Garota Valente
3 Um passeio com Clint Barton
Notas iniciais
Foi uma noite tranquila.
Eu a Angus não nos arriscamos sair de noite, mas na manhã seguinte, eu e Clint tínhamos planos. Enquanto Natasha ficava conversando com minha mãe, eu pegaria meu arco e iria cavalgar com o marido dela. Quando montei em Angus e Clint em um dos cavalos do meu pai, perguntei:
– Vai querer um arco emprestado?
– Não se preocupe. Eu trouxe um dos meus. — ele colocou uma aljava nas costas e pegou um arco liso de madeira, pintado de preto. — Então, princesa. Para onde vamos.
– Você pode me chamar de Merida.
– Gosto de te chamar de princesa.
– Hum, que tal... a Cascata de Fogo?
– Ainda não tive o prazer de conhecer.
– Então vamos!
Eu e Angus partimos na frente e o deixamos pra traz, mas logo ele nos alcançou. Cavalgamos pela floresta apostando corrida. Foi divertido. Preparei uma flecha e atirei em um dos alvos que coloquei pela floresta. Clint atirava também, e parecia perplexo ao ver meus alvos. Mas ele não se distraia. Continuamos a cavalgar até chegar ao ponto em que desceríamos:
– Se importa em escalar uma montanha?
– Não! Na verdade, eu até gosto.
Sorri pra ele e, como estou de vestido, pedi que ele fosse na frente. Escalamos a montanha até chegar à Cascata de Fogo, onde ele se sentou no chão para respirar melhor. Já não era tão jovem quanto já foi. Me sentei ao lado dele e disse:
– Cansativo, mas vale a pena.
– Natasha ia adorar isso aqui.
– É, imagino que sim. É lindo.
– Aqueles alvos na floresta são seus?
– Todos eles.
– E acertou todas aquelas flechas?
– Sim... exceto as suas de hoje.
– Caramba! Você é incrível! — ele riu — Quem te ensinou?
– Meu pai. E você?
– Aprendi com um grupo de artistas... é uma história complicada.
– Gosto desse tipo de história.
– Você ia adorar Jogos Vorazes. — comentou ele.
– O que é isso?
– Um conto do meu povo. Fala sobre amor, justiça e liberdade.
– Pode me contar essa história?
– Outro dia, quem sabe... — ele diz se levantando. — Mas é legal! Ela se chama Katniss e arriscou a própria vida por sua irmã.
– Vou beber água. — me levantei também — Sabia que só os mais valentes bebem da água da Cascata de Fogo?
– Não, mas já vi que isso é pra mim.
– Então se considera um homem valente? — questionei sarcasticamente.
– Tenho razões para me considerar, sim.
Ri do comentário dele. Depois de bebermos água, descemos e voltamos para a floresta. Cavalgamos juntos até o castelo e deixamos os cavalos no estábulo. Começamos a trocar piadas e histórias engraçadas. Entramos no castelo e encontramos minha mãe e Natasha conversando.
– ... então o Tony disse: "Topo. O perdedor paga o shwarma", uma comida que comemos geralmente depois do trabalho. Por fim, Tony perdeu e ficou com raiva. Mas é claro que o Steve jogou na cara dele "Não falei!".
Soltei uma gargalhada alta e perguntei: — Isso é sério?
– Juro que é. Eu estava lá! Mas não foz diferença já que o Tony é rico...
– Veja só quem chegou! — ouvimos a voz da Natasha.
– Oi, mãe! Oi Natasha! — fui na direção delas e abracei minha mãe.
– Oi, amor. — disse Clint beijando a esposa.
– Se divertiram? — perguntou minha mãe.
– Levei ele até a Cascata de Fogo. — falei.
– E como foi? — perguntou Natasha.
– A vista é linda, amor. Você precisava ver. — disse Clint.
– Um dia desses, quem sabe. — ele respondeu.
– Lá é lindo mesmo. — falou minha mãe.
E pensar que, se fosse à um ano, ela me chamaria de louca. Então, almoçamos e depois Natasha quis passar um tempo comigo. A manhã com Clint foi incrível. Cada momento era emocionante e divertido.
E eu não trocaria uma manhã como aquela por nada.
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