FÉRIAS DE VERÃO
14 Último capítulo: Prioridades
Notas iniciais
Assim que chegaram ao Aeroporto JFK, já havia um taxi para levar a babá para a sua residência e um carro maior e mais espaçoso para ele, Kate e as cinco crianças. Os carros foram previamente agendados por Castle.
A familia Castle ficaria em Nova York apenas para fazer nova bagagem, pois partiriam ainda naquele dia para as tão sonhadas Férias de Verão.
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Quinze dias depois, já em Nova York...
Lily já tem quase sete anos e Kate ainda gostava de ficar um pouquinho com a filha antes da garota dormir.
Como mãe zelosa, ela gostava não só de ajeitar o edredom sobre a garota, ela também amava dar o último beijo da noite na filha e dizer o singelo e tão importante “Boa noite”.
E naquela noite não foi diferente. A família havia retornado das férias de verão, onde passaram quinze dias maravilhosos em uma praia paradisíaca, e se hospedaram no hotel formado por algumas cabanas flutuantes sobre as águas translúcidas, com todo o conforto de resort de alto luxo, e uma edificação maior, onde havia o restaurante e outras comodidades necessárias para uma família com três filhos pequenos. As crianças adoraram. Castle ensinou aos filhos fazer castelos de areia, ensinou-os também a nadar na água do mar, jogaram bola, correram e fizeram todas as coisas divertidas que marcaram aquelas férias de verão
Sentada na cama de Lily, ao lado da garota, após arrumar o edredom, Beckett fez um carinho na cabeça da filha, deslizando seus dedos da raiz às pontas dos cabelos da garota e logo depois depositou um beijo na sua fronte e sussurrou — Boa noite, minha vida. Deus te abençoe!
Percebendo que a filha já estava quase dormindo Kate se levantou com cuidado para não balançar o colchão e comprometer o sono da pequena.
Kate já estava quase passando pela porta para sair do quarto da garota quando esta a chamou — Mamãe!
Ela girou o corpo para atender ao chamado de Lily e a viu deitada de lado e os olhos de ambas se encontraram — Sim, filha.
— Vem cá, mãe. - Não havia aflição ou qualquer sentimento neste sentido na voz de Lily.
Atendendo ao chamado, Kate retornou à cama da sua princesa e, sentando-se sobre uma perna, ficou em frente à garota e assim que o fez, Lily também se sentou, mas logo em seguida se ajoelhou e deu um abraço apertado na mãe.
Não estranhou ser abraçada por Lily porque a filha sempre fora muito carinhosa, porém, mesmo não percebendo nada que a preocupasse, Kate sondou de forma amorosa — Hey, meu amor, está tudo bem com você?
— Está tudo bem, mãe. – a garota se afastou e voltou a se sentar na cama — Eu só quero te dizer que estas foram as melhores férias de verão da minha vida.
Kate achou fofa aquela declaração, inclusive do modo como a garotinha se referiu a sua própria vida... Os quase sete anos.
— Ah, filha, eu e seu pai também adoramos as férias.
— Foi tão bom ter você o tempo todo com a gente, mãe. Brincando, nadando, passeando. A gente se divertiu muito.
Aquela nova declaração sobre o tempo que se dedicava ao lazer com os filhos, pegou-a de surpresa, mas não deixou transparecer.
— Eu também amei nossas férias, Lily e prometo que vou me programar para ter os finais de semana para ir para a nossa casa nos Hampton ou para fazermos pequenas viagens ou mesmo para ir aos parques, cinemas, peças de teatro ou ficar aqui e curtir a nossa casa e os nossos joguinhos.— Cada coisa que falava, a filha dava sinal de que estava amando a notícia — Combinado, filha?
— E o papai? Ele vai gostar também, né? – era uma pergunta retórica, pois ela tinha certeza que o pai adoraria.
— Lily, você jura que me fez essa pergunta, querida?— Kate piscou para a filha, sorriu, levando a menina a rir também — Querida, eu acho que de nós cinco, o seu pai é quem mais se diverte, porque além de ele amar todas estas atividades, ele se diverte também em nos fazer felizes. Eu também, meu anjo, só consigo ficar feliz quando eu vejo vocês felizes.
A garota voltou a se acomodar na cama e Kate repetiu o ritual de ajeitar o edredom e antes de sair tornou a desejar boa noite à filha, dando-lhe novo beijo.
Assim que saiu do quarto de Lily, Kate foi ao quarto dos gêmeos. Rick estaria lá contando histórias para eles.
Antes de entrar ficou à porta prestando atenção na conversa deles e ouviu quando o Jake perguntou ao pai algo sobre “o monstro” da história que o Castle estava contando e o Reece fez uma pergunta similar, inclusive sobre a aparência apavorante do tal mostro.
