Garota milagrosa
5 Sequestrada
Notas iniciais
P.O.V. Andrômeda.
Sempre fomos só eu e a minha mãe. As garotas Cullen.
Eu conheço toda a família da minha mãe e eles sempre nos trataram bem, nos apoiaram, nos protegeram e estiveram do nosso lado quando precisamos deles, mas na real somos só nós duas.
A gente mora numa casa no subúrbio de Nova York. É uma casa modesta, nada comparado com a casa da vovó Esme.
Eu estudo na melhor escola que o dinheiro pode pagar. A escola Chilton, estava no caminho quando sou parada por um homem.
—Pois não?
—Você é Andrômeda Cullen Mikaelson?
—Sou. Porque?
—Até que enfim eu tenho uma neta. Meu nome é Mikael, sou seu avô.
—Muito prazer.
—Você tem olhos azuis. Iguais aos...
—Seus. Iguais aos seus.
—Parece decepcionada.
—Estou decepcionada. Não queria ter nenhum tipo de relação nem com você e nem com a sua família. Eu nem queria ter o seu sobrenome, mas a minha mãe insistiu, disse que pra minha segurança ela teve que colocar o seu sobrenome em mim. Agora, com licença eu tenho que pegar ônibus.
Parei no ponto de ônibus, mas do nada ele bateu na minha cabeça e eu apaguei.
Quando acordei eu tava amarrada numa cadeira e as cordas estavam ensopadas.
—O que é isso? Porque molhar as cordas?
Ele me olhou com uma cara de surpresa.
—Era pra você estar toda ferida.
—Queria me machucar? Sou sua neta. Sou parte da sua família.
—É uma abominação profana.
—Cara, você é muito perturbado.
P.O.V. Renesmee.
Aquele miserável pegou a minha filha. Tenho que trazê-la de volta.
Eu me armei e fui. Só não contava encontrar o peste no caminho.
—Renesmee?
—Como sabia que era eu?
—As armas e o olhar feroz.
—Ótimo. Toma, pega.
Joguei uma estaca pra ele.
—Porque isso?
—Porque nós vamos resgatar a nossa filha. Mikael a pegou e agora a tem como refém.
—O que?
—Eu vou dar um jeito dele nunca mais voltar.
—Que jeito?
—Eu vou usar o meu lado negro. Esvaia Draca!
P.O.V. Elijah.
Um dragão pousou.
—Vamos Safira. Temos que trazê-la de volta. Sobe ai, mauricinho.
Ela me ofereceu a mão e eu peguei.
—Segura firme.
Ela falou valiriano e o dragão alçou voo. Voar era... libertador. Estávamos acima das nuvens, o sol tocando o meu rosto, o vento a visão era incrível.
—Achou ela Safira?
—Ótimo. Eu quero ver. Esculvacasven!
Então ela falou outra palavra e disse:
—Vamos lá Safira. Vamos pegar esse desgraçado.
O dragão foi com tudo pra baixo e eu gritei. Então, o bicho pousou no telhado.
P.O.V. Mikael.
O prédio tremeu.
—O que foi isso?
—Minha mãe.
Eu sai e fui recebido por uma baforada de fogo saída de um dragão.
Quando comecei a voltar a mim, eu estava amarrado com cordas de verbena.
—Bom dia! Sabe o que é isso? É uma pedra que vai fazer a sua alma ser dividida em milhões de caquinhos. Não vai sobrar nada pra trazerem de volta.
A dor era indescritível. Terrível, a dor mais agonizante do mundo.
P.O.V. Elijah.
Agora estou assustado. Ela destroçou a alma do Mikael e depois partiu pra cima do corpo e enfiou a estaca de carvalho branco no peito dele. A estaca foi tão fundo que atravessou o peito dele, a ponta saiu do outro lado.
—Queime cretino! Queime!
Ela foi correndo para baixo e soltou a filha, nossa filha. Ela era linda, tinha um corte na testa, mas de resto estava bem.
—Mãe!
A menina de dezessete anos correu direto para os braços da mãe. Daí ela me viu.
—Ai, quem é o mauricinho?
—Ele é o seu pai Elijah.
—É mesmo?
—Olá, é um prazer conhecê-la.
Ela socou a minha cara e quebrou meu nariz.
—O seu pai retardado e doido me sequestrou! Idiota!
—Ai.
—Vamos pra casa Andy.
—Andy?
—Andy de Andrômeda. Andrômeda Cullen Mikaelson.
—Andrômeda.
—Vou deixar vocês passeando e se conhecendo melhor. Se acontecer alguma coisa com ela...
Renesmee passou o dedo no pescoço e fez um barulho como se estivesse cortando-o.
—O que você quer?
—Como assim?
—Filosofia de Mikaelson, os Mikaelson nunca fazem nada de graça, eles tem que querer alguma coisa ou levar alguma vantagem.
