Gaiden ALSA- Minha menina
1 Minha menina.
A tensão era grande, todos estavam pasmos com o que tinha acontecido com Cristiane. Saga tinha que ser tratado. Depois de darem um remédio para Cris dormir, pois a mesma estava muito abalada. As meninas bem como Fernando foram expulsos do quarto por Rodrigo que prometeu cuidar dela.
Cada uma se dirigiu para a casa dos namorados, Fernando seguiu com Julia, Isa e Paula em um silêncio carregado.
Pararam em capricórnio, a campinense suspirou fundo.
– Vai ficar tudo bem Red.- prometeu Fernando tocando-lhe o ombro, pois ele sabia que ela era sensível a tanta tesão e conflito.
Julia fitou Paula que virou o rosto. Foi ai que percebeu que nada ficaria bem. Paula não falar uma verdade. Sentiu o estômago embrulhar.
– Eu... vou entrar, mais tarde nós encontramos.- disse com voz tremula.
Assim que eles se vão, Julia corre para o banheiro e despeja o conteúdo estomacal no vaso sanitário. Oh Deus, por que as coisas não poderiam ser fáceis pra todo mundo. Ela limpa a boca com a mão e sem forças se deita por ali mesmo, se encolhe e chora.
É assim que meia hora depois Shura a encontra, havia procurado por ela por todo o santuário e nada, só faltava capricórnio. Vela assim tão frágil partiu seu coração. Ele foi até o armário e pegou uma toalha molhou um pouco e pôs sobre a testa da sua amada.
Com dificuldade ela abriu os olhos e o viu agachado perto a ela. Shura deu um sorriso doloroso encostou o rosto na intenção de beijá-la.
– Não, Shu eu vomitei. — disse virando o rosto.
Ele sorriu pelo apelido.
– Não me importo minha Ju.- murmurou carinhoso.- o que foi que aconteceu? Por que está assim?
Julia se sentou limpando uma lagrima.
– Tudo que está acontecendo não suporto isso. — revelou tossindo um pouco por causa do gosto amargo na boca. – A Cris , Kanon , Su o próprio Saga não merecem isso.
Ele a encara chocado.
– E você está assim por causa do sofrimento deles, você é única Ju.- tocou o rosto dela.
– Pensei que eu fosse tiete. — comentou debochada.
Ele pôs a mão no coração fazendo uma careta.
– Isso sempre vai voltar pra mim não é? –lamentou.
– Sim, mas eu sou mesmo. — sorriu.
Ficaram se entreolhando por alguns segundos, de repente sem dizer nada ele se levantou levando a junto.
– Você é linda. — falou encantado.
Julia virou o rosto.
– Mesmo pálida e cheirando a vomito?- Indagou se segurando a ele ainda não tinha forças para ficar em pé sozinha.
– Mesmo assim, chica. — disse firme pra ela não ter duvidas.
Ele a ajudou a lavar o rosto e a boca e então a levou pra cama. Julia o fitou mordeu os lábios quando ele se deitou ao seu lado.
– Só vou me deitar ao seu lado não farei mais nada. — prometeu.
– Que pena. — sorriu. – mas eu estava pensando em outra coisa.
– O que?- indagou se aconchegando mais a ela.
– Quando melhorar eu poderia dançar para você. Poli dance — murmurou envergonhada.
Na hora ele se sentou.
– Pole dance aquele da haste?- Indagou com os olhos brilhando.
Ela riu.
– É, aquele da haste, estava praticando há algum tempo só pra mim, mas encontrei alguém para mostrar. Você.
Ele se sentiu no céu ela faria algo só pra ele.
– Acho que vai ser difícil esperar. — admitiu e demonstrou o por quê.
Ela sentiu o corpo dele duro.
– Não disse que iria só cuidar de mim? — riu bem humorada.
– E vou nunca quebro uma promessa. Chica, no entanto imaginar você na haste é demais.
Os dois riram juntos. Ela se aconchegou mais a ele sentindo o calor corporal e a segurança que ele transmitia. Ela foi apagando em um dado momento pensou ter ouvido um:
– Eu te amo. — murmurado.
Sorriu, as coisas irão melhorar, para ela e para todos.
Fim...
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