Fúria da Nerd

8 Percy Jackson POV


Notas iniciais
Xenty o último capítulo saiu duas vezes sem querer, mas é o mesmo tá. Boa leitura. ~corujinha-maria.

Percy Jackson POV

Era só o que me faltava, pensando que era a Thalia novamente, sai de meu conforto em minha cama, com a Netflix ligada e fui avisar que Nico não estava mais aqui, porém ao descer me deparo com alguém ainda pior: Annabeth.

Eu pensava que ela estava me odiando pelo que aconteceu na escola, mas eu não queria e estava disposto a pedir desculpa, não queria mesmo ter feito aquilo. Mas ao vê-la lá, acho que pelas suas feições ela está me odiando. Diria até que está planejando se vingar, estraguei seu 1° dia de aula.

Termino a 1° temporada de The Walking Dead e decido ver Grey's Anatomy, gosto de séries médicas e depois de muitas coisas sobrenaturais, por assim dizer, precisava ver humanos. Supernatural, Shadowhunters, Teen Wolf, Doctor Who e qualquer outra coisa que não fosse cientificamente possível eu evitaria agora.

— Filho! — chama minha mãe lá de baixo.

Dou pause na série e desço para ver o que ela quer. Caso você esteja em dúvida, os três últimos apartamentos eram tão grandes que tinham quartos "em cima".

— Que foi? — pergunto chegando a cozinha.

— O que aconteceu com aquela menina? — pergunta me encarando brava.

— Nada mãe! — digo, não queria falar sobre isso. — Me chamou aqui apenas para falar sobre a Annabeth?

Ela continua me encarando sem dizer nenhuma palavra, se encosta no balcão da cozinha e cruza os braços. Cara, minha mãe dá medo assim!

— Okay. — me rendo e sussurro. — Eu taquei suco nela.

— Mais alto! — ordena minha mãe.

— Eu taquei suco nela. — digo.

— E por que fez isso? Ela acabou de chegar. — diz brava, estava vendo a hora dela pegar o sapato e tacar em mim.

— Eu perderia meus amigos se não fizesse, ela esbarrou em mim. — digo tentando me defender, mas saberia que é em vão.

— Nico, Grover ou Jason falaram alguma coisa? — pergunta.

— Não...

— Nem termine, sabe que os outros não são seus amigos, não gostam de você. Se os dois nada disseram não haveria motivo, e mesmo se houvessem dito, não haveria motivo para tacar suco nela. — conforme ia dizendo ela aumentava seu tom de voz até estar gritando.

Ela parou para respirar, eu fiquei quieto de cabeça baixa.

— Desculpe. — digo. Ela respira fundo e volta a falar com sua voz calma.

— Meu filho, não deve pedir desculpas a mim e sim a ela, se seus verdadeiros amigos não falam nada não há o que temer, se eles falassem não era para fazer de qualquer forma. Ela não foi um monstro com você, tem noção do constrangimento que deve tê-la feito passar? Seu primeiro dia de aula. E se não me falha a memória ela é sua prima. — diz.

— Mas você sabe que eles tem os outros, e namoradas, e Nico daqui a pouco se arranja. Eu vou ficar sozinho e eu não quero isso.

— Não ficará sozinho meu filho. Ou melhor, ficará... — a olho assustado, como assim ficaria sozinho? Estava prestes a perguntar mas ela continuou a falar- ...se não voltar a ser quem sempre foi, eles te deixarão pela falsidade dos outros a sua volta e depois de um tempo os outros irão também. E você sabe muito bem que não se pode contar com os outros, principalmente a ruiva. Você não gosta dela.

— A Rachel é minha namorada. — digo.

— Apenas na escola, ali nos corredores, porque sentimento de verdade não há, nem amizade. — diz.

Sei que minha mãe estava certa, mas eu não quero ficar sozinho em hipótese alguma.

— Atena me ligou, mais tarde ela vem aqui e é para você estar junto, acordado e bem humorado. — diz.

— Mãe! — resmungo.

— Nada de "mãe", vai estar sim e está é a palavra final. Agora vai tomar um banho. — diz me empurrando escada acima.

