Férias um tanto... Diferentes
18 Será?
Calma Sakura, respira, normaliza a sua respiração... Mão querida, pare de amassar esse papel, você vai ter que esfrega-lo na cara do Sasuke daqui a pouco... O que eu estou falando? Nada de esfregar nada na cara de ninguém, é para se acalmar, acalmar, acalmar...
– Quem era na porta? – ele aparece na escada com cara de sono, acabando com qualquer ritual de acalmamento que eu pudesse estar tentando fazer.
– SEU PUTO VIADO CORNO DO CARALHO QUANDO PRETENDIA ME DIZER QUE TE UMA FILHA?! – jogo a bolinha de papel na cabeça dele. É, eu acho que o ritual não deu muito certo.
– Que porra você tá falando? – ele pega o papel e o desenrola. Me abaixo e pego a criança no colo, ela é pesada pra cacete, tento calcular o quanto de força vou precisar para jogar ela na cara desse filho de uma égua. Não, ela não tem a menor culpa do pai que tem, não merece.
– Leu aí? Do seu caso com uma puta chamada A? – estava assinado como A, então o nome dela é A. A partir de agora eu odeio essa letra.
– Eu não sei quem escreveu isso, mas é mentira.
Neji e Tenten descem as escadas e vão pra cozinha, grudados feito namorados. Ino, Hinata e Gaara aparece em cima da escada.
– Como você pode ter certeza? Você é Sasuke Uchiha, o filho de puta mais pegador daquela porra de caralho que chamamos de escola.
– Sakura, é feio uma garota falar tanto palavrão – Tenten fala e ri.
– FODA-SE SUA PUTA! EU FALO PALAVRÃO PRA CACETE, E QUEM NÃO GOST QUE VÁ TOMAT NO CÚ! – tento me acalmar, respiro fundo e quando abro os olhos ele tá chegando perto de mim. – Quer pegar sua filhinha?
– Ela não é minha filha!
– Você tranzou com um monte de garota e um monte de lugar e eu tenho certeza que pelo menos vinte delas tem um nome que começa com A, você não pode ter certeza que ela não é sua filha.
– Sim, eu posso, porque não tranzei com nenhuma mulher que tenha o nome começado com A.
– Tenho certeza que você tranza primeiro e pergunta o nome depois.
– Não é nada disso, eu tenho certeza que nunca tranzei com nenhuma garota que o nome comece com A.
– Como você pode ter certeza que nunca tranzou?
– Vocês podem parar de falar a palavra “tranzar” tantas vezes? – Naruto reclama no topo da escada, coçando os olhos. – Tem crianças aqui.
– FODAM-SE AS CRIANÇAS CARALHO!
– Sakura, você precisa acreditar em mim, ela não é tinha filha.
– Ela te os seus olhos. Seus cabelos. A porra da sua pele. Se ela não é sua filha, é sua irmã, coisa que eu duvido que você tenha escondido de mim.
– Então eu posso esconder uma filha e não posso esconder uma irmã?
– Então admite que escondeu essa sua filha!
Ele tampa a própria boca, percebendo a porcaria que falou. HÁ!
– Mas você é mesmo um idiota! Tome essa... essa... urgh! – entreguei a criança na mão dele e ela começou a chorar.
– Ela gosta de você.
– Vai tomar no cú, por favor? – ele me entregou a coisinha chamada Taiga e ela parou de chorar na mesma hora.
– Eu não falei?
– Isso... Coincidência. Tenten!
– Vai mesmo colocar uma criança nas mãos dessa garota? É a mesma coisa que deixar ela se virar sozinha! – Neji fala e recebe um tapa da chocolate, que vem até mim. – Sozinha dentro de uma cozinha!
Reviro os olhos. Coloco a menina no colo de Tenten assim que posso e ela começa a chorar – a menina, não a Tenten -, a garota tenta como pode, nina, fala “xi”, a acaricia, anda pela casa com aquela miniatura de gente, mas a porra da garota não cala a porra da boca.
– Você não vai mesmo acreditar em mim? – ele continua tocando na mesma tecla, puta que pariu! Olho para Sasuke e ele tem os olhos... Tristes. Realmente tristes, como se estivesse falando a verdade.
