Garota milagrosa

22 A Filha do Presidente


P.O.V. Jess.

Ela me estendeu a mão. Eu segurava meu irmão Benjamin, mas lentamente peguei a mão dela. Eu senti uma coisa.

—O que foi isso?

—Foi a sua energia se conectando com a minha. Você tem magia. Você é uma bruxa, uma bruxa duplicata como Elena. Somos da mesma família.

Vi o meu irmão olhar pra cima.

—O que foi Ben? O que que você tá olhando?

—Crianças estão mais conectadas com o outro lado.

—O outro lado?

—Bom, mortais não vão para o outro lado. Mas, o que eu quero dizer é que crianças humanas ou sobrenaturais tem maior sensibilidade á ver o que está oculto.

—O que está oculto?

—Fantasmas. Espíritos.

—Porque?

—Inocência, vida mais nova. Na idade dele eu via direto. Pego muitos casos de crianças com... acho que os mortais chamam de habilidades mediúnicas. As almas das crianças, bebês possuem uma ligação, uma espécie de linha direta com o outro lado. Mas, com o tempo geralmente isso vai cedendo.

P.O.V. Presidente Solomon.

De repente, começou um incêndio ao redor delas.

—Calma. Faça o que eu fizer está bem? E fique de mãos dadas comigo.

—Tá.

—Phemathos Modis incendiamos.

Elas ficavam repetindo aquilo. E então o fogo apagou.

—Jessica?

—Eu sinto muito. Eu sou uma bruxa. Eu tenho magia, eu nasci com ela.

—Não se desculpe. Você é especial e o seu pai é um homem ignorante. Mas, e o menino? O menino tem magia?

Ela assentiu com a cabeça.

—E os seus pais?

Ela negou.

—Então... vocês dois são adotados. Porque?

A bruxa foi até Diana e tocou suas têmporas.

—Infertilidade. Vocês não podem ter filhos.

—Como...

—Eu acessei suas memórias.

Então, a segurança apontou armas para eles.

—Roy! Roy eles são nossos filhos!

—Papai, por favor.

—Roy eles são nossos filhos!

Um dos homens atirou e Diana se enfiou na frente.

—Mamãe!

Ben começou a chorar, ficou assustado com o tiro eu acho.

—Diga adeus á sua carreira política. Porque todos os cidadãos americanos, toda a população mundial acaba de testemunhar sua desumanidade.

—Você quer vir conosco Jessica?

—Não fico aqui nem mais um minuto. Achei que você me amava, que amava o Ben, que amava a mamãe, mas agora você e todos os seus amigos me dão nojo.

—Alguns dos meus imaculados vão escoltá-los até seus quartos para que possam fazer as malas.

—Imaculados! Escoltem a senhorita Jessica e seu irmão até seus quartos, ajudem-na a fazer as malas e a carregar.

—Eu entendi.

—Você fala valiriano?

—Eu falo desde sempre. Valiriano é a minha língua mãe.

Jess e Ben, já tinham saído e ela começou a falar:

—Você pensou que seu filho fosse esquizofrênico. Entupiu a pobre criança de remédios, mas os remédios não funcionaram. Funcionaram? Não. O menino não respondia aos... tratamentos porque ele não estava doente pra começar. Mas, ainda assim você tentava concertar algo que não estava quebrado. A sua mulher parou de dar os medicamentos pro menino sabia? Ela jogava na privada e dava a descarga. Porque os remédios deixavam a criança dopada e o estrago era fenomenal. O menino não podia controlar seus dons e apavorado ele lançava magia pra tudo o que era lugar.

—Mas, quando a mãe parou de dar os remédios. Ele parou de se apavorar e as crises de descontrole... acabaram.

A voz dela cheia de ironia.

—Puff. Problema resolvido. Como mágica.

Jess e Ben voltaram com as malas.

—Eu sinto muito Jessica.

—Ela morreu por nós. Morreu no meu lugar.

—Vamos pra casa. Posso alterar suas memórias se isso for de alguma ajuda.

—Não. Eu quero me lembrar, me lembrar que o meu pai tentou me matar e matou minha mãe.

—Jess, eu não queria que isso acontecesse.

—Não queria o que?! Mandar o cara atirar na gente?! Que mamãe morresse?!

—Vamos pra casa. Imaculados! Recuar! Vamos voltar para Asheron.

P.O.V. Jess Solomon.

A cidade era imponente, construída ao estilo do Antigo Egito. Por dentro era ainda maior.

Minha Rainha.

—Sim, Heitor?

—Tamara e eu estamos pensando em nos casarmos e queríamos sua benção.

Claro. Concedida.

A cidade era linda, incrível era como voltar no tempo.

—Nós voltamos no tempo?

—Não. Temos internet, telefone, celular e até tecnologia alienígena.

—Tecnologia Alienígena?

—Sim. Trazida de Asgard, Yottunghein e de Kripton. Usamos a tecnologia para a medicina, todos os cidadãos de Asheron podem acessar o conhecimento gratuitamente. Basta apenas mostrar a identidade.

—Mas, e se alguém falsificar?

—Não há como falsificar. Porque as nossas identidades são diferentes das dos mortais. Nosso sistema de identificação é mais complexo. Venham, vocês devem estar cansados da viagem.

Ela nos levou para dentro do Castelo e nós ficamos hospedados no quarto de hóspedes.

—Vocês tem porão ou sótão?

—Não, mas temos catacumbas e masmorras. Nas catacumbas estão os ossos consagrados das bruxas que trabalham com magia ancestral. E nas masmorras, bom no momento elas estão vazias. Somos pessoas de paz.

—Você logo vai conhecer sua Original e sua família biológica. Pode descansar, tomar banho e logo o jantar será servido. Temos que te arrumar um traje para o baile de amanhã. Vai ser bom pra você, pra distrair a cabeça.

—E quanto ao Ben?

—Pode trazê-lo também.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.