Galaxia Mortal

1 A Vida Normal de Uma Garota Normal


Notas iniciais
essa é a minha primeira historia espero que gostem

Minha vida nunca foi um conto de fadas, nunca foi aquelas maravilhas de vida que aparecem na maioria dos filmes e livros, mas se você abriu esse livro você quer saber do que aconteceu comigo, então sente-se que eu vou te contar, bom, começou quando eu tinha quatorze anos,eu tinha uma vida comum eu era uma garota com alguns amigos, um amor e um pesadelo em forma de gente acho que todo mundo tem isso,né? Mas um dia tudo ficou pior e eu ainda me lembro desse dia como se fosse ontem.

Acordei naquela manha e quis não ser eu. No dia anterior eu tive o pior dia do mundo, mas não foi minha culpa e sim da Mari Onocki primeiro ela destruiu meu trabalho de historia jogando refrigerante nele, segundo confirmei que o garoto que eu gosto Jack não sabe que existo e ainda por cima quebrei minha bicicleta quando Mari acidentalmente passou com seu carro quase todo em cima de mim felizmente eu me salvei retirando apenas um grande corte na minha mão esquerda mas minha bicicleta não deu tanta sorte.

Levantei e fui para o banheiro rezando que a água fria parasse com a minha dor de cabeça mas não ajudou nada apenas piorou, da sala minha mãe começou a gritar para eu ir comer mas eu não a ouvi. Sai do banho,me vesti com meu velho jeans e minha regata branca favorita e sai para esfriar a cabeça.

Enquanto andava escutei meu celular tocar.

– Alo.

– Ai não esse tom de voz de novo não. O que aconteceu baixinha? — Disse Sam, meu melhor amigo, pelo telefone com sua voz gozadora que sempre faz para tentar me animar.

– Oi, você sabe tudo que aconteceu ontem....

– Ah, sei. Você esta bem? — Ele perguntou tirando o sorriso da voz.

– Foi o pior dia da minha vida, mas vou sobreviver.

– Que tal um cheseburguer com bastante molho. Fica melhor assim?

Dei um pequeno sorriso poucas pessoas conseguem me fazer sorrir e respondo:

– Acho que não, não ganhei mesada nesse mês.

– Mas eu sim. Vamos vai ser legal.

– Ok, eu vou pensar mas temos que fazer o trabalho da professora Marks, lembra? – Infelizmente aquela mulher perversa que me odiava era amiga da minha mãe e tudo que eu fazia ela dizia que estava pessimo e me humilhava na frente da sala.

– Verdade, odeio matemática, mas deixa isso para amanha — Sam insistiu.

– Ok, te ligo depois. Ate logo Sam.

– Ate hoje as quatro e meia no shopping, baixinha.

Desliguei o celular depois de alguns minutos andando cheguei na casa de Ro minha melhor amiga percebi que sua família já havia comido pois me lembro que estavam tirando os pratos da mesa. Ro olhou para mim assustada tirando a franja de seus grandes olhos negros praguejou.

– Brigaram de novo, Meli? — perguntou ela

Na verdade meu nome é Melissa. Ro é a única pessoa que me chama assim sem eu me zangar.Nós nos conhecemos em uma semana péssima eu estava com a garganta inflamada e não parava de tossir então quando fui dizer meu nome não consegui terminá-lo mas de qualquer forma o apelido pegou.

– Não, nem falei com ela hoje — digo.

– Deveriam conversar

– Não sei, eu não estou muito bem para conversar hoje

– Então por que esta conversando comigo?

Abri a boca para tentar responder mas não consegui, olhei para ela e começamos a rir que nem loucas. Olhei para a cozinha, sorri e acenei para a mãe e para o pai de Ro e para seus irmãos — Rita, Isaac e Steve seu irmão mais novo que pelo Ro tinha falado antes tem uma queda por mim.

Fomos para o quarto de Ro,ele é um dos locais que mais adoro ficar.É cheio de posters de nossos filmes preferidos, da banda que Ro é fanática e fotos de nos duas fazendo poses e caretas ridículas em frente a espelhos, é o único lugar do mundo que eu consigo ser eu mesma.