Sorrindo sobre o tipo de histórias assustadoras que o marido gostava de contar para os pequeninos, ela pensou “- Esse é o meu marido. Este é o Richard Castle. Este é o homem por quem eu sou completamente apaixonada.”. Ela já ia entrar para interromper aquela história de monstros que poderia fazer os meninos terem pesadelo igual ao Thomas, na Disney. No entanto, parou ao ouvir o Reece se mostrar mais curioso.
— Papai, quem é mais forte? O monstro ou você?
— Claro que é o papai, Reece. Não tá vendo? - Jake explicou como se aquilo fosse uma resposta óbvia — O papai é mais forte porque é grandão. O papai é o mais forte e o maior de todos.
Kate estava achando fofo as crianças terem o pai como ídolo e também achava engraçado porque eles nem davam tempo para o pai responder.
— Pai, o monstro quer pegar a princesa, né? – ao fazer aquela afirmação, Jake estava com voz indicando que estava preocupado com a princesa.
— Fala aí como é a princesa, papai? Ela é bonita? Ela é do bem? Ela é pequenininha?
— A princesa é do bem, meninos. Ela é maravilhosa! Ela é belíssima, é alta, tem os olhos verdes mais lindos e expressivos que o papai já viu... – ele divagava, até que Reece o interrompeu.
— Papai! Quer dizer que você conhece a princesa?
Voltando à realidade, ele desconversa — Ah! Não... É que... O que eu estou querendo dizer, meninos, é que falar e pensar na princesa é a mesma coisa que ver a princesa, entenderam?
— Ah, sim, entendi.
Kate ria muito com a imaginação do marido e se prendia para não fazer barulho.
— Hey, papai, já que você disse que a princesa também é forte e anda armada com uma espada bem grande e outra de reserva, ela bem que podia matar o mostro, né? – Jake mostrou-se curioso.
— Não, Jake. – Reece contestou — Você não sabe que é sempre o príncipe que mata os monstros?
— Ah, Reece, mas se a princesa é forte, ela pode ajudar o príncipe, né, papai, porque esse príncipe é do bem e também é muito forte.
— Reece e Jake, deixem o papai explicar uma coisa. – Castle tentava explicar— Esta história não é daquelas que sua mãe conta para a Lily e para a Emilly, onde a princesa é fraquinha, indefesa e fica sempre esperando o príncipe salvá-la. Não, meninos. – os meninos não desviavam os olhos do pai. Prestavam muita atenção a cada palavra que ele dizia— Nesta história a princesa e o príncipe combatem o mal. Eles sempre estão juntos. Sim, os dois são fortes. Meninos, a princesa pode até ser alta, mas o príncipe e muito mais alto. A princesa até que é forte, mas o príncipe é muito mais forte. Só que o príncipe apesar de ser um cara bonitão, a princesa é belíssima... E tem um detalhe muito importante: a princesa anda armada e o príncipe não.
— Oh! – Jake demonstrou preocupação — Se ele não anda armado, como é que vai poder combater o mal e matar o monstro, papai?
Castle apressou-se em explicar— É que o príncipe é muito inteligente e ele programa seus planos com poderes vindo de outras galáxias para matar o monstro e então, depois de tudo pensado e projetado, a princesa vai e mata o monstro.
Neste momento Kate entra no quarto e é saudada pelos filhos— Mamãe, o papai está contando uma história da princesa e do príncipe que matam o monstro malvado.
— Ah, é? A história é uma que o príncipe é alto, forte, inteligente e bonitão? – Kate olhava os filhos e deu uma piscada discreta para o marido. — Se eu não me engano, esse príncipe também recebe poderes vindos de outra galáxia, mas se eu não me engano, estes poderes às vezes são meio loucos. – Kate se prendia para não rir, pois fizera referência às teorias malucas do marido.
— Mamãe! Você conhece esta história!— Reece vibrou com a notícia.
— Ah, sim! Conheço. Queridos, a mamãe conhece esta história há muitos e muitos anos.— Kate afirmou.
— Quando você era pequenininha, né, mamãe? – Jake também estava curioso.
— Bem... Primeiro eu soube da existência do príncipe e já gostava muito dele, porque ele era do bem. E algum tempo depois, é que eu o conheci mais profundamente o príncipe e...
Reece interrompeu a mãe — Você conheceu o príncipe, mamãe?
— O seu pai é que me apresentou esta história e tudo o que diz respeito ao príncipe. Ele é do bem e combate o mal.
Os meninos estavam atentos e não perdiam uma só palavra da mãe e quase nem piscavam os olhos.
Kate queria que os meninos dormissem, então mudou de história— Meus lindinhos, que tal agora se a mamãe contar a história dos menininhos fofinhos que tinham dois coelhinhos branquinhos e que moravam com as irmãzinhas e três fadas em uma casinha linda, toda branca com um jardim florido, eihm?
