Férias um tanto... Diferentes

14 Sequestrada. Fui sequestrada. FUI SEQUESTRADA PORR


Notas iniciais
Demora, desculpas, problemas, 1D, fic nova, link no final, beijos beijos, sono, sem tempo, eu ♥ vocês

Ah, finalmente... A melhor coisa que existe é acordar quando puder, sabia? Não, você não sabe, nenhum tipo de adolescente sabe o que é isso, acordar naturalmente, sem uma mãe te chutando da cama, um despertador te assustando ou, no meu caso, uma frigideira. Lentamente as lembranças foram voltando à minha mente e eu lembrei de dormir nas costas do Sasori...

Mas perai, as costas dele não são assim tão macias... O cabelo dele não é tão fofo... Acho bom eu abrir os olhos...

SANTAMÃEDEDEUSTODOPODEROSO ONDE EU ESTOU?!?!?!

Peguei meu travesseiro e o abracei com força, olhando em volta. Não era um lugar assustador, mas olhem pelo meu ângulo, qualquer lugar é assustador quando você não sabe que lugar é esse, ou melhor, pelo menos quando você acaba de acordar nesse lugar.

Eu estava deitada em uma cama de casal enorme, fofa e macia que parecia estar me chamando para deitar outra vez e voltar a dormir, esquecer o que tinha acabado de ver e voltar... Eu estava quase vendo isso, quando percebi que as janelas estavam fechadas e a única porta que tinha ali, estava fechada também.

AIMEUDEUS, EU FUI SEQUESTRADA?

Não, não, eu não posso ter sido sequestrada, eu não tenho carne para nenhum índio me comer, não tenho dinheiro para me pedirem um resgate, não sou bonita para quererem meu corpo nú... Mentira, eu sou bonita, eu sou linda, me amem, dois beijos!

Bom... Então é isso, eu fui sequestrada. É. Agora a próxima pergunta é: ONDE ESTAVA O INUTIL DO SASORI QUANDO ME SEQUESTRARAM?

Acho melhor me levantar daqui e olhar em volta. Podem estar me observando.

Levantei o lençol com cuidado e me levantei em seguida. Mas antes olhei para o chão, com medo de ter algum tipo de tachinha no chão, tipo aquelas que colocam na cadeira dos professores nos filmes, sabe? Por que diabos sequestradores colocariam tachinhas no chão do quarto onde você dormiu? Bem, eu não sei, os malucos sequestradores por aqui são eles, perguntem a eles, não a mim!

Finalmente coloquei os pés no chão, sentindo um frio infernal (?). Continuei exitando, mas mesmo assim caminhei até a porta. Trancada? Seria o certo, quando se tranca pessoas no quarto, normalmente se fecha a porta, mas ela estava apenas encostada. A abri, mas com medo daquelas armadilhas de filme onde tem um balde com água em cima, sabe? Mas não, não tinha balde nenhum e eu saí seca dali.

Ok, eu acho que preciso assistir menos filmes.

Olhei para além, no corredor, o quarto onde eu estava era quase exatamente no meio do corredor, tendo mais quartos para um lado e para o outro. Paredes imaculadamente brancas, tapetes lindos no chão, luminárias novas e quadros estranhos nas paredes. Pôsteres nas portas dos quartos. Uma mesinha de centro entre duas portas dos dois lados com pequenos bules e uma jarra com alguma coisa dentro.

ELES QUEREM ME DOPAR!

Não não, aquilo era só água.

Eu definitivamente preciso ver menos filmes.

Andei na ponta dos pés pelo corredor encontrando... NADA! EBA! Virei de costas e andei para o outro lado, mas antes de conseguir andar... BANG! Meu corpo bateu em uma parede que eu não sabia que existia. Ops, não era uma parede, era mais uma das barrigas deliciosas e durinhas, cheias de gomos das quais eu taaaaanto gosto.

Aprendam, SAKURA ♥ GOMINHOS.

– Oi gata... – vish, querida, se liga, ele tem um tanquinho cheio de gominhos, mas ainda assim é meu sequestrador. Nada de pena só porque ele é gostoso, chuta com força bem nas bolas para ele não poder ir atrás de você!!

