Garota Mimada
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Uma semana depois
Pov's Freddie
Sinto falta da minha princesa Puckett, parece que o tempo não passa quando eu estou longe dela. Na escola foi a mesma chatice, apesar de que de quatro dias que teve aula, dois eu fui. Nesses dois dias várias pessoas perguntaram sobre a Sam para mim e para a Carly, nós falamos que ela estava em Los Angeles, sem muita informação. Mas a linguaruda da Wendy contou que nós havíamos terminado, ou seja, a fofoca correu cada corredor. E só para não dar nada, Wendy ainda contou para todo mundo que estávamos namorando. Acho que ela esqueceu de me avisar sobre o nosso namoro. Até parece que eu iria namorar aquela... Coisa. Nunca! A unica que eu não me arrependo de ter namorado é a Sammy, o resto... Nem vou dizer nada. Caramba, como eu sinto a falta dela. Sinto falta de quando brigávamos e fazíamos as pazes com beijos. Acho que eu nunca precisei de alguém como eu preciso dela. Acho que nunca senti tanta falta de alguém como eu sinto a dela. Acho que nunca chorei por alguém como eu chorei por você. Acho que nunca quis uma namorada como eu quero você. Acho não... Tenho certeza! Ok chega de melação. Será que é isso é o que o amor faz com a gente? Carly um dia me contou sobre isso quando era apaixonada pelo Carter, seu primeiro amor e sua primeira decepção.
Mas sinceramente eu acho que essa separação foi boa para eu perceber que nunca deveria ter a feito sofrer. Arrependo-me muito de ter ficado com aquela cobra da Wendy. Se eu pudesse voltar no tempo com certeza faria diferente, mas acho que tudo na vida tem o seu, porém. Não tem aquele ditado que diz que Deus escreve certo em linhas tortas. Talvez isso era apenas uma tempestade na qual passamos para que um dia ensolarado chegasse e fizesse um novo recomeço. Mudando de assunto, hoje minha irmãzinha virá me visitar. Ela me ligou dizendo que estava morrendo de saudades, então a chamei para vir aqui em casa.
Toc Toc
Deve ser ela.
C: Oi Freddie.
F: Ah oi Carly. — Ela entrou e se sentou no sofá comigo.
C: Ah oi Carly. — Ela me imitou, vulgo péssimo — Estava esperando alguém?
F: Anny.
C: Ah entendi, sua irmã vai vim.
F: Sim, vou levar ela para tomar sorvete e... — Alguém bate na porta — Deve ser ela. — Bingo!
A: Oi maninho.
F: Oi minha princesinha. — Dei um beijo nela — Oi pai.
B: Oi filho, mais tarde eu venho buscar a sua irmã.
F: Ok.
A: Ah eu não posso dormir aqui?
B: Não falamos nada com a mamãe, então acho melhor outro dia. — Mamãe. Eca!
A: Tudo bem. — Ela abaixou a cabeça.
B: Até mais tarde. — Deu um beijo nela, me abraçou, disse tchau para a Carly e foi embora.
A: O que nós vamos fazer?
F: Que tal sorvete?
A: Aham — Ela concordou rindo — Podemos chamar a Sam e o Gibby? — Se eu estava feliz, pode ter certeza que depois que ela disse o nome da Sam meu sorriso se desfez e veio a minha tristeza. Carly me olhou, não consegui decifrar seu olhar, mas era algo relacionado à tristeza, também. — O que foi?
F: Nada é que... — Não consegui falar.
C: Sam está em Los Angeles, ela mora lá agora.
A: Achei que ela fosse de Seattle.
C: Não, ela é de lá. — Estava encarando a tv desligada — Ela veio aqui como um... Castigo. E o castigo dela terminou e ela voltou a morar lá.
A: E o namoro dela com o meu irmão?
C: Eles... — Nem mesmo a Carly conseguiu falar, acho que ela sente falta da Sam tanto quanto eu.
F: Nós terminamos, já deu o que tinha que dar.
A: Mas vocês eram felizes, não está certo isso. — Ela levantou e bateu o pé no chão. Realmente ela se apegou a Sam, até demais. — Ela é a melhor namorada que você já teve, não quero que vocês terminem. O que aconteceu?
