Já era de noite e Lucy não conseguia parar de pensar no que estava acontecendo, Mark e Tommy a deixaram confusa.

Ela odiava estar apaixonada por Mark, mas não sabia se sentia mesmo aquilo e ele talvez tenha sido verdadeiro, mas ela tem um foco que é sair dali o mais rápido possível.

Lucy estava confusa, com raiva da situação, teria de esquecer mesmo Mark, partir o coração dele ou apenas o ignorar. Porque ele é uma pedra no caminho para ela fugir dali.

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Ela decidiu ficar ali no quarto, mofar ali, ela precisava pensar em tanta coisa, é claro que Mark bateria na porta mas ela não abriria, ela iria o ignorar, se afastar dele. E quanto a Tommy ela iria confiar nele, ele certamente iria aparecer pra ela todos os dias e logo eles teriam um plano pra fugir dali.

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Ela ficou trancada por dias ali no quarto, perdeu totalmente a luz do sol, suas laminas haviam a dominado novamente, a cada madrugada se mutilava por conta de seu passado e pela realidade, e ela não parava de pensar em Mark, e Tommy. E em fugir dali. Ela estava enlouquecendo.

Imagens de Sami caindo do prédio a rondavam todos os dias, o que seu pai a disse no hospital a deixava com raiva, e Mark havia parado de bater em sua porta, ela tinha deixado ele com esperança, mas ela não queria ficar presa no hospício pra sempre.

Os livros ela parou de ler, aquele livro velho e estranho a deixou nervosa porque contava sobre uma garota que havia se suicidado depois que sua mãe morreu, era parecido com a história de Lucy e ela logo devolveu o velho livro.

Ela não teve mais contato com nenhuma pessoa além de Tommy, eles conversavam quando ele subia até seu quarto a trazer comida, ele vinha de noite e as vezes ao meio dia. Lucy confiava muito em Tommy, ela contou sobre o bullying que sofreu na escola, e sobre alguns meninos que a usaram, mas não teve coragem de contar algumas coisas, e ele contava mais sobre sua vida do que ela, de como tinha sofrido de bullying, com drogas, e outras coisas.

Tommy a tratava bem, e conversavam tanto que perdiam a hora as vezes, ela estava feliz e com esperança, essas últimas semanas que tem passado com Tommy foi as melhores, melhor do que com Mark.

Ela só abria a porta para os remédios, que jogava depois fora e abria a janela por volta das 11 da manhã para Tommy. Eles tem conversado muito e Lucy jurou que iria o obedecer e ficar trancada ali até eles poderem fugir.

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Certamente era dia 25 disse Tommy a Lucy e ela começou a pensar, mas nem faz tanto tempo que estou aqui, tudo aconteceu tão rápido.

Então Tommy interrompeu os pensamentos de Lucy sobre a estadia dela ali e tudo que havia passado ali até agora. E a perguntou:

–Como era seu natal?

Lucy parou de pensar sobre o hospício e a pergunta a abalou muito, pois antes em talvez 2011 ela comemorava o natal, era maravilhoso com sua família toda reunida e a ceia de natal da véspera que sua mãe e ela faziam era tão maravilhoso. Uma lágrima rolou quando ela pensou o quanto era feliz, e como sua vida está uma droga. Então ela só respondeu:

–antes de 2011 era maravilhoso, eu comemorava mas agora não mais.

–Porque não comemora mais, o que aconteceu? (Tommy)

Ele não sabia o quão difícil era para Lucy responder, pois ele apesar de já saber muita coisa sobre ela e ela dele, Lucy nunca falou o que aconteceu com sua mãe.

–Minha mãe morreu a dois anos, e deis disso não comemoro nada, não saio do quarto, mal vou na escola e minha vida está uma droga. (Lucy)

Ela desabou em lágrimas e não sabia porque estava contando a Tommy, ele era bom e legal pra ela, mas ela não gostava de confiar em ninguém.

–Eu sinto muito (Tommy)

Lucy se lembrou depois de que sua mãe morreu, ela ficou três meses sem ir na escola, mas quando voltou todas a disseram isso, mas ninguém entendia a dor dela, como ela se sentia. Mas Tommy falou:

–Meus pais estão mortos, mas eu não sofri por isso, foi bom. Porque eles eram maus pra mim, me batiam até mesmo quando eu fiquei grande, me humilhavam sempre.

Lucy então se lembrou de seu pai Greg, ela sabia como era ser humilhada pelo pai e na escola, sabia muito bem sobre ser julgada o tempo todo. Então falou ela:

–Eu entendo você, meu pai e minha irmã ficaram a me humilhar e me culpar pela morte de mamãe, porque ela se suicidou, eles todos os dias nesses últimos dois anos me humilharam, ou apenas me ignoravam.

Ele pareceu ficar pensativo, parecia estranho também, então disse:

–é difícil quando o bullying vem de casa, você já me contou tudo sobre como foi esses dois anos, mas você nunca havia dito o porque de sofrer tanto, de como tudo começou. Você agora confia em mim?

Lucy parou um momento de chorar por conta de seu passado e pensou na pergunta dele, ela confiava nele? Ele tem sido um ótimo amigo, e me entende, então a resposta seria:

–Sim, eu confio, mas você ainda não sabe muita coisa de mim, e você confia em mim? (Lucy)

–eu não tenho muito a contar, mas confio em você Lucy (Tommy)

Lucy ficou a pensar no que agora diria a ele, ela tem tantas coisas escondidas, e esse cara não é mais estranho, ele tem sido tão legal, e é como se conhecesse ele a anos, mas havia sido apenas algumas semanas.

Lucy havia esquecido do que supostamente sentia por Mark, nem tem o visto mais, agora na vida de Lucy existe só Tommy, e talvez ela sentisse algo, mas o foco dos dois não é o amor, mas ela tem certeza que o amor está no meio deles, se não ele não a ajudaria, se não ela não confiaria nele.

Lucy queria contar que ainda se mutilava, que seu passado a atormenta, que seu passado é muito ruim, queria contar sobre Sami e o que aconteceu com ela, Lucy queria contar tanta coisa que ele ainda nem sabia, mas faltava coragem pra falar.

Então depois de tantos minutos em silencio Tommy disse:

–Está tarde, amanhã nós conversamos, Boa noite

–Boa noite (Lucy)

continua ..