As crianças fizeram cara de nojo diante do enredo que a mãe mencionou e o Jake foi o primeiro a expressar isso — E o monstro? Cadê o monstro, mamãe.
— Não tem monstro na minha história...
Com a carinha mais fofa do mundo, Jake interrompeu— Aí, não, mamãe. Tá por fora! Eu e o Reece gostamos de histórias de monstros feios e sujos que moram no pântano e que ameaçam as pessoas. E também tem o príncipe e a princesa. Sempre são a mesma princesa e o mesmo príncipe. O que muda apenas são os monstros e o tipo de ameaça e poderes que eles têm. Entendeu, mãe?
— É, mãe. A gente gosta quando a história tem a luta do bem contra o mal. E o papai sabe um monte de historias assim. Tem uma mesmo que o monstro aprisiona o príncipe e a princesa na torre do castelo e de repente aparece um tigre...
— Ah, é? Eu nunca ouvi o papai de vocês contando estas histórias de monstros para vocês.— Boquiaberta com aquela declaração dos filhos, Kate olha para o marido que se limita apenas a dar de ombros e torcer a boca prendendo o riso, demonstrando que não podia fazer nada com relação ao tipo de história que os filhos gostavam.
— Você nunca ouviu, mamãe, porque o papai diz que você tem medo de monstros, por isso ele só conta esta história quando você não está junto da gente. – os meninos eram tão inocentes que, mesmo sem querer, entregaram o pai.
— Ah, sim...— Kate olhou para o marido em tom ameaçador.
— Amor, eu conto as histórias que eles gostam e eles gostam de historias que tenham monstros. – Castle se justificou.
— É, mamãe. Senta aqui comigo, mamãe. – Kate se sentou ao lado de Jake e este pegou a mão da mãe e fez um carinho como se a consolasse — Deixe que eu seguro sua mão. Eu estou com você, viu, mamãe? Mas não fique mais com medo, mamãe, porque os monstros sempre são combatidos e também porque eles ficam apenas nas historinhas. Eles não entram aqui em casa porque o papai não deixa. Peça ao papai para te explicar isso depois, assim você não vai mais ter medo e vai ficar assim, com muita coragem, igual a mim e ao Reece.
Admirada com o amadurecimento e o destemor dos filhos, Kate fica sem reação.
Passados alguns segundos ela vê que já está tarde e que os meninos têm que dormir.
— Então, tá certo. Meninos, já são oito horas da noite e é hora de criança inteligente dormir.
Castle se levanta e fica admirando Kate ajeitar os edredons dos gêmeos nas suas respectivas camas.
Kate e Rick dão beijinhos nos filhos.
— Boa noite, meus amores – Kate fala e se dirige à saída do quarto.
De repente ela ouve a voz do Jake — Mamãe, você não vai dizer prá Deus abençoar?
— E também falar sobre o “santo anjo do senhor”? Eu gosto.
— Verdade, filhos, bem lembrado.
— Já sei, mamãe.— Reece parecia saber de algo interessante — Você ficou com medo dos monstros, não foi? Bem que o papai disse que você ia ter medo. Os monstros ficam somente nas historinhas. É mãe... nas historinhas, viu? — tranquilizou Kate.
— Ah, tá. Obrigada. – Kate agradeceu o cuidado dos seus filhos fofos.
Então Kate e Rick retornaram e se sentaram nas camas das crianças e a quatro vozes, rezaram a oração “Santo Anjo” e logo em seguida, o casal tornou a beijar os filhos e saíram do quarto, já deixando os dois dormindo. Aquela oração era ótima porque ajudava a relaxar os meninos.
Assim que saíram do quarto dos gêmeos, seguiram para a sala de estar. Rick serviu duas taças de vinho, entregando uma para a esposa e ficando com a outra.
Os dois se sentaram no amplo e confortável sofá. Ele a puxou para ficar recostada na região dos ombros e do peito dele.
Kate estava linda. Ela usava um vestido de alcinhas finas, soltinho, de tecido leve que ia até as coxas e com abertura frontal com pequenos botões de madrepérola.
Ela apreciava o vinho — Amor, quer dizer que você conta histórias de monstros para os gêmeos? – ela não aparentava estar chateada. Estava mesmo querendo entender o objetivo do marido.
— Sim. Eu conto de um jeito que eles consigam entender que monstros são as pessoas más e que não é certo fazer coisas feias e fazer o mal e também que o bem tem sempre que combater o mal.
— Ah, tá... Entendi...
Ele a afastou um pouco para olhá-la nos olhos — Jura?— ele estava sem acreditar.— Jura que você entendeu?
