Garota Mimada
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Pov's Sam
S: O que está acontecendo aqui? Não podemos tirar os olhos das crianças por dez minutos que elas já fazem arte?
C: Sammyyyyyyyyyyy. — Ela estava feliz, muito feliz.
S: Caramba você já bebeu?
G: E não foi pouco. — Ele se levantou do sofá e Carly levantou também. — Essa maluca virou três garrafas de bebidas diferentes na boca e engoliu tudo de uma vez.
F: E você nem pra olhar ela!
G: Eu estava olhando. Eu que estava segurando a segunda garrafa. — Bati a mão na testa e balancei a cabeça em sinal de negação. Freddie apenas abaixou a cabeça.
F: Acho que eles não são crianças, são bem piores. — Concordei. — Gibby você sabe que se ela beber energético ela já fica zonza e animada.
G: Eu sei, foi mal.
S: E que beijo foi esse? Ainda bem que ela está bêbada, senão você já estava sem as mãos e sem a língua.
G: Ah claro, como se ela ligasse pra isso quando está sóbria. — Falou rindo.
S: Você não tem jeito.
G: O que eu posso fazer que eu encanto todas as gatinhas? — O que? Como assim todas? — Alias, tirando você. Senão agora eu com certeza estaria sem minhas mãos, sem a língua, sem o braço, as pernas e sem vida. Freddie com certeza teria me matado.
F: Gibby você já bebeu quantos copos?
G: Dois, mas foram água. Não estou bêbado, e já ouviu aquele ditado "O que foi dito bêbado, foi pensado sóbrio." então, eu penso exatamente assim.
F: Cala a boca e cuida da Carly, você que fez a arte de embebedar ela, agora vai ter que aguenta-la assim.
S: Concordo com o Freddie. Só por favor, eu não quero ser tia tão cedo. — Ele corou e deu um sorriso de lado, mas nem de longe o sorriso dele era igual de Freddie.
Decidimos pegar as bebidas e ir pro meio da pista. Tomara que o Gibby cuide bem da Carly, não quero nem pensar se ele á magoar, eu magoou o mini Gibby. Mas ele falou que não ia tirar os olhos dela e que a intenção dele era ficar com ela a festa toda. Só espero que ela não se arrependa depois que sair do transe alcoólico.
Estávamos dançando e conversando assuntos aleatórios. Até que um cara loiro, forte e bem maior que eu, se aproxima e começa a falar no meu ouvido.
X: Oi gata, quer dançar?
S: Já estou dançando. — Na verdade não estava mas não queria ir com ele pra lugar nenhum. Freddie estava do meu lado olhando fixamente pra ele.
X: Não quer ir para um lugar mais reservado?
F: Não ela não quer. — Ele pegou meu braço e me afastou dele.
S: Não sabia que era meu porta voz. — Falei ironicamente enquanto parava em uma escada.
F: Ah então você queria ir para um lugar mais reservado com ele?
S: Huum... Talvez. — Só falei pra provocar mesmo, gosto mais de morenos lindos com olhos castanhos e com um sorriso de lado que me deixa de pernas bambas.
F: Aé? Então volta lá e fala que você mudou de opinião.
S: Na verdade eu nem dei minha opinião ainda.
F: Ok, então fala que você decidiu agora.
S: Mas ainda não decidi.
F: Então decide logo. — Nem notei que estávamos nos aproximando.
S: Tudo bem estou indo. — Me aproximei mais dele.
F: Então vai. — Disse ele se aproximando mais, estávamos bem próximos, podia sentir sua respiração.
S: Já vou. — Sussurrei. Percebi que queria aquele beijo, nossos lábios estavam se tocando levemente e antes que algum de nós tomasse uma atitude ouvi uma voz fina gritar o nome de Freddie, fazendo nos separar imediatamente.
W: Freddinho, que coincidência. Não sabia que viria a festa do meu primo.
F: Oi Wendy, e eu nem sabia que você era primo do dono da festa.
W: Muita coincidência, e que coincidência boa. — Toma vaca ficou no vácuo. — Quem é a loira?
F: Ah, essa é a Sam.
W: Que fofa, achou ela no canil?
S: Não, achou no pasto, estava lá te procurando. — Dei um sorriso falso e recebi um mais falso ainda.
W: Não sabia que cadela falava.
S: Digo o mesmo para vacas. — Freddie riu. — Isso sim é muita coincidência.
W: Então Freddinho, sentiu minha falta nessas férias? Aposto que sim, aposto que sentiu mais falta dos meus beijos, da minha mão em sua nuca e da minha voz rouca sussurrando seu nome. — Ok, agora ela pediu pra apanhar. Freddie fez uma cara de confuso ao mesmo tempo assustado e pegou minha mão.
