Garota Sem Rumo (Ruivinha)
15 Capítulo 15 - Consequências
Notas iniciais
Seus insultos entalam em meus dentes conforme eles diminuem
Muito além do bom gosto, a caminho de maus pressentimentos
Eu diminuo, enquanto meus sintomas crescem
Deus, que diabos está errado?
Você age como se você soubesse o tempo todo
Seu tempo é uma droga, seu silêncio é uma benção
Tudo o que eu sempre quis de você era
algo que você nunca poderia ser
Agora dê uma olhada realmente bom em
O que você fez pra mim porra
Que diabos - eu fiz - para merecer - tudo isso?
Eu escondo minhas cicatrizes de penetras
Incapaz de saber por que
Capitulo 16 – Conseqüências.
Tudo na vida tinha conseqüências e eu não estava preparada para o que veio a acontecer depois de minha atitude precitada, aconteceu tudo rápido demais, pessoas mostraram suas verdadeiras personalidades e eu me via sozinha mais uma vez.
Acordei no meio da noite assustada e sozinha, minha avo estava no trabalho a casa estava em completo silencio igual a minha mente, acordei de um sonho que para mim parecia um pesadelo um aviso.
Levantei e fui andar pela casa pra ver se estava tudo normal, que merda de casa eu vim morar odeio esse lugar serio por que minha avo resolveu se mudar pra esse fim de mundo, uma decisão que nada pude fazer, ainda precisava muito dela, Sentei-me no sofá, sem sono eu estava, minha mente esta em completo silencio – era a pior coisa que pode me acontecer- me deixei ali por poucos segundos tranquila sem pensar em nada, o silencio era mórbido a casa estava escura, tudo vazio como a mim estava tudo sem vida como eu me sentia. essas semanas solidarias me fazia sentir falta da minha avo, mas todo vez que vinha pra casa sempre discutíamos e eu mais uma vez saia pra casa de alguém a fim de não estressar ela e muito mesmo a mim. Também fazia muito tempo que não falava com minha mãe e nem com meu pai, meus irmãos há tempos não via, eu havia me tornado a ovelha negra da família quer dizer eu sempre fui, sempre fui distante de todos dês de pequena nunca procurei mãe, pai ou avo pra chorar meus problemas sempre fui muito auto-suficiente, e daí que vem meu problema de demonstrar meus sentimentos, fui uma de muitos irmãos tanto de parte de pai, tanto por parte de mãe, mas fui criada pela minha avo de um jeito minada e solidaria minha diversão era ir pra casa da minha mãe aos finas de semanas, mas sempre fui assim distante piorou quando fui ficando mais velha e sofrida, não sei por que parei pra pensar essas coisas, não sei o por que tantas lembranças agora, esse e tipo de coisa que a solidão faz com a gente, e eu ando solidaria, por mais que tenha me acostumado com a solidão ela ainda conseguia me surpreender com suas ações e como me fazia agir, existia aquela fase de solidão boa onde eu bebia vinho colocava um som bem alto tocando minha banda favorita e ainda ficava conversando pela internet, mas tinha aquela que me deixava deprimida e jogada na cama sem vontade de ouvir música ou ver filme, sem vontade de levantar da cama, sem animo pra nada, esse dias era os piores.
Eu sou minha pior inimiga, minha mente minha maior armadilha, minha inércia a morte da minha alma.
O que esperar de mim? Ou das pessoas a minha volta se eu não consigo ser sincera comigo mesma, se me falta coragem muita vezes para fazer aquilo que quero fazer, sou prisioneira da minha própria inércia, a minha falta de coragem e o que mais me envergonha, o que eu escondo e muito bem de todos.
Nesses dias de silêncios na minha casa, eu me encontrava a mercê da minha mente que viajava sempre pra longe, sempre para o que eu não queria pensar, me torturando, eu vivia me torturando, gostava da dor do sentimento de vazio era mais fácil lidar com isso do que com turbilhão de sentimentos confusos, aprendi a viver com isso, com esse vazio ele me confortava, ouvia músicas que acentuavam minhas dores, me prendia a isso às vezes era mórbido meu conforto em meio a tudo o que eu estava passando, preferia minha mente assim quieta, era tão bom.
