Galhos Secos

2 Tentando Subir


Notas iniciais
O que fazer quando se é uma criança, sozinha, perdida na floresta?

Encontrei um laguinho circundado por pedras. O tempo não estava propicio a um nado ao ar livre, mas me sentia imunda e acreditava que banhos em lagos passariam a ser um hábito.

Sentei-me em uma pedra maior, descalcei meus sapatos que estavam lamacentos graças à fuga e deixei- os perto da margem do lago, depois desabotoei meu casaco vermelho e pendurei-o em um galho da árvore mais próxima e assim comecei a desfazer os laços e a desabotoar meu vestido e assim fazia com as outras camadas de roupas até que havia apenas minha pele. Encostei a ponta do dedão do pé na água e senti um arrepio subir-me por inteira. Pulei.

No início meus dentes batiam e meu corpo inteiro tremia, mas tinha que me acostumar e aos poucos fui esquecendo o frio, tentando focar meu pensamento nos planos que precisava fazer.

A primeira coisa a ser feita era arrumar um lugar onde eu poderia dormir sem pensar em animais perigosos ou em exploradores perdidos. Poderia arrumar algum galho suficientemente alto para me manter segura e durante o dia ir construindo uma cabana que me abrigasse e escondesse de perigos exteriores.

Mas se eu dormisse em um galho poderia cair e me machucar e a ultima coisa de que preciso é de um ferimento.

E se eu encontrasse uma caverna?

Não. Já havia andado boa parte da floresta e não havia visto nada que ao menos se parecesse com uma e mesmo se encontrasse, não poderia arriscar encontrar com algum urso gigante e feroz, estava muito desprotegida.

Eu não tinha a menor ideia do que iria fazer. Nunca havia passado por nada igual e o pouco que sabia vinha de livros quem em sua maioria eram fictícios.

Depois de limpar qualquer mancha de sujeira do meu corpo e me livrar das folhas agarradas em meu cabelo saí da água, vesti minha roupa e tirei o excesso de barro de meus sapatos para depois calça-los novamente.

O lugar onde estava não era muito deferente do resto da floresta: um lago, chão coberto de folhas secas e árvores, árvores e mais árvores.

Achei melhor me manter perto do lago para não correr risco de me perder e não encontrar outra fonte de água. Comecei a tatear o chão e os troncos a procura de alguma coisa oca ou mais funda onde eu pudesse dormir ao menos camuflada. Mas não achei nada.

Então vi uma árvore que possuía os primeiros galhos ao nível de minha barriga e depois se contorciam para cima.

Consegui escala-los com facilidade e vi que os próximos galhos formavam uma espécie de escada o que facilitou minha escalada.

A árvore não possuía folhas, apenas fartos ramos nas extremidades dos longos galhos formando um “manto” sobre o esqueleto de seu “corpo”, assim, consegui subir agarrada ao tronco. Sentia uma mistura de ansiedade e felicidade. Nunca havia subido em uma árvore e nem em coisa nenhuma.

Agora me sentia forte e capaz, não via a hora de poder chegar ao topo para vislumbrar minha escalada.


Notas finais
Continuem lendo! Sou muito crítica com minhas obras, mas realmente acho que vale a pena continuar acompanhando Diana.