F: Eu também acho que ela foi a melhor. — Falei baixo, mas a sala estava em total silêncio então provavelmente elas ouviram. — Nós brigamos e decidimos terminar, será que podemos mudar de assunto?
A: Você nem tentou falar com ela?
F: Claro que eu tentei, e já chega desse assunto.
A: Você não sente falta dela? — Olhei para Carly, ela tinha um sorriso no rosto. — Você não gosta dela?
F: Ah Jesus porque fui ter uma irmã tão curiosa? — Olhei para o teto
A: Não me respondeu.
F: Ok, eu sinto muita falta dela e sim eu gosto dela, satisfeita? — Carly e Anny sorriam — Agora podemos mudar de assunto? Não quero mais falar sobre a Sam, será que as mocinhas podem parar de falar para irmos tomar sorvete em paz?
A: Eu acho que você deveria ligar para ela. — Meu Deus, elas são surdas?
C: Também acho. — A resposta é sim.
F: E eu acho que já deveríamos ter mudado de assunto e estarmos tomando sorvete. — Já estava irritado.
C: Calma ai estressadinho. — Engraçado que tudo me fazia lembrar da Sam. Lembro que às vezes ela falava "calma ai estressadinho" para mim. Droga! Como ela faz falta. O celular da Carly começou a tocar. — Olha quem é. — Me mostrou o celular e pude ver que era o numero da Sam.
F: Atende! — Gritei e elas riram.
Pov's Carly
Ligação On
– Olá Samantha.
– Olá Carlyta, não me chama de Samantha. — Freddie estava quase em cima de mim tentando ouvir a conversa, decidi colocar no viva-voz.
– Como está às coisas ai? — Perguntei.
– Até que bem, fora as brigas dos meus pais, mas e ai?
– Tudo bem, você virou assunto na escola esses dias.
– Até de longe o povo faz fofoca com o meu nome, o que foi dessa vez?
– Termino do namoro.
– Nossa mais as notícias voam.
– O se voam, Wendy inventou que estava namorando o Freddie, e no dia ele nem foi na escola para se defender.
– Ela disse para mim que iria fazer isso e falou também que eu iria adorar ver ele com ela, que ele iria para um melhor e mais um monte de baboseira. — Freddie estava vermelho de raiva.
– E o que você respondeu.
– Para que gastar saliva? Mentira falei um monte depois do tapa que eu dei na fuça dela. — Eu, Freddie e até a pequena Anny rimos.
– Deveria ter visto essa cena e gravado.
– Verdade, deveria ter mandado a Mel ou o Logan ter gravado. — Freddie fechou a cara na hora e saiu de perto do celular, mas ainda sim ficou perto o suficiente para ouvir certinha a conversa.
– É... — Freddie estava furioso, coitado do Logan se aparecesse na frente do Freddie agora. Seria um homem morto. — Por que me ligou?
– Semana que vem começa as férias, bem que você podia vir hoje ou amanhã de manhã aqui para LA.
– Eu até iria, mas não vou deixar o Freddie e o Gibby aqui sozinhos em Seattle.
– O Gibby pode vim e o Freddie... Sei lá acho que ele prefere ficar ai pegando putas. — Freddie já ia falar alguma coisa, mas conseguiu se conter. Anny deu risada. Sorte que ela não sabe o que é puta.
– Também não é assim.
– Claro que é, ele é o seu melhor amigo até parece que você não o conhece?
– Sim, mas ele não fez por mal, ele sente sua falta. E também já pediu desculpas.
– Depois que inventaram essa palavra ficou mais fácil para o povo que faz coisas erradas, só falam isso e acham que está tudo bem, e não é assim. — Ele estava com uma cara péssima. — Toda atitude tem a sua consequência, e ele está sofrendo a dele agora. É só depois ele ir a alguma balada ou festa que ele me esquece rapidinho.
– E você já o esqueceu? — Freddie até parou de respirar. Sam não respondeu. — Foi o que eu imaginei. — Freddie deu um suspiro.
– Vem cá, como chegamos nesse assunto?
– Sam para de fazer charme e dá logo outra chance para ele.
– Carly olha, eu sei que você é amiga dele e vai ficar do lado dele. — Iria negar, mas ela me interrompeu. — E você acha que eu quero ficar em um relacionamento assim? Uma hora está de bem, na outra ele cansa de mim e beija outra. Não é assim comigo, eu já deixei bem claro que eu não suporto traição e ele fez o que? Justamente isso. Eu tenho muito azar com homem, meu Deus como é possível eu me envolver só com cafajestes? Não é isso o que eu quero para a minha vida.