— Eu estou falando sério. Amor, se eu entendi bem, quer dizer que você é o príncipe e...
Castle a interrompeu e completou— E você é a princesa.
— Você também contou aos meninos que o príncipe é inteligente, forte, bonitão e que consegue planejar e resolver tudo e a princesa aparece apenas para matar o monstro, porque somente ela tem a espada.
— Duas, amor. A princesa tem duas espadas, não se esqueça. Uma à mão e outra reserva – Ele zoou.
— Ok!
O silêncio se formou. Ambos estavam pensativos e por mais que tivessem sincronia nos pensamentos, ambos não sabiam o que o outro estava pensando naquele momento. Kate pensava sobre o modo inteligente, desembaraçado e criativo do marido contar histórias para os filhos. Já Castle pensava em uma saída para a fúria da esposa.
Desconfiado, Castle quebra o silêncio— Amorzinho, que horas você vai começar a brigar comigo?
— Porque eu iria brigar com você, Rick? Por você ter usado da sua inteligência, criatividade e total descontração para contar histórias de monstros para os nossos filhos, dando leveza ao assunto de modo que eles ficam sabendo que o mal existe e que é errado praticar maldade, fazer coisas feias e também que o bem tem sempre que combater o mal? – ela falava quase sorrindo — Eu também devo brigar contigo por você dizer que a princesa é forte, inteligente, linda e maravilhosa? – Kate deixou sua taça de vinho sobre a mesa de centro e pegou a do marido e deu o mesmo destino e, então, passou para o colo dele, passando os braços por volta do pescoço dele, mas sem perder o contato visual — Devo brigar também por você ser o melhor marido do mundo e que melhor pai para os meus filhos eu não poderia encontrar... É isso? Eu devo brigar por causa disso?
— Então...
— Então, amor, não vamos usar nossas energias para brigar, ainda mais porque não vejo motivo para briga. Mas eu tenho um jeito maravilhoso para usarmos as nossas energias. – ela informou com voz sensual.
—É? – ele acariciava as pernas dela, do tornozelo à coxa — É mesmo? E o que seria? Com o que mesmo nós usaremos a nossa energia, eihm, amor?
Ela deu um selinho nele— Um jeito maravilhoso para usarmos nossa energia, amor... – ela fez uma pausa, piscou o olho para ele com jeito malicioso e sensual e depois repetiu— um jeito maravilho para usarmos nossa energia, amor, é arrumar a cozinha, porque nós todos jantamos e a cozinha está um caos.
Castle a afastou um pouquinho — Sério!?
— Seríssimo! – ela riu.— Você pensou que eu estava falando sobre o que, eihm? – ela se fez de desentendida.
Usando força, mas sem machuca-la, ele a tirou do colo e a deitou no sofá, ficando por cima, encaixando-se entre as pernas dela. Ele pôs uma almofada para apoiar a cabeça de Kate. Tudo muito rápido. — Você estava perguntando o que mesmo, amor? Você perguntou o que foi que eu pensei que faríamos para usarmos nossa energia?
Ambos sorriam de modo travesso diante da atitude dele.
Fazia-se de inocente ao que o marido se referia — Eu ainda não entendi no que você está pensando, Castle?
— Eu vou facilitar as coisas para você. Eu vou te dar uma dica – Ele movimentava seus quadris na direção dos quadris da esposa, denunciando sua excitação aparente e voltou a acariciar as pernas dela, estendendo-se para o pescoço, rosto, cabelos e seios e ainda mordiscava seus lábios e dando suaves beijos molhados.
Kate já não conseguia disfarçar a sua ansiedade para fazer amor com ele.
Castle continuava a mordiscar os lábios a orelha da esposa e sussurrava ao seu ouvido — Você já sabe a que eu estava me referindo?
— Ainda não, amor – sua voz estava um pouco rouca — Mas você bem que podia me dar mais dicas.
Enquanto beijava os lábios de Kate, Castle abaixou as alças do vestido do vestido e, sem perceber, arrancou quatro ou cinco botões superiores do decote que ficavam na frente do vestido e já segurava um seio dela, acariciando e apertando da base até os bicos eriçados e logo passou a sugar o outro. Ora sugava um e ora sugava o outro, apertando os dois, levando Kate ao desespero, então ela passou a desabotoar a calça jeans dele e a descer o zíper.
Sugando e mordiscando os seios da mulher ele indaga — Já sabe como eu quero usar nossa energia?
Excitada, mas sorrindo diante da provocação do marido ela responde — Estou em dúvida... Mas eu vou tentar adivinhar... Se eu estiver errada você me avisa que eu paro.
Kate termina de abrir o zíper da calça do marido e consegue afastar a cueca boxer e de lá, com um pouco de dificuldade, retira o membro rijo e passa a acariciá-lo por toda a sua extensão.
