Notas iniciais
People, o meu pc estragou!! Então eu estou sem escrever por um tempo, mas essa semana o levo para consertar,ok?
Apenas n me deixem! Espero que tenham paciencia, mas ao menos posso lhes garantir que esse tempo tem me rendido para conferir o que tinha pensado para a história.
Ainda tem muita coisa pra acontecer!!
Então não reparem o capítulo sem graça, mas é uma passagem necessária
Vejo vcs logo alí

Helena se casou com Duarte, um homem frio que vivia de cara fechada.

Ela apenas descreve sua noite de núpcias como a noite em que lhe roubaram a coisa da qual nem sabia que era possível de se roubar: seu corpo. Suas anotações pararam depois disso, e voltaram apenas quando perdeu seu primeiro filho. Ela tinha quatorze.

O curandeiro disse que seu corpo era frágil demais para carregar uma criança e recomendou comer muita carne de veado, todos os dias, e ainda passar mais tempo na igreja, para evitar que demônios se apoderassem de sua fraqueza. Duarte nada dizia, nem olhava para sua esposa. Nunca o fez.

Mas agora que perdeu seu filho, parecia que o homem nem se importava mais com Helena, como se nem reconhecesse sua presença, o que a fez se sentir uma imprestável. Falhou na única coisa da qual lhe exigiram. Era fraca.

A garota se mantinha calada, fora assim que aprendera. Homens são sábios e não gostam de ser questionados.

Sempre que visitava a igreja, ouvia que sua espécie – mulheres, em geral — só causava problema, que sujava o mundo com os seus pecados. A mulher é o desejo. A mulher é a encarnação dos anseios carnais.

Para tentar se redimir, tinha se mantido pura e casta para seu marido, mas agora via que não servia para este papel. Ela era defeituosa. Era o pecado encarnado e não havia perdão para seres como ela.

Eu ouvira essas histórias também, mas só agora entendia o peso daquelas palavras. Olhei para minhas mãos e me questionei se era certo que fosse tratada como algum tipo de demônio. Seria eu, apenas por ter nascido mulher, mais pecadora do que um homem que já matou? Como é possível criar uma percepção tão concretizada sobre algum gênero deixando de lado qualquer individualismo? Só porque temos características semelhantes somos iguais?

Mas Duarte continuou a usar Helena como esposa todas as noites, mesmo sabendo de que não era capaz de lhe dar um filho.

Certo dia, durante o jantar, seu esposo quebrou o silêncio rotineiro e lhe informou, sem ao menos olhar para ela, que iria viajar para resolver alguns assuntos seus.

E assim, ele se foi.

Notas finais
Então agora só me resta agradacer pelos comentários e pedir que me esperem.
Tb quero aproveitatr para brigar com aqueles de quem eu leio as fics, mas que n postam!!! Gente, eu preciso ler meus amores!
kkkk
Huum, se quiserem podem me mandar mps(adoro conversar).
Bjs a todos vcs!
Depois eu volto :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.