Férias Inesquecíveis.
13 O Assassino.
Mandinha e Igor acordaram com o sol e aproveitaram aquele momento sozinhos para passear, longe de seus amigos, sem ninguém para perturba-los. No quarto, Paula havia ficado na cama com os olhos abertos a noite toda, não teve coragem de sair do quarto, então pediu para Cris e Gus fazerem companhia para ela. Ela não contou o quê havia acontecido, estava com vergonha, mas também estava disposta a desmascara-lo, quem quer que ele fosse.
No bar da pousada, Linnah e Gabriel acordavam cedo, não podiam arriscar ser pegos pelos funcionários. Linnah se arrumou primeiro que Gabriel e logo tentou sair atrás do resto do grupo, mas foi parada por ele.
— O que acontece agora? — Ele segurou seu braço — Esse é o momento que a gente descobre que nascemos um para o outro?
— Acha mesmo que somos "almas gêmeas" ?! — Linnah riu — Eu to em um relacionamento sério.
— Sério?! — Gabriel a soltou e caiu no chão com a piada — É por isso que você tá noiva do Eevee, saindo com o Gus e transando comigo?
— Foi só uma vez.
— Comigo — Ele foi atrás dela — Mas eu sei que você e o Gus tão se encontrando entre os edredons enquanto todos dormem desde o início das férias.
— Vai me subornar ?! Eu sou professora de história, não tenho dinheiro.
— Você não pode dormir comigo ou com o Gus e fingir que não foi nada.
— E quem vai contar ? Você ?! Quase não teve coragem de trair a Paula.
— Quer apostar? — Ele a encarou.
— Quer saber o lado bom de ser loira, bonita e legal? — Linnah se aproximou mais ainda — Não importa o que digam, nunca vão acreditar que eu farei algo de errado.
— Eu vou contar pra todo mundo, você sabe disso.
— Tenta — Linnah sorriu — E eu acabo com a sua vida.
Linnah saiu do bar no mesmo instante que os faxineiros entraram para organizar tudo. Enquanto entrava no quarto, viu pela janela alguém do outro lado da rua, estava de casaco preto com capuz e uma máscara dos anônimos. Ele andou até o bar e entrou, Linnah não avisou ninguém, apenas seguiu com a sua vida.
No bar, Gabriel não havia percebido que alguém entrava. Ele apenas procurava seu celular, quando escutou um som de lâmina e ao virar seu rosto na direção da porta, encontrou o faxineiro no chão com a garganta cortada e sobre ele um homem encapuzado e mascarado.
— Wow, wow — Gabriel andou pra trás e tropeçou no banco — Se acalma aí, cara, pode levar tudo.
— Não há nada seu que eu quero — O Assassino riu — Quer dizer, tinha uma coisa, mas eu consegui ontem a noite.
— ... — Gabriel tentava reconhecer a voz — Você ?? FILHO DA PUTA!
Gabriel correu na sua direção para espanca-lo, mas O Assassino o segurou com a faca em sua barriga. Gabriel foi caindo devagar enquanto o outro ria. Uma risada sem escrúpulos que zoava a morte. Nos seus últimos suspiros Gabriel mostrou seu dedo do meio, mas logo o teve cortado.
No hospital, Bia entrava a procura do quarto do seu amigo, mas o quê ela encontrou na recepção foi horrível: Haviam corpos jogados por todos os lados, as paredes estavam pintadas de sangue e o odor era horrível. Bia correu pelos quartos atrás de OJ, mas sempre os encontrava do mesmo jeito: Bagunçados, com corpos pelo chão e sangue na cama. Já estava desistindo quando finalmente encontrou OJ, infelizmente, não estava do jeito que imaginava encontrar.
Ela gritou em desespero, alto o suficiente para o presidente da Korea do Norte escutar. Caminhou até o corpo e entre lágrimas ligou para a única pessoa que ela pensou na hora e pediu para lhe buscar. Meia hora depois ela estava na frente do hospital, com as mãos sujas de sangue, esperando seu resgate chegar. Foi quando chegou alguém de moto, O Assassino.
— Por que estar vestido assim? — Ela perguntou ao olha-lo de cima para baixo.
— Para ninguém me reconhecer — Ele se aproximou — Por que me ligou?
— Aconteceu alguma coisa — Ela o levou para dentro do hospital — Todos no hospital estão mortos, foi um verdadeiro massacre.
— E?
— Como assim "E?" ?! — Ela o olhou — OJ estar morto.
— E daí? O Gabriel também.
— O quê ?! — Ela perguntou confusa.
— Eu o matei — Ele a respondeu com calma.
— Você matou o OJ ?! — Ela o olhou assustada.
— Matei o Gabriel, mas queria ter matado o OJ também — Ele começou a rir.
— DO QUÊ VOCÊ TA FALANDO?! — Bia gritava em uma explosão de confusão e ódio.
— Eu disse que iria fazer uma brincadeira com eles — Ele puxou uma peixeira da sua bota.
— VOCÊ DISSE QUE NINGUÉM IA SE MACHUCAR — Ela berrava em choros.
— Então considere uma lição.
— Quê ??
— NUNCA — Ele a segurou pelo pescoço — CONFIE — e enfiou a peixaria na sua barriga por completo — EM — e de novo — NINGUÉM — e de novo.
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