Castle fala como se estivesse lamentando — Kate, assim você me mata.
— Quer que eu pare? – ela o provoca.
— Só se você for louca. – Com a agilidade que lhe era peculiar, Castle consegue tirar facilmente sua calça e sua cueca e na tentativa de tirar-lhe a calcinha, a peça delicada se parte, facilitando assim, a sua tarefa.
Castle beijava a mulher e naquele momento ela tinha seus lábios acariciados, tanto pela boca do marido, quanto pelos dedos dele, provocando-a de um extremo ao outro.
— Rick, eu quero você.
— Eu sei. Você me disse isso há onze anos. – mesmo excitado ele ainda brincou com ela.
— Eu continuo querendo, amor. Quero muito. Agora!
— Mas... E...– ele ainda queria massagear a região íntima dela e aprofundar-se nos carinhos.
— Rick, a minha maior ambição neste momento é ter você dentro de mim! – ela passou a beijar e sugar os lábios e a língua dele, deixando-o alucinado e neste momento ele posiciona seu membro na entrada da intimidade dela e ela suplica — Amor, como da primeira vez... Eu estou com muita fome de você e te quero inteiro, forte, profundo. Quero tudo, amor. Tudo. – entre beijos, ela continuou falando o que queria e da forma como queria.
No momento em que ele a massageara, percebera que Kate já estava muito excitada, assim, seguindo as orientações detalhadas que ela ia dizendo, ele a invadiu completamente, logo na primeira arremetida, e o que se seguiu foram momentos mágicos, eletrizantes e prazerosos, cheios de erotismo e sensualidade. Os corpos se encontravam e o som oco do choque, o côncavo e o convexo, era uma melodia para eles. Mexiam-se com cadência como se fossem movimentos ensaiados, muito embora tudo que acontecia ali fosse muito natural e espontâneo.
Assim, conforme esperado, ambos alcançam o ápice do prazer.
Sentindo-se leve face ao gozo, ela se larga sobre o sofá no mesmo momento em que o marido desaba sobre ela. Ela amava tê-lo sobre si. Ela não se queixava do peso dele, muito pelo contrário. Ela adorava esse contato pós-sexo, porque assim se sentia parte dele.
Após uns instantes, ele escorrega propositalmente. Ele se deitou sobre o sofá, abraçando-a e pondo a cabeça dela sobre seu peito e, como forma de lhe acariciar, separou uma mecha do cabelo dela e deslizava seus dedos da raiz até as pontas, fazendo isso repetidas vezes.
Ambos estavam relaxados e, sincronicamente, suspiraram em sinal de satisfação.
— Uaaauuwww!
— Uaaauuwww!
A coincidência os levou a sorrir. Aliás, qualquer coisa os faria sorrir naquele momento, face o efeito do prazer.
— Rick, eu estou louca para tomar uma ducha quente. E aí, Bonitão... – ela piscou para ele — ... Topa me acompanhar?
Com muito charme, ele protesta — Mas já? Eu ainda quero você hoje?
— Eu tenho a impressão de que o reservatório de água do prédio está cheio. – ela caçoou dele — E poderemos tomar banho depois e depois e depois... E, se prepare Bonitão, porque hoje eu te quero de todas as formas. Todas! - ela piscou, marota — Entendeu ou quer que e desenhe?
Muito rapidamente ele se levantou, vestiu a cueca e ia vestir a calça jeans quando Kate, animada, a tirou das mãos dele, jogando-a sobre o sofá. — Amor, estamos na nossa casa e estamos sozinhos. Nossos filhos estão dormindo. Para que tanta formalidade? Pior eu... Olha como você me deixou? – ela mostrou o vestido aberto até a cintura, pois ele arrancara os botões e ainda levantou aos poucos o seu vestido, como se estivesse fazendo strip-tease, dando uma conotação sensual e erótica até que sua intimidade ficou toda à mostra — Estou sem calcinha porque você a rasgou... Aliás, se eu fosse fazer uma pilha de todas as calcinhas minhas que você rasga há doze anos...
Ele sorriu diante da espontaneidade dela — Kate, você não existe!
Castle não pegou de volta sua calça jeans que ela jogara sobre o sofá e sem avisar, ele a ergueu nos braços e a carregou na direção do quarto deles e ao invés de leva-la ao banheiro para tomar banho, como ele pedira, ele a depositou no colchão.
Do modo como ele a colocou, ela ficou. Estava sobre os travesseiros e estava linda. O rosto, indiscutivelmente belo. Seus cabelos sedosos estavam espalhados pelo travesseiro, os botões arrancados aumentava em muito o decote, deixando parte dos seios à mostra e, por ter sido deixada no colchão, sem grandes preocupações, a barra do vestido estava levantada, deixando à mostra o seu sexo. Ela tinha uma das pernas dobrada, dando uma aparência de uma deusa da sensualidade e beleza, como se fosse uma tela à óleo do século XVIII, só que ela não tinha a mínima consciência disso.
