Notas iniciais
Bom espero que gostem e por favor comentem. Amo vocês, estrelinhas.

CAPÍTULO 1

PAST — HAPPY BIRTDAY FOR YOU

JASON

Olho ao meu redor tentando entender o porquê depois de ter dito a ele milhares de vezes que eu não queria nada e nem se quer gostava de comemorar o meu aniversário o senador Maik me deu uma festa. Acho que a ideia era me compensar por ter me feito fechar um acordo com um ministro que resolveu que um clube de strip era o melhor lugar para isso. E pensar que o futuro dos USA está nas mãos desse tipo de gente.

Claro que ele não chegou nem perto, mas deixo que ele acredite que sim porque se lhe disser que eu odeio o meu aniversário ele vai me perguntar por que e eu não estou no clima de inventar uma história sobre isso e muito menos de lhe contar a verdade. Então apenas invento uma desculpa qualquer para ficar sozinho e aqui estou eu.

Fico pensando em como tudo começou ou ao menos tentando me lembrar. Quando eu comecei a odiar meus próprios aniversários mesmo? Ah, sim. Como pude me esquecer.

Foi quando eu ia fazer oito anos eu estava muito animado naquela época por algum motivo que não compreendo eu acreditava que aniversários eram uma data magica em que tudo estava predestinado a dar certo e fadas viriam me visitar durante a noite enquanto eu ou qualquer outro aniversariante dormia para dá-los dadivas como no batizado, aniversário, casamento ou qualquer coisa da Cinderela ou era a Branca de Neve sei lá. Não me culpe eu não gostava de princesas nem na época em que eu pensava essas besteiras e acreditava em mágica imagina agora.

Então é fácil imaginar entre mim e meu irmão gêmeo qual de nos estava separando brinquedos para levar para a festa no parque de diversões e qual estava terminando a lição de casa dos dois. Eu era patético! Mas às vezes sinto falta de ser o nerd com três amigos que era zoado por todo mundo na escola e só não apanhava porque o irmão era popular... Espera, não, eu não sinto nem um pouco.

Mesmo com tudo isso tinha coisas boas naquela minha vida eu tinha só três amigos, mas eles eram verdadeiros (o que não muda muito já mesmo rodeado de gente só tem três pessoas em quem eu posso confiar), meus pais amavam a mim e ao meu irmão mais que tudo e faziam tudo por nós e mesmo que eu sempre fizesse o dever de casa dele (eu era ridicularmente covarde) meu irmão sempre me protegeu de tudo.

Mas isso acabou naquela noite no meu aniversário.

Tudo começou quando voltávamos da festa, havia sido incrível com direito a tudo e a todo mundo: família, amigos, não tão amigos, já era bem tarde da noite e meu irmão cochilava no carro eu estava acordado cantarolando uma musica boba e observando a lua (sempre gostei da note e isso é algo que nunca mudou). Meus pais conversavam animadamente até que o carro parou.

Lembro que minha mãe olhou para o meu pai preocupada e ele a tranquilizou dizendo que era só um pneu furado. Ele devia tê-la ouvido e ido embora.

Mas ele preferiu descer e ir consertar e o tempo passou sem que ele voltasse ouvimos um grito que acordou o Jace e minha mãe nos olhou assustada e disse:

— Não importa o que ouçam, não importa o quando eu demore ou seja lá o que aconteça vocês dois tem que me prometer que vão ficar aqui e se esconder certo.

— N- nós prometemos ,mãe. — dissemos nervosos e assustados ele nunca tinha falado tão seriamente assim antes.

Claro que eu sai do carro minutos depois, nuca fui bom em cumprir promessas mesmo. Diferente de Jace que sempre cumpriu as dele, mesmo essa.

O que aconteceu quando sai do carro foi que pude ver melhor a cena que acontecia atrás de nós meu pai estava caído no chão sem cabeça, esta encostada no pneu do carro, e minha mãe estava ajoelhada com um homem encapuzado com uma arma apontando para a cabeça dela. E então teve o tiro.

O corpo da minha mãe caiu no chão em segundos que me pareceram séculos e seu assassino fugiu não sem antes de olhar diretamente para o meu esconderijo. Aqueles olhos azuis gélidos em encontro com os meus me deram arrepios.

Quando tudo acabou eu só olhei para o carro meu irmão via tudo da janela com os olhos cheios de lágrimas e depois eu não lembro mais nada.

— O que tanto você faz aí parado, estrelinha? Vem vamos dançar. E se isso te deixa melhor o ministro Hank está na sua lista de vitimas três vezes. Ele é um criminoso fingindo, um chato e um incomodo para os negócios. –Jackeline (ela entra na lista de pessoas que eu posso confiar) me falou.

— Finalmente uma notícia boa! – exclamo satisfeito.

— Claro, vamos dançar? Ou você vai ficar aí parado senhor “odeio meus aniversários”

— Há-há-há. Que gracinha, Jack!- falei com sarcasmo- eu adoraria dançar se isso te fizesse calar a boca.

— Tá entendi seu mau humorado, mas você tem que aproveitar ao menos uma vez e deixar o passado no passado por uma noite o que acha? – ela falou animada e um pouco... Maliciosa eu acho.

— Vamos dançar e isso soou malicioso ou foi só impressão?- pergunto mesmo sabendo da resposta.

— Desculpa, força do hábito. Ah e não pise no meu pé nem em sonho. Entendido?

Só reviro os olhos e a arrasto para a pista de dança.

Deixar o passado para traz por uma noite. É um desafio difícil, mas eu consigo sei disso.

Só por uma noite.

Antes que eu vá a próxima vitima e tudo recomece outra vez.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.