Notas iniciais
Queria agradecer a belle, que favoritou a fic. Da outra vez ela recomendou e eu fiquei muito feliz e estou mais feliz agora, MUITOOO OBRIGADAAA.

– Olá, sou Sam. — Disse cumprimentando-os. Eu sei que é errado falar seu nome para qualquer um, mas sei lá.

– Por que esta parada aqui na frente, perdeu o ônibus? — Perguntou a menina morena que estava à minha frente.

– Não. Apenas estou tomando um solzinho aqui fora.- Disse rindo e eles riu também.

– Mora nesse prédio? — Disse apontando para o prédio atrás de mim.

– Parece que agora sim. — Disse meio desanimada.

– Como assim? — Disse o moreno, de olhos castanhos, lindo do lado da outra garota. Ele estava com uma blusa preta colada no corpo, uma calça jeans e um sapatênis cor parda. — É novata na cidade?

– Não e sim. — Rimos e depois continuei pra não deixar eles tão confuso. — Eu já vim na cidade, minha mãe mora aqui, e agora eu vou ter que morar também.

– Por quê? — Perguntou a menina. Contei o que tinha acontecido e eles só escutaram curiosos. Não sei o porquê de eu estar contando minha vida pra estranhos, só gostei deles. Quando acabei, Freddie falou.

– Nossa quanta criatividade.

– Pois é, mas essa minha mente criativa me fez parar em Seattle. — Disse, eles riram. — Ai, que raiva, eu quero entrar logo, estou cansada de ficar aqui fora.

– Fala que sua mãe mora ai. — Disse Carly

– Já falei, já liguei pra ela, ela disse que jaja vem, mas o porteiro não me deixa entrar mesmo assim. — Me virei pra ele e gritei. — Mas quando minha mãe chega eu vou esfregar na cara dele que é verdade que vou morar aqui.

– Olha você pode ir lá em casa, enquanto sua mãe não chega. — Disse Carly, quando ia responde ouço o portão abrindo e o porteiro vindo perto de mim.

– O que foi agora? — Perguntei para o grandalhão que agora se encontrava na minha frente. — Não posso mais ficar na calçada?

– Ligamos para a sua mãe e ela disse que só volta a meia-noite porque hoje ela fica de plantão. E você pode entrar. Desculpe-me por não ter acreditado em você antes.

– Amém, pera ela vai fica de plantão justo hoje, quando eu cheguei. — Perguntei. — O que eu vou fazer até meia-noite, ainda é 18h00min horas.

– Você já jantou? — Perguntou o Freddie.

– Não, eu cheguei do aeroporto às 16h30min e vim direto para casa e estou esperando até agora. — Falei. — Querem subir? Pra me fazer companhia, eu vejo se tem alguma coisa pra comer.

– Pode ser. — Disse Carly animada

– Gente eu não sei — Falou o moreno. — E a minha mãe?

– Ai para disso Freddie, e sua mãe chega só meia-noite também.

– Ta, vamos. — Ele concordou, sorrimos e fomos em direção a portaria pegar a chave. Quando peguei fomos em direção ao elevador. O silêncio reinava lá dentro, estava ficando tenso, então falei...

– Ai, não vejo a hora de tomar um banho e comer. — Disse e eu realmente estou muito cansada. — Por que esse elevador não vai direto pro último andar, invés de ficar parando em cada andar. — Disse já irritada.

– Calma Sam, estamos chegando no penúltimo andar e... chegamos. — Disse Carly dando um passo pra frente saindo do elevador. Segui e fui em direção ao meu novo apartamento.

– Ae, vamos entrar. — Disse abrindo a porta. O apartamento da minha mãe não era tão grande, nem tão pequeno. Era perfeito, a sala era relativamente grande e havia um balcão que a separava da enorme cozinha. Mais atrás havia uma escada que levava até os quartos, havia quatro, sala de tv, somente com a tv e alguns puffs jogados no chão sobre um grande tapete felpudo branco. Um banheiro médio. Por ser na cobertura havia dois andares os demais não tinham, havia apenas dois apartamentos na cobertura, o da minha mãe, obviamente, e um outro que eu ainda não sei de quem é.

– Vou tomar um banho e vocês podem ficar assistir tv na sala principal ou daqui de cima. — Disse.

– Tanto faz, pode ser lá de baixo. — Disse Carly.

– Você quem sabe.

– Então vamos. — Disse Freddie.

Enquanto eles assistiam a tv, eu aproveitava pra tirar algumas coisas da mala. Agora que eu não to com a cabeça quente, por conta da minha mudança, eu vi a burrada que fiz. Quando meu pai falou que eu ficaria dois meses eu tirei algumas roupas da mala, mas acho que essas "poucas" era o essencial. Mas vai ser um bom motivo pra Melanie vim me visitar, nossa falando nela, esqueci de ligar pra avisar que eu cheguei bem. É melhor eu ocultar a parte de ficar quase 2:00 na calçada. Mas não culpo minha mãe, a rotina dela era outra. Até agora. Depois de tomar banho, coloquei uma roupa leve. Por conta do tempo que estava fazendo, não estava calor, mas também não estava frio. Digamos o clima perfeito para um final de tarde. Desci e vejo os dois assistindo um filme qualquer.

