Gênios Fortes

1 Eu só peço que me perdoem.


Notas iniciais
bom, aqui estou eu de novo, espero que gostem!

Estavam todos ali, reunidos na sala de reuniões, olhando com desprezo para aquela garota que até então parecia um anjo, mas que de anjo, não tinha nada.

Maria Isis havia se revelado mais uma inimiga, mais uma ajudante do tal Fabrício Melgaço. Eles aguardavam cada segundo, que mas pareciam horas, principalmente para o Comendador, que se sentia sem chão após saber que sua "sweet child" era mais uma marionete nas mãos de seu maior inimigo, era mais uma traíra.

E lá estava ela, no meio daquela sala, com a mesma cara de sonsa de sempre. A surpresa era clara na face de todos ali presentes, até na da Imperatriz, que mesmo sempre desconfiando das intenções da moça, não imaginava que ela seria capaz de um ato como esse, ela acreditava que o máximo que a ninfeta poderia fazer, era tentar dar um golpe engravidando do Homem de Preto e lhe arrancando dinheiro.

Os imperiais haviam feito um acordo com aquela "doce criança" para que ela revelasse com quem estava todo esse tempo, quem era seu mandante. Ela havia aceitado a proposta, pois além de prometerem não à denunciar, ainda lhe ofereceram uma boa quantia em dinheiro pra que ela pudesse ir viver longe, bem longe da vida de todos eles.

_Ande, fale logo. Quem e porque está fazendo tudo isso contra mim? -Dizia Zé Alfredo constrangido com a situação, afinal o homem que se julgava o esperto, incapaz de ser enganado por alguém, havia sido passado para trás pela pessoa que dizia lhe amar e que ele havia acreditado. Estava mais envergonhado, pelo fato de que a família toda, havia lhe alertado sobre as intenções de sua amante, mas ele, cego devido as juras de amor que a ninfeta lhe fizera, não acreditou em momento algum e agora, da pior maneira possível, havia descoberto isso.

_Eu vou falar. Quem estava por trás de mim durante todo esse tempo, é o Silviano. Ele sempre acumulou muito ódio de você comendador, não suportava a ideia de que Marta fosse sua esposa. Sua intenção desde sempre era tê-la, e por isso, colocou eu e o Maurílio nesse jogo. Ele sabia que se afastasse vocês dois seria mais fácil atingir a empresa, porque vocês ficariam mais distantes, mais fracos. Eu aceitei participar disso tudo, por causa do dinheiro. Sempre tive uma vida medíocre, sem nada, foi então que eles apareceram e me ofereceram uma alta quantia pela minha ajuda e então eu aceitei. -Falava a ninfeta com a maior cara de pau enquanto todos ali presentes a encaravam com expressão de nojo a cada palavra que saía de sua boca.

_Assina logo a porcaria desse cheque e entrega para essa garota para ela sumir daqui, porque eu não aguento mais olhar pra essa cara de sonsa dela! -Assim falou a Imperatriz se levantando de sua cadeira e se retirando da sala de reuniões, deixando todos os outros para trás.

Após a saída da madame, Zé Alfredo faz o que ela lhe pediu, assina o cheque e entrega para a ninfeta que assim que recebe, logo trata de sair da empresa e pegar um táxi para levá-la para bem longe dali.

_Eu vou pra minha sala. -O Comendador se retirou do local indo para a sala da presidência tentar processar tudo o que havia ocorrido a minutos atrás.

Seus filhos percebem a reação do pai, também, não era pra menos. Imaginavam como ele estaria logo após ter levado uma apunhalada pelas costas da pessoa em quem mais confiou.

Já em sua sala, José Alfredo se perdia em seus pensamentos, as palavras ditas pela ninfeta ecoavam em sua cabeça.

_Como eu pude ser tão idiota? Confiei plenamente no meu inimigo e desconfiei a todo custo da minha família... Minha própria família, que sempre esteve do meu lado. -Ele pensava alto. E assim foi durante todo o dia até dar a hora de ir para a casa, pois o expediente havia encerrado.

Ao chegar na mansão o Comendador encontra os filhos reunidos na sala e se aproxima.

_Eu realmente não sei o que dizer. Vocês devem imaginar como eu tô agora. Eu só peço que me perdoem por tudo. -Essas foram as palavras que saíram com muita dificuldade da boca do Homem de Preto.

_Imaginamos sim como você está se sentindo, mas e você pai? Imaginou como a gente se sentiu com todas as suas desconfianças? -Retrucava Maria Clara.

_Eu só peço que tentem me entender, tô arrependido de verdade, me desculpem! -E com dificuldade saíram mais essas palavras e logo após dizer o Comendador abaixa a cabeça e sobe para a sua suíte, deixando os filhos na sala.

Foi uma noite longa para a família. As revelações do dia haviam abalado a todos. Mas agora parecia que as coisas seriam resolvidas. No dia seguinte, Maria Clara, João Lucas, Du, José Pedro e Amanda já estavam reunidos na mesa do café quando José Alfredo chega. Os filhos continuam conversando, como se não tivessem visto a chegada do pai.

_Cadê a mãe en?! Não vi ela desde que ela saiu da empresa ontem. -Perguntava João Lucas, o filho caçula, para os irmãos.

_Provavelmente deve estar mal com tudo o que aconteceu. -Respondia José Pedro.

_É aí que você se engana meu filho. Eu estou ótima. -Dizia a Imperatriz se aproximando deles e se sentando próxima aos filhos.

O clima não era um dos melhores, mas todos disfarçavam para evitar que piorasse ainda mais.

_Tenho uma notícia para dar. -Se manifestou o Comendador, chamando a atenção de todos que o olharam e acenaram como sinal de prossiga. -Bom, ontem depois da revelação da Maria Isis, a pedido meu, Josué se encarregou de ir até a polícia fazer a denúncia e agora Maurílio e Silviano estão presos! -Ele afirmava com uma certa felicidade esperando uma mesma reação dos ali presentes.

_Que ótimo. -Foi apenas o que o Comendador ouviu. Foram essas as palavras da Imperatriz. -Então, eu já vou, tenho muito o que resolver aqui antes de voltar! -Ela completou.

_Como assim mãe?! Voltar pra onde? -Perguntava o diretor financeiro.

_Voltar para a minha casa, em Petrópolis. -Respondeu-o.

Os filhos que ficaram surpresos com a afirmação da mãe, começaram a questionar, falando todos de uma só vez.

_Chega! Já está decidido, vou voltar para Petrópolis. Mais tarde conversamos! -Disse a aristocrata se retirando do local.

Os herdeiros da Império permaneceram ali por mais algum tempo, conversando sobre a decisão da mãe até que se encaminharam para a empresa. Após terminar seu café José Alfredo faz o mesmo.

Cada um realizou seus afazeres da empresa. O dia até parecia que havia passado rápido e então, eles se vêem na hora de irem para a casa.

João Lucas e seus irmãos adentram a mansão e encontram a Imperatriz os esperando, sentada no sofá da sala.

_Que bom que chegaram, precisava mesmo falar com vocês! -Disse a madame fazendo sinal para que os filhos se aproximassem.

Notas finais
o que acharam? continuo se a fanfic tiver retorno, deixem suas opiniões.