Kate o observava tirar o resto da roupa e isso ele fez muito rapidamente. Assim que terminou ele ficou parado olhando para ela. — Kate, você é minha musa há quinze anos e eu adoro escrever tendo você como base. Mas vou te dizer uma coisa, se eu tivesse habilidade e intimidade com telas, tintas e pinceis, eu te retratava exatamente como você está, linda, sem tirar nem por nada. Aliás, eu podia tirar sim... Se tirar o vestido, fica muito melhor – Castle se ajoelhou na cama ao lado de Kate e como já fazia há onze anos, ele tirou-lhe o vestido e ela voltou a deitar. Ele torceu a boca e pôs uma mão sobre o queixo e comentou — Você é demais, mulher.
Rick se aproximou novamente — olha, moça, eu não tenho habilidade com telas, pinceis e tintas - passou a acariciá-la e apalpá-la por todo o corpo. As mãos dele passeavam por toda a extensão, como se quisesse decorar cada centímetro dele —, mas posso tentar fazer escultura em argila ou mesmo em pedras de mármore, pois eu sei de cor cada detalhe do seu corpo... O que não me impede de examinar seu corpo novamente. – ele riu.
— Adorei saber disso, Castle, porque eu também estou pensando em fazer uma escultura sua, tipo “Davi”, de Michelangelo e tenho que estudar cada centímetro do seu corpo, amor.
Eles estavam abraçados, e entre carinhos e beijos ele a lembrou – Hoje você disse que me quer de todas as formas, Kate, e eu também te quero de todas as formas. Então, babe, vamos continuar com a nossa árdua tarefa... Temos a noite toda. Aliás, corrigindo, temos a vida toda.
— Adorei ouvir isso, amor, porque, com certeza, não vou conseguir dar conta de tudo hoje.
Sem pressa e sem cobranças, o que parecia impossível, aconteceu. Eles fizeram amor de todas as formas, sem barreiras, sem falsos pudores, sem frescuras e sem limites. Dentro do consensual, valia tudo.
Deitada com o marido e protegida pelos braços dele, ela demonstrou curiosidade — Rick, não sei de onde você tira toda essa disposição e vigor.
Ele não respondeu nada e ela continuou— Remédio e estimulantes sexuais eu sei que você não toma, então...
Ele sorriu e a abraçou forte — Momento frase feita, Kate: “Meu estimulante é você.”.— ele mesmo riu – Olha, eu estou rindo, mas é a mais pura verdade.
Conversaram ainda algum tempo e depois do banho ele falou que ia beber água porque estava com sede e ela disse que também ia.
Beberam água.
— Kate, você está com sono?
— Não.
— Que tal a gente assistir a um filme, abraçadinhos, eihm?
— Eu escolho o filme.
— Pode escolher. A minha sorte é que eu sei que não vamos conseguir assistir até o final mesmo, porque as vezes você escolhes uns filmes chatos. – ele a provocou.
— Vou fingir que nem ouvi o que você falou... – eles riram e ela deu a solução— Ah, então, já que vamos dormir no meio do filme, vamos assistir lá no quarto. Se a gente dormir, já estamos na cama mesmo.
Kate escolheu um filme e ele fez careta assim que viu o título, mas ela não se incomodou.
Antes de colocar o filme, Kate bateu os olhos no álbum de fotografias que ela fizera com as fotos que tiraram durante estas últimas férias de verão. Então, ao invés de assistir ao filme ela preferiu levar o álbum para a cama para recordar alguns momentos.

— Amor, eu acho que ainda não te mostrei o álbum de retratos das nossas férias de verão. – Kate estava animada. — Eu comecei a montar ainda durante a nossa viagem.
Eles começaram a comentar cada foto que viam, e cada momento do click, eles se lembravam de fatos e um fato ia puxando outro.
Quando terminaram de ver o álbum, Kate se lembrou de algo.
— Rick, eu não te contei o que a Lily me disse hoje quando eu estava dando “boa noite” para ela.
— Haammmm! O que foi, amor. – ele ficou muito interessado.
— Eu já estava saindo do quarto dela quando ela me chamou de volta e assim que eu sentei novamente na cama ela se jogou nos meus braços e disse que estas foram as melhores férias de verão da vida dela.
Castle torceu a boca, emocionado com aquela declaração da filha e Kate percebera isso.