– E ai, o que estão vendo? — Disse indo até a cozinha.

– Um filme super chato. — Disse Freddie tirando os olhos da tv e olhando pra mim.

– Não é. — Disse Carly ofendida.

– Estão com fome?

– Sim. — Responderam juntos.

– Oba, tem lasanha de microondas. — Falei — Pode ser?

Eles assentiram.

– As aulas voltam segunda, já tem escola? — Perguntou Carly indo até a cozinha.

– Não e pretendo não ter.

– Mas você tem que ir. — Disse Freddie. — Estamos no meio do ano letivo ainda.

– Tenho não. — Os dois me olharam. — Ok, eu tenho. Mas não quero.

– Tem a nossa escola, a Ridgeway, e ela é ótima.

– Já ouvi falar, escolas de riquinhos metidos e esnobes. — Falei. — Ótima fama, sem ofensas.

– Não ofendeu, na verdade eu concordo. — Disse Freddie.

– Você não estuda lá? — Eu já sabia a resposta e ele assentiu.

– A escola tem muitas patricinhas e muitos moleques metidos.

– Não me levem a mal, mas você parece metido. — Disse apontando pra ele e depois virei pra Carly. — E você uma patricinha.

– E você parece mimada. — Agora ele me irritou.

– Como é? — Gritei. — Você nem me conhece.

– Nem você. — Disse ele — E alias...

– CHEGA. — Gritou a Carly.- Desculpa por gritar, mas foi necessário. Vocês mal se conheceram direito e já estão brigando.

– Ta, desculpa Sam, mas é um pouco verdade o que você disse, somos os mais populares.

– Desculpa também, mas vou confessar, sou um pouco mimada sim. — Disse rindo.

Já era 20h00min, quando acabamos de jantar. Então fomos assistir maratona de séries. Ficamos assim até 22h00min.

– E agora? — Perguntei esparramada em um dos puffs. — Não esta passando nada de bom na tv.

– Que tal um filme? — Disse Freddie.

– Pode ser terror?

–Não, por favor. — Disse Carly. — Quero romance.

– Ok, Freddie você decide. — Falei me virando pra ele. — Terror ou romance?

– Vou com a Sam. — Disse ele. — Terror.

– Droga. — Disse Carly voltando a se deitar no puff, com os braços cruzados.

Nem sei direito qual filme eu coloquei, mas me arrependi. Estava encolhida no puff. Por que esse filme de terror tinha que dar tanto medo? Tentei me lembrar o que a Mel dizia sempre que eu a obrigava a assistir um filme de terror comigo. "É tudo mentira, é só um filme, é só um filme..." Mas acho que não está dando certo. Do nada ouço um grito que quase me matou de susto. Olho pro lado e vejo que Freddie estava rindo e com a mão no peito, acho que ele também se assustou.

– Por que gritou maluca? — Perguntei pausando o filme.

– Eu não aguento mais. — Disse ela quase chorando. — Que horror.

– Calma, é só um filme.

– Pois é. — Falou Freddie.

– Não. — Disse ela se levantando e acendendo a luz, nossa que alivio. — É um péssimo filme, nem deveriam ter gravado.

– Na verdade é bom até demais. — Falei. — Até eu fiquei com medo, e olha que pra eu ter medo de filme assim é preciso muito.

– Horrível é a palavra certa pra essa coisa... — Disse ela tirando o dvd e guardando. — Que um dia alguém chamou de filme.

– Não passou nem 40 minutos de filme. — Falou Freddie decepcionado.

– Pois é. — Concordei.

– Eu não quero mais ver. — Disse elaa olhando no celular, ainda de pé. — Caramba, o Spencer me ligou 5 vezes e eu não atendi. Esqueci de avisar pra ele que viria aqui, ele deve ta muito preocupada, ele vai me matar quando eu che...

– Espera quem é Spencer? — Interrompi o desespero dela.

– Meu irmão mais velho, eu moro com ele. — Disse ela tentando ligar pra ele. — Moro no prédio da frente, alias moramos, sou vizinha do Freddie. Droga ele não me atende, gente eu ja vou indo. Sam amanhã me liga, não esquece. Deixei meu número no bloco de notas.

– Espera Carly o filme nem acabou e ainda são apenas 22h45min. — Falou Freddie.

– Sério gente, meu irmão deve esta muito preocupado. — Falou abrindo a porta. — Freddie fica com a Sam até a mãe de ela chegar ou pelo menos até 23h30min.

– Não preci...

– Tudo bem. — Concordou ele. — Minha mãe só sai da escola hoje á meia-noite por conta da reunião do conselho.

– Ok, beijos fui. — Falou saindo e fechando a porta.

– Sua mãe trabalha com o que?

– Ela é diretora. — Falou me encarando. — E a sua?

– Filhinho da diretora. — Falei brincando com ele, que apenas riu. — Pediatra.

– Legal. — Falou ele. — Gosto de ser filhinho da diretora, tem suas vantagens.

– Por exemplo?