– AAAAAAAAAAAAAAAAH, SOCORRO! – berrei, batendo em algum lugar acima da minha cabeça que eu deduzi ser seu rosto. Ele deu um grito bem feminino e colocou a mão no rosto. Isso, é a minha chance! – HÁÁÁ, VINGANÇA! – dei um chute bem forte no meio das pernas dele, com toda a raiva que eu tinha. – MORRA SEQUESTRADOR DOS INFERNOS!

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAH, SOCORRO, UMA MALUCA! SASORI, SUA AMIGA É MALUCA!

– SIM, GRITE POR SOCORRO IMBECIL, E APRENDA A NÃO ME SEQUESTRAR DE NOVO... Peraí... – olhei para a parede branca, colocando os pensamentos em ordem. Ele chamou alguém, pediu ajuda para alguém... – SASORI ESTÁ AQUI? SASORI-FILHO-DA-PUTA-AKASUNA, ONDE ESTÁ VOCÊ, DESGRAÇADO? – berrei com a maior força dos pulmões que podia.

Me virei para o cara que agonizava no chão. Ele era, basicamente, uma versão melhorada da Ino, sem peitos e com alguma coisa a mais entre as pernas. Tinha o cabelo um pouco mais escuro, uma franja cobrindo um dos olhos e o cabelo preso em um rabo de cavalo. Ou no que um dia foi um rabo de cavalo, já que agora não era nada daquilo, depois de ele se virar para um lado, depois para o outro, e depois voltar.

– QUE MERDA TÁ ACONTECENDO AQUI?! – o ruivo apareceu do outro lado do corredor, subindo das escadas. Coitado, tinha uma carinha de fome muito fofa... Peraí, foi esse cara que me trouxe para cá! Merece morrer!

– SEU PUTO DESGRAÇADO! – berrei, chegando já na voadora pra cima daquela coisa de cabelos vermelhos. Pena que né... Cê sabe... Eu não sei dar voadora e foi tipo, mais ou menos uma pessoa dando um pulo de lado, tentando fazer aquelas bicicleta no futebol, mas caindo pro lado feito uma retardada.

–Ãnh? – ele tinha ficado parado só observando a minha queda, como naquela hora que você sabe que um objeto que está na sua mão vai cair, você vê ele caindo, sabe que podia fazer alguma coisa, mas não. Fica lá feito uma idiota só olhando a coisa cair em câmera lenta como se estivesse olhando para você e dizendo “lá vou eu vadia, você nunca vai tomar esse toddynho aqui, fui viver a vida!”. É, pois é. É. – Alguém podia me explicar o que tá acontecendo aqui?

– Eu é que pergunto! Por que eu me lembro de estar dormindo, uma frigideira, gente querendo me matar, dormindo nas suas costas e então acordo aqui? Quero dizer... Por que diabos me sequestrou? Se falasse comigo eu viria na sua casa numa boa poxa! – assim, não seria totalmente “numa boa”, primeiro ele tinha que me convidar, depois teria que dizer uma lista completa da comida que tem aqui e só depois eu diria a resposta, mas ok.

– Sequestrar? Que merda você tá falando?

– Sasoooooooriiiiiiiiiiiii... – o loiro gemeu, ainda no chão. Ele estava deitado de bruços com o rabo de cavalo destruído e o cabelo todo por cima da cabeça, parecendo um defunto ou coisa do tipo. Assustador. Se levantasse seria uma Samara do gueto (porque só gente do gueto pinta cabelos de loiro. Ruivo, azul, rosa, até vá... Loiro é clichê. Aprenda).

– Deidara... DEIDARA! – e correu até o amigo, o ajudando a levantar. Isssssssssssso Sasori, tem uma dama caída no chão e você vai lá e ajuda o amigo a levantar. Estou começando a duvidar da sua sexualidade seriamente. – O que você fez com ele?

– Eu pensei que vocês tinham me sequestrado, tenho o mínimo direito de tentar me defender quando penso estar sendo ameaçada, não? – é óbvio, não?

– De se defender, sim, de atacar meu amigo, não. Consegue se levantar, Deidara?

– A-acho que nunca vou conseguir ter filhos... Meu filhinhos lindos... – ele gemia, se levantando com a ajuda do outro.

