Notas iniciais
Eu sei, eu sei, demorei muuuuuuito para postar(ok, não foi muuuito, mas foi muito u.u) mas tive outro black-out e acabei me dedicando a um rpg q eu ajudo USHAUSH >< mas esse capítulo já estava pronto quase no mesmo dia que postei o último, só o fim que não saia, entendem? D= tipo eu escrevia, mas nunca ficava bom. Eu iria demorar mais, só que... era melhor postar ele ruim, do que não postar por querer a perfeição, não é? Bem, espero que gostem do que escrevi e aguardo bastantes Reviews >< boa leitura

Falar em fugir era fácil, mas cometer tal ato, em um hospital onde os seguranças ainda procuravam um assassino e não deixavam ninguém sair, era outra coisa. Jaime até que recebia ajuda de Bianca e Luanna, mas nada no mundo era tão fácil.

Os garotos já estavam próximos a saída, mas como eles iriam passar pelos dois guardas plantados na porta?

Já sei como o Jaime vai passar! Luanna quase deu um grito ao lado dos dois, sorte que Bianca foi mais rápida e conseguiu tapar a boca da garota, abafando suas palavras.

Você ta maluca? Quer que peguem a gente? Bianca estava certa quanto aquilo.

Mas o plano é esse. Enquanto nós duas distraímos os guardas, fingindo tentarmos fugir, Jaime vai passar pela porta! Assim que os guardas vierem atrás de nós duas e eles viram, Jaime corre... até que o plano não era tão ruim... para o Jaime. Mas para as garotas...

Bem, aquele era o melhor plano que conseguiram formular, então teriam que fazer aquilo. As duas garotas, seguiram para próximas dos guardas e começaram a falar alto sobre fugirem e logo saíram correndo dali, em direção a porta de um dos banheiros, com a intensão de fugir pela janelinha que tinha no mesmo. Quando os guardas correram atrás das duas, Jaime apressou o passo em direção da porta e conseguiu abrir a mesma, no mesmo instante que um dos guardas olhava para trás e o via fugir do hospital.

Ok, a primeira parte estava pronta, que era sair do local. Porém os guardas demonstraram que iriam desistir tão rápido e seguiram o garoto rua abaixo. Jaime tinha que ser rápido, ou estaria em apuros.

Seria realmente complicado escapar daqueles seguranças, ainda mais depois que os dois gritaram por reforços para alguns policiais que se encontravam por ali.

Agora Jaime tinha que fugir não só de seguranças de hospital, como também de policiais armados, por entre uma cidade completamente devastada por aqueles malditos furacões. A cada curva que Jaime virava, ou encontrava mais policiais atrás dele, ou com prédios desabados.

Jaime já estava se cansando, nunca tinha corrido tanto por um terreno cheio de obstáculos. Ele precisava se esconder, ou então não conseguiria escapar e encontrar Julia novamente.

Por alguma sorte do destino — ou não -, ao virar uma curva, Jaime se deparou com uma rua completamente vazia, com alguns prédios caídos e casas desmoronando. Seria ali que ele se esconderia, mas em que lugar? Ao virar o rosto para um lado, viu uma porta aberta, o que era perfeito no momento. No instante seguinte, Jaime já se encontrava em uma casa abandonada, com a porta fechada e observando pelo "olho mágico", todos que o perseguiam passarem direto por ele.

Jaime não saiu da casa logo em seguida, era mais seguro esperar um pouco. Assim recuperava o folego e seus perseguidores se afastariam mais ainda. E enquanto esperava, decidiu explorar a casa onde estava. Misteriosamente estava intacta, sem problema nenhum, nem mesmo um copo quebrado.

A sala de estar era aconchegante de um jeito assustador. Não possuía nenhuma foto de quem provavelmente moraria ali, mas era arrumada. O sofá grande o suficiente para seis pessoas se sentarem com espaço de sobra, a televisão presa na parede, estava desligada, mas transmitia um calor, como se estivesse acabado de ter sido desligada. Na mesa de centro, tinha um vaso com flores variadas e coloridas. Porém as cortinas estavam fechadas, dando aquele ar fantasmagórico na sala. E o tapete não ajudava muito, se é que aquilo poderia ser chamado de tapete, já que era apenas a pele de um urso pardo estendida no chão.

Na cozinha, tudo também estava arrumado, uma mesa enorme ocupava boa parte do local. A geladeira estava repleta de alimentos, sem nenhum gole de leite faltando ou fatia de bolo a menos. O fogão estava ligado e nele estava uma torta, sendo assada. E a pia, brilhava de tão limpa, junto com os talheres de aço.

Jaime estava sentindo que algo estranho se passava naquela casa, mas não sabia dizer o que era. Por isso decidiu não subir as escadas que levavam ao segundo andar. Preferia sair da casa e já se encaminhava para a porta, quando sentiu uma mão em seu ombro. Uma mão fria e elétrica, como uma tempestade de raios. Mas ao se virar, não via nada, nem mesmo uma poeira caindo no chão.

Estou ficando maluco... sussurrou para si mesmo, tornando a se virar para a porta da casa, mas algo o fez empacar no mesmo lugar, o ar escapou de seus pulmões e sua boca se abriu para falar algo, mas nenhum som saiu.

Na sua frente, a sala que antes estava completamente arrumada, agora estava toda destruída. A tv estava no chão, toda rachada, o sofá, não existia mais e o tapete, em chamas, enquanto as paredes possuíam rachaduras enormes. Aquela casa estava para cair e Jaime estava dentro dela. E então, um riso de mulher soou em seu ouvido, um riso de escárnio.

Foi então que a escada ao seu lado, desmoronou, fazendo Jaime se mexer, saindo do lugar e começar a correr em direção da porta, mas para quê? A porta estava trancada, não tinha como abrir.

Avisei para não tentar fazer nada Jaime... Agora terei que te matar ou matarei a sua irmã! era a voz da mulher da visão de Jaime. Ele estava em apuros, precisava sair dali o mais rápido possível.

Enquanto tentava forçar a fechadura, uma das vigas do teto, quase o atingiu, caindo a centímetros ao seu lado, fazendo a casa inteira tremer e desmoronar. Jaime precisava sair naquele instante ou estaria morto. Com o desespero, começou a chutar a porta, que não se movia por nada, parecia ser de aço em vez de madeira. Só tinha um jeito de sair daquela casa e Jaime logo colocou o plano em ação.

Correu em direção a janela lateral da casa, que já não estava mais com a cortina, que estava no chão em chamas. A janela era grande o suficiente para Jaime a abrir e sair com calma, mas ele não possuía tempo. Como um desespero final, pulou para a janela de cabeça, sentindo o vidro se partir ao menor toque de sua testa, liberando a passagem do rapaz pelo local. Ao cair no chão, Jaime tentou rolar, mas não dava, estava em uma posição ruim e com isso, deve de apoiar seu peso em uma das pernas, que logo travou com o impacto e no mesmo instante que a casa desmoronava, deixando de existir.

Jaime sabia que aquilo atrairia qualquer um, principalmente policias e bombeiros. Então sem se importar com o corte em sua testa, que começava a sangrar e latejar, se levantou do chão, sentindo a perna doer graças ao impacto, e sair correndo, em direção da saída de San Diego.

Notas finais
Então, reviews? por favorzinho >
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.