Assim que a equipe desembarcou na Bahia, Callen segurou a mão de Elisa enquanto ela segurava Sophie e ele tinha Chris.

Seu senso de proteção já estava despertando curiosidade em Elisa, mas ela iria esperar para poder perguntar.

— Ei, querida. – Sam sorriu para Any, assim que desembarcaram. – Como estão os enjoos?

— Me fazendo ter vontade de nunca mais transar com você. – Ela brincou. – Mas então eu lembro de tudo e deixo a ideia para longe.

— Ei, vocês dois. – Tony brincou. – Arrumem um quarto.

— Você também. – Sam sorriu enquanto mostrava a língua de brincadeira.

Mais uma vez cada um deles iria se separar. Eles poderiam ver as coisas que mais gostavam.

Gibbs insistiu em vistoriar o carro que ele, Jenny e sua filha iriam dirigir para um dos melhores pontos turísticos.

Callen fez o mesmo, sabendo que Elisa iria dirigir. Agora ele seria alvo de questionamento, mas ele sabia que deveria ser o mais sincero.

Timothy segurou Stella enquanto Abby batia uma foto dela vestindo um vestido típico. Ela ficou uma gracinha e Abby sabia que iria trazer muitas coisas fofas, inclusive para o bebê de Penelope, ainda não nascido.

Observando os membros da equipe, Jenny olhou para Gibbs antes de ele arrancar com o carro. Ela iria confrontar o marido e tinha certeza que Elisa faria o mesmo com Callen. Ela deu uma risadinha pensando no agente corajoso sendo repreendido pela esposa.

— Grisha, eu quero respostas. – Elisa começou não perdendo tempo com rodeios ou enrolação. – Eu quero saber o que diabos está acontecendo?

— Lise, eu acho que você deve por um real no pote de palavrão. – Callen tentou desviar, mas a carranca de Elisa apenas aumentou.

— Escute aqui, agente especial Grisha Callen. – Ela parou o carro no acostamento. – Eu quero saber o que está acontecendo ou quando nós dois voltarmos para casa, você vai ficar de castigo até o final da minha gravidez.

Ele estremeceu. Ele não gostaria de ficar sem sua esposa.

— Anna e Katia voltaram para Los Angeles e Eric e Nell estão rastreando todos os passos das duas. – Ele olhou para Elisa e suspirou. – Por favor, não me deixe de castigo.

Elisa rolou os olhos. Seu marido era uma graça.

— Tudo bem, eis o que vai rolar. – Elisa sorriu de volta para ele. – Vamos curtir o passeio e a viagem. Você continua com essa superproteção, embora eu ache que elas nunca viriam para cá. Quando voltarmos, vamos caçar essas duas.

— Tipo, prender elas? – Callen olhou para Elisa.

— Sim, tipo prender, mas não prender. – Ela sorriu enquanto dirigia pela estrada até a praia. – Agora, que tal você colocar uma música?

Jenny e Gibbs sorriram quando estacionaram o carro perto do elevador Lacerda. Eles estavam felizes e enquanto Jenny pegava Anna, Gibbs pegava mais um cartão SD.

— Prontas, meninas? – Gibbs perguntou, todo feliz com elas. – Subir de elevador, hum?

— Sim, elevador. – Jenny ainda processava a conversa do carro.

Pride e Linda foram até a basílica do Senhor do Bonfim. Eles não eram exatamente religiosos, mas Pride tinha pedidos para fazer.

Proteção para seus amigos, para sua família, filha, genros e netos. E para sua esposa sempre ficar ao lado dele.

Elisa se sentou na areia de Trancoso, sorrindo para água cristalina. Seu bikini de bolinhas era estilo retro, mas ela o adorava. Callen sorriu enquanto ajudava as crianças a fazer castelos de areia.

A noite chegou rapidamente, mas felizmente eles ainda tinham mais três dias nesse pedaço de paraíso.

— Eu acho que eu vou voltar para casa com muito mais que um bebê. – Elisa sorriu para Callen. – Se a gente continuar as nossas rapidinhas...

— Quer que eu pare? – Ele mordiscou a pele do pescoço dela.

— Se você parar, eu vou cortar sua mão. – Elisa brincou. – E depois vou passar ela por todo o meu corpo.

— Isso foi estranho. – Ele deu risada quando ela começou a rir. – Você nem precisa de caipirinha para ficar feliz.

— Bem, eu nem posso beber agora. – Elisa sorriu. – Mas tirando a parte da mão, eu não quero que você pare.

Ele a beijou nos lábios, moveu a saia dela um pouco para cima e eles tiveram a rapinha mais prazerosa de todas.

No dia seguinte, Callen e Elisa levaram Sophie e Chris para visitar uma comunidade perto de Porto Seguro. Caraíva era um lugar lindo para visitar.

— Ei, que bom que vocês voltaram. – Any sorriu. – Eu estava preocupada.

— Acredite, eu também. – Elisa suspirou e viu Jenny. – Então, eu não sei vocês duas, mas no momento eu quero acarajé.

— Comida apimentada. – Any sorriu. – Estou pronta para isso.

— Você sabe que eu também. – Jenny entrou no mercado e encontrou uma moça vendendo.

Ela olhou para o restante e depois para Angie e comprou um para cada um deles. A moça que vendia ficou feliz por ver tantas pessoas de fora experimentando.

Olhando para Elisa, ela deu um sorriso.

— Você vai ser uma boa mãe de gêmeos. – Ela disse e foi em direção ao novo grupo de turistas.

Sorrindo, Elisa pegou seu bolinho indo em direção ao marido. Seus olhos sorriram e ele a ajudou a subir no ônibus que Angie havia conseguido.

O hotel onde eles ficaram era um lugar lindo. Totalmente decorado com tema da cultura local, um bar com bebidas brasileiras e uma cantora que estava se apresentando. Ela se chamava Ivete Sangalo e Abby decidiu se sentar com Tim e a filha para ouvir.

Acordando no dia seguinte, Abby começou a gemer de dor. Tim estava no banho, mas saiu rapidamente quando a ouviu gritar de dor.

— Abby! – Ele a olhou nos olhos e viu a agonia dela. – Eu vou chamar ajuda.

Angie saiu do quarto e correu para Abby. A cientista não estava bem. Ela pegou o celular e ligou para a emergência.

Callen olhava para a cena na frente dele e sentiu que iria cair. Elisa o ajudou a se firmar e parecia um dejavu.

— Gibbs, Sam. – Ele os chamou e Pride, Tony, Lasalle, Eric, Nell e Sebastian se aproximaram. – Acho que Abby foi envenenada.

Todos olharam enquanto ela se debatia enquanto os médicos a imobilizavam.

— E acho que Anna e Kátia tem algo a ver. – Ele sentiu que as coisas iriam começar a dar errado. – Você sabe, se você quer atacar alguém, não ataque a pessoa...

— Ataque alguém que ele ama. – Pride sabia que Elisa estaria fora de cogitação com toda a superproteção.

— Ela foi levada para o hospital. – Angie falou, a voz séria. – Eles acham que ela foi envenenada ontem a noite.

Callen precisou de ar. Abby era como uma irmã para ele. Olhando para fora, ele viu o que parecia ser uma mulher de cabelos loiros, parecida com Anna, olhando para ele.

Ele olhou de volta e a mulher sumiu. Ele precisava aumentar a proteção. Todos se dirigiram ao hospital, esperando que a garota que todos adoravam ficasse bem.

E desejando a cabeça de Anna em uma bandeja.