Notas iniciais
Acabei de postar, mas é o que eu disse: quero muito escrever a terceira temporada. Um fato sobre ela: será inspirada no livro, não no quadrinho. Porém, o que eu sei dos quadrinhos eu vou colocar na fic. Espero que gostem!

Senti um frio tremendo na barriga.

Deixamos Steve no prédio, já que a filha dele estava lá, e seguimos. Deu alguma ordem que não prestei muita atenção. Krystal alertou sobre uma joia alienígena super perigosa. A situação estava tença e piorando cada vez mais. A minha preocupação no meu limite. Mas era hora de ser valente.

– Ouviram tudo? — perguntou Steve.

– Incluindo a parte da Krys lutar com a gente. — observei – O que não vai ser legal, Capitão. Sabe disso mais do que...

– Ela tomou uma decisão. Cabe a mim fazer ela voltar atrás.

Tive a impressão de ouvir um "Eu tô aqui!" ao fundo.

– Um jato particular está subindo do outro lado da cidade. — informou minha mãe — Não há registro. Deve ser dele.

– No caminhão do laboratório. — alertou meu pai – Abaixo de você, Capitão. Estão no viaduto. — os computadores apitam (ainda não intendo muito bem de como eles funcionam) e ele volta a alertar — São eles. Três com o berço, um na...

Ignorei a conversa que ele tinha com o Capitão e olhei para minha mãe, que parecia nervosa. Segurei sua mão e falei.

– Se terminarmos isso logo e sairmos com vida, você vai ficar de licença o resto da gravidez.

– Vamos sair com vida. — ela afirmou.

– Se alguma coisa acontecer com a minha irmã, eu não sei o que eu faço com você, sua teimosa.

– Pretende ficar dando bronca na própria mãe a tarde toda? Posso te colocar de castigo, sabia?

– Temos assuntos realmente importantes para resolver agora.

Meu celular tocou. Na pior hora. Imagine uma hora ruim para seu celular tocar: no meio de uma luta. Olhei o identificador de chamadas: Lion Mason. A única pessoa que me ligaria naquela situação. Não sabia se isso me fazia o amar mais ou se era irrelevante, mas levemente irritante, mas eu meio que gostava de toda essa preocupação, mesmo as vezes inconveniente.

– O que foi, Lion? — fui direta.

– "O que foi, Lion?", por favor! O que foi aquilo que eu vi na TV sobre a África? Está tudo bem? Perto de vencer o cara? — perguntou preocupado.

– Não posso dizer nada agora. Eu sinto muito.

– Eu só estou preocupado! Por favor, entre em contato o quanto antes. Assim que puder. Estou louco de preocupação. Eu não te ligaria no meio de uma missão se eu não achasse a situação tão séria quanto acho que é.

– Olha, Lion, eu esclareceria tudo para você se eu pudesse, mas não dá. Não agora. — minha mãe me chamou, então continuei – Tenho que ir. Depois nos falamos. Eu te amo.

– Também te amo, Meri. E leve o celular. — alertou.

– Por quê?

– Não sei. Só... leva. — ele pediu e desligou.

Eu não sabia por que ele disse isso, mas prendi o celular no meu cinto e fui com minha mãe. Havia um compartimento do Quinjent que eu se quer me lembrava. Tinha uma moto nele. Montamos nela: minha mãe dirigindo e eu atrás de costas pra ela, com o arco.

– Eu to abrindo. — alertou meu pai. — Quatro, três, dois... deixem o papai orgulhoso.

– Ah, claro. — foi o que deu para responder antes de sairmos do Quinjent com estilo.

Era difícil ficar de costas em uma moto, mas sou do tipo que não se subestima, então desafio aceito. Não era a primeira vez. Eu aprendi a andar de moto com o Steve logo depois que o inverno acabou. Aprendi rápido, talvez pelo costume de andar a cavalo. Agora, sentar no carona de costas é outra história.

– Sempre sobra pra gente, não é, filha? — minha mãe chamou, em seguida pegando algo que estava no chão: o escudo do Cap.

– O que sobra pra gente?

– Arrumar a bagunça deles. — ela respondeu.