F: Olha Wendy, legal você ter voltado pra Seattle, mas agora preciso ir com a minha namorada. — O QUE????
W: Não sabia que estava namorando.
F: Pois é, não era pra saber. — Ele falou me puxando, eu já saquei a dele. — Mas como você...
W: VOCÊ NÃO PODE ESTAR NAMORANDO. — Ela gritou, se não fosse pelo som alto, as pessoas iriam perceber, mas elas estavam muito ocupadas curtindo o som e caindo bêbados. Ou até mesmo se agarrando com alguém. — Vocês nem se conhecem direito, Tasha me contou tudo.
S: Nossa então a fofoqueira está por fora do assunto, em? Agora se me dar licença eu e meu namorado vamos pegar algo pra beber. — Falei tentando ajuda-lo. Eu estava chateada pelo o que ela disse, mas não sei apenas quis ajuda-lo a sair do caminho dessa vaca.
W: Olha como você fala dela sua, sua...
S: Sua o que? — Ela apenas fez um "arg" com a garganta e saiu de perto da gente. Comecei a rir e Freddie me acompanhou. — Me deve essa.
F: Muito obrigado, sério. — Ele estava olhando para os lados, provavelmente vendo se o projeto de piriguete 2 estava por perto. — Ela não sai do meu pé, só fiquei com ela uma vez e foi normal e sem graça. Juro, eu só beijei ela e depois virei as costas e sai andando, o Gibby que me contou is...
S: Ei calma, não precisa dar explicações. — Ele pareceu mais intrigado. — Não temos nada e está na cara que ela não acreditou nessa história sua.
F: Minha? — Ele sorriu. — Jura que é só minha? Me lembro bem de você ter falado "meu namorado."
S: Só foi pra te ajudar.
F: Então de qualquer jeito você entrou. — Eu dei um soco de leve no seu ombro. Droga, ele estava certo.
Pegamos um pouco de bebida de um casal que tinha muitas. Quando fomos pegar um pouco de ar encontramos Carly e Gibby sentados na calçada conversando e se beijando. Eca! Eles viraram e nos chamou para se sentar com eles.
S: Carly até que enfim, eu estava ficando preocupada.
C: Só fiquei um pouco enjoada e o Gibby me trouxe aqui fora.
F: Não é melhor irmos embora? Já são 23:45.
C: Tanto faz.
S: Vamos sim, só tenho que pegar minha bolsa que eu acho que esqueci no banheiro.
C: Nossa cadê a minha? — Ela perguntou desesperada, estava com a cabeça no peito de Gibby e ele a abraçava. Tão fofos!
G: Esta comigo. — Awn que fofo, ela sorriu pra ele. Avisei que buscaria minha bolsa.
F: Vou com você. — Ele se levantou e me acompanhou.
Entrei no banheiro e ela estava lá. Ainda bem, como eu fui esquecer uma bolsa? Me digam? Como? Mas ainda bem que esse povo estavam bêbados de mais para notar alguma coisa, ainda mais se essa coisa estava no canto da pia.
S: Próxima festa eu e Freddie bebemos e vocês não ouviram? Ficamos observando vocês de longe para que nenhum dos dois fizessem strip teaser em cima da mesa.
C: Não tem mesa, mas tem chão. Boa ideia Sam. — Ela começou a subir o vestido.
S: Não. — Gritei.
C: Estou brincando. Spencer vai me matar. — Ela falou rindo, como se aquilo fosse muito engraçado. — Vamos embora, tenho uma bronca pra levar.
S: Vou ligar pro Mitchel, e vocês podem dormir na minha casa.
C: Eh! — Gritou.
G: Por mim. — Freddie concordou também.
Pov's Freddie
Assim que saímos da casa, ficamos esperando o táxi chegar. Como a música estava bem alta lá dentro, deu pra ouvi bem lá fora, Carly e Gibby dançavam loucamente uma música eletrônica. Sam estava sentada na sarjeta da calçada e eu também. Assim que o táxi chegou deu um pouco de trabalho colocar os dois dentro do carro, já que eles estavam se divertiam tanto que eles não queriam ir embora. Chegando na frente ao apartamento da Sam, descemos e entramos. Deu mais trabalho fazer os dois ficarem quietos, já eram mais de meia noite e boa parte do prédio estava dormindo. Assim que chegamos no andar da Sam, fomos caminhando até o apartamento de Sam. Carly estava quase dormindo, pois como já havia parado de beber fazia tempo, o sono tinha atacado. Já Gibby estava com seu braço sobre seus ombros e cantarolava uma musica totalmente sem sentido. Sam e eu nos divertíamos com a cena.
