Férias na Clínica
16 Capítulo 16
No outro dia Lucy acordou cedo, mas ficou na cama esperando as horas passarem e pensando em tudo que estava sentindo.
Óh quão feliz ela está por ter Tommy ao lado, nunca sentiu o “algo forte” que ela tem certeza de ser amor . Deitada em sua cama ela ficou imaginando um futuro para os dois, suas ideias românticas de andarem de mãos dadas, se beijar no por do sol, ou ver as estrelas juntos deitados na grama, e todas as ideias românticas que uma garota pode ter sobre o amor, estavam rondando a cabeça de Lucy que ficava imaginando cada detalhe bobo.
Ela estava abobalhada e romântica. Óh que grande falha isto pode ser.
Mas Tommy já estava subindo ao seu quarto e chegando lá viu Lucy chorando e com um sorriso bobo, ele sabia o que era mas a noticia que ele iria dar não era nada romântica mas foi logo dizendo:
Bom dia Lucy, tenho noticias sobre nossa fuga! –Tommy
Oi, é? –Lucy
Descobriram que estamos tramando algo. Eles não têm detalhes, e por eles estarem já desconfiados e vão querer nos vigiar e nos controlar, teremos de partir mais cedo! –Tommy
Isso é ótimo não é? –Lucy
Sim é maravilhoso, mas temos que ter um plano de fuga algo assim, eu tenho pensado a meses nisso –Tommy
Vamos para nosso lugar secreto conversar, acho que aqui dentro não é um lugar seguro –Lucy
Primeiro eu vou, logo depois você fica caminhando pela praça deles, despistando e depois você vai para o nossa. Eles já estão nos vigiando, teremos de ser mais espertos e cautelosos –Tommy
Ok, tudo bem –Lucy
Tommy desceu pela janela, ninguém nunca percebeu isto, era seguro mas a partir deste dia terão de se ver menos, para serem mais cautelosos.
Lucy ficou vendo ele indo até lá e logo depois saiu do quarto pela porta e desceu pelas escadas, como uma pessoa normal que não pensa em fuga, então ela começou a falar sozinha, para pensarem que os remédios deles fazem efeito, ela passou por algumas enfermeiras que sorriram a ela e que certamente pensaram “Que ótimo ela ficou louca”.
Uma das enfermeiras disse a outra: Vou avisar ao diretor, essa daí não é nem um pouco fugitiva e está fora de cogitação pensarem isto dela. A outra sorriu e concordou. Lucy pensou: Ufa vou conseguir enganar todos.
Mas quando ela passou pela portaria viu Mark que estava sentado com a cabeça baixa, Lucy tentou ainda falar sozinha e fazer cara de louca, e passar rápido por ele, apesar de fazer semanas que eles não se viam e ela queria conversar com ele, ela sabia que seu foco não é este!
Mas Mark se alevantou quando ela passou e disse a ela:
Eu sei o que está tentando fazer Lucynda –Mark
Eu, O que está falando? Qual seu nome bobão? –Lucy
Não se finja ser louca pra mim, você sabe do que estou falando e sabe meu nome –Mark
Não sei o que está falando, eu te conheço? –Lucy
Sou seu antigo companheiro de quarto, você realmente está louca? –Mark
Lucy pensou: ufa vou conseguir o enganar
Aqui não é um hospício? Devo ser muito louca pra estar aqui –Lucy
Você está bem? O que houve com você? –Mark
Ué, você não disse que me conhecia? –Lucy
Você está diferente, está indo aonde? –Mark
Não te interessa bobão –Lucy
Eu vou com você –Mark
Então ele pegou em seu braço e ela fingiu não saber andar direito, tropeçando em pessoas e cambaleando as pernas. Mark a olhava assustado e certamente queria a ajudar e saber o que estava acontecendo.
Lucy pensou agora que ele está indo junto a ela, como ela vai se livrar dele, pra ir ao encontro de Tommy.
Eles já estavam na praça da clinica quando de repente o sol a fez quase desmaiar, por comer muito pouco e estar fraca sempre. Ele a segurou e ficou repetindo: está tudo bem ? Lucy tá bem? Tudo bem? Aquilo não era fingimento, ela estava fraca mas assentiu com a cabeça, e tentou se alevantar com a ajuda dele, e falou em um sussurro:
Estou bem Mark, não se preocupe. –Lucy
Você se lembrou de meu nome? –Mark
É, eu acho. Esse é seu nome? –Lucy
É sim, que ótimo que se lembrou de seu velho amigo de clinica –Mark
Ela então percebeu que falhou, devia fazer papel de louca, doente mesmo. Mas ela precisava se livrar dele pra ir ao encontro de Tommy. Então ela o conduziu pra perto aonde ficava a praça velha e sinistra secreta. Mas o que ela estava fazendo afinal?
Mark, velho amigo de clinica não é? Podia me fazer um favor? –Lucy
Sim o que é? –Mark
Pegue alguma coisa pra mim comer, estou fraca! Eu vou me sentar naquele banco lá –Lucy disse apontando pra um bando distante da onde eles estavam
Mas porque naquele banco? –Mark
Eu vou caminhar até lá e me sentar, não se preocupe comigo, só me traga algo! –Lucy
Mas e se você desmaiar? –Mark
Apenas faça o que eu disse velho amigo –Lucy
Ele foi andando, olhando pra trás. Ela estava indo em direção aquele banco, em passos devagar. Mark já estava lá dentro, então Lucy foi correndo até a praça secreta. Ela já estava atrasada, então foi correndo mesmo.
continua..
Fale com o autor