FÉRIAS DE VERÃO

6 As Brincadeiras continuam


Notas iniciais
Eu estou amando escrever sobre estas crianças e espero que vocês estejam gostando.

Kate chegara ao seu quarto e encontrou o Jake e o Reece tranquilamente sentados sobre o colchão, concentradíssimos no que faziam e conversavam entre si, tanto que nem perceberam a presença da mãe.

— Hummm! Bonito o seu desenho, Jake. Olha o meu...— Reece estava visivelmente satisfeito com o seu feito e o do seu irmão.

— Também gostei do seu desenho, Reece. Bem que o papai fala que a gente é esperto, né? — Jake também se encontrava contente com a sua proeza.

— A mamãe vai adorar, né?— ele se sentou sobre uma perna e ficou de frente para sua arte e deduziu — Ela vai me apertar bem forte e me encher de beijo.

— E o papai também.— de repente o garotinho ficou preocupado e confidenciou — Hiii, Jake, eu acho até que o papai vai ficara triste porque não chamamos ele para fazer com a gente, né?

— É sim. Mas se ele ficar triste, Reece, a gente promete a ele que a gente faz outro com ele, tá certo?

— Tá certo.

Os dois conversavam e trocavam sorrisos sapecas, contentes com suas obras de arte.

Kate chegou mais perto e pode ver mais nitidamente a travessura dos filhos. Eles haviam feito enormes desenhos no lençol. Ela olhou para os filhos e para o lençol e decidiu que já era hora de se apresentar — Olá, meus amores! Tudo bem por aqui?

Os garotos não esperavam a chegada da mãe e tomaram um pequeno susto, mas nada sério. Viraram-se imediatamente de frente para a mãe e logo fizeram um biquinho lindo com o riso preso, como se estivessem esperando elogios pelas obras de arte.

Até aquele momento Kate não fazia ideia de onde os meninos tiraram aquelas duas canetas hidrográficas, estilo pincel atômico, mas naquele momento não tinha mais importância onde eles conseguiram as tais canetas, porque o estrago já tinha sido feito.

Percebendo que a mãe não falara nada, Jake tomou a frente— Mamãe, é um presente prá você. — o garoto tinha um sorriso de orelha a orelha — É uma surpresa - e apontou para o seu desenho e demonstrou estar ansioso por algum comentário da mãe.

Kate se aproximou e se sentou perto deles e ficou olhando para os desenhos e para as carinhas fofas e sapecas de seus filhos, que estavam confiantes de que fizeram algo espetacular.

Kate analisou seus pirralhos adorados e as atitudes deles. Os desenhos eram traços que eram ora paralelos, ora sobrepostos e círculos tortos e desordenados aos olhos de qualquer pessoa, mas que, para ela, independentemente do que fosse, aliás nem tinha importância, ela achou a coisa mais linda do mundo só de ver os sorrisos fofos de contentamento e de êxito que eles tinham na face por terem conseguido presentear a mãe.

Os desenhos eram traçados próprios da idade deles e condizentes com a coordenação motora dos dois. Óbvio que para eles, os desenhos deveriam ter algum significado.

Sem fazer cara de zanga e tomando cuidado para disfarçar seu entusiasmo porque senão iria ser um lençol por dia, então Kate comentou — Ah, tá... É... Estou vendo...

— E o meu, mamãe... Você ‘também’ gostou?— Reece sorria.

Kate até riu da confiança do Reece ao usar o “também”.

Beckett não queria repreendê-los, mas também não queria nem podia incentivá-los.

As crianças já estavam sentadinhas no colchão de frente à mãe.

Com delicadeza, Kate recolheu as duas canetas hidrográficas, procurou as tampas e as encontrou, uma sob um travesseiro e a outra ao pé da cama e as tampou. Uma era azul e a outra vermelha.

— Interessante, filhos. Vocês fizeram desenhos criativos.

