Férias na Clínica
8 Capitulo 8
Notas iniciais
Lucy teve de voltar. Saiu da floreta quando estava anoitecendo e foi caminhando pela mesma estrada que estava escura e as vozes voltaram: assassina, psicopata.
Se você voltar vai parar na cadeia ou em um hospício.
Se mate logo e pare de estragar a vida das pessoas, não cause mais dor vivendo, morra.
Se mate!
Eu vou tentar o suicídio novamente, não aguento mais viver!- gritou Lucy aos ventos daquela estrada escura.
Seguiu por longos minutos até que chegou a cidade, ela não sabia ao certo o que ia fazer mas ia subir pela janela de seu quarto e pegar mais bebida e ficar lá escondida em seu quarto ou talvez fugir novamente.
Ela sentou em uma praça e pegou sua lamina e passou em sua pele e começou a pensar e sussurrar: Eu devia estar morta. O que vou fazer ? EU SOU UM MONSTRO! Eu não sei mais o que fazer, ou eu me mato ou meu sofrimento vai continuar..
Enquanto ela observava a lua cheia da meia noite ela passava a lamina em seu rosto e seus pulsos, ela chorava muito lembrando de Sami, e de que ela devia estar viva não ela, Lucy queria estar morta.
Ela saiu da praça, colocou o capuz e seguiu pela avenida pra chegar até sua casa.
Depois de alguns minutos ela chegou na rua de sua casa e foi em direção ao jardim de sua casa e escalou a casa e entrou pela janela de seu quarto.
Chegando lá a porta estava trancada e então ela tirou a chave e colocou embaixo do travesseiro. Fechou a janela que sempre estava aberta e puxou a cortina para que ninguém descobrisse que ela havia voltado.
Ela foi em direção de seu guarda roupa onde tinha muitas bebidas e cigarros, os pegou, e sentou no chão chorando ainda ela escreveu outra carta de despedida mas ao seu pai, pois ela ia enforcar com uma corda especial que ela tinha guardado para essa ocasião, ela estava pronta pra tentar o suicídio novamente e então começou a escrever, com lágrimas no rosto e com jack daniel’s na mão e um cigarro dependurado no canto da boca.
Papai aqui é a sua filha aquela que você sempre humilhou e excluiu, graças a você também estou fazendo isso, sei que você ficara feliz com a noticia de que Lucynda Harron vai se suicidar, não vou estragar mais a vida de ninguém, pode comemorar não vou mais estar em sua vida, sei que você nunca me amou, e deis de que eu cresci e mamãe morreu eu precisei de você mas você nunca se importou comigo, eu tenho sofrido muito e por isso sou esse monstro, nada me faz feliz e eu tenho sofrido muito mas você não percebe ou talvez perceba mas não se importa. Obrigada por estragar mais um pouco minha vida pois graças as suas humilhações eu chorei pra caralho e quando eu precisava de você, você não estava aqui, obrigada por me fazer mais infeliz do que já sou, mas você não se importa, nunca se importou comigo só quer saber de trabalhar e de transar com garotas bonitas. Ahh pai eu peguei algumas garrafas de vodca e whisky do seu armário, também tenho fumado e me mutilado muito, tenho andado pelas ruas e transei com um garoto que conheci em uma festa e cheirei coca com ele. Fumei maconha com uns caras da praça e bebi com eles quase toda noite eu fugia pra fazer isso e também eu transava com um deles.
Pai eu sou um monstro e eu não aguento mais a porra da minha vida por isso vou me suicidar daqui alguns dias quando meu corpo estiver fedendo no quarto você me tira daqui, é claro se quiser se não me deixe aqui.
Minha porra de vida não faz mais sentido, eu nem tenho mais vida já estou morta faz tempo e as vozes querem que eu me mate e eu tenho certeza que esse é o certo a fazer, então adeus papai.
Estava pronta sua carta e tinha sangue e lágrimas nela e então ela deixou a carta no chão perto da porta para que seu pai algum dia leia ela.
Lucy então pegou a corda e a arrumou no lugar.
Estava de madrugada e as vozes diziam: Morra, morra, tente o suicídio, você tem que morrer, monstro morra! Ela sem querer gritou: Vou me matar! Ela colocou as mãos na boca e ficou se culpando por ter gritado mas ela não ouviu passos de ninguém.
E então sentou no chão, bebeu mais um pouco e antes dela se arrumar pra se enforcar ela ficou no chão chorando e soluçando por um bom tempo e passando a lamina em toda a pele que ainda tivesse espaço, seus braços e pernas estavam ensanguentados e ela estava com seu pijama branco e seu rosto sangrava pois ela passou a lamina por ele.
Ela olhou em seu celular eram 4 da manhã. Ela estava quase pronta para o suicídio mas ficou no chão com medo mas as vozes diziam para ela se matar ela tomou alguns remédios que achou na gaveta e bebeu mais um pouco, mas ela caiu ali no chão. Não era sua intenção. Um acidente. Mas logo se suicidaria se é que esses remédio e bebidas não faria seu trabalho direito. Seu último pensamento antes de desmaiar foi : esses remédios e bebidas tem que fazer efeito, adeus!
continua..
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