A dor era mais fácil de lidar do que qualquer outra coisa, o sentimento de abandono e de que não preciso de mais ninguém a não ser a mim, aprendi muito cedo a conviver sozinha sem precisar de mais nada alem de mim, havia dias em que só uma pequena frase de uma música poderia me levar a depressão ou pior aquela frase que não espera ouvir – ainda mais quando estou em completo estado de entrega – mas ele fazia isso, como uma vingança há algo que disse sem querer, ele fazia pra me magoar por que sabia que tal frase surtiria efeito em mim – talvez não soubesse a propagação que isso poderia ter – isso sempre me irritava, me magoava, queria deixar a marca dele em mim, assim como eu já tinha, algo para aliviar a dor me tirar da inércia fazer meu sangue pulsar mais rápido, somente pela dor, talvez eu seja sadamasoquista, — I like the pain -, eu me sentia um lixo por tudo, pela pessoa que sou, tenho ódio disso, tinha ódio de mim, pura raiva de quem sou. Ouvia a musica que me dizia:
Eu sou frio, eu sou feio
Estou sempre confuso com tudo
Posso encarar milhares de olhos
Mas todo sorriso esconde uma mentira deslavada
(...)
Meus pensamentos resumidos
Todas as pequenas falhas que eu neguei
Esqueça o hoje, esqueça tudo que aconteceu
Todo dia eu vejo mais algumas deficiências
Eu não tenho vergonha de ser uma completa catástrofe
Que diabos — eu fiz — para merecer — tudo isso?
Isso estava virando um vicio me afogar na minha dor, eu era uma catástrofe total. Ouvia a música e me deixava embalar por ela, que me levasse a minha essência, a procura de resposta, que eu sei que estão bem diante de mim, mas que cismo em não ver, não querer tomar atitude, sem coragem eu sou.
VOCÊ SABE COMO É SER TORTURADO PELA SUA MENTE?
Como é ter um milhão de pensamentos que insiste em te dizer que você é uma catástrofe, uma mente na qual não deixa você esquecer os seus erros, defeitos, tudo.
Não sei bem como lidar com isso tudo, não sei bem como viver com a consequência de meus atos queria eu saber. Talvez imaginei flores onda não tinha, o homem mal por trás dos olhos azuis e enxerguei de um modo torto tudo isso, você me confunde, você quer me dominar, me fazer sua — somente sua- ate não seria mal se eu não fosse eu, se eu não suporta-se esse tipo de coisa.
Não o culpe por isso e sim ao que digo que faço por meios de palavras mal ditas, através da fala o que seria melhor dizer através da escrita ou simplesmente guardar dentro de mim , dentro da minha mente onde guardo minhas confusões e ideias premeditadas do mundo a minha volta — meu mundo — e diferente de tudo meu próprio mundo, eu vivo num mundo só meu.
Sonhos amargos e lagrimas perdida assombram minhas noites.
Encontrava-me assim agora me sentindo abandonada por muitos que achava que se importava comigo – isso pode ser meio injusta, mas e a verdade que vejo. – cadê todos que disseram
– Sempre estaremos aqui.
Cadê a menina de palavras soltas que sempre me pareceu uma pessoa de tanta opinião, tão certa de si, onde esta não sei, mas descobrir que e uma pessoa que na tem opinião que não pensa com a própria cabeça é simplesmente no dito popular “Maria vai com as outras” que fique registrado aqui na paginas desse livro nunca esperei isso dela, nunca imaginei tamanha falta de personalidade da Jessica ela e tão vazia quando a mim, talvez pior, eu me sinto vazia por que não sinto felicidade em nada, e ela não tem personalidade o que a define : nada, puramente nada. Um corpo sem alma padece, assim como uma mente sem opinião .
Eu não quero julgá-la estou apenas decepcionada com isso, com ela de todos a quem mesmo esperava que se afastasse de mim, logo eu que sempre ouvi todas as asneiras sobre seu Ted e como ela se sentia, em sua crise de existência, na crise de seu casamento por causa do Ted e eu sempre ali a ouvi-la tentando por o mínimo de juízo em sua cabeça – cabeça de vento, pessoa sem voz – mas a vida e assim mesmo eu tenho que aprender com ela, sei que um dia ira me procurar, ou não, pra mim tanto faz agora eu preciso e estar de bem comigo mesma, com minha consciência livre, sem remoço. Agora todos foram embora, ninguém falava comigo só meu melhor amigo que nunca me deixou que permanecia ali ao meu lado sempre ali.
Minha cabeça estava um turbilhão de pensamentos não concluídos, verdades mal ditas, mentiras disfarçadas, eu mentia a mim mesma que estava bem comigo mesma sobre a decisão de ficar com Caue, mas não estava eu mentia muito bem e sabia que uma hora iria me convencer que era verdade, por que não há mais como voltar atrás, eu só queria que minha mente parasse de pensar nisso, tortura-me.
Prefiro o doce silêncio da minha mente barulhenta ao barulho de bocas cheias, mas de mente vazias
Fale com o autor