Gabrielle
6 Acontece na calçada.
— Eu vou estudar na sua casa, tá? Me ensina por favor. — fiz biquinho
- Claro.
Bateu o sinal para o fim do recreio e a Lu entrou na escola novamente. Nos despedimos. No mesmo momento em que a Lu estava passando o portão, o Diego que estava vindo, cai de cara no chão. EU e a Dai, lógico que rimos como duas condenadas.
- Parem de rir. — ele gritou irritado, ainda no chão.
- Não dá, é muito hilário. — falei, e começamos a rir novamente.
Ele se levantou e sentou na calsada com nós, ao meu lado. Eu continuaria a rir se ele não me mandasse calar a boca, e ninguém me manda fazer isso. Fiquei irritada.
- Faz eu calar então, trouxa. — gritei.
- Quer ver que eu faço?
Ele foi chegando perto de mim, eu gelei na hora, mas depois ele se afastou com um sorriso de quem acaba de enganar.
- A que tu pensou, né?
- Pensei o que? — me fiz de idiota.
- Que eu ia te beijar. Não pensou nisso?
Não respondi. E agora foi a vez dele de rir. Eu senti minha cara queimando, devo ter ficado vermelha, não, eu concerteza fiquei vermelha.
- Gente... — falou a Dai. — Eu vou sumir daqui, ta?
- Vai para onde? — perguntei, com uma cara desesperada. Ela riu da minha espressão.
- Minha prima me mandou uma mensagem pedindo que eu va la agora.
- A Rachel? — o Diego perguntou.
- Sim. Daqui a pouco eu venho. Acho.
Deu um beijo nas nossas bochechas e foi. O silencio estava ficando desagradavel, mas eu o quebrei.
- O Diego?
- Ahn?
- Esquece... — enrrolei.
- Fala, cara.
- Deixa.
Silêncio de novo.
- Tu já gostou de alguém de verdade? — que pergunta em?
- Sim, porque?
- Por nada.
**POV Diego**
- E tu namoraria com alguem que não gostasse mesmo?
- Não.
Puts. E eu tendo esperança que sim, agora ela quebrou.
- Tu ficaria comigo?
**POV Gabrielle**
Que pergunta. Onde ele quer chegar com isso?
- Olha, eu não sei. Eu teria que gostar mais de ti para pensar nisso.
- Mas tu é afim de mim? Só um pouquinho?
Falo? Não falo? Ainn, eu falo.
- Sou, um pouco. — cara de espanto... dele.
- Sério? — arregalou os olhos.
- Sim.
Quando eu falei isso ele foi chegando perto, denovo. Eu apenas virei o rosto e me afastei um pouco.
- Por que tu virou o rosto?
- Por que tu vai ter que mudar a tua cabeça antes de querer alguma coisa comigo. Não to com vontade de sofrer novamente.
**POV Diego**
Então ela sofreu. Pois é Seu Diego, mudar a cabeça. Mas por que eu vou fazer isso? Nunca mudei minha cabeça por ninguem, não vai ser por ela que eu vou fazer isso.
- É assim então? Eu vou ter que mudar a minha cabeça? — falei, calmamente.
- É.
- E por que eu faria isso?
- Por que eu não quero sofrer, denovo.
- Não vou mudar por sua causa. — ela ficou espantada.
- Eu espero que um dia tu goste de alguém, de verdade, e veja como é bom sofrer.
Eu apenas ri do que ela falou.
- Eu não vou mudar, e nem sofrer. Eu consigo quem eu quiser mesmo. — Nem tanto assim. Mas a maioria.
- Tu acha que todas as garotas são iguais? São como as vadias que tu fica? — Nossa. Por essa eu não esperava.
- Não são vadias.
- Tu não vai ficar comigo enquanto não mudar essa cabeça, esqueça. Ouviu bem? Esqueça.
Ela saiu a passos apressados. Eu não vou dizer que foi agradavel o que ela falou. Deu um desesperinho na hora.Eu não posso gosta dela, não posso. Só essa "quedinha" já é o suficiente. Mas ela é tão... ela. Como a Dai disse que ela era, bem assim. Não posso gostar dela. Não posso.
Fale com o autor