Me arrumo e volto a deitar, elas ainda demorariam, dava pra ver um episódio de Supernatural, sim eu já voltei a ver coisas sobrenaturais.

Na melhor parte do episódio a campainha toca.

Xingo baixinho, não podia demorar mais dez minutos? Fingi que não ouvi e continuei o episódio.

Ouço a porta ser aberta mas nem me viro, pelo canto do olho vejo uma cabeleira loira e me assusto, não é a minha mãe.

— Me pediram para te chamar. — diz Annabeth brava.

— Eu já desço. — digo.

— Supernatural? — diz com os olhos brilhando ao ver o que estava me ocupando.

Ela se joga na cama e parece já ter esquecido que não gosta de mim, sorte que a cama era de casal, assim coube os dois.

— Ainda está ai? — diz ela em tom de deboche.

— Comecei tem nem um mês. — digo. — E você senhorita?

— Estou acompanhando os que estão saindo, e nem me venha perguntar sobre nada, só dou spoilers quando eu quero. — diz sorrindo.

— Então você deve gostar mesmo. — digo.

Ela me olha incrédula, como se eu a tivesse ofendido em considerar que ela não gostava da série, e me dá um tabefe na cabeça.

— Eu AMO Supernatural! Nunca duvide disso, eu sei tudo, TUDO! — diz.

Continuamos assistindo deitados até que decido quebrar o silêncio enquanto o outro episódio começava:

— Você me odeia? — pergunto.

— Sim. — responde ela sem hesitar.

— Então por que está deitada vendo série comigo? — pergunto me virando para ela.

— Não queria ouvir minha mãe dizendo coisas constrangedoras minhas para Tia Sally, e eu AMO essa série. Agora shii! — diz.

— Mas você já não viu? — pergunto.

— Já vi e revi, mas eu não desperdiço um episódio, amo todos. Agora fica quieto. — ordena.

Ficamos lá em cima, com algum de nós fazendo algum comentário às vezes que ou nos fazia rir, ou prestar mais atenção ainda. Parecia que ela nem havia assistido pela maneira como se concentra.

Estava tudo indo bem, até que nossas mães finalmente notam o incrível silêncio e decidem checar. Ouço a porta abrir levemente e Annabeth segurar um colar.

— Vocês estavam muito quietos. — disse minha mãe.

— Viemos ver se não haviam se matado. — completa Atena.

— Vejo que se acertaram. — diz minha mãe feliz.

— Ainda odeio ele, mas por Supernatural eu fico aqui. — diz Annabeth sem tirar os olhos da tela por um segundo se quer.

— Vocês ainda vão se entender. — diz Atena. — Agora vamos comer.

Pauso o episódio e fomos comer. Depois nós terminamos o episódio e ela já precisa ir embora, mas antes eu seguro seu braço.

— Me solta! — fala.

— Eu queria pedir desculpas. — digo soltando seu braço e abaixando a cabeça. — Agi feito um idiota hoje, não deveria ter jogado suco em você.

— Está desculpado, parece que estamos no segundo ano e dissemos que a nossa lancheira é mais bonita que a do outro. — ela vai saindo, mas antes se vira e concluí. — Mas eu ainda te odeio.

Nisso ela sai e me deixa sozinho, esta menina é curiosa.

Depois não posso me esquecer de perguntar sobre o que é aquele colar que ela segurou. Tenho vontade de conhecê-la, fico feliz ao lado dela sem nem saber o motivo. Acho que é porque não fico com companhias muito agradáveis, principalmente femininas, como a Rachel e suas amigas.

— Fique feliz por não terem brigado. — diz minha mãe entrando no quarto. — Você fez muito bem, agora vá dormir e não assista isso até muito tarde. Principalmente este monte de coisa ruim.

— Está bem, mãe! — digo sorrindo.

Ela meio que considera "coisa ruim" a maioria das séries que vejo por ter "coisas ruins" nelas, como zumbis, vampiros, mundo das sombras, fantasmas, lobisomens...

Decido ir dormir, amanhã queria saber se descobria algo sobre Annabeth e também sobre o jantar. Afinal, Nico e Thalia iam dar no que falar. Até que é um casal que eu gostaria de ver, assim ela tem quem pegar no pé.