Galaxy Edge

18 Full of Luke


Notas iniciais
O capítulo novo não demorou tanto assim pra sair dessa vez, certo? ♥ hahaha

— Quero mais que isso, boneca – ele disse num tom quase inaudível – Quero tirar cada mísero pedacinho da sua inocência.

Luke aproximou seu rosto da minha orelha, depositando um pequeno beijo no lóbulo. E eu, fechei meus olhos. Mas ao invés de criar devaneios loucos sobre o que eu deixaria Luke fazer comigo, eu criei devaneios sobre o que eu não queria deixá-lo fazer. E tirar a minha virgindade tão cedo assim era uma delas. Ele não merecia isso.

Em seguida, eu o afastei de meu corpo e o olhei seriamente.

— Mas isso não será hoje – eu tinha a voz baixa – Por ora, eu quero só uma dose de álcool.

Meu coração batia forte agora, porém não mais de adrenalina misturada com prazer. Agora era um batimento baseado em dúvida.

Fui até a cozinha com fins de procurar alguma das garrafas de Luke, quando o senti me seguindo, visivelmente frustrado com o que tinha acabado de acontecer.

— Não bata o pé tão forte no chão, Luke – falei enquanto pegava uma garrafa de cachaça no armário e enchia dois copos com a bebida – Irá acordar os vizinhos.

Arrastei um dos copos em sua direção por cima do balcão; e ele, sem dizer uma palavra, bebeu tudo num gole só.

Enquanto eu me encostava na parede, tentando manter a calma, observei Luke. Ele estava quieto demais, respirava fundo e não me encarava.

— Eaí, vai parar de fazer biquinho? – tomei um pequeno gole da bebida e revirei os olhos – Você não é nenhum pirralhinho, Luke.

Ele se sentou na cadeira e apoiou os cotovelos no balcão. Então, passou uma das mãos pela nuca e me levantou o rosto pra mim, com o queixo fervendo em orgulho.

Seus olhos me engoliam sem dó nem piedade.

— Você gosta de jogar, não é mesmo, boneca? – ele falava como se estivesse fazendo força para se controlar – Você adora me ver desmoronar.

A ironia nessa situação chegava a ser engraçada. Mal sabia ele que precisava de muito pouco para me fazer ceder.

— Não pense que eu não sei apreciar isso, Miranda – ele brincava com o copo na sua mão enquanto sorria abertamente para mim – Mas quando eu quero, eu consigo. É só questão de tempo.

Sentia na vibração de sua voz uma carga enorme de provocação.

— Não dessa vez, amorzinho – falei.

E eu tinha que admitir que gostava disso. Suas provocações eram das melhores.

— Você pode até pensar que está no controle, Miranda. Só não se iluda muito – agora ele parecia menos sombrio, e mais calmo, talvez até alegrinho- Não se esqueça que eu estou um passo a frente. Eu sei admitir.

— Como assim? Admitir o que?

— Admitir que eu te quero, oras.

Suas palavras me atingiram como um soco no estômago. Eu já sabia disso, ele não precisava me afirmar, suas ações já me demonstravam. Só que ouvir tal fato era perturbador, de um jeito bom, mas perturbador.

— E por que isso seria uma vantagem para você? – minha curiosidade simplesmente saía pelos meus lábios.

— Não é óbvio? – Luke se levantou da cadeira e caminhou até a janela, onde pegou uma carteira de cigarros que estava ali – Você me quer tanto quanto eu te quero, a diferença é que você não admite. Você é orgulhosa demais para admitir, e isso faz com que você esteja na palma da minha mão.

Ele puxou um cigarro e o acendeu enquanto abria a janela em sua frente, revelando o dia nublado lá fora que eu não tinha dado a mínima atenção alguns minutos atrás.

— Não me leve a mal, boneca – ele sorria entre uma tragada e outra – Nunca vou te obrigar a nada, muito menos te machucar. Porém, se você vai tentar jogar comigo, eu vou retribuir a jogada.

Sua voz agora tinha uma grande carga de diversão. Luke não parecia mais frustrado por eu, sei lá, ter “cortado o momento” no seu quarto.

— Você parece ter uma facilidade tremenda para esquecer as coisas – falei enquanto deixava meu copo na pia.

Ele se virou de frente para mim e gargalhou alto.

— Tem certeza que sou eu, Miranda?

Olhei-o confusa, esperando que me explicasse, mas ele só mordeu seu lábio me olhando de baixo a cima.

Ele estava me seduzind...?

— Caralho, Luke! – eu havia me esquecido completamente que estava só de calcinha e sutiã – Por que não me falou nada?! Seu idiota!

Ele gargalhava tão alto do meu desespero em correr de volta para o seu quarto pra procurar a camiseta que eu estava usando, que foi impossível não rir junto.

— E me privar dessa visão? – ele falava pausadamente entre seus risos – Nem fudendo!

Já vestida, fui até perto dele, parando ao seu lado na janela. No mesmo momento ele parou de rir e fez carinha de cachorro pidão.

— Estava tão bom daquele jeito... – dizia ele num biquinho.

Luke apagava o cigarro no peito da janela enquanto eu ainda ria da situação.

— Enfim, ta pronta já? – perguntou se dirigindo até a porta.

—Pronta pra que?

— Pra eu te levar pra casa, oras – ele abriu um sorriso sincero- Ou já se esqueceu que o seu irmão caçula está esperando por você?

~~~**~~~**~~~

Assim que abri a porta de casa, lembrei que não tinha checado meu hálito. Devia estar cheirando a álcool. Porra.

— Demorou pra chegar hein, mana?

— É que a noite não foi bem como o esperado – falei me lembrando do pequeno incidente com o Nathan que me levou a passar a noite com Luke – Nada com o que se preocupar.

Thomas aparentemente dormiu no sofá, porque estava cheio de cobertas nele. Além de muitos pacotes vazios de salgadinhos no chão, tinha muitos videogames espalhados pela sala.

— Mas parece que alguém teve a noite bem agitada, não é mesmo?

— É que a Maeve dormiu aqui. Ficamos jogando games até tarde – passei por Thomas, indo até o banheiro – Mas pode deixar que eu vou arrumar tudo.

Chegando no banheiro, me despi da camiseta de Luke e entrei no Box. O melhor que eu poderia ter naquele momento era um banho.

Com a água quente escorrendo pela minha pele, meus pensamentos se tornaram cheios de novo. Cheios de Luke.

Notas finais
Comentem o que estão achando, ajuda muito!