Garota milagrosa
2 Descobertas alarmantes
Notas iniciais
P.O.V. Klaus.
Eu estou enlouquecendo, completamente. Não percebo a diferença entre vivos ou mortos.
—Niklaus. Descobri o que há de errado com você.
—Pela sua cara, não é algo muito bom.
—Você é âncora para o outro lado irmão.
—E como a gente desfaz?
—Não há como. Mas, eu descobri quem foi responsável pelo feitiço. O nome dela é Ness.
—Ness? Que tipo de nome é esse?
Caroline que vinha descendo as escadas perguntou aturdida:
—Tem certeza de que a chamaram de Ness?
—Tenho Caroline.
—Eu acho que isso foi meio culpa minha.
—Como assim?!
—Olha, ela disse que ia te proteger e eu tava morrendo. Levei a Katherine pra ela e voltei pra casa.
—O que Ness iria querer com Katerina?
—Olha, o pouco que eu sei eu aprendi com a Bonnie. Basicamente, o feitiço que ela ia fazer era muito velho e muito poderoso, ela precisava de uma enorme, massiva quantidade de energia mística pra fazer, precisava de algo de onde tirar essa energia. E como a lua não tava cheia, não ia passar um cometa descente por alguns bilhões de anos então... ela usou as duplicatas, o sangue das duplicatas porque elas são poderosas, místicas e ocorrem naturalmente. Ela explicou mais ou menos como ia funcionar.
—Então... esclareça-nos.
—Basicamente, ela fez o Klaus ser uma cabine de pedágio viva entre o nosso mundo e o outro lado dando pra ele o poder de interagir fisicamente com o nosso mundo físico e o purgatório sobrenatural. Ela convenientemente esqueceu de avisar sobre a parte da dor.
—Sério?
—Eu devia ter sacado que ela tava de tramóia. Agora pensando bem, ela tava animada demais com o feitiço, tava empolgada e a raiva enquanto ela falava sobre ele. Só que eu tava desesperada, eu tava desesperada pra te proteger.
—Tá bem. Agora desfaça.
—Se ela usou as duplicatas. As duplicatas sabem o feitiço.
—Sobre isso... provavelmente elas não lembram de nada.
—Como assim não lembram de nada?
—A Renesmee as fez esquecer e se livrou da Qetsyiah.
—E o que fazemos agora?
—Não tem o que fazer. Sinto muito.
Enquanto isso no apartamento da Renesmee...
P.O.V. Renesmee.
Vou ligá-los, assim eles vão sofrer juntos sempre e para sempre.
—Que feitiço você vai fazer agora?
—Um bem simples. Estende a mão Nissa. Isso vai doer só um pouquinho.
Cortei a mão dela e deixei o sangue pingar no papel.
—Obrigado. Agora, saia e vá passear.
Quando ela saiu eu comecei. Não demorou mais que dez minutos.
—Pronto. A ligação está completa. Sempre e para sempre.
P.O.V. Elijah.
Estávamos todos na sala tentando rastrear a duplicata quando de repente, Niklaus se assusta.
—Genevieve? De onde você saiu?
—Eu to morta. E quando eu passar por você você vai sentir minha morte, você vai sentir cada morte. Quanto mais dor infligir mais dor vai sentir.
Então, uma dor terrível atinge á todos nós. Até mesmo Freya.
—O que tá acontecendo? O que tá acontecendo?!
De repente, passou e Freya respondeu.
—Estamos ligados. Ela nos ligou.
—Porque? Porque ela faria isso?
A garota que estava com ela no café apareceu e respondeu:
—Vocês machucaram, mataram, mutilaram, torturaram e despedaçaram a família dela. Vocês massacraram um inocente após o outro e nem ligaram, pensaram que não haveriam consequências, que iriam ficar impunes pra sempre. Mas, o universo sempre encontra um caminho.
—O universo?
—A lei do três vezes três, não é uma lei mundana, não é uma lei que se possa burlar. Vai por mim. Dessa vez vocês não escapam.