— Eu também fiquei emocionada, amor. Naquele momento eu agradeci a Deus por eu ter vocês, lembrei da nossa discussão no primeiro dia das minhas férias, lembrei da importância do nosso amor e da nossa família e também de eu ter decidido não abrir mão das férias e ficar com vocês... Meu marido e meus filhos... Minha família.
— Eu também amei você ter decidido assim.
— Querido, eu ainda tenho oito dias de férias, então quero aproveitar bastante com você e com os meninos. Poderemos leva-los para o cinema, teatro, o Museu de História Natural daqui de Nova York e podemos também passar uns dois dias nos Hampton e se Alexis deixar a gente poderia levar a Emy e o Tom, né? Mas vamos fazer igual como fizemos com estas férias de verão: vamos deixar para decidir na hora aonde ir e garanto que também será maravilhoso, e nunca nos esqueceremos destas férias de verão. Vamos fazer o que as crianças pedirem, dentro do possível e de acordo com as opções que nós dermos a eles no dia e não vamos perder muito tempo fazendo programações e mais programações, porque, como dizia o John Lennon, “... A vida... acontece enquanto você está fazendo... planos.”.
— Concordo.
— Castle, você sabe que eu te amo e amo meus filhos. Fato! Mas apesar desse amor todo, quando estou na delegacia, parece que tem um vírus que toma conta de mim e eu me esqueço da hora.
Caste balançava a cabeça levemente em sinal afirmativo — Infelizmente é isso mesmo, amor.
— Mas isso acabou, Castle. – ela falou decidida — Você se lembra que desde que a Lily nasceu, eu já diminuí bastante minha jornada lá na delegacia e eu sempre tirei todas as férias para ficar integralmente com vocês. Esta foi a primeira e última vez em que eu cogitei em fazer aquela burrice... De abrir mão das férias...
Ele a interrompeu — Hey, amor. Não foi burrice. É que você, na ânsia de querer dar conta sozinha do mundo, aceitou aquela proposta idiota do Comissário. Mas graças a Deus você me ouviu, ouviu seu coração e conseguiu reverter a situação, sem prejuízos profissionais. Mas no próximo jogo de pôquer com a turma eu vou ter uma conversinha com ele.
Kate olhou profundamente para o marido e o repreendeu — Castle!
Ele riu — Eu estava testando para ver se você estava prestando atenção no que eu estava falando. – riu novamente. — Óbvio que eu nunca vou provocar este assunto, Kate.
— E se ele mesmo provocar o assunto, amor, não o desafie ou o estimule e muito menos fale alguma coisa que dê a entender que você está pedindo privilégios para mim, ok? — ele balançou a cabeça afirmativamente — Amor, me prometa! – ela implorou.
— Kate, eu nunca vou provocar este assunto e se ele mesmo quiser falar sobre isso eu não vou alimentar a conversa e muito menos pedir nada para você. Eu prometo, amor. – Ele a puxou para si e a abraçou.
Logo depois ela se lembrou de outra coisa — Castle, eu também refleti sobre muitas outras coisas sobre mim, sobre você, sobre nós dois, sobre nossos filhos, nossa família toda, inclusive Alexis, Thomas e Emilly. Eu preciso ficar o maior tempo do mundo com vocês, amor. Com você, porque eu preciso de você e preciso cuidar mais de nós dois. Preciso de mais tempo do seu lado. Antes de eu ser Capitã, você ia quase todos os dias comigo para o distrito. Quando eu passei a ser Capitã, você já não ia tanto porque eu não vou à campo tanto como ia antes, porque o serviço é mais burocrático e essa não é a sua praia. –Castle a olhava atento— Depois que nossos filhos nasceram você quase não foi mais porque fica aqui com eles e por conta disso, você tem cumprido todos os prazos com a Gina e com a Paula. Eu refleti também que o tempo passa muito rápido e nossos filhos estão crescendo e eu quero curtir cada momento com eles. Outro dia a Lily estava nascendo e ela já vai fazer sete anos. E os meus bebês sapecas, já vão fazer três anos. Eu amo o meu trabalho e amo o que faço. Mas eu quero mais, Rick. Eu preciso de mais. Nós precisamos de mais. Então, eu decidi que só vou trabalhar em horário administrativo e que não vou mais trabalhar em nenhum sábado e nenhum domingo, conforme está estabelecido no meu contrato de trabalho, como Capitã do 12º Distrito. Chega de emergências nos sábados e domingos. Assim que eu voltar ao trabalho eu vou ter uma conversa séria com o Comissário e vou fazê-lo entender isso. Mesmo que ele me prometa aumento de salário, eu não vou aceitar trabalhar sábados e domingos. Ele até pode dizer que vai multiplicar meu salário por mil. Eu não quero trabalhar nada além do que minha obrigação. Ele vai ter que entender que não tem preço que pague o brilho dos olhos dos meus filhos e o sorriso nos lábios deles. Não tem dinheiro que pague ter você do meu lado. Quem está de fora pode até pensar que é fácil para eu dizer isso porque eu quase nem toco no meu salário porque você faz questão de me dar tudo. Podem pensar também que é muito fácil decidir isso quando se dirige um SUV último modelo dado pelo marido. E ainda é muito fácil dizer isso quando se mora em um loft duplex super confortável, em Manhattan e de altíssimo padrão. Muito fácil dizer isso quando não se tem problemas financeiros, né? Mas o que está em jogo aqui não é o dinheiro e sim a minha família... Você e os nossos filhos. Só que as pessoas não sabem, Rick, é que se o importante para mim fosse o dinheiro, eu teria saído com você logo no primeiro dia em que nos conhecemos, quando, ao final do caso, você me convidou para jantar e, muito facilmente teria ficado com você naquele dia, ao invés de esperar por quatro longos anos; quatro anos que serviram para nos conhecer verdadeiramente, quatro anos em que ficamos amigos, mas também foram quatro anos de dores, de sofrimentos, de medos e de traumas para eu ter coragem de acreditar no seu amor por mim e também para eu mesma aceitar o meu amor por você.
