Garota para Diversão
14 Capítulo 14 – Nada de ter outros clientes mocinha!
Notas iniciais
Após mais de uma hora chorando eu voltei pra casa, passos lentos, dor no peito, a mente revivia toda a cena novamente, totalmente destruída. Olhava o colar, lembrava das palavras dele. Quando finalmente iria tudo dar certo, quando eu realmente descobri como ele se sente... Tá eu posso parecer burra porque depois de tudo eu ainda tinha dúvidas, mas ele nunca tinha dito que me amava, e sim é importante ouvir isso, afinal na profissão que eu to seguindo, eu preciso ouvir isso pra ter certeza de que esse homem me quer de verdade e não ta só brincando, me usando, só transando. Quando cheguei em casa a Krys ficou preocupada e tudo que eu fiz foi desabar no chão e chorar mais. Ela não perguntou apenas me consolou. Fui pro quarto e dormi, não trabalhei novamente e sempre que acordava revia acena e só chorava. Meu celular tocou e era ele.
“-Noona... Eu não poso falar muito, mas o que eu disse era verdade eu te amo muito, e vou lutar por nós até o fim, ok? Eu to trancado por uns dias em casa, mas logo eu dou um jeito e saio pra gente se ver. Por favor, espere por mim, eu não quero que ninguém toque em você meu amor! Eu tenho que desligar, qualquer coisa me fala através da Arah. Beijo, eu te amo.”
Eu pude ouvir sua respiração pesada, e como conhecia ele sabia que ele apesar de querer parecer durão estava chorando. E eu também chorei, como não o faria? O telefone voltou a tocar, era Arah unni.
-Unni, posso te ver? Assenti e pouco depois ela chegou. Correu a me abraçar e ficamos assim um tempo, Krys não entendeu nada e só observou arqueando uma sobrancelha. Eu contei o que houve.
-Unnie, eu trouxe algum dinheiro pra você o Kyu não quer que você fique com ninguém enquanto ele não puder vir. Cara ele era um idiota, contou a ela o que eu fazia da vida? Burro! Mas ela não me condenou me aceitou como uma irmã e cuidava de mim também. Quer dar algum recado á ele? Respirei fundo, devolvi o dinheiro. Eu havia ficado mais de duas horas chorando, pensando inclusive no que a velha disse e realmente o que eu posso oferecer de bom pra ele? Nada só humilhação pela vida que eu to levando. Então é melhor não vê-lo mais.
-Arah, diz á ele que siga com a vida dele como deve ser, e que não me procure mais, ok?
-Mas unni...
-Arah, eu não tenho nada de bom á oferecer ao teu irmão. Só problemas, decepções, seus pais iriam castigá-lo por minha culpa. Diga á ele que me esqueça... Virei-me e ia sair quando ela me fez uma pergunta que me doeu a alma.
-Unnie, eu só quero saber se você ama meu irmão? Só me diga isso, unnie
-Não! E saí. Tá, eu menti, sou uma idiota, sou mentirosa, estúpida e tudo que você quiser, mas o que eu deveria dizer? Eu deveria destruir a vida dele? Fala sério, eu não poderia. Vê-lo perder tudo, ser condenado á viver uma vida como a minha. Não eu queria o bem dele sempre.
Joguei-me na cama odiando a mim mesma. Queria morrer matar o mundo, isso matar o mundo todo, queria dormir e não acordar mais. A noite chegou rápido e não fui trabalhar. Logo chegou uma mensagem no meu celular:
“Amor, porque você agiu assim? Onde você está? Diz-me que é mentira o que Arah disse, porque eu sei que é.”
