Garota Valente 2: Era de Ultron
1 Prólogo
Notas iniciais
Melhor aniversário da minha vida!
Tínhamos achado o cetro do Loki em uma base da H.I.D.R.A. em uma cidade da Alemanha chamada Sokovia. E devo admitir: estava um caos! Era um campo de guerra com armas super tecnológicas e anormais! Eu estava com meus pais em um carro preto: minha mãe dirigindo e lutando e meu pai e eu atirando. Era tiro para um lado, soco para o outro e estava difícil de acompanhar até para mim! Olhei para o lado, vi o Hulk destruir tudo. Olhei para frente, pulei do carro com meus pais... e os outros. Foi um momento que nunca me esqueci e nunca me esquecerei. Cara, pulamos lado a lado e isso foi épico! Tony tentou entrar no castelo, mas foi surpreendido por um campo de força.
– Droga! — ouvimos pelo comunicador.
– Olha a língua! — falou Steve, quase me fazendo rir. — J.A.R.V.I.S., como é a vista de cima?
– A construção central é protegida por um tipo de escudo de energia. — respondeu o computador – A tecnologia do Struker é maior do que a das outras bases da H.I.D.R.A. que invadimos.
– O cetro de Loki deve está aqui. — afirmou Thor.
– Espero mesmo! Não estou afim de ter feito tudo isso a toa. — respondi.
– Struker não conseguiria essa defesa sem ele, Merida. — ele respondeu, e então disse a si mesmo – Finalmente.
– Okay! — respondi, continuando na briga, atirando duas flechas ao mesmo tempo, que acertaram dois homens lado a lado. Minha aljava mudou, há alguns meses, para minha perna. Na cintura, debaixo no sobretudo, agora tenho algumas bombas e equipamentos maneiros.
– Esse "finalmente" está demorando demais, meninos. Eu poderia estar comemorando os dezoito anos da minha filha em outro lugar. — falou minha mãe.
– Tranquila! Estou curtindo! — respondi.
– É... acho que perdemos o "Elemento Surpresa". — falou meu pai.
– Pera aí. — interrompeu Tony — Ninguém vai comentar o fato do Capitão ter dito "Olha a língua"?
– Depois eu faço uma piada sobre isso. — falei.
– Foi mal. — falou o Cap. Ouvi um barulho auto no comunicador e ele continuou ofegante: — Saiu sem querer.
Quase ri, mas me concentrei na missão. A briga estava boa, devo admitir. As vezes era sufocante, outras eu curtia. Aquela, foi o segundo caso. E o bom foi que aconteceu no dia do meu aniversários!
– Sr. A cidade está sendo invadida. — falou o computador de novo, mas para Tony (e acabou que todos ouvimos, mas isso é questão obvia). — A propósito, feliz aniversário, Srta. Barton.
– Obrigada, J.A.R.V.I.S., mas outra hora. E o Struker não vai se preocupar com civis. — observei.
– Envie a Legião de Ferro. — pediu Tony.
Eu já conhecia a fama da Legião de Ferro. Não era muito boa. Mas que era útil, era. A briga continuou. Encontrei meu pai e me juntei a ele. Ficamos lado a lado, mas distantes e cada um encostado em uma arvora, se esquivando de uma arma que disparava uns lasers azuis. Preparamos uma flecha cada e miramos, mas quando meu pai disparou a dele, um vulto azul e brando o pegou. Nos encaramos surpresos.
Ele prepara outra, mas o mesmo vulto azul e branco o derrubou no chão, me fazendo procurar para onde eu iria atirar. O vulto era um homem muito rápido e, pelo visto, metido.
– Não me viu chegando? — ele debochou com sotaque.
– Eu sim. — falei soltando minha flecha. Mas ele segurou, olhando nos meus olhos.
Logo após isso, ele corre, e meu pai pediu que nos separássemos ali. Fui procurar minha mãe ou algum outro. Mas minha mãe se aproximava e meu pai tomou um tiro.
– Pai! — falei, indo até ele.
– Temos um aprimorado aqui. — alertou Steve.
– Jura? Nem percebi! — falei irritada.
– Clint caiu! — falou minha mãe.
Encaro a maquina na minha frente e retiro uma bomba de meu cinto, mas antes que eu a dispare, o Hulk a destruiu.
– Valeu, grandão! — comentei. Meu pai estava com muita dor, pelo que parecia, e minha mãe tentava tirar ele de lá.
– Volta pra luta, Valente! — ela me pediu.
– Cuida bem dele. — pedi antes de sair. Que pedido tosco! São casados!
Entre um golpe e outro, Steve diz: — Stark! Temos que entrar logo!
– Estou quase conseguindo. — Tony falou – J.A.R.V.I.S., dá pra... entrar? Há uma fonte de energia para o escudo?
Não prestei atenção na resposta, já que estava ocupada lutando contra uns caras junto com o Steve. Só ouvi ele falando que ia dar uma cutucada, o que achei estranho... mas eu vivo no meio de muita gente estranha mesmo! Por isso estou fazendo faculdade de psicologia!
– Ponte levadiça baixada. — Tony falou ao desativar o campo de força.
– Me sinto uma princesa de novo. — comentei, enquanto o escudo do Cap. voltava automaticamente para seu pulso.
– E o aprimorado? — perguntou Thor quando nos aproximamos.
– Ele é como um raio! Dos novos inimigos que enfrentamos, nunca vi nada assim. — ele respondeu. — Na verdade, ainda não vi.
– O Clint está seriamente ferido. — alertou minha mãe. — Temos que evacuar.
– Eu levo Barton para o Jato. Quanto antes, melhor. — falou Thor — Você e o Stark cuidam do cetro.
– Entendi. — falou teve.
E eu apenas esperava minha deixa com o grandalhão. Aproveitei para procurar por ele e fugir do som alto como um sino que saiu do escudo e do martelo. E como aquilo dói os ouvidos!
– Vem cá. É sério mesmo que você disse "Olha a língua"? — insistiu Tony.
– Não vai esquecer essa tão cedo. — ele falou.
– Duvido muito. — respondi.
A briga se prolongou até Tony avisar que já tinha conseguido o cetro. Suspirei aliviada enquanto os outros iam até o jato. Steve me avisou:
– Meri, hora da "Canção de Ninar".
– Já vou. — falei.
Algo que meu pai (Fergus) usava para acalmar grandes feras em DunBroch. O pequeno gesto que ele me ensinou que, pouco modificado, consegui usar para acalmar o Hulk e trazer Bruce de volta. O nome não era "Canção de Ninar". Esse foi o apelidinho que Tony deu e todos aderiram. Eu o avistei e caminhei em sua direção:
– Ei! Grandão! — o chamei a atenção, e ele rugiu pra mim. Me assustei, mas eu sabia que ele não me feriria. Coloquei meu arco no chão e continuei – O sol está se pondo! — falei e ele veio até mim.
O monstro verde estende a mão enquanto eu estendo a minha. Guiei a mão dele até que ela se encontrasse com a palma para cima. E como em "Planeta dos Macacos: A Origem", acaricio sua mão rapidamente com meus dedos. O monstro saiu desnorteado e tonto, logo dando lugar ao Banner. Sorri ao vê-lo voltar ao normal.
– Melhor aniversário de todos. — falei.
Fale com o autor