Garota Irresistível
3 Capítulo 3 - Surpresa:
Notas iniciais
Capítulo 3 – Surpresa:
Tentei evitar Tobias por duas semanas. Suas mensagens, ligações, mas na quinta-feira foi impossível ignorá-lo na frente da janela da minha casa.
Desci as escadas e abri a porta. Tobias estava com uma camiseta de manga curta branca e vestia uma bermuda verde-escuro.
Suspirei e segui o plano conforme Matthew tinha instruído.
̶ O que você quer?
̶ Eu vim saber porque você está assim comigo.
̶ Você não cansou, não? Não tem nenhuma garota fácil disposta a sair com o gostosão da escola?
̶ Tris...
̶ Beatrice, pra você.
̶ Quer parar com isso? Tá sendo infantil. Eu tô aqui porque eu gosto de você. – Ele passou a mão no meu rosto mas eu continuei firme, embora por dentro estivesse a ponto de chorar.
̶ Quantas você já enganou com esse papinho de amor verdadeiro? – Ele tirou a mão do meu rosto.
̶ Você é uma idiota! Eu cansei de fazer papel de bobo.
̶ Eu não sou uma idiota. Tobias. – O puxei pelo braço, o virando pra mim. Nós ficamos muito próximos. – Me desculpe, eu...eu fico nervosa quando, quando eu penso que você pode estar me usando.
̶ Eu nunca faria isso com você e se pensa que eu...
Interrompi o beijando. Segurei seu rosto com as minhas duas mãos. Nos separamos e encarei seus olhos escuros.
̶ Hmmm, pode continuar explicando a sua ideia.
Ele agarrou minha cintura e eu puxei ele para dentro. Ele pegou no meu cabelo e me pressionou contra a porta. Entre os beijos eu mordiscava sua boca e ele sorria.
Esbarramos no sofá e gargalhamos. Continuamos a nos beijar. Eu me separei ofegante.
̶ Hm, melhor você...você ir embora.
̶ Eu acabei de chegar. – Disse ele com um sorriso maroto me dando um selinho.
̶ Acho que não tem problema você ficar mais um pouquinho. – Nos beijamos novamente.
̶ Filha, tem alguém aí com você?
Derrubamos um vaso, por sorte de plástico.
Coloquei a mão na boca. E Tobias riu.
̶ Vai vai...
̶ Será que a sua mãe vai gostar de me conhecer desse jeito? – Perguntou ele sorrindo.
̶ Agora não é hora de você brincar, vai...sai daqui. – Disse o empurrando pra porta.
̶ Não sem antes ganhar mais um beijinho. – Chantageou ele.
Dei um selinho e ele fez beicinho.
̶ Isso nem é beijo de verdade. – O encarei irritada.
̶ Eu te dou um beijo de verdade, amanhã na escola. Agora sai Tobias.
Ele riu e saiu. Bati a porta e coloquei o vaso de volta no lugar.
Minha mãe chegou enxugando as mãos num pano de prato me encarando desconfiada. Eu dei de ombros e fingi que sabia o que estava acontecendo tanto quanto ela, subi as escadas correndo e escutei ela dizer ‘’Esses jovens de hoje em dia.’’
Recebi uma mensagem de um número desconhecido.
Vai no parque comigo?
Se eu soubesse quem você é, talvez eu iria =) – Respondi sorrindo porque tinha quase certeza de quem era.
Oh, desculpe. Que indelicadeza a minha, eu sou amigo do cara que você expulsou da sua casa há 5 minutos.
Hmm, então senhor bisbilhoteiro, poderia me dar uma dica de como você é? Eu posso ter visto você em algum lugar anteriormente. – Disse querendo brincar com ele.
Sou o capitão do time DHS. Tenho certeza que você me conhece bem.
O.K Que horas você quer ir no parque?
Às 8. Quer dizer se for um bom horário pra você.
Ótimo, nos encontramos na roda gigante?
Prefiro no carrossel, se não tiver problema.
Certo, até lá. XOXO – Tris
Até, Srta. Prior.
Sorri com a última mensagem, Tobias quase nunca me chamava assim. Talvez quisesse inovar. Fui me arrumar. Peguei uma calça jeans preta, uma regata branca e um casaquinho cinza. Calcei minhas sapatilhas e fiquei conversando com Susan até dar o horário.
Ela ficou toda feliz quando eu disse que ia no parque com Tobias. Diferente de Matthew e dos outros, Susan era uma boa amiga.
Quando faltava uma meia hora, desci as escadas com cuidado e saí sem chamar a atenção de ninguém.
Cheguei no parque e fiquei esperando onde ele tinha pedido.
Resolvi mandar uma mensagem.
Você vem? Estou no carrossel.
Não recebi nada mas 5 minutos depois alguém tampou meus olhos com as próprias mãos.
Apalpei as mãos de Tobias, ansiosa para vê-lo. Mas tinha algo errado. Suas mãos sempre foram quentes, e hoje estavam gélidas. As mãos destamparam minha visão.
Sorri radiante e me virei.
̶ Pensei que você não viria.
Soltei um grito quando vi Eric.
̶ O que foi, Tris? Você marcou comigo e agora vai me deixar sozinho?
̶ Não, você... – Ele fez uma careta de quem estava triste.
̶ Ah, eu ficaria muito decepcionado se você tivesse cometido um equívoco. Mandando mensagem pra uma pessoa, crendo ser outra. Devia perguntar o nome antes de conversar, é mais seguro. Dessa forma, você não corre o risco de acabar caindo numa fria.
Meus olhos estavam brilhando com as lágrimas insistentes em sair. De repente toda a gritaria, crianças se divertindo, pipoqueiros convidando pessoas, não eram captados por mim. Eu só via de relance Eric mexer a boca e saía algum som dele mas não era coerente. Me afastei dele e quase caí.
̶ Oh céus! Você está ficando pálida, precisa de um médico.
Ele agarrou meu braço mas eu me debati.
̶ Não! Me solta!
Ele pressionou meu corpo contra o dele.
̶ Eu sou apaixonado por você desde os 11 anos, sabia? Mas você sempre preferiu o Eaton. Aposto...eu tenho certeza...era ele que você pensou que viria?
̶ Você sempre me odiou! Fazia de tudo para eu me machucar nos lugares, para rirem de mim! Que brincadeira idiota! Agora, me larga Eric.
̶ Eu vou soltar você, mas antes vamos conversar, talvez alguns beijos, quem sabe algo mais? – Sussurrou ele no meu ouvido. Tentei afastar meu corpo do dele. Eu o repugnava. Tinha horror a ele. Ele começou a apertar meu braço e torcê-lo.
̶ Me solta! Eric, você está me machucando! Me larga agora!
̶ Ah Tris, por favor. Por que está sendo tão chata?
Escutei uma voz familiar e sorri.
̶ Você é surdo? Ela disse para soltá-la.
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