Garota Mimada
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Pov's Geral
Logo pela manhã todos se reúnem na mesa para o café, menos Sam que estava no quarto acabando de arrumar suas coisas. Ao acabarem o desjejum, eles sobem para o quarto de Sam. Mas o telefone toca e Charles vai atender.
– Pensei que iria te ver na mesa para tomar café. — Disse Mel entrando no quarto vendo Sam, sentada na cama, mexendo no computador.
– Não to com fome, e alias mamãe vai fica aqui até as 19:00 então é melhor eu arruma tudo de manhã, porque assim posso passar a tarde só com você. — Disse Sam, fechando a tela do notebook e puxando Mel para sentar ao seu lado na cama. Mel iria abrir a boca para falar algo, mas foi interrompida por Charles entrando no quarto.
– Sua mãe não vai mais poder vir aqui te busca, pois terá que fica hoje até mais tarde no hospital. Então você irá sozinha para Seattle. — Disse sentando na cadeira da escrivaninha.
– Tudo bem, que horas que eu tenho que estar no aeroporto?
– O avião sai as 14:15, pretendo ir, lá pela 13:40.- Disse Charles se levantando e chegando mais perto de Sam e Mel — Filha saiba que eu amo você, alias amo as duas. Mas eu acho que seria melhor você passar um tempo com sua mãe, pelo menos até a poeira abaixar. Depois, quem sabe você não volta a morar aqui.
– Tudo bem pai, pode ser em 1 mês?
– 2, posso até pensar. — Sam assentiu com a cabeça e deu um sorriso. — Vou descer, tenho que resolver uns negócios no escritório antes de te levar no aeroporto. — Disse dando um beijo na cabeça de cada e saiu do quarto.
– Ótimo, em 2 meses você pode estar já em casa — Disse Mel comemorando.
– Sim, então não vou levar tudo. — Disse Sam levantando da cama e indo tirar algumas roupas de sua mala.
Pov's Charles
Parte meu coração ter que mandar Sam para morar com a mãe, mas não tem jeito. Ela precisa de uma figura materna, não que Emma não quisesse a ter, ou melhor a tê-las como filha. Mas acho que elas não a veem como mãe, ou uma simples madrasta. Sou médico cirurgião e não posso ficar toda hora em casa pra separar as brigas entre as meninas e Emma. O que eu achei estranho foi a Sam ter defendido a irmã, Mel sempre entra nas brigas e dessa vez disse que não estava. Com certeza ela estava, Sam a protegeu. Não a culpo, sempre protegia meu irmão de suas artes. Mas que Sam tem 99% de culpa nisso, tem. Só espero que não me arrependa disso.
Pov's Sam
O caminho todo, até o aeroporto, fomos em total silêncio, só se ouvia o rádio tocando. Quando chegamos, Melanie não parou de chorar e ficou agarrada no meu braço. Anunciou meu voou, então dei um abraço bem apertado na Mel e no meu pai, me despedi e fui a caminho para o avião. Sentei na janela e pude ver eles lá de dentro, sorrindo e acenando para mim. Mandei o último beijo até o avião decolar. Nem percebi que ao meu lado tinha uma menina, aparentemente da minha idade, como seria 2 horas de viagem, decidi puxar papo com ela.
– Oi — Disse me virando. — Seattle?
– Sim, vou visitar meu pai durante alguns meses e você? — Disse ela tirando os fones.
– To indo morar com minha mãe.
– Ata, é boa a cidade?
– Sim, nunca foi pra lá? — perguntei já sabendo a resposta.
– Não, meu pai e minha mãe se separou semana passada, e ele veio morar com minha vó e minha mãe ficou em Los Angeles.
– Nossa minha história é o ao contrário da sua. — rimos- Minha mãe e meu pai se separou mais quando há 8 anos atrás, quando eu tinha 9 anos, ai todo mês eu e minha irmã gêmea vamos passar um final de semana com ela. Mas agora eu vou ficar por lá 2 meses.
– Se não for muito atrevimento, eu posso perguntar o por que?
– Acha, eu vou morar lá por que eu peguei "muito pesado" com a minha madrasta. — Disse fazendo aspas no ar.