– Também sou sua amiga e a considero a melhor para mim, por isso não estou do lado dele. Mas concordo que eu queria muito que vocês dois voltassem. Vocês dois separados é muito estranho, é tipo Romeu sem Julieta ou piu piu sem frajola ou queijo sem goiabada ou Eduardo sem Mônica, enfim... — Ela riu — Ninguém consegue imaginar essas coisas sem uma da outra e eu não consigo aceitar a separação de vocês. Por que vocês não marcam de se encontrar? Os dois sozinhos. Reencontros são sempre bons.
– Não sei não, acho melhor não. Pelo menos agora não. Vem para Los Angeles? É chato conversar por celular.
– Ok senhorita teimosa, irei só por que eu estou morrendo de saudades.
– Nem me fale, preciso conversa com alguém que não seja a Mel. Porque sempre que conversamos, ela sai para ficar com o David. Eu era assim? Por favor, fale que não.
– Às vezes.
– Serio? Que tragédia. — Rimos.
– Ai que saudades de você loira, vou agora fazer minha mala e também vou comprar a primeira passagem para LA.
– Estarei esperando, me manda uma mensagem quando chegar. — Respondi "ok". — E NÃO compra passagem de volta. Eu irei decidir quando você irá voltar.
– Sim senhorita.
– Vai vim só você?
– Acho que sim, por que quer que eu chame o Freddie também?
– Eu até te responderia, mas meu pai está me chamando. Beijo morena até amanhã ou hoje, não sei.
– Salva pelo papai, provavelmente amanhã loira. Beijos.
Ligação Off
Quando desliguei com a Sam procurei na internet horários de voos. Tinha dois para hoje, mas eu comprei o primeiro horário amanhã, 6:45 da manhã. Convenci Freddie e Gibby comprarem para eles também, afinal eu não iria fazer Sam voltar sozinha. Sinto muita falta desses dois juntos, tudo bem que no começo eu fiquei com um pouco de ciumes, mas me acostumei e quero que eles voltem o mais rápido possível. Fomos para a sorveteria com Anny e depois cada um foi para a sua casa arrumar a mala. Gibby foi dormir na casa do Freddie e eu no meu apartamento mesmo.
Eram 6:00 da manhã, estávamos no aeroporto com o Spencer. Freddie não parava quieto, pareciam àquelas pessoas com hiperatividade. Mas não o culpo, sei o quanto ele está ansioso para ver a Sam. Até o Gibby está. Avisaram nosso vôo. Despedimos-nos de Spencer e fomos em direção ao avião. Eu sentei com uma menina muito meiga, enquanto os meninos sentaram juntos. Fomos conversando a viagem inteira, ela era muito fofo. Deveria ter a idade da irmã do Freddie, mas conversava feito uma adulta. Sem nada para fazer acabei contando para ela parte da história Seddie e ela aconselhou eu deixar os dois se virarem sozinhos, pois se eu ficasse interferindo toda hora eles iriam se estressar um com o outro e nunca mais voltariam. Eu até concordo que não é da minha conta, mas um empurrãozinho não faz mal a ninguém. Chegamos em Seattle e Sam estava esperando junto com a Mel em uma sorveteria do aeroporto. Não preciso nem dizer que quando Sam viu Freddie ela ficou mais branca que o normal. Será que esse empurrãozinho foi bom? Ah claro que foi. Mel até sorria.
S: Não me lembro de ter chamado ele. — Apontou para o Freddie, que a encarava. Seu olhar era de saudades, ele estava louco para abraçá-la, mas sabia que se fizesse isso ele iria perder o amiguinho dele e iria dormir na praia, então ele ficou do meu lado.
C: Sam...
M: Mas ele é bem vindo. — Ele sorriu para Mel, que retribuiu.
S: Quer saber? Foda-se, se quiser ficar fique e se quiser ir embora vai com Deus. — Ela pegou minha nécessaire e foi para o carro.
F: Falei que não era uma boa ideia.
C: Claro que é.
M: Concordo com a Carly, vocês vão voltar. — Ela começou a andar para o carro e fomos atrás — Podem escrever.
F: Não sei não.