Continuamos nosso curso até o caminhão. Meu pai disse para irmos até o viaduto, mas não era eu que estava pilotando. Minha preocupação era minha mãe dar a louca de novo e fazer uma doideira. Eu achava que ela era racional, mas depois dessa de lutar grávida, eu não duvido de mais nada vindo dela. A curva fechada deu em uma rua estreita. Nunca me importei com isso, já que eu andava a cavalo em muitos lugares diferentes. A rua estreita acaba e logo damos de cara com o caminhão. Quando achei que bateríamos de frente:

– Meri, se segura.

Segurei em suportes dos lados e a moto quase deitou, passando debaixo do caminhão (!).

– Mãe! — gritei de susto quando saímos.

E lá estava uma cena um tanto quanto chocante: Ultron luta contra Steve e Krystal. Krys parece bem ferida, mas não desiste. É surpreendente a forma como ela insiste no que quer. Teimosa como uma certa pessoa que eu conheço (cof cof minha mãe). Ela limpa o sangue da boca e volta a lutar, enquanto o pai dela pega o escudo que minha mãe arremessa. Ultron atirou em nossa direção e minha mãe teve que virar a moto de novo, mas consegui acertar uma única flecha nele. Então começaram a atirar na gente, eu atirava contra eles, mas minha mãe optou por fugir. Ela virou e subimos uma escada cheia de gente.

– Desculpem, mas é importante! — falei com as pessoas assustadas ao redor.

Da escada, dava pra ver a briga. Aquela estava entre o divertido e o sufocante. Não sei dizer. Acho que era porque minha melhor amiga lutando ferida contra um robô assassino.

– Amor, pode distrair os guardas? — pediu minha mãe.

– Eu vou tentar. — respondeu meu pai pelo comunicador.

– Não demore. A coisa tá feia. — falei.

A moto desce as escadas enquanto mamãe diz:

– Bibi! Bibi!

– Sério?!

– O que foi?

Não acredito que ouvi isso dela. "Bibi"? Ah, não. Continuamos. Provavelmente voltando ao caminhão. Rápido, não precisava muito da minha defesa ou meu ataque. A coisa estava ficando cada vez mais complicada. A princípio, íamos só acabar com ele lá na África, mas agora tínhamos que evitar uma joia de fazer estrago, um robô de fazer sabe se lá o que com a ajuda de aprimorados e tudo isso ao mesmo tempo. Vê se pode.

– Vamos entrar. — falou minha mãe — Capitão, mantendo ele ocupado?

– E acha que eu tô fazendo o que?! — ele respondeu.

Minha mãe ficou de pé na moto e eu consegui me virar. Enquanto ela pula, eu tento repetir. Não dá muito cento, mas ela me ajudou. Por pouco não fui atropelada por um caminhão. A moto já era, mas pelo menos eu estava lá dentro. O Berço era lindo. Tinha uma coisa lá dentro. Uma coisa, francamente, muito bonita. Ela começa a tentar desativar o Berço, mas o caminhão começa a flutuar e ela precisa se segurar em mim, que estava segurando ele.

Agora eu não tinha dúvidas: Luta Tipo Sufocante.

– Okay, o pacote está no ar. — falou meu pai – E ele está na minha mira.

– Negativo. Eu e Valente ainda estamos no caminhão.

– Ma... mas como vocês...

– Se prepara, vamos levar o pacote pra você. — olhou pra mim e disse – Se segura no Berço.

Não perguntei e obedeci. Isso não combina muito comigo, mas eu estava assustada e queria mesmo segurar em qualquer coisa. Eu estava na ponta mais para dentro e ela para fora. Começou a prender um cabo preto no Berço.

– E como espera que eu pegue? — ele perguntou.

– Também quero saber. — pedi, mas ela parecia um tanto... tranquila?

– É... não devia ter perguntado.

Ah, não. Isso não é bom. Eu continuava me segurando e ela continuava o que fazia. Eu precisei admitir que estava com medo. Não queria, mas eu estava. O papai atravessava a gente, o Cap e a Krys estavam enrolados até o pescoço, o caminhão estava voando... era um caos. Coloquei uma das minhas bombas no caminhão e o Berço deslizou, entrando no Quinjent com a ajuda do cabo. Minha mãe quase não conseguiu, mas isso não valeu pra mim. O "quase" não estava na frase.

Só lembro do Ultron puxar meu pé e minha cabeça bater no Quinjent.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Já viu, heim! Eletrizante!