Não respondi e desliguei o celular. Fiquei deitada olhando as fotos que tiramos no shopping naquele dia. Olhando os vídeos e fotos da praia, esquiando e em todos os momentos da gente junto. Olhava o colar. A voz dele ecoava na minha cabeça dizendo que me amava. Meu peito doía muito e fiquei muito enjoada. Krys já tinha ido trabalhar, fiquei jogada lá sozinha pensando nas noites que tivemos juntos, o melhor mês da minha vida. Adormeci e acordei com a Krys chegando. Conversamos um pouco e depois eu fiquei calada olhando a janela. O dia passou rápido, eu não quis almoçar, nem jantar, não comi nada. Foi assim por quatro dias. O celular desligado, não atendia a campainha. Tranquei o quarto e só saía pra ir ao banheiro. Tomava banho, e comi muito pouco, e vomitava tudo. Até que depois desses quatro dias infernais de muito choro e dor decidi erguer-me e ir trabalhar. Arrumei-me, escondi a cara de choro e fui com a Krys embora ela me perguntasse de meia em meia hora se eu estava certa daquilo, eu tive que ir até o fim. Um carro parou perto de mim e eu entrei. Um ruivo lindo de lábios carnudos, bem vestido e muito sexy. Segui com ele e me senti muito nervosa. Fomos á um hotel ele me disse que se chamava Hyukjae. Não consegui ter nada com ele de início, eu tava nervosa e lembrando muito dele.
-O que houve? Você parece tensa?
-Não é nada...
-Olha, faz assim, outro dia nós fazemos isso, ok? Hoje não tem clima...
-Ai, desculpa eu não quero te atrapalhar...
-E não esta atrapalhando, na verdade eu nem queria fazer isso sabe, tem alguém de quem gosto mas ele não gosta de mim...
-Ele?
-Sim, um amigo... Enfim, vamos deixar pra outra vez, ok?
-Ok, eu também amo alguém...
-É me conta que eu te conto. Riu, bebemos uns drinks e conversamos muito. Trocamos telefones.
Não transamos, e ele foi bem legal, me tratou bem, se preocupou comigo e tal, no fim voltei pro meu ponto. Quando chequei, vi o Kyu transtornado me esperando. Ele foi até o carro e puxou Hyukjae pra fora e deu um soco nele, deu outro e o rapaz estava tão atordoado, pulei no Kyu o puxando pra se afastar e a Krys ajudou o Hyuk, me desculpei por ele, ele seguiu no seu carro. Kyu me puxou pelo braço e me jogou na limusine, fomos pro apartamento, um silêncio doído entre nós. Chegando lá ele me levou pro banheiro e me jogou debaixo do chuveiro.
-Você ta louco, Kyu? Tá me machucando, me larga...
-Não, eu vou tirar o cheiro desse infeliz de você, você é minha, tem que ter o meu cheiro, arrancou minha roupa e começou a me ensaboar com força, me lavou e começou a lamber minha pele, meu pescoço, todo meu corpo, ele entrou em mim com violência e me machucou um pouco e mesmo eu pedindo pra ele parar ele continuava.
-Kyu...pára...
-Você é minha, vai ficar com meu cheiro. Ele se movimentava rápido e com força, no começo doeu, mas depois eu já estava gemendo, e querendo mais. As mãos dele apertavam meu corpo. Sua boca estuprava minha pele, chupava, mordia, ele entrava e saía com muita força, arfando. Eu sentia seu membro quente me rasgando, sua pele roçando na minha, seu cheiro me invadindo, me alucinando. Seus gemidos, seus urros de prazer. Nossos olhos se encontravam, nossas bocas se tocavam as línguas brigando, sua boca me entorpecendo. Sentir ele me pegar de jeito, me jogando contra a parede, suas mãos em minhas coxas, apertando, arranhando, ele beijava meus seios, chupava, eu arranhava suas costas, puxava seu quadril, queria mais dele. No começo era como ser violentada, mas depois era inevitável que eu não quisesse mais dele. Transamos loucamente, ele não parava de me beijar e repetir que eu era dele. Que não fizesse mais isso. Ao fim chegamos ao ápice, nossos corpos bambos, nossas mãos entrelaçadas, arfando, ofegantes,ambos cansados e realizados. Fomos pra sala ensopados, ele me colocou um roupão e secou meus cabelos carinhosamente.