Fiquei na casa de Ro ate ela ter a ideia de irmos ao shopping pois ela quer ver uma tal loja de cupcakes que tinha aberto então nós fomos. Mas quando chegamos levei um susto na minha frente estava a minha mãe choramingando no celular com alguém que parecia ser da policia, virei e tentei sair daqui como se nunca estivesse ali, rezando para que minha mãe não tivesse me visto,mas então ela se virou e deu um grito agudo.

– Aleluia eu te achei bebezinho -disse ela correndo em minha direção,ela me abraçou — oh, queridinha onde você estava? Eu fiquei tão preocupada,pensei que você poderia estar em perigo — fiz uma cara de espanto que tipo de perigo eu poderia correr? O único perigo que eu sofri nos meus quatorze anos de vida era ter uma espinha super gigante na testa e acho que isso não se encaixa muito no quesito ¨ perigo ¨.

– Eu estou bem mãe so dei uma passada na casa da Ro e......

Ela se virou e olhou para Ro como se ela podesse frita-la com o olhar.

– Roberta Enbrost, posso saber por que nem a senhorita nem seus pais me ligaram para dizer que esta garotinha estava na sua casa? Eu estava preocupada! Sabe que horas são?

Olhei para o relógio e quase morri de susto, eram 14:20, eu sai de casa as 7 horas, acho que já sei porque ela esta meio brava. Olhei para os lados e tomei mais um susto perto de uma lanchonete vi o terror da minha vida, Mari, me olhando com suas AMIGAS CLONES apontando para mim e rindo. Eu tentei me livrar do abraço mas não consegui, olhei para frente e percebi que todos estavam me olhando,eu acho que estava ficando vermelha, pois no meio de um local publico minha mãe esta me chamando de nomes constrangedores enquanto todos, inclusive Mari e as suas clones, estavam me vendo e rindo de mim. Eu sei que não deveria mas eu me importo muito com o que as pessoas pensam sobre mim e agora todo mundo quem me conhece e quem não me conhece esta tirando saro de mim.

– Mãe por favor pare com isso, eu apenas queria sair um pouco só esqueci de te falar aonde ia ok eu devia ter falado mas não estava muito bem para...

– Se não estava bem então por que saiu mocinha? Você deveria ter ficado em casa eu iria fazer um mingauzinho e você dormiria um pouco mais, isso seria muito melhor para você nenê.

Olhei pelo canto dos olhos e percebi Mari e suas clones rindo sem parar e tinha algo nas mãos da Mari, um celular. Ela estava filmando toda aquela cena ridícula e aposto que aquele vídeo iria parar na internet para todo mundo ver. Fiquei furiosa, por que tudo da errado para mim?Se minha mãe não esta gritando comigo esta me chamando de nomes constrangedor e normalmente eu me chama assim no meio de locais públicos e fala isso bem alto que acho que o planeta vizinho a ouve.

– Para de me cortar, eu estou tentando falar será que você consegue ver que não há só você e eu aqui? Tem mais gente aqui e você fica me chamando desses nomes ridículos não da para agüentar mais você — Eu a empurrei para longe de mim não queria ela perto de mim. Nos seus olhos bicolores vi uma lagrima saindo ate queria parar de falar assim com ela, mas não dava era muita coisa entalada na garganta,tive que guardar quatorze anos de angustia querendo chorar querendo dizer o que pensava e agora eu tinha a oportunidade de falar o que penso.

– Filha eu ... — Minha mãe falou começando a chorar.

– Filha nada,eu já estou cansada, você é a pessoa mais chata que eu já conheci. Para,ok? Para de ser assim eu sai de casa hoje para fugir de você.

Olhei para Ro que me fez um sinal negativo com a cabeça. Comecei olhar para os lados e vejo que todos estavam olhando para mim ate Mari parou de rir. Comecei a me sentir péssima eu gritei com minha mãe na frente de um monte de pessoas por que achei que ela estava me envergonhando mas quem me envergonhou fui eu mesma. Uma pequena lagrima caiu de meu olho esquerdo, não queria que ninguém me visse chorando então corri para qualquer lugar tentando fugir,avistei um sanitário e me escondi dentro da primeira cabine dele que estava vazia, querendo que ninguém me encontrasse.

