Galaxy Supernova

1 Capítulo único - O amor de duas estrelas


Notas iniciais
Gente, essa fic foi escrita por mim num momento brisa, 4h da manhã, após ler o desafio do ONS sobre criar fics impossíveis.Se você está lendo isso, ou é do ONS ou é minha irmã. Ou é alguma amiga que eu mandei para ver minha brisa huhuhu.Na foto da fic, tem a Risa e o Otani, de LoveCom por motivos de: Rígel é bem maior que Sírius huhuh xD

Difícil e improvável. Essa era uma ótima definição para os sentimentos que corriam dentro do corpo celeste de Sírius. E o pior era que ele nem sequer conhecia a outra estrela, só sabia que se chamava Rígel e que era milhões de vezes maior que ele. E que pertencia à constelação vizinha, a de Orion, ou seja: Impossível qualquer forma de contato.

Sírius, sendo a estrela mais brilhosa de sua constelação, Cão Maior, era muito popular entre as outras estrelas-fêmeas. Na galáxia, astros só estavam permitidos de se relacionarem com outros astros de suas constelações. Alguém de Lepus não poderia se relacionar com alguém de Monoceros, mesmo que fossem constelações vizinhas, já que estrelas só podem transitar em suas respectivas constelações. Mas Sírius, mesmo com toda sua popularidade, não se interessava em ninguém, nem mesmo na fêmea mais popular, Mirzam. Ele só tinha olhos para aquela bonita e sorridente estrela que o observava, longinquamente, de sua constelação... Oh, Rígel, sua tão doce Rígel...

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Tempos difíceis. Assumir o comando da guia da caçada, se tornar a cabeça de sua constelação... Isso era demais para Rígel, uma gigante jovem, que como se tornou a mais brilhante de Orion, passaria a ser a sucessora, a que influenciaria os seguidores do caçador que foi morto e transformado naquela constelação.

Rígel não aguentava a pressão. Não podia mais suportar. Pensava em desistir toda noite, até que um dia, observando o horizonte, viu uma pequena, porém muito brilhosa, com um brilho tão forte que nunca antes havia visto, e muito sorridente estrela. Só de olhar para ele, Rígel se sentia bem. E todas as noites passava a observá-lo, o que a incentivava a continuar. Passou a amá-lo, e só então descobriu que o nome do seu amor era Sírius.

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Um amor correspondido, porém desconhecido por ambos os lados, o máximo que podiam fazer era se olhar e se amar em segredo com suas mentes, porém nunca se encontrar ou falar. Isso matava ambos, até que um dia, em uma expedição conhecida mais tarde como Apolo 11, a radiação liberada por um foguete espacial terrestre fez com que criasse fios invisíveis que ligavam constelações às outras. Fios finíssimos, que no máximo, quem os usasse para comunicação, conseguiria ouvir vozes baixas da outra ponta.

Por coincidência, ou ajuda do destino, Rígel acabou pegando um, enquanto limpava a poeira espacial de sua residência, e Sírius segurou a outra ponta, quando esta lhe deu uma chicotada. Sírius ouviu uma voz, e chamou-a, logo descobrindo que era sua amada. A partir daí, passaram a se falar todos os dias, forçando-se a conseguir ouvir a voz baixa que era transmitida pelos pequenos fios de radiação na imensidão do espaço.

Foram trocadas tantas juras de amor e tantas conversas, que um já não sabia mais viver sem conversar com o outro. Só se viam à distância, mas se amavam mesmo assim. Rígel recusou-se casar com o Betelgeuse, seu prometido, e Sírius recusou-se a casar com Mirzam, sua prometida.

Para eles, eles estavam prometidos um para o outro, nem que fosse além dessa vida.

Mais de mil anos se passaram, não anos terrestres, bem menos, com certeza, mas anos estelares. Rígel e Sírius conversavam todos os dias, sem exceção, até que um dia, Rígel, mais velha que Sírius, notou que logo iria explodir.

A fase final de uma estrela: Supernova. Ela iria explodir para dar início à vida de outras estrelas com sua poeira cósmica. Sírius não aguentaria viver sozinho até que chegasse sua hora, então, enrolou-se até onde era possível no fio de radiação que os ligava, e esperou até o “Adeus” de sua amada. Quando ouviu o primeiro sinal da explosão, esquentou o máximo que pôde o seu corpo, e quando menos percebeu, também entrara em uma explosão.

De repente, algo aconteceu. O resto de vida que tinha em Sírius e o resto de vida que tinha em Rígel se viram sendo puxadas uma à outra, formando uma só Supernova, fora de qualquer constelação, criando duas estrelas livres, com mais três estrelinhas.

Para quem disse que só há água na Terra, você nunca viu uma estrela chorando. Rígel se viu perto de seu amado pela primeira vez, e agora com filhos, e desabou em lágrimas. Esse era um bom recomeço. Essa sim era uma boa vida. Agora eles seriam felizes.

Agora tudo valeria a pena.

Notas finais
Confesso que sempre shippei Rígel e Sírius com minha amiga Melina, desculpa mãe, desculpa vida, por shippar estrelas huhuhuNão espero que tenham gostado, era pra ser brisa mesmo, mas seria legal se alguém gostasse jiajiajaija bjajbajbjabso long, and thanks for all the fish aehoo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!