-Amor, eu te machuquei?Neguei com a cabeça, ele me beijou a bochecha. Desculpa, eu fiquei louco de ciúmes. Odiei saber que você tinha tido outro. Desculpa se te assustei. Ele beijava todo meu rosto. Eu te amo, noona, te amo... Abraçou-me tão calidamente que eu chorei forte. Amor é verdade que você não me ama? Olha nos meus olhos e me diz, me forçou a olhá-lo e vi seus olhos marejarem ansiosos pela resposta, eu queria mentir, precisava mentir, mas antes que eu respondesse uns homens entraram no apartamento e me levaram embora. Ele gritava enquanto outros o seguravam. Ele mandava me largarem, porém sumi de suas vistas.
Levaram-me até um lugar estranho, sem muito movimento de pessoas. Avistei uma mesa posta. O dia já raiava e vi uma mulher sentada á mesa e deduzi ser a mãe dele. Aproximei-me e ela me convidou a sentar. Curvei-me e sentei. Ela me convidou a tomar café com ela, mas eu rejeitei.
-Bem, você já sabe quem eu sou. Eu só tenho uma coisa a lhe dizer. Eu disse que se afastasse de Kyuhyun, você não me ouviu, será pior para ambos.
-Por favor, faça o que quiser comigo, mas não toque no Kyu.
-Oh, quanto amor... Ela disse sendo ironicamente sarcástica.
-Eu falo sério. Olhei-a com seriedade. Acredite a senhora ou não, eu amo seu filho. E quero me afastar dele, pro bem dele, sei que não presto pra nada, que não tenho nada a oferecer, mas eu quero vê-lo feliz, mesmo que seja longe de mim. Mas ele me procurou novamente. Eu não quero mais vê-lo, nem o dinheiro dele. Admito que no começo, minha relação com ele era por isso, afinal a senhora sabe do meu trabalho, mas hoje, eu me encontro feito uma idiota, apaixonada pelo seu filho e por isso quero estar longe dele.
-Muito bem vejo que é inteligente. Muito bem quanto quer pra isso?Perguntou com ar de superioridade e deboche no rosto. Levantei-me e respondi grosso.
-Guarde seu dinheiro senhora, eu não preciso dele. Pra mim o Kyu vale muito mais que todo seu dinheiro. Eu sei disso porque vivi com ele o que nunca vivi com ninguém e dei á ele o carinho que a senhora e seu marido nunca deram.
-Você é muito atrevida. Ela levantou-se e bateu no meu rosto. Eu virei o rosto de volta.
-Agradeça aos céus pela senhora ser uma anciã e eu ter tido boa educação, senão a senhora veria com quem mexeu. Dei as costas.
-Ei, eu não terminei ainda garota, venha já aqui... Deixei-a lá feito uma histérica e saí, me desvencilhando dos seguranças que queriam me levar de volta. Corri e fugi.
Voltei pra casa e lá estava o Hae conversando com a Krys. Joguei-me no sofá chorando como um bebê e contei tudo á eles. Liguei pro Hyukjae e me desculpei com ele pelo que houve naquele dia, ele entendeu e marcamos de nos ver qualquer dia. As horas passaram, os dias, após uma semana eu não iria ficar mais em casa chorando tinha que trabalhar e esquecer o Kyu. Arrumei-me e fui. Um carro parou e eu entrei, só depois reparei em como era lindo o homem que estava dentro. Um corpo maravilhoso, cabelos negros como seus olhos, lábios finos e atrativos, covinhas nas bochechas e um sorriso encantador, fomos á um hotel e ele me surpreendeu. Sentou-se ao meu lado e começamos a conversar, ele me perguntou como fui parar nisso e eu desabafei com ele, lembrei do meu primeiro dia e do Kyu fazendo o mesmo. Pensei que iríamos transar, mas ele simplesmente virou e me perguntou: Você conhece Jesus, jovem?