Depois de quinze minutos chorando sozinha ouvi uma batida na porta. Limpei as lagrimas de meu rosto e fui a porta dei uma espiada pela fechadura da porta e vi o rosto de Ro vermelha abri a porta e Ro entrou impaciente.

– Bonito, He? — disse Ro, quase como quisesse me matar e eu não duvido que ela fizesse isso.

– Como me achou?

– Foi fácil, só sai perguntando se alguém tinha visto uma garota correndo estética chorando por ai.-Ela falou isso muito seria nem parecia ser a garota que eu conheci no primário, não parecia estar fazendo uma de suas brincadeiras usuais.

– Me desculpa — digo eu engolindo as minhas lagrimas — eu não queria fazer isso, eu estou péssima, você me desculpa?

– Olha, primeiro não é para mim que você tem que pedir desculpas é para sua mãe e segundo se você esta se sentindo péssima vai ficar pior agora

– E da para ficar pior do que isso?

Ro me deu um sorriso malicioso e cruzou os braços

– Tarde de mais, sabe quem tava na praça de alimentação junto com a gente?

– A ridícula da Mari?

– Não só ela,o Jack estava lá também.

Eu cai para trás não acreditava que isso estava acontecendo, belisquei meu braço para tentar acordar desse pesadelo mas infelizmente isso não era um pesadelo, era real e agora estava com um vergão no braço esquerdo. Tentei falar alguma coisa mais não consegui em vez de palavras da minha boca saíram soluços e de meus olhos começam a sair lagrimas. Ro parou com aquele sorriso assustador tocou no meu ombro e diz:

– Meli, olha eu te adoro mas acho que você não fez certo falando daquele jeito com a sua mãe,ela ainda ta lá chorando na praça de alimentação.

– Eu não queria fazer isso, por que eu disse aquilo? — questiono ela colocando as mãos na cabeça e agachando ate sentar no chão, Ro se sentou ao meu lado e tirou a minha franja dos meus olhos.

– Não é de mim que vem a reposta da sua pergunta mas sim de você, por que você falou tudo aquilo para sua mãe?

– Eu não sei por que.

De longe comecei ouvir uma voz familiar, minha mãe, gritando nosso nomes, Ro se levantou e me estendeu a mão direita para me ajudar a me levantar, mas não fiz nada mas do que ficar parada olhando para o chão, ela sorrio levemente:

– Cedo ou tarde você vai ter que enfrentar ela.

– Prefiro tarde

– Ok — ela foi abrir a porta quando parou e abriu sua bolsa e me deu um pacote vermelho brilhante com um laço branco — já estava me esquecendo de te dar isso, então feliz aniversario. Surpresa, faça um pedido.

Ai não acredito que esquecido que dia era aquele, era meu aniversario por isso que minha mãe estava tão preocupado comigo. Ro abriu um pouco a porta e saiu, de longe consegui ouvir ela e minha mãe conversando:

– Roberta, você achou ela? — minha mãe perguntou para Ro.

– Não infelizmente e não parece que ela saiu com o celular, pelo menos ela não atende.

– Então vamos continuar procurando,nos temos que achá-la.

– Que tal você ir para sua casa, tomar um cha e descansar um pouco, ela deve estar meio confusa da um tempo pra ela.

– Mas se ela estiver perdida?

– Ei, nos não estamos falando de alguém comum, estamos falando da Meli. Ela vai voltar

Eu olhei para o presente e mais uma lagrima caiu de meus olhos, tudo estava um desastre. Lagrimas desceram pelas minhas bochechas e pararam na minha boca. Desamarrei a fita do presente e abri o pacote, dentro dele havia um bilhete roxo, a cor preferida de Ro, escrito “para a minha melhor amiga de todos os tempos, feliz aniversario“ e um cordão fino prateado com um pingente de uma figura estranha de um sol com uma lua dentro. Nunca tinha visto esse símbolo estranho antes, mas deveria ter algum significado. Tudo que tem haver com Ro tem um significado. Coloquei o colar no pescoço e mais uma lagrima caiu de meu olho esquerdo, só a um pedido de aniversario que eu gostaria de fazer naquele momento.

– Eu queria ir para outro planeta.

Notas finais
então gostaram? odiaram? o que acham que vai acontecer? comentem