Garota Mimada
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Pov’s Sam
S: Esse foi literalmente o banho mais rápido que eu já tomei em toda a minha vida
F: O meu também.
S: Sua mãe brigou por causa do carro? — Ele fez um olhar confuso. — Sobre estar molhado e cheio de areia.
F: Ah, ela nem estava em casa.
S: Que horas são?
F: Agora são 18:20.
S: Droga! Tomara que o voo atrase. — Ele concordou. — Será que ela já chegou?
F: Vamos descobrir agora. – Disse estacionando o carro.
Perguntamos ao segurança se o voo já havia chegado e ele respondeu que pra nossa sorte ainda não, e que demoraria cerca de 20 à 30 minutos para ele pousar. Decidimos ficar esperando no carro, mas o tédio foi maior então fomos para uma sorveteria que ficava ali perto.
S: Amor?
F: Hum?
S: Como que nossas mães vão reagir ao saber que estamos namorando?
F: Não sei, aposto que vão ficar feliz ou dizer que esta muito cedo pra gente namorar porque conhecemos a uma semana e blá blá blá.
S: Tava pensando nisso.
F: Na parte do feliz ou muito cedo?
S: Muito cedo.
F: Imaginei. — Ele olhou para o celular. — Acho melhor voltarmos.
Concordei. Ele foi pagar e fomos para o aeroporto que ficava no outro quarteirão.
S: Vamos esperar um pouco aqui. – Disse manhosa. – To com preguiça de andar.
F: Vamos, porque também estou com preguiça. — Ele se virou pra mim. — Água da sono.
S: Muito sono. — Falei de olhos fechados.
F: Fica linda até "dormindo".
S: E você fica lindo de qualquer jeito.
F: Tomara que o avião ainda não pousou. — Ele se aproximou.
S: Tomara. — Concordei.
Estávamos nos beijando já fazia uns seis minutos, ele beija tão bem que se não fosse pelo ar, eu ficaria beijando ele o dia todo. Ele estava subindo um pouco minha blusa, só assim que eu percebi que estava com a mão dentro da dele. Nossa que tanquinho! Mas esse não é o lugar e nem momento para isso acontecer, com muito esforço me separei dele, que fez um biquinho muito lindo.
S: Acho melhor pararmos, estamos dentro do carro, na frente de um aeroporto e não seria nada legal se alguém visse a gente.
F: Relaxa amor o vidro é fume.
S: Mas na frente não é.
F: Então com certeza alguém já viu a gente, assim podemos continuar.
S: Não! Nossa que vergonha, tomara que não trombemos com essa pessoa na rua.
F: Isso seria vergonhoso.
S: Muito. — Concordei com ele. — Vamos lá vê se a Mel já chegou, estou morrendo de sono preciso dormir logo.
F: Vamos. — Ele me deu um selinho e descemos do carro.
Para nossa sorte o avião já havia pousado e ela estava pegando as malas, assim que me viu correu para me abraçar, com a força do salto acabamos caindo no chão do aeroporto, e em menos de dois segundos já havíamos se tornado o centro das atenções.
M: Ai maninha que saudades. – Disse ela em cima de mim.
S: Também estava Mel, mas sai de cima de mim, está todo mundo olhando.
M: E você liga?
S: Claro que não. — Sorri. — O papai vem amanha? — Ela assentiu e se sentou ao meu lado.
F: Hã-Hãm. — Roçou a garganta. — Sei que estão felizes de se reencontrarem, mas por favor levantem do chão.
D: Pois é, isso esta sendo um mico pra gente. — Freddie me ajudou e David ajudou Mel.
M: Então esse é o famoso Freddie?
S: É. — Abracei ele. Eles se cumprimentaram.
M: Vamos logo, porque já são 19:00 e eu estou morta por causa do avião.
Ajudamos pegar as malas e fomos para o carro. Estávamos a caminho de casa e Mel não parava de reclamar um segundo falando que estava com sono.
S: Por quê tanto sono assim?
M: Fui a uma festa na casa da Lisy, cheguei bem tarde e o papai me acordou bem cedo. E não, ele não sabe que eu fui na festa.
F: Por quê não dormiu no avião? — Mel se atrapalhou pra responder.
S e D: Ela tem medo. — Freddie riu.
M: Parem! Não tem graça.
F: Medo de que?
M: Não sei, tenho medo de dormi e acontecer alguma coisa, ai eu fico acordada olhando para a janela.
F: Ah.
O carro ficou em silêncio, só se ouvia o barulho da musica e do ar condicionado. Depois de cinco minutos chegamos em casa, Mel havia dormido no ombro de David e ele com a cabeça na dela.
S: Own que fofinhos os dois dormindo, seria uma pena se alguém atrapalhe-se esse sono. — Aumentei o volume da música no último e bem nessa hora estava cantando rock. Os dois acordaram assustados, eu e Freddie rimos muito e abaixamos o volume.
M: Há-há, muito engraçado Samantha Puckett. — Falou se sentando direito no banco e colocando a mão no peito.
S: Obrigada, mas já fiz melhores.
D: Tipo da vez que a Mel dormiu na cadeira de tomar sol e acordou na piscina.
S: Essa também foi boa.
F: Já fez isso com a sua irmã? — Perguntou e eu assenti.
M: Ih não se assusta não, ela já fez bem pior que isso.
F: Nossa.
M: Cuidado Freddie, sua namorada é psicopata.
F: Vou tomar.
S: Simpatizaram rápido.
