Galhos Secos

9 A Vida de Um Outro Alguém


Notas iniciais
Como lhes avisei esse cap. demorou + um pouco pra sair, mas quero agradecer muuuito a colaboração de Cristina Abreu, que aceitou revisar meus rascunhos antes de postá-los.
Obrigada.

Acordei, e em seguida, lavei meu rosto, comi meu café da manhã e saí para fazer minhas tarefas diárias, apressando tudo o que podia. Lavei-me e voltei para casa assim que terminei tudo.

Peguei a caixa e me sentei à mesa. Abri-a e retirei as pilhas de cartas, anotações e as fotos que já tinha visto no dia anterior. No fundo, encontrei um pequeno saco de veludo azul, amarrado por uma corda de couro enlaçada com um fio dourado muito bonito e brilhante. Dentro do embrulho havia um colar prateado com um medalhão oval da mesma cor. O medalhão possuía uma abertura e tentei abri-lo, mas parecia antigo e enferrujado. Assim, demorou a ceder. No seu interior havia duas fotos gastas e amareladas pelo tempo. Eram muito pequenas, porém, eu conseguia ver que na primeira figura estava uma mulher, que acreditei ser a mesma da outra foto, segurando um bebê em seus braços.

E, na outra, um homem. Seu rosto me era agradável: olhos gentis e queixo bem definido. Seu cabelo caía em ondas até a altura de seu ombro. E pelo que estava à mostra de seu traje poderia se dizer que se tratava de uma pessoa rica.

Recoloquei o medalhão no saco aveludado e o amarrei novamente.

Dentro da caixa só continha mais uma coisa: outra caixa, mas essa era achatada e preta, e não possuía tranca. Abri-a com cuidado. Primeiro pensei foi que fossem estrelas, depois percebi que se tratava de outro colar. As peças eram tão delicadas e finas que poderiam ter sido fabricadas por fadas. O colar possuía apenas seis pedrinhas verdes, presas a uma fina corrente prata e ligadas em formato de pirâmide ao contrário.

Toquei com cuidado o objeto, e fantasiei. Sobre a mulher quem o possuiu, os bailes que havia de ter comparecido. O colar fazia com que quem o carregasse, parecesse uma estrela.

Não ousei tirá-lo da caixa, pois minhas mãos pareciam muito brutas para que segurassem sem estragar a joia tão delicada, então depois de algum tempo ainda observando o colar, fechei a caixa achatada e fui recolocando este e todos os outros objetos de volta, parando em cada um, tentando absorver cada detalhe e deixando apenas as anotações para fora, para que eu as lesse depois.

Já havia deixado qualquer sentimento de culpa para trás. Agora estava ansiosa para saber mais sobre as histórias que meu pequeno furto guardava.

Assim que fechei a caixa, a coloquei na prateleira perto de minha “cama” – nesse período de minha vida na floresta, minha casa já estava muito bem equipada e sempre que eu podia, aprimorava e acrescentava novas bugigangas e apetrechos, deixando meu pequeno lar cada vez mais confortável.

Peguei o bolo de folhas escritas, me sentando ao lado da janela, tentava aproveitar o restante da luz do dia.

E comecei a ler.

Notas finais
Unhas roidas: Valeu a pena esperar??
Comentem por favor! Preciso de críticas kkk