Fúria da Nerd
32 Jantar
Notas iniciais
Percy Jackson POV
Primeiro eu fico louco, depois ela me beija, então me dizem que ela e a família vai vir jantar aqui em casa hoje. E quando ela chega, age como se nada houvesse acontecido.
Mas o pior não foi essas coisas. O pior foi o meu irmão, ele pode ser novo, mas sabe muito bem como envergonhar uma pessoa.
— Você é a Annabeth? — perguntou.
Eu já sabia que vinha bomba por aí.
— Sou, por quê? — responde ela na maior inocência.
— O Percy fala muito de você, eu quase vomito arco-íris. — preciso dizer que estava vermelho? — Oh Annabeth, permita-me ser seu Perseu. — diz com uma péssima imitação da minha voz, odeio o fato dele estar escalado como árvore na peça Romeu e Julieta.
Quando vejo que ele vai continuar, tampo sua boca, e mesmo continuando vermelho, o arrasto para longe.
— Está louco? — pergunto.
— Estou tentando te ajudar a pegar a mina, meu. — responde ele como se fosse óbvio.
— Que mina? Meu? Desde quando você fala assim? — questiono.
— Sabe como é, né? — responde.
— Não, não sei como é. E você, pare de agir assim, ninguém é seu mano. — respondo. — Agora vamos voltar lá, e você ficará quieto, ou nada de poder jogar meus jogos.
— Você parece a mamãe. — reclama ele.
— Se for para você parar de ser idiota, eu vou ser a mamãe, o papai, o Papa se preciso. — digo e volto para a sala de jantar.
Ele volta atrás de mim, nos desculpamos e voltamos a comer.
Algumas vezes, eu olhava para Annabeth, mas na mesma hora que eu olhava, ela olhava. Toda a vez, estava começando a ficar constrangedor.
— Podem se olhar, não precisam ficar vermelhos. — diz meu pai segurando uma risada. Preciso dizer que ficamos vermelhos e Tyson riu? Não, né.
Queria ser um avestruz, e estar em meu habitat natural onde poderia enfiar a minha cabeça em um buraco e ficar lá. Morar lá, fazer amizades com as formigas da terra, e viver lá para sempre.
— Queria ser um avestruz. — penso em voz alta. Quando olho em volta, vejo todos me olharem confusos e segurarem a risada. Merda de pensamento em voz alta.
— Entendemos que queria se esconder, mas um avestruz? Curioso. — diz meu pai.
Tyson não se aguenta e solta uma gargalhada alta, junto com ele todos começam a rir, até Annabeth soltava um riso baixo. Olhei para ela incrédulo e ela apenas dá de ombros.
— Eu viraria uma latinha da Coca-Cola. — diz ela pensativa. — Seria a melhor, ganharia até prêmios.
Rimos novamente, e silenciosamente, a agradeço por tirar um pouco da atenção de mim e deixar aquele momento vergonhoso melhor. Depois disso o clima ficou bem melhor, agora éramos apenas parentes conversando e se divertindo. Um ótimo jantar, o melhor de todos.
— Agora deixem os adultos conversar. — pede minha mãe. — E os três vão se divertir na sala, tenho certeza de que não gostarão de ficar aqui.
Fomos para a sala, eu, Tyson e Annabeth. Eu já não estava mais desconfortável igual antes, pelo acontecido na mesa ou pelo acontecido no elevador. Estava Tyson indo na frente e logo atrás eu e Annabeth, até que ouvimos algo:
— Já contou? — perguntou uma voz que reconheci como da mãe de Annabeth, e por ter parado junto comigo, ela também reconheceu.
Ninguém respondeu nada, mas quando íamos voltar a andar, ouvimos algo mais estranho ainda:
— O Percy ainda é novo. Não sei como contar. — disse minha mãe.
Olho confuso para Annabeth e vejo que ela está com o mesmo olhar que eu. Iríamos ficar parados esperando alguém falar mais alguma coisa, entretanto Tyson nos chama para jogar videogame e somos obrigados a ir, ou ele viria aqui e faria barulho.
— Sabe de algo? — pergunta ela baixo enquanto jogamos videogame.
— Não. — digo. — Mas vou tentar descobrir o que estão escondendo de mim.
Depois de um tempo, ela acabou perguntando se alguma vez na vida eu já li um livro inteiro, e se surpreendeu quando eu respondi que sim.
— Como assim? Qual? — perguntou surpresa.
— Já li toda a saga Percy Jackson e Os Olimpianos, e Heróis do Olimpo. — responde ele.
— São livros maravilhosos, pena que os filmes deixam a desejar. — diz ela.
— E agora vai vir um musical, eu tenho uma teoria sobre isso. — digo.
— Qual sua teoria, Sherlock? — pergunta ela.
— Não me interrompa. — peço e ela assente. — Bom, o Percy de cada um desses é diferente como todos sabem, e eles foram culpa do Flash.
— Como assim? — ela pergunta rindo. (N/A: Spoiler sobre 3° temporada de Flash, e a teoria fui eu quem inventei mesmo.)
— Bom, havia uma linha do tempo, e nela o Percy dos livros que todos amamos, quando o Flash voltou e salvou a mãe dele, mudando a linha do tempo e criando o ponto de ignição, o Percy 2, do filme foi criado. Assim, quando ele viu a cagada que fez e voltou novamente tentando consertar tudo, ele descobriu que algumas coisas mudaram, no meio dessas mudanças, foi criado o Percy 3, o do musical. — falo concluindo minha teoria.
— Gostei. Se o Flash existe nesta Terra, seria possível. — diz ela pensativa.
— Quem disse que ele não é? — questiono. — Ele pode apenas não ter se manifestado ainda.
— Mas se ele é desta Terra e fez tudo isso, haveriam outros meta-humanos. De alguma coisa saberíamos. — disse ela.
— Ou ele está sendo escondido pelo governo sob uma redoma. — digo.
— Mas não saberíamos dessa redoma? — a essa altura eu já sabia que ela apenas estava me testando.
— Já viu a quarta temporada? — pergunto.
— Sim. — responde ela.
— Ninguém do lado de fora pode ver as pessoas do lado de dentro, então não teria como saber. — respondo.
— Okay. Muitas referências para uma conversa só. — diz ela.
— Eu não estou entendendo nada. — diz Tyson olhando confuso para nós.
Nos olhamos e damos risadas, na mesma hora nossos pais vêm para a sala.
— O que aconteceu? — pergunta a mãe de Annabeth.
— Eles são estranhos. — diz Tyson se levantando. — Mãe, 'tô com sono.
— Vamos, Annie! — diz seu pai. — Obrigada pelo jantar, estava maravilhoso.
— Tchau Sally, tchau Poseidon, tchau Tyson, tchau Percy. — diz sua mãe, enquanto ela apenas sorrio e dá um aceno.
***
Annabeth Chase POV
— Vejo que se divertiu. — diz minha mãe.
— É. — respondo.
— Sobre o que o filho mais novo dos Jackson estava falando? — pergunta.
— Não sei, pergunte a ele. — respondo.
Subo rápido para meu quarto, antes que ela decida fazer mais perguntas. Mas ela tem razão, eu me diverti nesse jantar.
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