M: Somos cunhados agora. — Saímos do carro.
F: Pois é.
M: Você simpatizou com o David mais rápido.
S: A diferença é que a gente já eramos amigos, anta.
M: Pois é somos amigos agora. – Revirei os olhos e peguei uma de suas malas.
S: Mel pra que três malas? – Perguntei. – Você só vai ficar três dias.
D: Um pra cada dia.
M: Calado.
D: Desculpa amor, não leva a serio. — Disse e roubou um selinho dela.
S: Vem cá, onde o David vai dormir? – Perguntei – Mamãe e muito menos a Cat vão deixar ele dormi no seu quarto.
M: No quarto de hospede ou no cinema.
F: Cinema?
S: É o jeito que ela chama a sala de televisão. — Entramos no elevador. — Podíamos chamar a Carly e o Gibby para assistir um filme, nós seis juntos, o que acham?
F: Pode ser.
D: Por nós também, né amor? — Ela assentiu.
S: Então vamos. — Entramos em casa.
M: Ok, vou pro meu quarto mudar de roupa depois eu volto, vem amor. — Ela saiu arrastando David.
F: Não achei que seria tão estranho ver as duas juntas.
S: Por quê estranho?
F: As duas iguais.
S: Você se acostuma.
F: David não acha estranho não?
S: Já se acostumou, estão 3 anos juntos, tudo bem que largaram um tempo, mas sempre mantinham contado.
F: Hum. — Ele me abraçou. — Vou ligar por Gibby e pra Carly.
S: Ok, vou trocar de roupa estou com frio. — Me separei dele. — Vem comigo.
F: Na onde? — Ele maliciou.
S: No quarto engraçadinho, vou me trocar no banheiro safado.
F: Safado nada, você viu o jeito que você falou? — Ri e dei um soco fraquinho no braço dele.
S: Deveria ter explicado melhor. — Ele concordou. — Então vamos de novo. Amor você poderia me acompanhar ao meu quarto pra me trocar.
F: Só piorou.
S: Também acho. — Rimos. — Ok, quer vir ou não?
F: Quero, calma estressadinha. — Sorri e dei um selinho nele.
Fui no meu quarto, peguei uma roupa qualquer e entrei no banheiro para me trocar, enquanto Freddie falava com Carly e Gibby no celular. Como estava um tempo fresco, coloquei uma blusa de manga caída, uma legging e minha bota. Depois fui ao encontro do meu moreno, que estava sentado na cama desligando o celular.
F: Dias de verão e noites de inverno. — Sorri e concordei.
S: Amor que horas são? — Perguntei — Não consigo achar meu celular.
F: Pra variar né? — Joguei o travesseiro nele. — Bem que a sua irmã falou pra mim tomar cuidado com você.
S: Da próxima vez vai ser um sapato de salto.
F: Calma minha estressadinha. — Ele me abraçou por trás. — Agora são 19:30.
S: Não sou estressadinha.
F: Claro que não, você é estressadérrima.
S: Esta pedindo pra apanhar de sapato de salto. — Ele negou e me roubou um beijo.
Logo no começo o beijo foi feroz, ele foi subindo e descendo as mãos na minhas costas, enquanto nossas línguas fazia uma dança sensual dentro da boca do outro, elas estavam em um ritmo perfeito, fui puxando seu cabelo e fazendo carinho em sua bochecha. O ar ficou escasso e ele foi descendo os beijos para meu pescoço. Ele mordia e dava chupões nele, e eu arranhava suas costas por cima da blusa. Estava tão bom que fomos deitando sem ao menos perceber, quando vi já estava por cima dele. Ele foi tirando minha blusa, e a jogou em algum lugar no chão, logo tentei tirar a dele, como ele estava deitado estava meio difícil, mas ai ele me ajudou. E voltamos a nos beijar, em um ato rápido ele me deitou e se debruçou em cima de mim, nos beijamos loucamente e eu não sabia exatamente onde isso ia parar. Então alguém bateu na porta do quarto, ele saiu de cima de mim apressado e foi procurar sua camisa pelo quarto, fiz o mesmo. Assim que estávamos vestidos, eu abri a porta e dei de cara com uma morena e com uma loira paradas me olhando.
C: Até que enfim em, o que estavam fazendo? — Perguntou, como sempre, discreta.
S: Conversando. — Respondi na maior cara de pau.
M: Sabemos. — Carly concordou com ela. — E essas manchas no seu pescoço foi o que, caiu da escada?
C: É verdade Mel. — Carly fez uma cara de pensativa, colocando a mão no queixo. 0 E esses lábios vermelhos e inchados, deve ser algum batom que você usou e deu alguma alergia.
M: Pois é, e o Freddie deve ter passado também o batom, porque...
S: Ok, já chega. — Cortei Mel. — Já estamos indo. — Fechei a porta na cara delas.
F: Acho melhor a gente ir. — Ele se levantou. — Antes que elas voltem.
S: Também acho, depois desse mico.
F: Nem me lembre.
S: Vou esganar elas depois.
F: Dessa vez vou te ajudar. — Ri e ele me abracou de frente. — Vamos?
S: Agora?
F: É, vem. — Ele se separou do abraco.
S: Ok. — Já ia sair do quarto, mas uma mão me puxou.
F: Calma, nem um beijinho?
S: A gente só vai ali na sala. — Ele fez uma carinha de cachorrinho abandonado, não aguentei e beijei ele. — Feliz? — Ele assentiu. — Então vamos.
Peguei sua mão e fomos para sala.
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