—É isso que pensa de mim?
—É. É o que eu vi.
—Eu quero conhecer você.
—Manda bala. Pode perguntar.
—De onde saiu esse seu nome?
—É nome de Princesa. Uma Princesa grega, mas você já sabia disso.
—É?
—Você tem mil anos e é um vampiro. Viveu o suficiente pra ler esses mitos ou ouvir eles de alguém.
—Você é inteligente.
—Uso cem por cento da minha capacidade cerebral. Vem, vamos sentar ali.
Sentamos num café e o garçom veio nos atender. Estava claro que ela estava flertando com ele e ele com ela. O rapaz tinha uns vinte e poucos anos.
—Ele é muito velho pra você.
—Meu avô tem quatrocentos anos a mais que a minha avó e eles se dão super bem.
—Você é feliz?
—Sou. E por mais que eu odeie admitir eu sou igual a minha mãe. Sou a filhinha da mamãe.
Eu ri.
Ela olhou pra mim séria e perguntou:
—Você já matou alguma pessoa?
—Já.
—Não gostei de você. Você é do mal!
Ela levantou da mesa e saiu correndo.
—Andrômeda!
—Ei você! O que fez com a Andy?
—Eu?
—Olha, cara a Andy é uma garota legal. Ela merece um cara legal que trate ela com respeito.
—Ela é minha filha!
—Oh! Eu sou o Sam.
—Elijah.
—Nome interessante. É grego?
—É Viking. Andrômeda!
Eu sai atrás dela, mas não a achei em lugar nenhum. Resolvi ligar pra mãe dela pra ver se estava com ela.
—Fala estrupício.
—Ela está com você?
—Ela quem?
—Andrômeda.
—Você perdeu a minha filha?! Perdeu a minha filha em Nova York?!
—Ela simplesmente saiu correndo.
—Que merda Elijah! Eu vou te matar por isso. Vem pra minha casa agora.
Ela desligou.
—Era a mãe dela não era? E tava com raiva?
—Sim.
Eu cheguei á casa delas, ela estava com raiva.
—Entra.
Ela pegou o telefone na mão e começou a discar.
—Pai, preciso de um rastreador. Preciso do melhor rastreador.
—Você não pode estar falando sério.
—Estou. O idiota do pai da minha filha perdeu ela em Nova York! Eu posso ter muitos dons, mas eu não sou rastreadora.
Ela se jogou na cama.
—Vou ver o que posso fazer.
—Não, vai contactar aquele peste miserável do Aro e vai convencê-lo a emprestar o Dimitre. Pra ontem!
Logo o telefone toca novamente.
—E ai?
—Ele disse não.
—É? Acho que vou ter que lidar com esse povinho do meu jeito.
Ela desligou o telefone.
—Você fica aqui pro caso dela voltar. E se acontecer alguma coisa com ela eu vou amarrar você numa cadeira com cordas de verbena, te bater com um taco de baseball, colocar fogo na sua casa e jogar a culpa no vizinho.
Ela saiu e eu comecei a reparar na decoração. Haviam várias fotografias das duas, haviam fotografias da Renesmee grávida, dos aniversários da Andrômeda, haviam fotos dela assoprando as velinhas, dela no colo da mãe e de outras pessoas que eu não reconhecia. Mas, Bonnie Bennett e Jeremy Gilbert estavam lá, assim como Stefan e Damon Salvatore, Elena Gilbert e Matt Donovan. Matt estava mais velho assim como Stefan e Elena. E Bonnie.
Apenas Damon continuava igual.
Haviam álbuns e mais álbuns de fotografias. Eu me sentei e comecei a folear os álbuns.
Embaixo de cada fotografia tinha algo escrito.
"Primeiro dia fora da barriga."
—Primeiro dia em casa, Andy e a vovó, Andy e o vovô, Andy e a bisa, Andy e o biso, Tia Alice e a Andy, Tio Jasper e a Andy, Tio Emmett e a Andy, Tia Rose e a Andy.
Primeiro banho em casa, primeira noite em casa, a primeira mamadeira, a primeira vez que Andy bebeu sangue no copo.
Renesmee tinha guardado o teste de gravidez, tinha guardado os dentes de leite de Andrômeda.
Então, no meio das coisas encontrei um diário.
01 de janeiro de 2002.
Andy já está com seis meses e faz coisas extraordinárias. A minha garotinha levita enquanto dorme, sabe se comunicar com uma eficiência assustadora. Ela escreve com os cubos sem usar as mãos, ela nem fez um ano e já tem telecinesia.
Acredito que Andrômeda seja uma telepata por isso a dificuldade de dormir. As pessoas não ficam sem pensar em nada nem mesmo quando dormem e aqui em casa a maioria dos moradores não dorme nunca.
—Não dormem nunca. Interessante.

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