Revirei os olhos com a demonstração de afeto mutuo dos dois e voltei a caminhar, dessa vez para a direção certa do corredor. Desci as escadas e segui um cheiro muito bom que vinha de uma cozinha simplesmente maravilhosa. Uma daquelas que tem um balcão no meio onde as pessoas comem, adoro cozinhas assim.

Estava cheio, todas as cadeiras com gente sentada. No meio um monte de potes e panelas com comidas simplesmente PER-FECTS. Cheguei até lá e todos eles vidraram seu olhar em mim. Tinham sorrisos safados no rosto. Só então lembrei que estava usando um pijama. Eu estava usando um pijama no meio de um monte de homens com tanquinhos delicia à minha volta, comida delicia, cozinha delicia... Ufa, até perdi o folego. É delicia demais para uma casa só.

Sorri e um deles se levantou para eu sentar. Nem mesmo agradeci, a comida me chamava mais do que as boas maneiras. Tinha arroz, feijoada, macarronada, bifes de frango e de carne acebolada, lasanha e sorvete. Coloquei tudo junto em um pirex – aqueles pratos gigantes de vidro – com o sorvete com muuuuuuuuuuuuita calda quente por cima e uma cereja. Eles me olharam torto, mas eu dei um sorriso sádico e cada um resolveu tomar conta da própria vida.

Menos mal. Reclame da minha comida e sua próxima reclamação será de seus pulmões não funcionarem direito.

Comida eu comi, olhares distribui, TV eu assisti e... Não, não sei como rimar mais, só que o que importa é que o tempo passou e Sasori não voltou a falar comigo. Nem Deidara. Talvez eu tivesse machucado mesmo a donzela.

Hm... Sei que não é de meu feitio, mas subi as escadas – eles me obrigaram a subir as escadas, que merda! – e abri porta por porta, procurando onde eles estivessem. Parei no quarto onde o loiro estava sentado na cama lendo um livro. Não um livro qualquer. A culpa é das estrelas.

Esse cara tava lendo a culpa é das estrelas. A culpa é das estrelas. A culpa é das estrelas! A CULPA É DAS ESTRELAS PORRA!!!!!!!!!!11!!

Vocês fazem ideia de como eu amo essa história? eu simplesmente amo amo amo amo amo amo esse livro, é meu favorito, ou um dos três... Mas ele é um dos favoritos!

Entrei correndo no quarto e me joguei na cama, fazendo ele pular do outro lado e levar um susto. Ao ver que era eu, se encolheu um pouco.

– ÉÉ... Foi mal por aquilo, pensei que tinham me sequestrado e você desejasse meu corpo nu... Ah, foi mal ok?

– Por que sequestradores deixariam a porta aberta? – me questionou, com uma sobrancelha arqueada.

– Também me perguntei isso, mas como não estou em meu estado normal... Bem, eu nunca estou, mas... É... — ele riu. Mas não era um riso tipo "ah, feliz" ou "achei engraçado". era mais um riso"quero comer você, gata", com todas as letras. Isso me assustou. Eca.

O que s viu a seguir foi uma cena bem peculiar que eu não faço a mínima ideia de como aconteceu, por isso, se ficar mal explicado, não me xinguem, ok? Bem, ele manja dos paranauê, é o que eu posso dizer.

Em um minuto ele tava dando aquele sorrisinho, e no outro... BANG! Eu estava prensada contra a cabeçeira da cama com ele de 4 em cima de mim, me impedindo de fugir. Tinha o sorriso cafajeste e um olhar sedutor. OMG, ele tava sem camisa.

Tanquinho.

Gominhos.

SEDUÇÃO!

Não Sakura, resista, resista, lembre-se que não pode beijar, beijar dá sapinho!

– Olha... — ele disse com uma voz supersensual, que eriçou meus pelinhos da nuca. — Você fez uma coisa muito errada hoje... Então... Agora eu vou te castigar ok?

– Quem vai te castigar sou eu — mas quela voz me deixou arrepiada até a espinha. Raiva. Ódio. Possesso. Perfeito. — Se não sair de cima da minha garota. Agora...

Notas finais
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