Esperto, sedutor e hábil com as palavras, igualzinho ao pai, Jake começou a interpretar o seu desenho, apontando com o dedinho cada detalhe que mostrava – Aqui é você e o papai, mamãe. Você e ele estão abraçados e sorrindo, tá vendo? — o garoto olhou para mãe para ver a reação dela— Vocês dois estão sempre rindo e se abraçando e abraçando a gente...

O coração de Kate apertou ao saber que seu filho, tão pequenininho, já reparava na harmonia da família.

— Mamãe, mamãe, mamãe— Reece estava ansioso para poder explicar também o desenho dele — Aqui é você, o papai, a Lily, eu e o Jake dentro do carro do papai.

— Ah, é? Ah, tá...

— A gente está indo prá praia. Papai disse que vai ensinar a gente a fazer castelo de areia. – Reece sorria. — Você sabe fazer castelo de areia, mamãe?

— O papai disse que aqui em casa todo mundo é “Castle” e por isso, mamãe, que eu vou aprender a fazer um “castelo” e o Jake também.— os dois meninos começaram a rir. — Não é engraçado, mamãe?

— Jake e Reece, meus amores, a mamãe achou o desenho de vocês muito lindo, mas...

— Você quer que a gente faça mais é, mamãe?

Aquela pergunta seria até engraçada se não fosse tão assustadora — Vejam , bem, queridos. A mamãe vai... – Kate se lembrou de algo— Aliás, antes a mamãe quer saber uma coisa. Onde foi que meus garotinhos pegaram estas canetas bonitas.

— Ah, mamãe, foi fácil. – o garotinho fez uma carinha tão safadinha indicando que aquela pergunta era muito fácil de responder - Eu e o Reece vimos o papai desenhando no quadro branco que ele tem lá no escritório dele...

— E vocês pegaram as canetas do papai sem pedir a ele...

— Mas o papai não briga com a gente. Ele deixa a gente fazer tudo. – ela teria que ter uma conversa muito séria com o marido.

Eles desarmaram Kate — Ok! Mas mesmo assim, eu vou pedir a vocês, meus amores, para nunca mais pegarem nada do papai nem da mamãe sem antes pedir, tá certo, meus lindos?

Um garoto olhou para o outro e ambos balançaram a cabeça em sinal afirmativo.

— Quanto a eu gostar do desenho e querer que vocês façam outro... Eu gostei, sim, filhos, gostei muito. Parabéns! Vocês são muito criativos, mas a próxima vez que vocês desenharem assim tão bonito, vocês deverão fazer somente no quadro branco...

— Mas o quadro branco do papai é muito alto. – Jake justificou.

— Sim, filhos, o quadro do papai é alto, e lá ele coloca somente as coisas para os livros dele e somente ele pode ‘desenhar’ ali, por isso eu vou comprar um só para vocês dois e vou pendurar na parede da sala de brinquedos em uma altura que vocês possam desenhar. — Os meninos olhavam para ela com atenção— E aí, entenderam o que a mamãe falou.

Os dois menininhos tornaram a balançar a cabeça afirmativamente e Kate os colocou no colo e os encheu de beijos. Eles ainda não eram tão pesados, então os carregou e ficou de frente para a cama admirando não os rabiscos, traços e círculos dos desenhos, mas analisava a interpretações de cada uma das ilustrações de acordo com o que eles explicaram. Ao modo muito particular deles, os meninos deram forma ao amor, a alegria e a união que tanto ela quanto Rick externavam e ensinavam para eles e isso a comoveu.

— A mamãe ama vocês. Ama muito.

Neste momento os dois meninos, de forma desastrada, porém amorosa, passaram seus bracinhos pelo pescoço da mãe, quase a enforcando e a encheram de beijos molhados, na maior alegria.

Continua...

Notas finais
Comentem. Daqui a pouco vamos ver o que o Castle está fazendo. Aguardem.