—Já nos safamos de coisas piores.
—Pior do que uma duplicata híbrida de vampiro e bruxa, nascida numa linhagem de dragões e numa outra linhagem de forte magia negra? Uma vampira que o fogo não queima e cuja pele as estacas não atravessam? Uma híbrida que tem três dragões cuspidores de fogo como mascotes e que se alimenta de sangue e magia? Que derrotou a bruxa mais velha da história e que pode ver o futuro? Tem certeza que já passaram pior?
—Dragões? Dragões não existem.
—Diz isso para Daenarys, Safira e Drogon. Cara, eu vi os dragões e eles são reais e crescem mais rápido que erva daninha.
Como se nos ouvisse, um enorme dragão entrou pela janela e destruiu a sala.
—Drogon. Sua mãe te mandou? Claro que mandou. Se importa de me dar uma carona?
O dragão deitou no meio da sala e ficou lá. Como se esperasse algo ou alguém.
—Um dragão. Um dragão de verdade.
Freya tentou se aproximar, o dragão se levantou e grasnou alto e ameaçadoramente para ela.
—Esse é o jeito dele dizer que não vai com a sua cara. Olá.
—Desfaça o que fez! Duplicata maldita.
—Tá bem, mas eu preciso que a Freya me ajude. Vai me ajudar?
—O que quer que eu faça?
Ela falou numa língua desconhecida. Estava falando com o dragão.
—Nada.
—Então o que você quer de mim?
Ela deu um sorriso tranquilizador, reconfortante e Freya foi até ela.
—Não é nada muito importante. Eu não quero sua vida, só a sua magia.
Logo ela agarrou Freya e fez alguma coisa com ela.
—Pronto. Agora você não tem mais nada. Mas, pelo menos você tá viva né? Venha Nissa.
As duas montaram no dragão.
—Sempre e para sempre Mikaelsons!
Ela falou novamente naquela língua desconhecida e o dragão alçou voo.
—Que língua era aquela?
—Alto Valiriano. Como ela sabe Alto Valiriano? Á menos... uma mãe de dragões! Caraca!
—O que é alto valiriano?
—Não lembra mais dos contos da mamãe? De acordo com o conto um povo antigo, o povo egípcio tinha entre eles um grupo muito especial de pessoas, um povo dentro do povo. O povo Valiriano. Os valirianos eram excelentes guerreiros, o aço deles era diferente, era mágico. Porque o sangue deles era mágico, os valirianos tinham o sangue do dragão e usavam o fogo dos seus enormes dragões para forjar suas espadas, adagas e todas as outras armas. O aço valiriano mata qualquer coisa, qualquer criatura até mesmo um dragão. A arma de aço valiriano mais conhecida até hoje é uma espada, a espada excalibur.
—A espada do Rei Arthur? Ela existe mesmo?
—Eu não sei. Dhalia dizia que sim, mas ela não é uma fonte muito confiável.
—Ela mencionou onde a espada está?
—No lago de Avalon, enfiada numa pedra. E somente alguém puro de coração, com uma alma bondosa pode tirar ela de lá.
—Acha que ela sabe fazer aço valiriano?
—Considerando que ela tem três dragões e conhece a língua então... sim. Aço valiriano é aço derretido e polido no fogo de dragão. Dizem que as armas valirianas escolhem o dono. Elas tem personalidade como se fosse uma pessoa.
—Eu acho que temos um sério problema.
—E quanto á Niklaus?
—Que que tem o Klaus?
—Como o ajudamos?
—Não dá. E pelo que eu entendi o Klaus existe em dois lugares ao mesmo tempo aqui e do outro lado, ele tem um pé de cada lado ou algo assim. Mas, só quem pode dizer isso com certeza é outra pessoa que também possa ver as pessoas do outro lado.
—E quem seria essa pessoa?
—Jeremy. O irmão da Elena. Ele é único que consegue ver as pessoas do outro lado sem estar morto e sem ser a âncora.

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