Ahn? Ele ta me tirando? Ele me trouxe pra um hotel pra pregar pra mim?Aigo! Fala sério, que cara louco, ta eu ouvi suas palavras e confesso que me acalmei e cogitei a possibilidade dei r á Igreja dele visitar e tal,mas minha mente tava fora. Após um tempo eu o provoquei e ele resistiu muito, mas eu precisava de outros clientes tinha que esquecer Kyu. E ele era lindo!!!Sentei no colo dele, passei minha língua pelo pescoço, enfiei a mão pela camisa, apertei aquele corpo delineado, cheio de músculos, beijei cada parte, ele foi se entregando e logo senti algo pulsar abaixo de mim. Pronto cedeu á tentação e nós transamos, que homem meu Deus, aquele corpo, aquela mão, aquele cheiro de macho no cio. O pastorzinho, era um animal incontrolável, pregou e tudo, mas não deixou de usar seu instrumento de forma maravilhosa. Confesso que pensei no Kyu o tempo todo e que senti nojo de mim mesma, mas eu precisava esquecê-lo. E eu já tinha atiçado o rapaz e ele agora iria até o fim. Voltando ao meu ponto as palavras de Siwon, estavam presas na minha mente, mas eu precisava fazer dinheiro após tantos dias sem trabalhar... Vi o Hyuk passar, entrei no carro e sim agora nós fomos a um hotel e transamos, nós bebemos bastante e como que pra afogar nossas mágoas nós transamos e foi bom e engraçado até.
O tempo passou e ao invés de esquecer eu pensava nele todo dia. Meu peito doía e eu passava muito mal. Não queria comer, nem dormi, estava exausta. Já havia duas semanas que não o via, sua mãe conseguiu uma maneira de prendê-lo e mantê-lo longe por uns tempos.
Numa noite um carro parou e agora um jovem senhor loiro, me convidou a entrar. Fui com ele, parecia meio afobado, nervoso, como se eu não estivesse, né? Seguimos a um hotel barato, pelo menos era limpo, né, notei ele nervoso demais. Pegou a chave e seguimos. Chegando ao quarto ele sorria sem graça.
-O que foi, está tão nervoso, por quê?
-É que você é tão bonita... Há muito tempo eu queria ficar com você...
-Bom aqui estamos o que quer fazer? Sentei na cama puxando ele pelo cinto. O que? Ele é mó gato, e disse isso pra mim, e também, eu quero meu dinheiro e preciso esquecer meu amor platônico que me machuca até a morte, eu só tenho essa opção, oras. Ele sorriu sem graça e eu tratei de ir tirando as calças dele devagar, torturando ele, fui levantando a camisa e beijando aquele tórax definido, que corpo gostoso, fui beijando, lambendo, enlouquecendo ele que pendia a cabeça pra trás gemendo. Abri suas calças e desci, ele logo retirou, ele estava sem cueca, isso mesmo, sem nadinha. Acariciei aquela ereção dura, quente. Masturbei ele lentamente passei a língua da base á ponta, coloquei a camisinha de morango, eu gosto dessa. E comecei a chupá-lo, porém logo eu parei pra beijá-lo de forma ardente. Logo ele tirou minha roupa e grudou a boca no meu corpo, me lambendo toda. Começou a me penetrar devagar e soltou um gemido alto, transamos e ele me pediu que dissesse o nome dele. Jungsu é como ele se chama e eu fiz o que ele pediu, nossa ele tem uma pegada incrível. Chegamos ao clímax e ele queria mais, transamos de novo, mais ardentemente. Nossa quase morri, que homem enlouquecedor. Vestimos-nos um tempo depois e na hora dele me pagar, vi uma foto na carteira dele, de uma mulher e uma criança, não pude resistir.
-Casado?
-Ahn? É... Estamos numa fase ruim... Seis anos juntos e alguns altos e baixos.
-Você ainda a ama? Após um tempo de silêncio ele respondeu com um olhar perdido. Sim, muito, mas ela não me quer mais, eu acho...
-Porque não pergunta á ela?
-Não sei como eu faria...
-Oras, basta perguntar como ela se sente, tente compreender. Isso vai pra casa, pergunta pra ela, tenta consertar o que estiver errado, você já teve sua aventura. Ele ficou pensativo beijou minha bochecha e concordou.
-Obrigada por isso, acho que podemos tentar de novo.
Ele me levou de volta e eu fui pensando na ironia da minha história, eu ajudando meu cliente a se reconciliar com a mulher dele, enquanto eu nem posso ver o homem que amo. Logo outro carro parou e eu apenas entrei instintivamente e foi o mesmo de antes e sempre assim.
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