— Ah, amor, você bem sabe como são as pessoas. Às vezes por incapacidade de amar e ser amada, também por inveja ou despeito, elas fazem prejulgamento precipitados e maliciosos. Ainda bem que não agimos com base nessas atitudes mesquinhas.
— Ah, é! – ela deu um leve beijo nos lábios do marido.
— Kate, e se o Comissário não aceitar suas condições? E se ele...
Kate o interrompeu e com confiança, completou— Tirando o fato que você me ama e todos os elogios de cunho sensuais e sexuais que você sempre me fez, não é você mesmo quem sempre me dizia que eu era a melhor Detetive de Nova York? A Capitã Gates também me dizia isto e antes dela, o Capitão Montgomery. Você também me diz que eu sou a melhor Capitã... E o próprio Comissário já teceu elogios a meu respeito em vários discursos que ele faz nas festas da corporação e tenho, inclusive, várias condecorações e honrarias. Eu estou lá há mais de vinte anos, então... Ele não só vai aceitar, como também vai me pedir que eu indique um Detetive para dar plantões aos sábados e domingos e ficar encarregado do Distrito, então... Fácil, né?
— Kate, eu tenho a impressão que você já está cansada de ouvir isto, mas eu tenho que repetir. Quando eu penso que já conheço tudo sobre você, aí você vem e me surpreende. E é por isso que eu te amo cada vez mais.
Rindo feliz com o comentário dele, ela avisa — Nem se preocupe com a repetição, amor. Pode falar milhões de vezes que me ama, que me adora, que não sabe viver sem mim. – ela já fazia carinhos no marido e dava pequenos beijinhos no rosto dele — Eu vou adorar ouvir isso e nunca vou me cansar. Pode acreditar, até porque eu vou repetir todos os dias que te amo, que te adoro e que não sei viver sem você.
Eles se beijaram.
Um beijo cheio de amor e paixão.
— Kate, que eu te amo há quinze anos, você já sabe. Que eu sou o homem mais feliz do mundo por ter você, isso também não é mais novidade e agora, então, com os nossos filhos, todo o amor que eu tinha por você se multiplicou infinitamente. No entanto, eu não me lembro de ter dito a você uma coisa muito importante. –ela o olhou curiosa — Antes de ter você, eu morava aqui com minha filha e depois com minha mãe. Você sabe que eu também as amo. Elas eram as pessoas mais importantes da minha vida. Eu mato e morro por Alexis, você sabe e já viu de perto isso. Eu também mato e morro por você e você também já viu isso. Por nossos filhos, idem. Entretanto, apesar de morar aqui com minha filha e minha mãe e amá-las infinitamente, aqui sempre foi o “loft”, simplesmente “um apartamento”, “uma casa”. Porém com a sua chegada, você trouxe luz não só para minha vida, mas também para esta casa. E você fez isso, sendo você mesma... E assim como você é, amor, você transformou esta ‘casa’ em um ‘lar’ e com a chegada das crianças o nosso “lar” se solidificou milhões de vezes.
— Oh, babe, que lindo! – Kate deu um selinho no marido.
— Eu te amo, Kate, você é a alegria do meu coração e não consigo imaginar minha vida sem você. Farei o possível e o impossível para que todos os dias da nossa vida sejam “Perfeitos”. Te amo, te adoro.
— Eu também te amo, Rick, e sem você minha vida não teria sentido e vou adorar contribuir para que nossos dias continuem “Perfeitos” até o final de nossas vidas. Te amo e te adoro. Te amo hoje e sempre.
— Sempre.
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ F I M ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
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