Mas não pode ser a verdade, por que diabos uma mãe que cuida da própria filha como uma princesa iria deixa-la na porta da casa de um cara se esse cara não fosse o pai? E convenhamos, ela é a cópia perfeita dele, ela é uma mini-Sasuke-sem-pinto.
– Quando os fatos estão contra você, eu não posso fazer nada.
– Pode confiar na minha palavra.
Lhe dou as costas e subo as escadas. Não, não tem como eu aguentar ficar aqui por mais tempo. Sabe o tanto de coisa que já aconteceu comigo nessa merda de casa? Isso não acontece nem em seriados de americanos pirados, não acontece em fics ruins, não acontece em livros de gente maluca, mas adivinha onde acontece? COMIGO, MUITO JUSTO!
Pode dizer qualquer coisa de mim, que sou chata, estranha, irritadiça, sem noção, maluca, doida, pirada, que tenho uns – ou muitos – parafusos a menos, mas uma coisa não pode dizer, não pode dizer que eu não aguentei o máximo que pude, porque aguentei.
Fui direto para o quarto onde passei as melhores e piores férias da minha vida. Melhores porque apesar de terem sido... bem... um pouco estranhas, ainda assim, de um jeito ou de outro, eu consegui me safar de tudo. E piores porque terminaram antes do que eu pretendia.
Ouço a campainha, mas ignoro, pego minha mala e começo a colocar todas as minhas velhas e feias e descoloridas roupas lá dentro. Eu poderia deixar uma lembrancinha para ele não podia? Sei lá, colocar uma calcinha debaixo do travesseiro, aquelas fio dental que você guarda só para ocasiões especiais, ou no meu caso para quando as outras estão lavando...
Seria legal, mostraria a ele o que ele perdeu. Imbecil... Precisava me trair? Não, não precisava!
Se bem que a julgar pela idade dessa coisinha, dois anos mais ou menos, mais o tempo de gravidez, que daria três anos, ele teria... TREZE ANOS? Pelas minhas contas seria isso mais ou menos, quatorze no máximo, mas isso não faz o menor sentido, ele pode ser até que um pegador compulsivo hoje em dia – com dezesseis anos -, mas eu estudei a vida inteira com ele e não, com treze/quatorze anos ele, com certeza, não era assim.
Larguei a mala ali... Ou guardaria, se meu orgulho não gritasse tão alto quanto gritava. Peguei a mala e coloquei no quarto de Hinata, sendo filha ou não, eu ainda não continuaria no mesmo quarto que ele. Desci as escadas correndo e a sala parecia mercado em dia de promoção.
– Hm... O que tá acontecendo aqui? – perguntei, chamando a atenção de todos.
Sabe aquele bando de garotos lindos, perfeitos, absolutos e com tanquinhos de tirar o folego? Aqueles que moram na casa de Sasori... Sasori também está aqui, e eles também, e eu também. Tanquinhos e eu no mesmo ambiente não dá muito certo...
– Eles vieram fazer uma visita – Sai disse, com o sorriso falso de sempre. – Ah, e falando nisso, Itachi, eu vou embora.
– Por quê? Ainda falta quase um mês de férias... – ele fingiu interesse, mas era óbvio pela atenção que ele estava dando a uma pera, que não se importava se Sai ficava, ou se Sai saía kkkkkkkkkkkkkkkkk eu precisava dizer aquilo!
– Tenho uns problemas pessoais em casa para resolver. Ah, e só para avisar, Kankurou evaporou.
Agora sim todo mundo olhou para ele, já que ninguém aqui está acostumado com pessoas evaporando por aí.
– Como assim evaporou?
– Sei lá, eu acordei e ele não estava mais no quarto, as coisas sumiram, estava tudo limpo... Como se ele nunca tivesse passado por lá.
UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUH! ESSE TEMPO TODO ELE ERA UM FANTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASMAAAAAAAAA! Acho que deu pra perceber a ironia no meu pensamento, né? Se não deu, leia outra vez.
– Então teremos um quarto vago? – perguntei, abrindo um sorriso. Porra, mas que sorte! – Posso me mudar pra lá, Itachi-kun? – por que a cada coisa que eu digo as pessoas me olham como se eu fosse um ET? Sei que cabelo rosa não é uma coisa muito normal, mas...
– Kun? – Ino me perguntou.
– O quê?