– Ser convidado para um monte de festas, as meninas caindo em cima por total interesse. — Falou, senti uma coisa estranha em mim. — E eu, bobo nem nada, apenas aproveito.

– Ah, então você é galinha? Pega todas? O gostosão da escola?

– Mais ou menos, não pego todas, não sou galinha e obrigado pelo gostosão. — Falou brincando, a parte do gostosão, eu dei um soquinho de leve em seu braço.

O celular dele vibrou.

– É a Carly, ela falou que está tudo bem. — Falou. — Mas que está muito cansada e vai ficar por lá mesmo, ela também falou que, já que amanhã é sábado, ela pediu pra você encontrar com ela lá em seu apartamento.

– Amanhã à tarde não sei se dá. — Me lembrei que a Ari havia me mandado uma mensagem se poderíamos sair amanhã, por que ela não estava mais aguentando o padrasto. E olha que fazia apenas 02h00min horas que saímos do aeroporto.

– Nossa mal chegou à cidade e já tem um encontro. — Disse Freddie.

– Não é bem um encontro, na verdade vou ir pra algum shopping só pra andar, com a minha amiga, que eu conheci no avião, ela chama Ariane. — Já estava com saudades dela. — Pera, você mora aqui a bastante tempo, né? — Ele assentiu — Então porque você e a Carly não vai junto para mostrar alguns pontos que eu não conheço.

– Por mim, tudo bem. — Falou pegando o celular. — Vou avisar pra Carly.

[Alguns segundos, de total silêncio, depois.]

– Ela concordou e falou que vai levar você e sua amiga ao shopping preferido dela e depois vamos para a praia.

– Legal, depois aviso a Ari que vocês vão.

– Depois podemos ir ao parque.

– Parque? — Perguntei. — Não me lembro de ter parque aqui.

– Sim, o parque perto da praia. — Falou. — Vejo que você não vem muito aqui.

– Na verdade, não venho muito. — Falei. — Venho pra passar um final de semana só, e quando venho eu e minha irmã saímos bastante com a minha mãe.

– Irmão? — Perguntou. — Não sabia que tinha irmã.

– Tenho uma gêmea pra não dar nada.

– Nossa que legal. — Falou. — E vocês vão onde quando vem pra cá.

– Vamos muito pra praia, adoramos surfar.

– Não sabia que você sabia surfar.

– Também. — Falei rindo. — Não tem como saber tudo sobre mim em mais ou menos 6:00, é muita coisa.

Ele riu.

– Você só vai à praia?

– Não, eu gosto de ir ao Space Needle, em algumas praças por aqui, gosto de ir ao EMP Museum...

– Então gosta de musicas de rock?

– Digamos que um pouco.

– Que mais?

– Já fui uma vez só no Kerry Park, mas adorei. E adoro caminhar pelo cais. — Falei. — Ah, me lembro do parque.

Ele riu.

– Você tem que ir algum dia no Athenian Restaurant, é o melhor restaurante de frutos do mar de Seattle. — Falou.

– Amo frutos do mar.

– Imaginei quando você disse que surfava.

– Mas nem todos que surfam gostam de comer frutos do mar.

– Tem razão.

– Eu sei que tenho. — Falei e ele deu um sorriso de lado. Caramba, to sem ar. — Que horas são?

– 23h20min.

– Nossa esta tarde. — Falei. — Freddie se você já quiser ir embora, pode ir viu? Minha mãe chega daqui a pouco e a sua me parece ser um pouco brava.

– Nem tanto, protetora talvez. — Ele disse. — O problema não é eu chegar em casa muito tarde, é não avisar ela. E como eu saio muito pra essas festinhas que o povo faz escondido dos pais, principalmente quando eles viajam. — Me lembrei da minha "festinha" que fiz de "boas-vindas" para Emma.

– Então você é festeiro? Agora já sei onde você pega as menininhas indefesas.

– Também não sou um "papa mulheres".

– Mas também não é daqueles que ficam sentados no sofá ou encostado na parede com um copo na mão olhando pros cantos. — Ele ficou envergonhado. — Relaxa, eu também não sou.

Ele riu mais uma vez.

– Ainda bem, por que ir a uma festa e ficar encostado na parede ou sentado no sofá, é pra acabar com a reputação mesmo.

Dessa vez eu que ri. O telefone dele vibra novamente.

– Sam eu tenho que ir, minha mãe me mandou uma mensagem dizendo que já saiu da escola. — Falou olhando pro celular. — E a escola não é tão longe.

– Ok eu te levo até a porta. — Disse descendo as escadas com ele, logo abri a porta. — Tchau e obrigada por ficar aqui comigo.

– Por nada. — Falou sorrindo de lado. — Adorei ter te conhecido, até amanhã. — Ele disse me dando um beijo na bochecha, corei na hora.

– Adorei ter conhecido você também. — Falei sorrindo, encostada na porta. — Alias você e a Carly.

– Tchau loira.

– Tchau moreno. – Ele deu aquele sorriso de lado e entrou no elevador. E eu fechei a porta.

Notas finais
Carly: http://www.polyvore.com/roupa_carly/set?id=85672170 Sam de noite: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=85742305&.locale=pt-br