Férias Em Equipe
4 São Paulo + Franca + Felicidade
Desembarcando no aeroporto de São Paulo, todos notaram algo. Enquanto Porto Alegre era menos lotado, São Paulo era cheio de pessoas, quase atropelando uma as outras.
— Tenho certeza que esse lugar ainda tem uma cabine de telefone, do tipo cortesia. – Callen comentou em tom de brincadeira. – Embora, se eu me perdesse aqui, talvez eu o usasse.
— Bem, se você se perdesse eu usaria aquele chip que eu coloquei nos seus sapatos. – Elisa segurava Chris em seus braços. – Afinal de contas, todas as vezes que você foi sequestrado me deixaram louca.
Callen olhou para a esposa. Ele não podia discordar dela. Quando ela e Any foram levadas pelo suspeito de cometer quase 30 mortes em Los Angeles, ele fez de tudo para levar o cara para o tumulo, embora ele descobrisse depois que as duas não eram apenas vítimas de oportunidade.
— Mas estamos de férias e eu não quero pensar nisso. – Elisa sorriu para ele. – Afinal, vamos dar uma fugidinha para Franca.
— Estou contando as horas, querida. – Callen a segurou mais perto e cheirou seu cabelo. – Vamos, estamos perdendo tempo aqui.
Angie pegou sua bagagem e sorriu para Sebastian. O clima dos dois estava fluindo ainda mais depois do acidente na praia. Ele a segurou naquela noite e no avião.
— Certo, pessoal. – Ela se posicionou na frente. – Vocês podem fazer qualquer aqui em São Paulo. Mas fiquem com os telefones ligados e carregados e não esqueçam de que na quarta-feira a gente viaja novamente.
Ela pegou a bolsa enquanto ia até o balcão de informações e pegava chaves de carros alugados.
— Estão liberados. – Angie pegou a própria chave e Sebastian a seguiu como um cachorrinho, sem que ela precisasse falar nada.
— Vamos achar o nosso hotel para descansar um pouco. – Sam piscou para Any, levando a mala dela. – Boa sorte, G.
— Eu já tive. – Ele ganhou um tapa de leve de Elisa. – Obrigado.
Entrando no carro, Callen deixou que Elisa dirigisse. Pride e Linda se acomodaram ao lado dos netos enquanto ele deitava no banco do carona. Ele precisava de um pouco de sono antes de fazer o melhor programa com a família.
Infelizmente, mesmo de férias, ele teria que aguentar pesadelos.
Fechando os olhos, ele se viu no dia em que tudo aconteceu. Any e Elisa estavam deixando a promotoria depois de mais um julgamento bem sucedido. Descendo as escadas, as duas foram abordadas por dois homens com armas.
Eles jogaram Any e Elisa dentro da van, sem se preocupar se Elisa estava grávida de três meses e sem se preocupar quando Any bateu a cabeça e acabou desmaiando.
Tudo o que ele soube sobre o aconteceu veio de Elisa e da imagem que ele viu quando entrou com Sam a reboque. Elas foram amarradas a uma cadeira no meio de uma sala gigante, de costas uma para a outra. Any ainda inconsciente por causa da pancada e Elisa cada vez mais preocupada com o bebê e a amiga.
O homem que as mantinha em cativeiro passou uma faca pela perna de Elisa sem piedade. Ela se recusou a gritar.
Usando seu pé que havia sido deixado de fora, ela chutou o cara na cara dele e puxou a faca depois de afrouxar as cordas. Ela pegou a faca e cortou o resto. O salto fazendo um corte ainda maior no homem.
Any continuou inconsciente e isso fez Elisa ferver de raiva. Ela jogou o homem para a parede e o viu deslizar, deixando uma marca de sangue. Callen e Sam chutaram a porta e Callen correu para a esposa. Any foi atendida e ficou uma noite internada assim como Elisa.
Callen havia dado um tiro no homem, de raiva e mesmo que não se sentisse totalmente bem com isso, era algo muito próximo.
— Chegamos. – A voz de Elisa o tirou daquele lugar. – Você está bem, querido?
— Sim, me desculpe. – Ele olhou para Elisa e a beijou. – Eu queria ter dirigido.
— Está tudo bem, Grish. – Elisa apenas o beijou. – Você precisava dormir e eu estava mesmo tentada a forçar você.
— Eu te amo demais. – Ele sorriu para ela. – Vamos?
— Bem, já que você quer tanto. – Ela se levantou e Callen viu ela se levantar.
Seu vestido o deixando de queijo caído.
Eles ficariam dois dias na cidade e por isso ele estava perfeitamente bem em esquecer tudo.
Abby, Tim e a pequena Stella acabaram em Campos do Jordão. Eles sabiam que era um roteiro bem romântico e por isso decidiram trazer uma cesta de piquenique em forma de melancia.
Sentado em um gramado, ela estendeu a toalha e sorriu para a filha enquanto Tim preparava a comida.
Gibbs e Jenny foram para a capital mesmo. Eles e Anna decidiram se aventurar pelos museus que havia. Eles entraram no MASP e no Museu da língua portuguesa. Jenny sabia que era tecnicamente um programa de Nerds, mas ela estava feliz por ter levado Nell e Eric.
O casal parecia incrivelmente feliz por estar dentro do lugar. O lugar era perfeito e Eric tirou uma foto de Nell que ele mais tarde mandaria fazer um quadro de tão perfeita que ela ficou.
Callen e Elisa desceram em Franca, felizes por terem um tempo a sós. Pride e Linda sempre estavam felizes em cuidar de seus netos, uma vez que eles moravam longe.
O primeiro lugar que eles foram conhecer foi o museu dos aparelhos auditivos. Enquanto estavam lá, Elisa brincou com o marido, fazendo Callen rir.
— Talvez seja bom a gente já ver como funciona. – Ela lançou um olhar aguçado para ele. – Afinal, você logo vai ficar com dificuldade de ouvir.
— Ou talvez a gente possa comprar um par de fones de ouvido. – Ele a puxou para os braços dele. – E escutar nossos vídeos proibidos.
— Safado. – Ela o beijou, pouco se fodendo para quem ouvia. – Eu amo você.
— Eu sou totalmente a favor disso. – Callen sorriu enquanto ela corria pelo museu e ele correu atrás.
Angie estava sentada na mesa do quarto que ela quase obrigou Sebastian a dividir com ela. Se ela estava apaixonada por ele? Completamente. O beijo que eles trocaram durante o incidente da praia só a fez sentir uma combustão.
— Alguma coisa de errado? – Ele deixou o banheiro sem camiseta. – O que?
Fechando o laptop, ela foi até ele e o beijou, sentindo que ele a correspondia totalmente. Eles andaram até a cama, ela de costas e ele de frente, a deitando na cama e olhando nos olhos dela, pedindo permissão para continuar.
Angie apenas acenou positivamente e Sebastian abriu a blusa que ela vestia, e os dois finalmente sucumbiram ao desejo que eles estavam inflando desde que se conhecerem.
Complete Mess do 5 Seconds To Summer estava tocando no quarto e os dois acabaram tendo uma grande tarde e começo de noite juntos.
— Você é perfeita, meu amor. – Ele a beijou, descendo pelo corpo de Angie, sorrindo.
Ela estava muito feliz por ter colocado a placa de “não perturbe” na porta do quarto.
Eles sabiam também que onde quer que seus amigos estivessem agora, eles estavam fazendo o mesmo, a menos que tivessem as crianças no quarto, embora eles dariam um jeito, com toda a certeza.
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