M: Se ficar com esse pensamento negativo nunca ira dar certo.
F: Mas você viu o jeito que ela me tratou?
M: Conheço minha irmã, sei que ela só está fazendo graça.
F: A qual preço?
M: Para chamar a sua atenção. — Freddie não falou mais nada e assim fomos para a casa de Mel e Sam, em silêncio.
Pov's Sam
Não é que eu estou com raiva, apenas ódio. Não sei qual a diferença dos dois, mas... Quer saber estou com um pouco dos dois. Eu não queria que ele viesse, na verdade eu queria saber como ele estava. Pode ser idiotice minha, mas eu não consigo não me importar. É muita burrice, por que por tudo o que ele me fez eu deveria nem olhar mais para a cara dele, mas eu simplesmente não consigo, é automático sabe? A verdade é que eu ainda amo esse panaca. Sim, amo. Não gosto, gostar eu posso gostar de qualquer um, mas amar... Só esse patife. Ele me faz sentir borboletas voando quando olha para mim, e quando sorri? Minhas pernas bambeiam. Pode ser brega, mas fazer o que. Só que eu não quero e não vou mais voltar com ele. Do que adianta voltar e depois isso tudo acontecer novamente? Eu vivo nessa? Um dia está comigo e no outro está com outra? Eu quero mais, eu quero um homem que me ame, que me respeite e que faria de tudo para ninguém nunca me fazer derramar uma lágrima. Mas ele não é esse homem. Infelizmente.
Eu estava dirigindo, Mel estava no banco da frente e o resto atrás. Juro que quando chegar em casa vou falar poucas e boas para a Carly. Chegando em casa eles foram para o quarto de hóspede, Carly iria dormir comigo. Fomos para o meu quarto se arrumar, pois a senhorita Carly disse que queria ir para a praia.
S: Carly que surpresa foi essa? — Perguntei assim que entrei — Não me lembro de ter chamado ele.
C: Nem vem, eu sei que você amou a surpresa. — Ela estava tirando o sapato e procurando o biquíni na enorme mala — Alias surpresa. — Ela ergueu os braços e balançou as mãos.
S: Dispenso essa surpresa.
C: Ata que dispensa, você estava louca para ver ele que eu sei.
S: O plano era não vê-lo nunca mais.
C: Até parece que você iria conseguir. — Falou e entrou no banheiro antes da minha resposta ela fechou a porta.
Pov's Freddie
Sabia que não era uma boa ideia vim. Não que eu não quisesse ver ela, mas ela não está nada feliz comigo aqui. Quer saber? Foi uma boa ideia sim, eu precisava saber como ela estava. Percebi que ela está bem.
Estava me arrumando com o Gibby para ir à praia, Carly estava no quarto de Sam. Nossa como eu queria me estar naquele quarto, com a minha namorada. Mas fazer o que.
C: Estão prontos? — Falou entrando no quarto.
G: Sim.
C: Ótimo, vamos então?
F: Para falar a verdade eu não quero ir.
C: Você vai e fim de papo.
F: Vou ir para que? Para brigar?
C: Claro que não, para conversar.
F: Até parece que ela quer conversar, ela não quer me ver nem pintado de ouro.
C: Ela não quer ter ver pintado, ela quer ver você do jeito que você é. — Ela disse calmamente — Agora para de ser molenga e vai conversar com ela. Afinal, você quer ou não voltar com ela?
F: Claro que eu quero, mas eu vou chegar nela e dizer o que? Desculpas?
C: Desculpas não anulam aquilo que foi feito, você tem que reconquista-la.
F: Mas como?
C: Do mesmo jeito que você a conquistou pela primeira vez. — Pode falar, eu tenho a melhor amiga do mundo. Vou tentar reconquistar minha princesa.
F: Então ta, vou tentar de tudo quanto é jeito. — Disse e ela sorriu — E se ela não acreditar eu grito que a amo.
C: Lembre-se, não é necessário dizer "eu te amo" para mostrar amor por alguém...
F: Então o que eu faço? Você me confunde.
C: Olha, eu sei que você nunca falou "eu te amo" para ninguém e por isso muitos "namoros" seus acabaram, e realmente essas três palavras não são necessárias se você não provar que a ama mesmo. Não adianta dizer, precisa mostrar.
F: E como eu faço isso?
