete e acho que entendo a tara dele, o danado é fofinho. Não sei quanto tempo passou, mas eu senti meu corpo ser carregado. Despertei levemente e vi o Kyu me deitando na cama. Ajeitei-me e ele deitou ao meu lado, nos cobriu e ficou me olhando, meu coração deu um disparo que eu não esperava. Fingi estar dormindo e senti a mão dele acariciar meu cabelo de leve e desceu pro meu rosto contornando meus lábios, ele os tocou levemente com os dele e deitou novamente. Adormeci. Acordei e já era manhã, e me deparei com a visão mais linda do mundo, Cho Kyuhyun sem camisa, só de boxer um bum bum empinadinho, ele estava deitado de bruços, os olhos cerrados, os lábios carnudos entreabertos e os cabelos super bagunçados. Mas um bagunçado sexy. Você pode imaginar como eu fiquei? Não, não pode, ele é realmente muito gostoso. Levantei, cobri ele (com muito pesar no coração, mas... tive de fazê-lo. Fui ao banheiro e fiz uma higiene matinal á moda vambora, afinal, minha escova de dentes não estava lá, fui pra cozinha e os restos da pizza estavam no balcão. Coloquei minha roupa e um sobretudo dele, desci e fui á rua, isso mesmo, eu fui comprar comida pra por naquela joça. Eu não ficaria mais pobre se comprasse uns legumes e verduras praquele traste. Comprei e voltei ao apartamento, ele ainda dormia, preparei o café da manhã e comi o meu, depois chamei ele pra comer. Ele acordou sem vontade, esse preguiçoso.

-ACORDA! Vai tomar teu café que eu já to indo embora! Ele de um pulo e segurou meu braço.

-Por quê? Sentou-se rapidamente e tentou arrumar os cabelos e passou as mãos no rosto.

-Porque já é dia, e você não me paga pelos dias também...Tchau...

-Toma café comigo... Ele levantou expondo aquelas coxas maravilhosas, aqueles braços, aquele peitoral e juro me segurei pra não agarrar ele.

-Eu já tomei... Até... Dei as costas e sai. Provavelmente ele viu o café posto na mesa, e deve ter comido, não sei. Fui embora porque não tava afim de ficar ali com ele. É complicado, você ficar perto de um homem tão bonito, que ao mesmo tempo é irritante e te vê como uma qualquer, que nessa história toda era o que eu era mesmo,né... Mas enfim, segui pra casa e deparei com o namorado da Krys saindo.

-Ah, unnie, esse é u-know, meu gato. E beijou-lhe a bochecha.

-Olá muito prazer! Eu sou Yeuna.

-Sim, Krystal fala bastante de você. Bem é claro!

-Que bom, eu vou subir! Com licença. Subi e fui terminar de arrumar umas coisas minha que ainda estavam na bolsa, não que eu tivesse muitas coisas, mas eu tinha que arrumar o que tava lá. Sentei triste na cama e fiquei pensativa, Krys entrou ficou me observando curiosa, Eu tinha realmente ficado triste.

-O que foi?Parece triste...

-É que senti falta de um amigo, que se foi...

-Morreu? Perguntou incrédula.

-Foi vendido.... Meu violino.

-Ah, que susto... Mas não sabia que você tocava violino...

-Desde os seis anos... Mas devido á circunstância tive de vendê-lo. Mas assim que der vou tentar recuperar.

-Ah...Vem cá você que comprou aquelas tangerinas?

-Não, seu irmão trouxe.

-Quem?Ele veio aqui?

-Ontem depois de você sair com seu namorado. Porque não me contou sobre ele, eu quase lhe dei uma vassourada pensando que era mentira.

-Podia ter dado, da próxima vez fique á vontade.

-Porque não gosta dele, parece ser tão bom.

-Sim, ele é e também um covarde idiota.

-Ele me contou o porquê de vocês não se darem bem.

-É ele é um trouxa e quero ele bem longe daqui. E esquecendo esse pamonha do Hae. Como foi a noite?

-Normal, Kyu me pegou e fomos pro seu apartamento de novo.

-Humm, Ele te pagou pela noite toda outra vez?

-Sim, e falando nisso quero saber quando devo dar a parte do aluguel?

-Quando quiser, eu deixo guardado até o dia de pagar.

-Ok, então toma. Dei-lhe minha parte e ela se abismou de ver a quantia na minha bolsa. Eu pude-me por em seu lugar e percebi como éramos bobas, uma quantia tão pequena nos fazia ficar besta imagina se fossemos como essa Arah? Deve ser insuportável essa menina... Ela pegou o dinheiro e foi guardar, eu continuei limpando o quarto. Preparei o almoço e fui dar uma caminhada. No caminho esbarrei num rapaz muito bonito e forte correndo pelo parque. Nem dei bola tudo que eu menos queria agora era um relacionamento com alguém, minha vida já estava suficientemente complicada. Corri um pouco e fui á biblioteca, li um pouco e trouxe o livro comigo. Um drama muito interessante, aliás, minha vida daria um drama desses... Quem sabe eu não faça uma autobiografia? Enfim, estava anoitecendo e eu iria trabalhar á noite. Fui pra casa me arrumar.

Notas finais
Sugestões, criticas? Escreve aí...