– O que você aprontou? — Disse ela rindo
– Meio que mandei as bugigangas dela para o Japão. — Ela gargalhou
– Sério? — Assenti com a cabeça. — Louca, já gostei de você, preciso de algumas aulinhas, porque eu odeio o meu padrasto. Alias qual é o seu nome?
– Samantha Puckett, mais pode me chamar de Sam.
– Prazer — disse ela apertando minha mão — Meu nome é Ariane Jackson, mas pode me chamar de Ari.
E assim foram 2 horas de viagem conversando com ela, falamos sobre nossas vidas, ex namorados, parecia que a gente se conhecia há muito tempo. Só fomos notar o quanto tempo passou, quando a aeromoça avisou que o avião estava aterrisando. Confesso que fiquei triste, gostei de conhece-lá. Assim que descemos do avião, pegamos nossas malas e fomos pra área dos táxis. Ela acenou para um táxi, que logo parou e pegou suas malas pra colocar dentro do carro.
– Bom... Até breve, nova amiga.
– Até — disse ela me dando um abraço.- Vamos marcar de sair, porque eu não conheço essa cidade e você poderia me mostrar lugares legais. — disse soltando o abraço
– Mas é claro, iria adorar, não conheço muito a cidade, mas podemos ir à alguns lugares juntas.- Disse acenando para um táxis, ela concordou, trocamos os celulares, nos despedimos mais uma vez e fui para a minha nova casa.
Dentro do táxis.......
– Pra onde, mocinha. — Disse o taxista dando partida.
– Pra esse lugar. — Disse entregando uma folha indicando a rua da minha casa.
– Tudo bem. — Disse andando com o carro. — Você é nova na cidade, certo?
– Pra morar sim, eu morava em Los Angeles com o meu pai, mas fiz algumas artes e vim morar com a minha mãe durante 2 meses.
– Ata, bom se precisar de alguma coisa é só me liga que eu venho aonde você está. Desculpa a frase de efeito. — Gargalhei e peguei o cartão de sua mão.
– Obrigada, acho que eu vou precisar e muito. — Guardei dentro da bolsa.
– Uma música seria uma boa, mocinha? — Perguntou e eu afirmei — Alias me chamou Joshep, mas todos me chamam de Joe.
– E eu chamo Samantha Puckett, mas me chamam de Sam.
– Puckett? — Disse ele se virando, enquanto estávamos parado no semáforo.
– Sim, conhece esse sobrenome? — Perguntei.
– Sim, trabalhava para o seu avô, Fernando.
– Nossa, que mundo pequeno.
– Pois é.. — Disse ele se virando pra frente e dirigindo. — Te conheci quando você ainda era um bebê de colo, alias a tua irmã também, onde ela esta?
– Em Los Angeles, com o meu... — Antes de terminar de falar eu me lembro de algo de quando eu entra criança. — Pera, você era aquele que sempre estava com aquele chapéu bege?
– Sim, e adivinha, eu ainda tenho ele — Disse ele pegando o chapéu no porta-luvas. — Aqui. — Ele me deu o boné, e esse momento me lembrei que da foto da Mel mordendo esse chapéu. Pude vê que ele estava bem velhinho e acabado agora.
– Bom, chegamos mocinha. — Disse saindo do carro e abrindo o porta malas. — Prontinho — disse quando minhas malas já estavam fora do carro.
– Obrigada, tio Joe — ele riu, era assim que eu chama ele quando tinha 8 anos de idade.- Até mais. Ainda quero saber da história de como virou taxista.
– Pode deixar que outra vez eu te conto tudo, mas agora tenho que buscar meu filho na faculdade. Beijos Sammy.
– Beijos. — disse se virando e tocando o interfone.
Fiquei tocando o interfone, mas não tinha ninguém em casa. Então sentei em cima da minha mala e tive que ficar esperando na calçada. Tinha passado meia-hora e minha mãe não tinha chegado ainda, o pior é que o porteiro não deixou eu entrar. Já havia se passado 40 minutos e nada da minha mãe chegar. Estava ouvindo uma musica no fone de ouvido até que vejo alguém se aproximar, achei que fosse um ladrão, mas era apenas um menino e uma menina. Eles pararam na minha frente e ficou me encarando.
– Oi — Disse me levantando. — Quem são vocês?
– Oi, sou a Carly e esse é meu amigo Freddie.
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