– Você chamou o Itachi de Itachi-KUN? – Sasuke esclareceu, com os punhos cerrados. Sabe o que dizem sobre garotos com ciúmes serem fofos? Você sabe né? Não é verdade.
Mas é divertido.
– Ah, foi mal, não podia? – me fiz de burra. Itachi pareceu entender e sorriu.
– Claro que podia meu amor – tá, já chega, passou dos limites. Uuuuuuh, o Sasuke ficou vermelho! Anda Itachi, continua, continua! Ele se levantou e veio até mim, colocou o braço ao redor dos meus ombros e me levou até a escada. – Eu te ajudo com a mudança...
Vakarin e Konan e Tenten bateram palmas e deram vivas, muito provavelmente para irritar ainda mais Sasuke. Ó, vocês viram, foram elas, eu não fiz nada, quando ele explodir, vai ter que explodir com elas, não comigo! Ah é, esqueci da minha sorte, ela é má, se depender dela, ele vai explodir bem comigo.
– Antes de decidir qualquer coisa, acho que você deveria saber que e filha realmente não é dele – Itachi falou enquanto eu pegava a mala.
– Ah é? E como você pode ter certeza disso? Ah é... Você não pode! – ele revirou os olhos.
– É, eu não posso... Mas acho que se você confiou em mim antes, para contar o que contou, deveria confiar agora.
Fico vermelha só de lembrar. Eu realmente não queria ter contado tudo a ele, mas sabe como é, não sou muito boa quando sou pressionada.
– Eu não planejei te contar, na verdade você quase me obrigou.
– E você acha que ele planejou? Acha que ele planejou ser culpado por uma coisa que não fez?
Suspirei. Talvez ele estivesse certo. Estava me escondendo alguma coisa, sabia de alguma coisa que não queria me falar, mas em tudo que tinha dito estava certo.
– Eu só vou mudar de quarto, não vou embora. Só preciso de um tempo.
– Essa é a minha garota – rimos e ele me abraçou. Ele é confortável... Como um travesseiro. É bom abraçar ele... Como deve ser abraçar o Sasuke? Hm... Se eu continuar orgulhosa como sou nunca vou saber...
Ouço o som da porta e quando vou ver ela está aberta. Passos e mais passos. Puta que pariu, alguém viu! Claro, não estávamos fazendo nada de mais, só um abraço, mas esse bando de puto mente suja já vai pensar merda.
Desço as escadas correndo e quando vejo quem tinha visto era o Suigetsu, ele não era nenhum X9, por isso eu não tinha que me preocupar tanto... Não poderia descuidar, mas me preocupar como estava não precisava, eu tava me preocupando como se uma Karin tivesse visto, que exagero...
– Por que demoraram? – ele perguntou e sorriu cafajeste. Retardado. Idiota. Sem noção.
– Eu não estava achando algumas coisas, por que, queria ajudar? – devolvi o sorriso.
– Não, é que...
– Gente, isso lá fora é neve? – Ino o corta. Todos olham para a janela e realmente tem pequenos flocos caindo do céu.
Mas o pior não é isso, é que eles estão caindo muito, muito rápido, e ainda mais forte. Uma tempestade de neve.
– Estamos presos aqui? – Kisame perguntou, labendo os beiços ao olhar para Tenten.
– Liga a TV, liga a TV! – todo mundo corre para o sofá.
– Estamos aqui com um boletim urgente! Toda a área sul do Japão está sendo castigada com uma tempestade de neve... O que Percival? A pior tempestade da década? DO SÉCULO? Olha, é muito ruim e pode durar dias, não aconselho ninguém a sair de suas casas e...
Desligamos a TV.
– Isso aqui não era para ser uma casa DE VERÃO? – Hinata explode.
– Que eu saiba... Era.
– Estamos presos aqui mesmo? – Hidan se joga no sofá, sorrindo para Ino, que acena e é repreendida por Gaara.
POR QUE NÃO O BRAD PITT SENHOR? ELE É VELHO, MAS DÁ PRO GASTO! ACEITO O JOHNNY DEPP E ATÉ O POPAYE, MAS ELES NÃO! Isso mesmo, não me ouve... Suspiro pesadamente, esse bando de tanquinho, neve lá fora, poucos quartos e para melhorar uma criança que eu já não tenho mais certeza se é filha do Sasuke mesmo. Puta que pariu!
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