S: Finalmente chegamos. — Disse ela baixo e se jogando no sofá. — Será que minha mãe está em casa? Vou lá ver.
G: LA LA LA LA LA LA — Cantarolou.
F: Ok.
G: LA LA LA LA LA LA — Cantarolou novamente só que dessa vez mais alto.
S: Ah, manda esse moleque ficar quieto, porque se algum vizinho vim reclamar de barulho eu jogo ele pela sacada. — Disse ela indo em direção ao corredor.
F: Cara, cala a boca é sério está irritando.
C: Deixa ele, a vida é bela. Temos que contalarorar pra sermos felizes. — O QUE? A Carly endoidou.
F: Carly você também.
C: Eu também o que?
F: Fica quieta. — Ela murmurou "grosso" e depois se esticou no sofá. Gibby estava sentado na poltrona.
S: Pra variar minha mãe não esta em casa. — Falou entrando na sala — Mas ela deixou um bilhete. — Sam começou a ler....
"Filha fui pra casa para jantar com você, mas você não estava, estava na casa da Carly, certo? Enfim, recebi uma ligação de urgente do hospital e tive que voltar. Olha amanhã não se esquece que você tem aula as 7:30. Voltarei para almoçar com você.
Beijos, Mamãe"
F: Parece que você vai ficar sozinha.
S: Sozinha não, tem esses dois mortos jogados no sofá e tem você.
F: Aé, hoje vou ter que dormir na casa da minha namorada.
S: Desculpe te chatear, mas vai ter sim. — Ela riu e eu acompanhei. — Temos que levar esses mortos pro quarto.
F: Qual quarto eles vão dormir?
S: Tem o da Melanie e... — Ela se cortou. — Tem a sala de televisão lá em cima, onde fica os puffs. — Assenti. — Podemos colocar alguns colchões que esta no quarto da minha mãe e dormimos todos juntos lá, o que você acha?
F: Boa. — Ela sorriu, como eu gosto desse sorriso. — Vamos pegar os colchões e depois pegamos os entulhos. — Ela riu, também gosto de sua risada.
O irônico disso tudo é que o Gibby falou que iria ficar de olho essa noite, não ia deixar nenhum cara chegar na Sam. Mui amigo ele, além o loiro veio dois morenos, um ruivo e mais um loiro. Deu vontade de esmurrar a cara deles. Amanhã eu vou matar a minha vontade, fazendo isso na cara do Gibby. Depois que nos organizamos para dormir, Sam até deu um banho em Carly que estava vomitada e eu nem preciso falar que apenas joguei o Gibby no colchão que ele dividiria com a Carly, já que ele estava sem blusa e com um hálito de cachaça, vodka, whisky, e mais algumas outras que nem sei o nome. Apenas eu, Sam e Carly estava acordados, mas não demorou muito para ela pegar no sono já que Sam deu um remédio e um café bem amargo pra ela. Gibby nem tomou, ele deitou na cama e em menos de cinco segundos ele adormeceu. Eu e Sam estávamos assistindo um filme de terror, novidade, ela estava em meu peito enquanto eu mexia em seus cachos. Ela nem havia tomado banho também, com a dificuldade de cuidar de dois bêbados, nem tivemos tempo pra isso. Mas também nem importava, já que ela estava muito cheirosa e linda, como sempre. Em uma parte do filme que, confesso, fiquei com medo, Sam deu um pulo e se encolheu. Eu apenas a abracei, ela me olhou.
Seu olhar transmitia paz, tranquilidade, amor, desejo. Seus sorrisos transmitia tudo e mais um pouco. Ela por inteiro, nesse momento, transmitia brilho. Um brilho que eu nunca havia visto em nenhuma outra garota. Ela é tão linda, tão meiga e feroz ao mesmo tempo. Estava tão fascinado com a beleza dela que nem percebi que estávamos nos aproximando, e quando nossos lábios se tocaram, eu fechei o olho para aproveitar mais o momento e pude sentir que ela fez o mesmo. Nossos lábios se encaixavam perfeitamente, eu pedi passagem com a língua e ela logo permitiu. Nossas línguas dançavam na boca um do outro, uma dança bem sensual. Ela puxava meu cabelo e eu a apertava e fazia carinhos em suas costas e cintura. Isso estava me enlouquecendo, já havia ficado com muitas garotas antes, mas nenhuma delas me fez sentir o que estou sentido agora. O beijo estava ficando quente e o ar escasso. Droga de pulmão, por que você não poderia ter um armazenamento de ar maior. O beijo foi cessando com selinhos e assim que abri os olhos pude ver o brilho que estava naquele lindo olho azul. E a partir de agora sei o poder que essa garota tem sobre mim.
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