C: Eu já disse, do mesmo jeito que você fez para conquistá-la.
F: Ok, vou tentar.
C: Tentar não, conseguir. — Sorri.
Acabamos de arrumar as coisas e fomos para a sala onde estava todos esperando. Todos eu digo, Mel, David e Sammy.
Pov's Sam
Eu iria chamar a Carly que foi ver se os meninos já estavam prontos e ouvi um pedaço da conversa dela com Freddie.
"C: Agora para de ser molenga e vai conversar com ela. Afinal, você quer ou não voltar com ela?
F: Claro que eu quero, mas eu vou chegar nela e dizer o que? Desculpas?
C: Desculpas não anulam aquilo que foi feito, você tem que reconquista-la.
F: Mas como?
C: Do mesmo jeito que você a conquistou pela primeira vez. — Pode falar, eu tenho a melhor amiga do mundo. Vou tentar reconquistar minha princesa.
F: Então ta, vou tentar de tudo quanto é jeito. — Disse e ela sorriu — E se ela não acreditar eu grito que a amo.
C: Lembre-se, não é necessário dizer "eu te amo" para mostrar amor por alguém..."
Não consegui ouvir mais, lágrimas estavam embaçando minha vista. Fui ao meu quarto correndo, passei uma água no rosto e me neguei de chorar mais um pouco por aquele mané, na qual eu amo muito. Pronto, mais lágrimas. Quando isso vai acabar? Quando eu vou parar de pensar nele? Quando eu vou parar de chorar cada vez que penso nele? Espero que logo, senão vou desidratar de tanto chorar.
Desci as escadas correndo e sentei ao lado de Mel no sofá, depois de dois segundos os três descem pela escada. Meu olho estava um pouco vermelho e inchado, mas nada que uma mentirinha não resolva.
C: O que aconteceu com o seu olho?
S: Eles estavam ardendo, já passei um remédio logo eles melhoram.
C: Ainda bem, coloca óculos de sol.
S: Sim mamãe. — Ela riu e me abraçou, e assim fomos para a praia. A pé, até porque não era longe.
Fomos rindo, brincando e zuando. Por um momento me esqueci que estava solteira. Estar solteira é tão bom, quando não se está apaixonada. Por que quando está, é a pior coisa do mundo. Chegando à praia, ficamos sentados conversando. Surfamos, brincamos, andamos, cansamos, descansamos e cansamos novamente.
M: Vamos jogar verdade ou desafio?
S: Até seria uma boa ideia, se não fosse brincar com você ou com a Carly. — Estava deitada com a cabeça no colo de Carly.
C: Qual o problema em brincar com a gente? — Perguntou sínica.
S: Até parece que vocês não sabem. — Elas com certeza iriam me desafiar a ficar ou conversar com o nerd ou algo relacionado a ele.
M: Para de ser boba, vamos brincar logo.
F: Eu não vou brincar.
S: Nem eu.
M: Então os dois anti-sociais ficam de fora.
C: Enquanto os legais jogam.
S e F: Muito legais. — Nos encaramos.
M e C: Awn.
S: Já chega, eu vou dar uma volta.
M: Freddie acompanha ela, por favor.
S: Não preciso de babá.
M: Então ex-futuro cunhadinho — Encarei ela brava, ela está brincando com fogo — Já são 20:00 da noite e está escuro, se você pudesse. Eu tenho um pouco de medo, sabe?
C: Claro, até porque é perigosíssimo. — Ele riu e eu revirei os olhos.
S: Ok, ele vai. — Elas abriram um sorriso enorme — Cinco metros atrás de mim. — Elas fecharam a cara.
M: Qual a parte do "é perigoso andar sozinha" você não entendeu?
S: Perigoso? Por favor, eu sei muito bem que vocês estão falando isso só para eu conversar com esse mané, mas que saco gente. — Me levantei — Me deixem, se eu não quero, eu não vou conversar.
C: Mas esse é o problema, você quer. — Abri e fechei a boca mil vezes, mas simplesmente não saiu palavra nenhuma. Então é isso? Eu quero conversar com esse mané?
S: Quer saber? Vou conversar para acabar logo com isso. — Elas abriram um sorriso enorme — Mas não prometo ser legal e amigável.
F: Não tem importância.
C: Agora vão logo.
M: Pois é, eu quero começar logo essa brincadeira.
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