Gabrielle

26 Talvez não tenha dado tão certo assim.


Notas iniciais
Só leiam. Eu amei escrever esse cap.

Ele me virou e me fez sentar no corrimão, que com facilidade, me colocou ali. Uma mão parou na minha coxa e a outra nas minhas costas para não me deixar cair pra traz.

– O que está acontecendo aqui? – olhei e vi que era o Marcio, parado na porta com os olhos arregalados. – Já está assim, Gustavo? – ele riu. – Que safadeza.

Ele logo tirou a mão da minha coxa e colocou nas minhas costas, fiz o mesmo com a mão que estava de baixo da camiseta dele. Me ajeitei, arrumei o cabelo, baixei o vestido e voltei para salão e nem olhei na cara do Marcio.

Dançamos mais um pouco, e ficamos lá até o final da festa, que deve ter sido por volta das 4h30 da manha. Eu nem sabia como iria embora. Cheguei no pessoal e pedi um por um por uma carona.

– Olha Gabi, se o carro não estivesse lotado... – a Lu falou. Fiquei meio decepcionada, admito.

– Eu te levo, mas tu vai ter que dormir lá em casa, não tem como te levar pra tua, eu vou de taxi. – a Daí se ofereceu. Eu também poderia ir de taxi, mas o detalhe é que eu não tenho dinheiro.

– O Diego não vai estar lá, vai? – perguntei, não sabia se eu estava esperando um sim ou um não.

– Acho que não, ele deve ter ida pra casa de algum amigo dele. – ela pegou a bolsa. – Vamos? Eu já liguei para um taxi, ele deve estar chegando.

Nos despedimos de todos e fomos. Logo depois de uns dez ou quinze minutos nós havíamos chegado na casa dela.

– Tu quer tomar um banho antes de deitar? – ela me perguntou.

– Seria legal, meu pé está podre. – mostrei a ela.

– Ai, que nojo Gabrielle, tira esse fedor de perto de mim e vai logo. – ela jogou uma toalha.

Infelizmente eu tive que tomar banho no corredor novamente, acho que desta vez eu não teria problema, afinal o Diego não estava, e creio que os pai da deles também não. Tomei um banho morno e demorado, só não lavei os cabelos senão não secaria. Me enrolei na toalha e sai, mas antes eu chequei o corredor para me certificar que ele realmente não estava e só então fui direto para o quarto.

- Ué, não foi pro banho ainda. Perguntei, assim que vi a Dai deitada na cama mexendo no celular.

- O chuveiro desse banheiro acabou de estragar. – ela apontou para a porta branca aberta no canto do quarto.

Dei de ombros. Ela se levantou calmamente e saiu. Como não tinha ninguém, fiquei só de calcinha e sutiã mesmo, estava um calor. Fui à cozinha para tomar água, quando no meio do caminho eu escuto uns passos. Achei que fosse a Dai de início, mas conclui que não, já que a ela não me agarraria pelas costas daquele jeito. E realmente não era ela, era o Diego, e eu levei o maior susto quando percebi isso. Me virei de frente pra ele, que arregalou os olhos como se não estivesse acreditando no que estava vendo. Pois é, eu também não estava. Um deus grego só de cueca Box na minha frente, isso é um presente pra mim – literalmente – e ele é... Não tenho palavras, só uma que pode resumir tudo: Perfeito.

- Meu. Deus. – falou pausadamente, estava claro que não tirava os olhos dos meus peitos, nem disfarçar ele conseguia.

- O que tu ta fazendo aqui? – achei que ele dormiria na casa de um amigo.

- Essa é a minha casa, não? – ele continuava com os olhos nos meus peitos.

Até que uma hora ele começou a avançar me obrigando a ir para trás, até que eu esbarrei na bancada e fiquei sem saída. Ok, não que eu quisesse uma saída, mas só ressaltei o fato. Ele percebeu o que eu queria e logo colou seu corpo no meu. Fiquei muito nervosa, nunca tinha ficado assim com um garoto antes, ainda mais de noite, a meia luz e sem roupas descentes.

Ele me segurou pela cintura e me beijou calmamente enquanto me guiava para o sofá mais próximo. Estranhei ele não ter pegado em nenhuma outra “parte” levando em conta o fato de que eu estava semi nua. Ele me deitou e mais uma vez prensou seu corpo em mim, de um jeito que não pesava, mas também não me deixava sair. Mas, quem disse que eu queria sair? Ele se afastou um pouco de mim e me olhou inteira.

- Nossa, tu é tão perfeita, e é minha agora, só minha. –e voltou a me beijar.

Ok, o plano fracassou. Eu não sairia dali tão cedo nem que me pagassem.

Ele colocou a mão em meus peitos por cima do sutiã, mas logo foi para minhas costas para tentar tira-lo. E eu deixei, uma hora isso teria que acontecer, e a hora é agora. Em poucos instantes ele havia me deixado nua na parte de cima, e eu não fiquei com vergonha, eu sabia da minha beleza.

- Eu posso? – ele perguntou, com uma mão na barra da minha calcinha.

Apenas assenti com a cabeça e ele a tirou, e logo estava sem cueca também.

- Tem certeza de que quer fazer isso? – onde já se viu, agora ele quer sem compreensivo.

- Só tenho por que é com você. – admiti.

Ele me abriu o sorriso mais lindo do mundo e... bem, vocês já devem saber o que aconteceu a partir de agora. Mas eu tenho que dizer que foi perfeito, ainda mais com o garoto que eu realmente amo. Assim que acabou, eu me deitei em seu peitoral.

- Se alguém tivesse me avisado antes que tu é desse jeito – ele hesitou um pouco para falar a ultima palavra -, nossa... Eu nem sei o que eu faria. – fez uma pausa — Sabe, acho que eu estou apaixonado...

O que? Por mim? Nossa, nossa, nossa. Será que ele mudaria, assim, do nada. Ou ele comeu e já se apaixonou, ou meu plano estava surtindo efeito.

- Eu já me apaixonei por ti faz um tempo, e não precisou ficar com nenhum garoto para isso, isso só serviu para me fazer enxergar o que eu realmente sinto. – ele falou o tempo todo olhando em meus olhos –

- Não é da boca para fora desta vez?

- Não. Eu realmente estou apaixonado por ti.

Notas finais
Amei escrever
amei
amei
demais...