Galaxy Edge
8 Stay away
Notas iniciais
— Vou te mandar direto para o inferno, babaca.
— Quero ver você tent...
Logan foi interrompido por um soco de Luke em sua direção.
— Filho da puta! – disse Logan com as mãos no rosto, que sangrava muito. Seu olho estava roxo e inchado – Você não sabe com quem está se metendo, desgraçado.
Logan direcionou um soco em direção ao nariz de Luke, que fez um estralo no mesmo instante.
— Eu mandei você se afastar – o tom de voz de Luke era calmo e ao mesmo tempo, cheio de raiva. Ele nem sequer prestou atenção no nariz sangrando.
Nesse momento, Logan começou a gargalhar, como se Luke fosse uma grande piada. Sua risada era alta e grossa, mas Luke pareceu não se importar, pois ele mantinha o mesmo olhar indiferente.
— Tenho pena de você, Luke – Logan parou de rir repentinamente, e seu rosto tomou uma expressão séria – Posso acabar com a sua vida em questão de segundos.
— Acho que você esta querendo apanhar mais.
Luke deu alguns passos em direção à Logan, mas eu o puxei de volta.
— Luke, vamos sair daqui ok?
— Sua namoradinha tem razão, melhor você ir embor...
— Segure sua língua e me ouça, filho da puta – Olhei sério para Logan – Você vai ficar longe de mim, entendeu? Se você chegar perto de mim novamente, eu mesma acabo com você.
Puxei Luke pela mão fazendo o caminho de volta para o Thought’s Road. Quando olhei para trás para ver se Logan estava seguindo a gente ou algo do tipo, ele não estava mais lá. Simplesmente desapareceu.
Assim que olhei para Luke vi ele sorrindo.
— Que que foi, idiota?
— Posso apanhar mais vezes por você, boneca – Seus olhos se direcionaram às nossas mãos entrelaçadas e ele sorriu mais uma vez.
Soltei rapidamente sua mão, corando no mesmo instante. Droga.
Entrei em passos rápidos no Thought’s Road e comecei a mexer nas estantes.
— O que você esta procurando, Miranda?
— Olha seu nariz – disse quase não conseguindo prender o riso. Ele havia esquecido completamente do nariz sangrando – Tem alguma caixa de primeiro socorros ou algo assim por aqui?
Luke foi em direção a um armário ao seu lado e pegou uma caixinha pequena dali.
— Vai ser minha enfermeira, boneca?
— Cala a boca e senta aí – Empurrei ele numa cadeira e peguei a caixinha – Fica quieto que eu vou limpar seu rosto, okay?
— Okay. Eu fico quieto, mas você pode ir falando sobre esse Logan.
Ergui uma sobrancelha pra ele, que ergueu uma também, me imitando. Rimos por um segundo e eu sentei ao seu lado. Luke não é de todo o mal. Pode não ser a melhor pessoa do mundo, mas me parece “confiável”.
— Conheci Logan antes de vir morar pra cá, nós namorávamos nessa época – comecei explicando enquanto limpava seu rosto – Enfim, ele costumava ser um traficante, mas acabou parando com isso porque estavam atrás dele. Porém, ele ainda tem seus ‘contatos’, por isso o papo de “Posso acabar com a sua vida”. Ele pode, Luke. Por isso vou te pedir que fique longe dele, okay?
— Eu não posso te prometer nada, boneca – ele ergueu sua boca num pequeno sorriso – Mas, o que ele te fez?
— Bom, mesmo com todos os problemas que ele causava, ele era uma boa pessoa – expliquei enquanto fazia um curativo no corte em seu nariz – Sabia que ele bancou o apartamento onde eu moro?
— Posso te bancar uma pizza. Bem melhor.
—Idiota – disse enquanto ria – Você quer saber o porquê terminamos, não é? – Luke afirmou em um movimento com a cabeça – Então, ele tentou... ahn... sabe... forçar.
Ainda lembro daquela noite. Eu disse “não” para o Logan, e ele não aceitou. Ele tentou me forçar, mas o chutei e o mandei ficar longe de mim. Eu ainda sou virgem, mas Luke não precisa saber.
— Aquele filho da puta tentou te estuprar?! – Luke se levantou num pulo derrubando a mesa em sua frente – Eu vou matar ele.
— Luke! Calma! – eu tentava fazê-lo sentar – Por favor, me escuta. Eu odeio ele, ok? Mas isso não tem nada com você. Então senta aí e acalma a franga.
Luke respirou fundo, murmurou um “desgraçado” e se sentou.
— Olha, eu não quero mais falar sobre isso, ok? – Luke assentiu, ainda inquieto – Você ainda não me contou como encontrou esse lugar.
— Eu costumava vir aqui quando era criança, esse lugar era do meu tio – ele se ajeitou na cadeira e me observou fazer o curativo – Era um lugar pra ele ficar com a família, por isso que tem de tudo aqui.
— Por que ele não usa mais esse lugar?
— Quando ele se separou da minha tia, queria demolir tudo. E esse lugar era a minha casa, sabe? Então pedi que ele me desse o Thought’s Road.
— Ah, entendi.
Olhei o rosto de Luke, procurando mais algum corte, quando olhei um em sua boca. Ele me observava, mas eu não conseguia desprender os olhos de sua boca. Mordi meus lábios e levantei da cadeira.
— Você precisa parar com isso, Miranda.
— Parar com o que?
— Com essa provocação. Vai ter uma hora que você não vai mais aguentar, muito menos eu.
Virei de costas para Luke, e fitei o chão.
Senti ele colocar as mãos em meus ombros e passar os dedos pelos meus braços até minhas mãos. Então, Luke me virou de frente pra ele.
Ele aproximou seu rosto do meu, até que eu sentir sua respiração. Beijou o canto da minha boca, e então... eu virei o rosto.
Luke pareceu desapontado.
— Sabe por que eu continuo indo e vindo na sua vida, Miranda? – ele foi se afastando de mim enquanto falava — Porque parece que não consigo te deixar partir, mas parece que não consigo te manter por perto também.
Fale com o autor